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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

SOU MÉDIUM, E AÍ? (PARTE I)

Pensei bastante antes de divulgar aqui este texto que, sendo do terceiro volume de UMBANDA SEM MEDO, ainda não colocado público, pode se tornar um pouco complicado para alguns em função de analogias com certos conhecimento da física, o que tento fazer o mais explicadinho possível, a fim de que se tornem claros, mesmo para aqueles que não tiveram a possibilidade de acesso a eles.

Resolvi fazer porque, ao relê-lo, percebi que muitas das informações nele contidas, poderão ser usadas, na prática, e o quanto antes, com fins de melhoria no potencial mediúnico de cada um de nós, desde que coloquemos em prática certas orientações comportamentais cujos embasamentos estão justamente na compreensão dessas analogias antes citadas.

Por se tratar de um capítulo bem grande, vou colocar o texto dividido em partes, aguardando que, em caso de necessidade de melhores explicações em cada parte dele, pessoas como você que nos lê agora, que se interessem em aprofundar os conhecimentos, não tendo compreendido qualquer uma de minhas tentativas de esclarecimento, se comuniquem via COMENTÁRIOS com perguntas pertinentes e até mesmo com possíveis correções. Através dessa interação, havendo perguntas e, conseqüentemente necessidade de respostas, em alguns casos poderei até mesmo sentir a necessidade de modificar o texto que irá para o livro, de forma que, quando for divulgado, deixe o mínimo de dúvidas possíveis no ar. Em outras palavras, suas dúvidas e/ou correções me servirão de orientação para a "montagem" do texto final.

Já tagarelei demais. Vamos ao texto.

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Já falamos nos outros livros, você já leu em mais outros ainda e já escutou do(a) Dirigente de seu Grupo ou Terreiro que a mediunidade é aquela capacidade de uma pessoa encarnada poder se comunicar, seja mentalmente, auditivamente, psicograficamente, energeticamente, ou através da incorporação, com entidades humanas (pessoas que já tiveram pelo menos uma encarnação) ou entidades elementais (pertencentes a um outro Plano Evolutivo e que não estiveram encarnados na Terra) e também outras que por enquanto não vêm ao caso e retransmitir o produto dessa comunicação. Em outras palavras, é a capacidade que temos de ser um meio de comunicação entre "os de lá" e "os de cá".

Mas e daí? Sabemos que todos trazem consigo essa possibilidade mediúnica mas nem todos a sentem ou demonstram e outros até a encaram como casos de patologias (doenças) psicóticas.


Mas e você? Eu quero saber de você!

Você se acha um(a) maluco(a) por sentir ou ver ou conversar com pessoas e ou outras entidades que só você percebe e não outros?

Seriam esses que não têm essa percepção, mais "normais" que você?

Vamos ver um caso clássico?

Digamos que numa cidade em que só existem os totalmente cegos, você resolve falar a algum deles sobre a maravilha que são as cores das flores, das árvores, do céu ...

O que deveria pensar esse ser que nunca as viu ou verá ? Que você é maluco(a)?

Vamos ainda mais profundamente e analisemos o ar que respiramos. Alguém vê esse ar? Alguém percebe que ele é azul, tirando-se a poluição? E por não vê-lo pode-se afirmar que quem diz que ele existe é maluco(a)?

E ainda mais profundo.

A água do mar está aí para todos verem, certo? Mas alguém vê as partículas de água que se desprendem e sobem aos céu diariamente (e olha que não é tão difícil ver não, heim !)?

E aí? Será que por não se ver, pode-se afirmar que não acontece, que não existe?

E as ondas de Áudio Modulado provenientes de estações de rádio? E as ondas de Freqüência Modulada (FM), VHF e UHF que nos trazem até as imagens da televisão?

Ah, mas aí a gente vê o efeito delas quando ligamos certos aparelhos (rádio e televisão). Então, mesmo não as vendo temos que acreditar que existam, certo?

É exatamente aí onde quero chegar.

Até bem pouco tempo atrás, quem dissesse que seria possível a transmissão e recepção a longas distâncias de ondas sonoras era considerado maluco. Quando o rádio apareceu os "malucos" deixaram de sê-lo, se "curaram" e tornaram-se cientistas.

A mediunidade que cada ser humano traz consigo faz, na realidade, com que ele seja um transmissor e receptor de outros tipos de ondas energéticas que não só as sonoras e, dessa forma, cada ser humano com maior ou menor capacidade de receber ou enviar essas ondas, pode perceber mais ou menos do que acontece em Planos Vibratórios menos densos que o nosso. Aliás, os rádios e televisões também sofrem essa restrição. Veja por exemplo que nem todos estão preparados para receberem ondas curtas (no caso do rádio) ou UHF (no caso das televisões), necessitando de aparelhagem ou circuitos adicionais para que o consigam.

Vamos esquecer nosso corpo físico por uns instantes, e encará-lo como um receptor e transmissor de certos tipos de ondas que os aparelhos físicos ainda não conseguiram captar (a não ser a fotografia Kirlian), o que talvez façam daqui a algum tempo mais, quem sabe?

Se você conseguir ver ou imaginar que, além de você ser um ser pensante, seu corpo também é um aparelho que sofre as influências das mais diversas fontes de ondas energéticas (luz, calor, ondas magnéticas, de televisão, de rádio etc.), inclusive estas que os aparelhos comuns não conseguem perceber, então estará começando a entender.

Se entender também que esse corpo físico que está usando agora, nessa encarnação, é como uma "vestimenta" para seu verdadeiro EU espiritual, então estará entendendo ainda mais o que vou tentar explicar.

Mentalmente saia de seu corpo, ou olhe-se em um espelho. Tente ver esse corpo como se estivesse fora dele, encarando-o e observando cada parte que o constitui. É claro que se você considerar que está fora de seu corpo, vai observá-lo como se um boneco ou bicho de carne fosse, ou apenas uma imagem, certo? Sem nada dentro.

Agora veja bem. Já explicamos, no volume anterior que, na cabeça existe um Chakra Coronário que funciona como se fosse uma ANTENA, certo? Só que essa antena, a despeito do que possam afirmar, serve tanto para recepção como para transmissão de ondas em uma faixa de freqüência não percebida ainda pelos aparelhos eletrônicos: apenas os humanos. Então comecemos por aí a análise do que algumas entidades chamam de APARELHO MEDIÚNICO.

Olhe para seu corpo, de frente, e imagine, se não puder ver, uma coroa de energia que se expande do centro da cabeça para cima e para os lados, para frente e para trás. Essa energia que se irradia tem como base uma faixa vibratória – digamos que vibre bem entre 1.000 e 1.500 ciclos por segundo (1000 a 1500 Hz ou 1Khz a 1,5Khz) - isso é uma situação hipotética (lembre-se de que ainda não temos aparelhos para medir a vibração padrão de Chakras) – nesse caso, entidades e/ou energias que vibrem (ou atuem) dentro desse padrão estarão afinadas com esse Chakra e, num caso de incorporação, por exemplo, quase não afetarão o seu sistema nervoso. Se no entanto, de você se aproximarem entidades que vibrem a menos de 1000 ciclos (faixa vibratória mais baixa que a sua) ou a mais que 1500 ciclos (padrão vibratório mais alto que o seu), se tentarem entrar em contato mental com você, ou terão que elevar seu padrão vibratório (no primeiro caso) ou diminuí-lo (no segundo caso) para que possam atuar dentro de sua faixa vibratória (esse grupo de freqüências onde seu Chakra Coronário ou sua "Coroa" atua bem).

Como sabemos que no Astral há entidades mais evoluídas que você e menos também, passamos a saber que, em decorrência disto, estaremos sempre recebendo influências energéticas maiores e menores.

Como esse Chakra de nossa hipótese, só consegue variar seu padrão entre 1000 e 1500 Hertz (ou ciclos por segundo), em estado normal ele não perceberá nem entidades que atuem a menos nem a mais, para o que, terá que passar por treinamentos a fim de poder expandir a FAIXA VIBRATÓRIA (freqüências entre a menor e a maior com as quais poderá interagir) e passar a alcançar, de acordo com os objetivos, maiores e menores freqüências, tipo: de 500 Hz até 6.000Hz.

E qual seria o objetivo dessa expansão da Faixa Vibratória?

A expansão para baixo não é comum. Só serviria para que o médium começasse a receber bem, as influências dos mais baixos astrais, mas a expansão para cima (até os 6.000Hz, no exemplo), serviria para que alcançasse a freqüência de energias e de entidades menos densas e mais evoluídas, por conseguinte, que, como se sabe, são de mais alto Padrão Vibratório.

Essa diferença entre as freqüências em que vibram as entidades espirituais e a do encarnado em questão, explicam também, de um certo modo, os desconfortos que sentimos às vezes quando da aproximação de certas entidades, mesmo sem incorporações. A simples presença de certas entidades de padrão vibratório muito diferente do nosso, causa como que um "choque vibratório" entre Auras, fazendo com que o sistema nervoso do encarnado sofra de alguma forma e produza sensações bastante desagradáveis.

Entre essas sensações podemos citar, dores de cabeça inexplicáveis, vertigens, enjôos, arrepios descontrolados, irritação inexplicável e momentânea, sonolência descontrolada, até mesmo perda temporária do controle sobre certos membros em casos mais profundos e desmaios.

Agora anote bem: Não é só a aproximação de entidades de baixo padrão vibratório (inferiores) que pode causar esses danos não. Também a presença de "medalhões espirituais" o faz, porque não se trata de influência de baixa ou alta freqüência (entidades mais ou menos evoluídas), mas do fato do encarnado em questão, não estar preparado para, ampliar ou baixar seu próprio padrão e com isso evitar o CHOQUE DE VIBRAÇÃO – este sim, o causador de todo o mal estar.

Mas cara! Você está falando aí de freqüências e ondas ...

Quer dizer que nossas entidades nada mais são do que isso? Freqüências e ondas? E que "diabos" é isso de freqüência que eu nem sei?

Fala sério, maninho! É claro que não é isso.

Vamos por partes, explicando o que é freqüência vibratória.

Qualquer corpo, seja ele sólido, líquido ou gasoso, é formado de átomos que se agitam, criando moléculas, formando células, tecidos e corpos. Acontece que os mais diversos corpos possuem suas moléculas formadoras vibrando ou se agitando em um determinado número de vezes por segundo.

Se você pegar uma caneta agora e bater na mesa uma vez a cada segundo, terá UMA BATIDA POR SEGUNDO, certo?

Se aumentar o número de batidas para duas vezes por segundo, terá exatamente isso: duas batidas por segundo ou, cientificamente falando, DOIS CICLOS OU HERTZ POR SEGUNDO.

Se agora você conseguir bater 1.000 vezes por segundo, terá uma freqüência de batidas de 1.000 batidas por segundo ou 1.000 ciclos ou Hertz por segundo e isso quer dizer que você acelerou a freqüência com que batia na mesa. Até aí tudo bem?

Perceba também que, se você conseguir bater mesmo 1.000 vezes por segundo na mesa, com certeza já não verá mais sua mão porque nossa visão normal não acompanha essa velocidade de movimentos, batimentos ou ciclos, ou hertz e é por isso que não conseguimos ver uma grande parte de corpos existentes que se agitam em freqüência muito superiores ou mesmo inferiores às que podemos ver.

No caso de 1.000 ciclos por segundo ou 1.000 Hertz (1.000Hz), ainda poderíamos escutar o som das batidas já que o ouvido humano percebe sons entre mais ou menos 20 Hz e 20.000 Hz - FAIXA VIBRATÓRIA AUDÍVEL.

O seu "computadorzinho" aí, tem um processador que pode ser capaz de trabalhar, talvez, a uma velocidade de 400MHz ou até uns 4 GHz ... rapidinho, não?

Se ele conseguisse trabalhar bem, tanto em 400MHz quanto em qualquer outra freqüência ENTRE esses 400MHZ e os 4GHz, então essa seria a FAIXA VIBRATÓRIA das energias com que ele poderia interagir - de 400Mhz a 4 GHz.

Deu para entender um pouquinho mais desse papo de freqüência e faixa vibratória?

O que estou afirmando pra você é que, embora as entidades espirituais sejam seres que conosco se comunicam, fazem-no sempre através da sintonia das freqüências com que o médium está acostumado, ou seja, para que haja uma boa comunicação, uma boa vidência, uma boa clariaudiência, etc., será preciso que o médium saiba ou possa ter sintonizadas as suas antenas (Chakra Coronário e outros) para as freqüências em que vivem ou vibrem essas entidades, caso contrário, vai ficar dizendo que elas não existem, entendeu?

Voltando ao rádio, por exemplo: Quando você sintoniza 1200MHz, você recebe a estação que vibra ou envia seu sinal nessa freqüência. Se sintonizar em 95,5Mhz, receberá outra e nem perceberá que existe a de 1200MHz, entendeu? E isso não quer dizer que a onda de 1200MHZ não esteja presente no seu lar, ao seu lado etc., é o seu rádio, com seus circuitos osciladores internos, que cria uma situação favorável à entrada da onda de 95,5Mhz ou a de 1200Mhz.

Transpondo isso para a recepção mediúnica, você poderá observar que, na maior parte das vezes, quando a mediunidade aflora espontaneamente, o indivíduo tende a ficar com maior disponibilidade para Planos Inferiores (Exus e mesmo Kiumbas) onde as energias vibram em padrões mais baixos. É claro que há exceções – não há regras sem elas – e elas acontecem quando o ser mediúnico já vem bem acompanhado desde o nascimento, não raramente com uma Missão e não um Carma espiritual.

Mas não é assim também em seu Terreiro? As pessoas não se assanham logo para trabalharem com Exus, mesmo não tendo ainda recebido as influências e/ou incorporação de seus mais altos companheiros espirituais que, embora estejam ali pertinho, não conseguem incorporar?

E os "malandros"? Como chegam bem, não?

E nos casos de vidência aflorada espontaneamente? Quem ainda não viu pessoas que só vêem coisas feias, miasmas, espíritos que mal passaram para o outro lado e por isso ainda vibram em Planos de baixíssima vibração ou freqüência?

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CONTINUA DENTRO DE UMA SEMANA A QUINZE DIAS, DEPENDENDO DA INTERAÇÃO (SE HOUVER) QUE SUGIRO NO INÍCIO DESTE TEXTO

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

UMBANDA - 100 ANOS




Aproxima-se um grande dia para todos os que conheceram, conhecem e se dizem umbandistas. O dia em que a coletividade decidiu marcar como a data inicial da Lei de Umbanda no Brasil visto que foi em 15 de novembro de 1908, que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, apresentando-se através de seu médium, Zélio Fernandino de Moraes, um rapazola de 17 anos na época, determinou que, no dia seguinte, 16 de novembro, e na própria casa em que morava seu médium, reuniria Espíritos de negros e indígenas e daria inicio a um culto com um objetivo inicial e principal: uma religião que falaria aos humildes, simbolizando a igualdade que deveria existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.

Não só o fez como deu a esse o culto este nome UMBANDA, tendo determinado, na ocasião, toda uma linha filosófica, bem assim como a ritualística a ser adotada como técnica para que fossem alcançados os novos objetivos propostos desde então, na interação espíritos/encarnados - CARIDADE ATRAVÉS DOS ESPÍRITOS.

Difíceis foram os primeiros anos, difíceis foram os seguintes, mas movidos pela fé e grande repercussão do trabalho positivo e caritativo desses Espíritos, o trabalho continuou e muitos outros irmãos, de diversos outros cultos espíritas, ou mais abrangentemente, espiritualistas, foram se irmanando às causas e objetivos umbandistas, tendo neste período assumido também para seus cultos e crenças esse nome - UMBANDA.

Criou-se desde então, não uma união de práticas ritualísticas semelhantes ou idênticas, mas uma união em torno de objetivos a serem alcançados, tanto por encarnados quanto pelos Espíritos que por suas sabedorias particulares e práticas ídem, apontassem para esta mesma direção - IGUALDADE - HUMILDADE - FÉ - CARIDADE, direcionamento este, ao meu ver (pautado no fato de que o Caboclo das Sete Encruzilhadas não determinou doutrinas ou dogmas, segundo os próprios familiares do senhor Zélio), que até hoje identifica sem sombra de dúvidas como UMBANDISTAS, todos os que, trabalhando com Espíritos, mantém vivos estes objetivos em suas crenças e cultos.

Como fica claro no próprio Hino da Umbanda, ela é PAZ E AMOR. É um "MUNDO CHEIO DE LUZ", ela é "FORÇA QUE NOS DÁ VIDA E À GRANDEZA NOS CONDUZ". E para que se mantenha sempre desta forma, urge que Umbandistas de todas as raízes, de todas as raças, de todas as classes sociais, unam-se VERDADEIRAMENTE e cada vez mais, sem se preocuparem com as práticas ritualísticas (simplesmente técnicas rituais particulares) e formas de desenvolvimento de sessões, reuniões ou engiras de seus irmãos (exceto se forem contrárias aos objetivos propostos inicialmente) em nome de uma egrégora maior, uma UNIÃO ENERGÉTICA que imante, não só esse país chamado Brasil, como também, ao longo do tempo, todo este planeta, nossa morada enquanto encarnados, nessa onda de PAZ, AMOR, FRATERNIDADE, IGUALDADE - tudo o que um rapaz de 30 anos, há cerca de 2000 e tantos anos atrás tentou repassar como FORMAS DE EVOLUÇÃO para nossos Espíritos agrilhoados à matéria e mentalmente dirigidos tão só (na maioria das vezes), a tudo que lhe é correlato, o que acaba nos fazendo esquecer, por conseguinte, que ESTA É UMA MORADA TEMPORÁRIA e principalmente que TUDO DE MATERIAL QUE AQUI CONSEGUIRMOS, AQUI DEIXAREMOS, só levando conosco, daqui pra lá, sentimentos, conhecimentos, equilíbrio e HARMONIZAÇÃO ou não com o nosso DEUS INTERIOR - fagulha divina da Energia-Mãe Original, segundo muitas das crenças e da UMBANDA em particular.

"AVANTE FILHOS DE FÉ, COMO A NOSSA LEI" ... há sim, outras tantas que têm os mesmos propósitos, o que em nada nos diminui frente ao CRIADOR e a outras tantas criaturas que hoje já se encontram nos Mundos Astrais tentando, de lá, nos intuir a todos, indiferente de credos, e através de diretivas que nos levem a ser felizes mas que pelo fato de estarmos encarnados, e portanto toldados (uns mais outros menos) pela capa da matéria animal de que nos servimos para habitar temporariamente neste planeta, quase sempre não escutamos, não percebemos, não executamos.

"LEVANDO, AO MUNDO INTEIRO, A BANDEIRA DE OXALÁ", que para a Umbanda representa a PAZ, a SABEDORIA, o EQUILÍBRIO, a HARMONIZAÇÃO COM O DIVINO, convidando-nos, neste caso a, senão totalmente, pelo menos e pelo que se consiga através do próprio esforço, observarmos e revermos em cada um de nós, nosso defeitos, nossas fraquezas, nossos baixos sentimentos (invejas, prepotências e outras mesquinharias) de forma que possamos, um dia, ser realmente dignos de podermos pelo menos tocar esta "bandeira" e, aí sim, levar a todos seu SIGNIFICADO MAIOR além de um mastro com um pano desenhado com um brasão.
Que até o alvorecer deste dia, todos os reais umbandistas, sejam quais forem suas raízes, tenham se conscientizado de suas importâncias, não só para a Umbanda, mas para si mesmos e o mundo à suas voltas e tenham compreendido que é pela UNIÃO DE FORÇAS, PENSAMENTOS E ATITUDES que se faz um movimento, seja ele de que tipo for, crescer e florir segundo seus objetivos.

Que todas as VERDADEIRAS UMBANDAS se unam segundo os objetivos primeiros e maiores, são parte de nossas súplicas ao PAI/MÃE UNIVERSAL, seja ele/ela reconhecido(a) pelo nome que for.
E para terminar esta mensagem, deixo abaixo um Ponto Cantado que aprendi há muitos anos e que traduz muito do que necessitamos em todos os momentos de nossas vidas.


FILHO DE UMBANDA
SARAVÁ CONGÁ
SALVE A SUA COROA
NOS TERREIROS DE UMBANDA
SALVE SEUS ORIXÁS
OXALÁ, MEU PAI
ABENÇOAI FILHOS DE UMBANDA
SOMOS FILHOS DE OXALÁ
E OXALÁ É REI NA UMBANDA

E um segundo em homenagem à Casa de Geraldo, em Niterói, lugar onde dei meus primeiros passos em rumo à espiritualidade.

Deus de amor e justiça,
Pai de justiça e amor
Se é que nós merecemos, meu Pai
Manda aplacar nossa dor

Seja o nome que te derem,
Alá, Jeová, Zambi ou Tupã
És um só DEUS VERDADEIRO, meu Pai,
Pai de Yemanjá e Iansã

Paz a toda humanidade
No Mar, na Terra e no Ar
Em qualquer religião, oh meu Pai
TODOS QUEREM TE ADORAR.

Salve o Senhor nas Alturas
No infinito e no além
Salve Jesus Nazareno, excelso
Que é nosso irmão também.


NOSSOS FRATERNOS SARAVÁS A TODOS OS VERDADEIROS FILHOS

DESSA "JOVEM RELIGIÃO " DE APENAS 100 ANOS NO BRASIL!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

PROCESSOS OBSESSIVOS III


OBSESSÕES ESPIRITUAIS

Vamos falar agora de processos em que haja realmente a atuação negativa de espíritos (humanos ou elementais) na vida de alguém?
Você já releu o Capítulo V de Umbanda Sem Medo Vol I? Olha que é bom, heim!
(Caso não o tenha feito, leia-o aqui mesmo em:"Obsessões e Obsessores Parte I e Obsessões e Obsessores Parte II - é só clicar)

Falamos lá que a nossa Aura é um halo energético resultante de diversas energias que criamos ou geramos, entre as quais as próprias energias metabólicas, dissemos que funciona como um Escudo Energético e descrevemos algumas situações relativas ao seu possível enfraquecimento.
Falamos também sobre como um obsessor esperto mina esse escudo e até mesmo as defesas psíquicas de um "sujeito alvo", não o atacando frontalmente, a não ser a partir do momento em que ele se entrega ou, diretamente sim, somente se encontrá-lo já enfraquecido e chegamos a dizer exatamente isto:
"Quando uma pessoa chega ao ponto de estar obsedada por uma entidade espiritual é sinal de que suas defesas espirituais e energéticas (aura) já foram vencidas e a própria vontade dessa pessoa já depende em maior ou menor grau, da vontade do obsessor. Qualquer tentativa de afastamento por meios descontrolados pode ser fatal, pois em não poucos casos, a presença do obsessor torna-se fator importante na vida do obsedado."

Para uma melhor compreensão do que se vai dizer daqui pra frente, vamos considerar:

ENCOSTO ESPIRITUAL = Um ente espiritual ou energético (forma - pensamento) que se aproxima da "vítima" por algum interesse que pode ser momentâneo ou até duradouro, o que vai depender do fato do "encostado" continuar a fornecer-lhe, ou não, o ou os elementos que atraíram esse ente. Pode ter se agregado à vida do encarnado por puro acaso, por atração do próprio em função de ter a Aura irradiando a energia necessária ao ente, podendo, o primeiro contato, ter se dado até mesmo em algum lugar freqüentado (casa de parentes, amigos, bares, boates, etc.) ou na passagem pela porta de um desses lugares que "expulsam diabos" mas não os encaminham, deixando-os soltos para se apegarem ao mais próximo descuidado.
Chamamos assim, de ENCOSTO, porque esses entes não costumam CRIAR RAÍZES ENERGÉTICAS profundas, a não ser, como já disse, se encontrarem facilidades crescentes no fornecimento do que esperam absorver.
Há também o "Encosto Familiar". Neste caso, um ser familiar e desencarnado encosta-se em alguém, ou por maldade ou mesmo achando poder ajudar, ainda que não saiba como, acabando por atrapalhar ainda mais. Esse tipo de Encosto costuma acontecer muito quando os entes encarnados, por sofrerem demais com a "perda", acabam atraindo a atenção e a presença do desencarnado ainda não encaminhado. E há também aqueles entes familiares que, ou por não entenderem já terem desencarnado, ou acharem que devem, por si próprios permanecem agarrados ao seio familiar.
A positividade ou negatividade deste tipo de Encosto ficará por conta do grau evolutivo do desencarnado e a compreensão de seu estado pós desencarne, já que "os sofredores materiais" estarão sempre de "guarda aberta" para que a atuação se dê.
Se o ente familiar encostado for daquele tipo dominador, tenderá a exercer seu domínio sobre o encarnado mais frágil, mediunicamente, ou o que mais elos energéticos de simpatia ou medo teve com ele quando em vida - esta situação poderá evoluir para um tipo de obsessão.
Neste caso específico, já que estamos aprofundando os estudos, há também a possibilidade do encarnado atrair, não o ESPÍRITO familiar e sim seu Cascão Astral(1) caso o desencarnado já se tenha desvencilhado dele, pelo fato de já ter migrado dos Planos Astrais para Planos Superiores cujas especificações não nos cabe ainda aqui. Este acaba virando "um caso sério", já que esses Cascões, por não possuírem raciocínio (serem como zumbis), apenas absorvem energias exaladas pelos encarnados, energias estas que são estimuladas através de RECORDAÇÕES que causem tristezas e "dores íntimas" (e conseqüentes depressões em diversos níveis) por fatos ou pela pessoa que se foi, transformando-se, instintivamente, em verdadeiros vampiros astrais. Neste nível já acontece a obsessão - ato irracional, compulsão.
Ainda sob a classificação de ENCOSTOS, podemos enquadrar a atuação de entidades espirituais e/ou elementais que, de certa forma, são enviadas para uma determinada tarefa, quase sempre nefanda - destruição de uma forma geral, seja lá em que aspecto da vida.
Mas estes não seriam obsessores? Perguntariam alguns!
Podem até se transformar em, mas inicialmente atuam como Encostos e já neste nível conseguem, pela fúria e estimulados por "presentes", provocar desequilíbrios na vida do "sujeito alvo".
Não são obsessores em sua essência porque:

1- Não possuem vínculos energéticos anteriores, atuais, ou de vidas anteriores com o "sujeito alvo";
2- Tendem a executar suas tarefas o mais rápido que podem e se afastarem, retornando ao mandante em busca de mais "presentes" e talvez mais "tarefas", tal qual fazem os cães que atacam as vítimas ao comando de seus donos;
3- São mais facilmente detectáveis e até "mais facilmente afastáveis" pelo fato de agirem mais violentamente, logo acusando sua(s) presença(s) e normalmente em função do que vão ganhar. Sabendo disto, muitos grupamentos espirituais os tratam através de trocas - oferecem o que ganharam e talvez mais alguma coisa, para que deixem a vida do encarnado e até mesmo se voltem contra quem os enviou, não sendo este o procedimento natural (é preciso que fique bem claro) de um Real Terreiro de Umbanda, por "N" motivos que podem ser especificados em outra oportunidade.

OBSESSOR ESPIRITUAL = Um ente do Plano Astral (humano ou elemental, ambos elementares) que, seja por motivo de cobranças entre vidas, seja por um processo de evolução da fase de Encosto para esta, seja por endividamento criado ainda nesta encarnação (pessoas que prometem, alcançam e não pagam, por exemplo) PERSEGUE A SUA VÍTIMA causando-lhe um sem número de males, tanto espirituais quanto materiais.
Diferentemente dos processos de Encosto, neste sempre há elos (vínculos) energéticos que atam encarnados e desencarnados, o que pode vir a ser um tremendo problema para a "cura espiritual" tanto de um quanto de outro, sendo essa dificuldade diretamente proporcional ao grau de INVOLUÇÃO ESPIRITUAL e às vezes até CULTURAL, tanto da entidade atuante quanto do encarnado. No primeiro caso devido ao grau de ainda selvageria mental com que se apresentam estas entidades e no segundo devido à pouca ou nenhuma compreensão sobre o que se pode lhes transmitir de mensagens edificantes, evolutivas, etc.
Esses vínculos, elos, enlaces que se formam por dívidas, sejam elas cármicas ou não, são elementos dignos de análise mais profunda porque em todos os casos, parece haver uma interação, um entrelaçamento energético tão forte entre uns e outros que a simples retirada ou afastamento do obsessor chega a causar, em alguns casos (que dependem do quanto de enraizamento energético exista entre os entes envolvidos), diversos males, agora de natureza psíquica no encarnado que passa a sentir como se lhe "faltasse algo" na vida, em sua existência.
Alguns podem até achar uma comparação esdrúxula (incomum e até extravagante), mas a sensação é bem próxima ou até igual em muitas vezes, àquela por que passa um encarnado que, mesmo sofrendo ao lado de seu cônjuge, por décadas, sofre ainda mais se por algum motivo ele ou ela se afastar ou morrer. Só quem já passou por uma experiência destas pode aquilatar o "vazio de alma" daí decorrente e a falta até mesmo das brigas e discussões por motivos fúteis, às vezes, mas que já faziam parte da vida comum.
Quem já não ouviu a famosa frase: "Ruim com ele(a), pior sem ele(a)?"
Em nosso caso específico de obsessão espiritual, "a coisa" não é muito diferente, principalmente se essa obsessão advier de causas anteriores à vida atual, porque não só o mental encarnado, como o próprio Espírito do encarnado em si, de tão vinculado que está ao obsessor, acaba por lhe sentir a falta, AINDA QUE INCONSCIENTEMENTE!
Resultado disto?
Muitas vezes (se não houver um acompanhamento psicológico) processos depressivos bastante complicados, síndromes de pânico, etc., que poderão desencadear processos auto-obsessivos conforme já analisamos.

Mas Claudio! Você acha que uma pessoa que se livre de um fardo espiritual pode mesmo sentir falta dele a ponto de se predispor a uma auto-obsessão?
Não só pode como não é muito incomum não!
É claro que quando o ataque do obsessor é grosseiro e provoca grande males físicos e espirituais, a tendência não é esta e sim a de se ver livre o mais rápido possível do estorvo, voltando à vida normal sem sequer se lembrar que um dia aquilo aconteceu - o fato da descoberta e do afastamento. No entanto há processos obsessivos mais elaborados em que o obsessor vai se infiltrando devagarinho na vida do encarnado e muitas vezes, até que demonstre seu real objetivo, "vai dando corda" (como se costuma dizer) na vida do "alvo".
Já vimos o caso daquela senhora que julgava receber um "MEDALHÃO ESPIRITUAL" que falava em várias línguas ainda no primeiro volume e vimos também no que deu, certo?
Então vou repetir o que já disse lá, palavra por palavra:

Veja bem!
"Qualquer obsessor, por mais burro que seja (e normalmente eles não são nada burros), se tem em mente dominar uma pessoa, vai facilitar-lhe sempre aquilo que ela ache que mais precisa - nesse caso a admiração de tantos quanto cercavam essa senhora. É desse modo que ele ganha confiança! É desse modo que ele vai conseguindo aos poucos, estreitar os laços que o unem ao ser encarnado até chegar ao ponto de se tornar imprescindível, em muitos casos, a sua presença. Anote isso!"
E quem anotou e passou a observar melhor certas manifestações mediúnicas ainda existentes ou analisou a "queda mediúnica" de muitos "EX BABÁS" ou "EX YAYÁS", com suas conseqüentes fugas para outros grupos religiosos, inclusive seus ataques às mesmas coisas que eles mesmos faziam antes, entendeu bem o quanto de reais ENCOSTOS e OBSESSORES se apresentavam como GUIAS ESPIRITUAIS dessas pessoas, normalmente movidas pela intenção de FAMA, DINHEIRO E PODER. Será que mudaram também seus objetivos primários nessa outra religião ou seita? Ou estão apenas "cuspindo nos pratos em que comeram"?

-"Mas fulana eu conheci. Recebia "Vovó X" e curava os filhos com suas rezas".
-"Cicrano tinha um "Caboclo Y" que só de chegar já botava tudo que é kiumba pra correr".
-"Como é que eles poderiam ser Obsessores ou Encostos?"

Mais uma vez uma análise superficial da entidade pelos "efeitos especiais" com que consegue enfeitiçar os mais ingênuos.

Retorne ao que eu disse acima (sobre como agem os obsessores menos burros) e lembre-se claramente de uma coisa: Qualquer "Nome" ou "Título" que uma entidade possa vir a dar, também pode ser puramente fictício e puramente fruto de MISTIFICAÇÃO. Curas, qualquer entidade mais terra a terra é capaz de fazer, desde que tenha aprendido a manipular energias, não sendo necessário qualquer tipo de EVOLUÇÃO ESPIRITUAL, mas sim conhecimento de técnicas de manipulação energética. Pseudo-afastamentos de kiumbas pela simples presença, podem não passar de simples acordo entre entidade e seus próprios asseclas com fins de, como já explicamos: PURO IMPRESSIONISMO VISUAL! Com que fins? Deixo pra você esta conclusão! Só não subestime a inteligência de qualquer espírito, seja para o bem ou para o mal em cada situação, sob pena de ser brutalmente penalizado(a) e acabar tendo que migrar também para outras religiões ou seitas.
Os que gostam de viver de ilusões, no mundo da fantasia; os que continuam achando que porque o espírito está "do outro lado", já virou anjo, deva ou orixá, são, certamente, os alvos mais visados, tanto para ENCOSTOS quanto para OBSESSORES que tenham trazido de outras eras ou com os quais tenham assumido dívidas na presente vida!
Uma outra técnica utilizada, tanto por Encostos, quanto por Obsessores (mais por estes últimos), é aquela em que o "sujeito alvo" não é atacado diretamente e sim por tabela, como costumamos dizer.
Nesta técnica o ente espiritual, não conseguindo atuar diretamente no "alvo", procura alguém próximo a ele - normalmente irmão ou irmã, mãe, pai, amigo(a) muito chegado(a), esposa ou marido, etc. - e, atuando em seus psiquismos, começa a provocar brigas, desentendimentos e/ou todas as formas possíveis de confusões, de uma forma tal que "o alvo", se for médium, mesmo atuante, vai ficando sensibilizado por essas situações, chega a duvidar da própria Guarda Espiritual que julga acompanhá-lo, no que não costuma estar errado, pois caso contrário o processo obsessivo se daria diretamente sobre ele(a).
Por desconhecimento pessoal desse tipo de "técnica de ataque" (falta de estudos específicos) e mesmo sendo um bom médium e estando acompanhado de entidades positivas para si, mas de não grande visão espiritual(2) (esse é um outro detalhe ao qual muitos de nós não damos importância, mas é primordial, principalmente para quem almeja posto de Direção de Terreiro) o antes bom médium começa enveredar pelo caminho da dúvida que provoca a hesitação, que provoca aos poucos a desconexão com seu(s) antes protetor(es), que provoca, por fim, a abertura de guarda para a infiltração do obsessor. Este por sua vez, se for daqueles espertos, vai aparecer, não como um vigoroso atacante, mas sim como o "salvador da pátria" - "uma entidade bem forte que vem pra acabar com aquela demanda toda" (observe as aspas e entenda o que quer dizer).
O que faz nosso "alvo" diante de toda aquela demonstração de força e vigor? Claro ... confia inteiramente seus caminhos a esse "novo amigo", "forte e poderoso", como se mostra.
E tome trabalhos, e tome matanças, e tome isto e mais aquilo, sem que o "alvo" consiga perceber que passou a alimentar e fortalecer ainda mais os amiguinhos de seu "novo amigo" e a ele próprio, é claro. Seus antigo protetores? Nem aí! E se aparecer alguém dando o mesmo nome ritual anterior, ou sempre foi da gang ou é outro que aparece agora desta forma, para dar um certo ar de confiabilidade a tudo que se está fazendo.
Como o "pessoalzinho" que criava toda a confusão familiar, por exemplo, era dessa mesma gang, (ou era até ele mesmo) com a entronização do "chefe", vão deixando de atuar nos familiares, amigos, etc., dando ao "alvo" a sensação de que "tudo está correndo às mil maravilhas" - mais uma "prova de que o caminho escolhido foi o correto" (observe novamente as aspas).
Como testar poder-se estar passando por um processo parecido? Simples. Uma das formas é esta: Pare de fornecer as "obrigações" regadas a ejé (menga, sangue), pare de servir este "novo amigo" com todos os objetos materiais que costuma pedir, para causar seus impressionismos visuais, "suas curas", e veja como vai ficando a sua vida.
Mas será que você será corajoso(a) o suficiente para tentar isto? Porque se você a ele acorrer pelo novo avesso em sua vida, com certeza a resposta será algo parecido com: "Você não está cumprindo com suas obrigações! Como posso ajudá-lo?"
- "E se o "salvador da pátria" não me pedir nada em particular?"
Perceba o teor das "obrigações" que ele(a) passa a pedir dos consulentes. Os mais espertos, com a finalidade de não espantar "o alvo", pedem de outros o que necessitam para si próprios, sempre no intuito de "se materializarem" cada vez mais e com isto assumirem ainda mais a vida, não só de seu médium, como também a de outros incautos encarnados (lembre-se de que não costumam trabalhar sozinhos) que com eles comunguem em formas de pensar e agir.
-"E se nem isto de pedir aos outros acontece?"
Se é um espírito obsessor, com certeza já está tão misturado na essência energética do médium, que nem precisa mais dessas coisas - não é mais um simples obsessor porque já controla o encarnado o suficiente para comandar-lhe todas as vontades.
Lembro aqui, de novo, o caso da senhora que acabou se atirando pela janela por contrariar o desejo de seu "protetor" e, novamente, as mortes trágicas dos sucessivos médiuns do "famoso Dr. Fritz".

E aqui vai mais um aviso aos ingênuos que acham não precisarem estudar e estarem sempre atentos.
Um dos grandes problemas atuais da Umbanda concentra-se no pouco preparo cognitivo de alguns que se alçam aos postos de Chefes de Terreiro, com seja lá o título que resolvam assumir. Não é só a avareza, a prepotência, as futilidades, a vaidade, etc., ("qualidades" estas sempre atrativas para espíritos do mesmo naipe) que acabam levando o médium ao desastre, mas também e principalmente o GRAU DE INGENUIDADE E DESPREPARO no reconhecimento sobre QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO E SUAS VERDADEIRAS INTENÇÕES.
Duvida disto? Então pague pra ver! Mas não se esqueça de que muitos também duvidaram antes e hoje ...

E tenha sempre em mente o que já nos dizia o célebre Caboclo Mirim: "UMBANDA É COISA SÉRIA PARA GENTE SÉRIA!"

Eu diria: para gente MUITO SÉRIA!
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(1) - Uma boa explicação sobre Cascões Astrais você pode encontrar no Livro "O Plano Astral" de C.W. Leadbeater - EDITORA PENSAMENTO
(2) - Dependendo do Nível Astral em que se encontrem determinadas entidades, elas podem ou não, perceber a presença de outros tipos que pertençam a Níveis Astrais diferentes daquele em que se encontra. Entidades de Baixos Níveis Astrais, por exemplo, ainda que possam ser positivas para o médium, podem não perceber a presença de outras de nível imediatamente superior, não querendo isto dizer que estas últimas sejam mais positivas.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

PROCESSOS OBSESSIVOS II


PRAGAS E MALDIÇÕES - PRESENTES OU "HERDADAS"


Antes de tudo e para que você não esqueça, ampliando um pouquinho mais os conceitos, considere:

SENSITIVO: Indivíduo que é capaz de sentir (e até ver) influências de energias extra-corpóreas até mesmo de entidades espirituais a ele alheias, ou não. Pode aprender a lidar com sua sensibilidade e usar este aprendizado, tanto para se defender quanto para ajudar, por orientações, a outras pessoas. Não é obrigatoriamente um médium porque seu corpo físico, ou qualquer parte dele, não é tomado por outras entidades espirituais para contatos diretos com outros vivos.

MÉDIUM: Indivíduo que pode, além de sentir (e até ver) essas energias e entidades, servir de intermediário desses espíritos para contatos com outros seres encarnados. Nesse caso, entidades espirituais podem lhe tomar emprestada a mente, partes do corpo (como no caso da psicografia), ou todo ele.

Vamos ao tema então.

Quem já não ouviu a célebre frase: "Praga de madrinha ..." ?

Quem, por atrasos em sua vida, já não escutou de alguém: "Isso é praga de ..." ?

E quem já não soube ou mesmo passou pela experiência de se sentir amaldiçoado, de tanto que a "vida dá pra trás"?

E mais recentemente, quem não está escutando por aí, nas televisões, em certas pregações, que existe uma tal de "maldição hereditária", do tipo que vem de pai pra filho e segue até a "enésima" geração, se não houver intercessão?

Acontece que, na maioria das vezes, Maldições e Pragas, nada mais são do que frases ou afirmações negativas proferidas com muita ira e direcionadas por alguém, que consegue, com muita "força psíquica" (chamavam magnetismo animal), afetar o inconsciente de outro alguém ou até mesmo "alguéns" que, por MEDO, por FRAGILIDADE PSÍQUICA, por CRENÇA FANÁTICA, por COMPLEXOS DE INFERIORIDADE ainda que LATENTES, deixa-se impressionar de uma forma tal que, a partir deste momento (do momento em que escuta a praga ou maldição, ou mesmo que alguém afirme que exista - é importante frisar isto), começa a criar seus próprios fantasmas, diabos, infelicidades, doenças ...

Mas como é que isto, às vezes, é capaz de levar uma pessoa a ter todas as espécies de "má sortes", de atrasos, de doenças ...?

Vamos analisar bem calmamente, tentando fazer as devidas conexões.

Duas opções a serem analisadas:

1- O "amaldiçoador" ou "praguejador" tem realmente fortes contatos com o que chamamos de Baixo Astral e, sabendo-o ou não, consegue jogar (por força mental) pra cima do "alvo" ENTIDADES ELEMENTARES NATURAIS, não pensantes ainda e apenas obedientes, que a partir daí vão "se colar" na vida do "alvo", obedecendo, letra por letra, aquilo que lhes foi passado em pensamento - não se esqueça de que as palavras não existem sem que antes nelas tenhamos pensado, mesmo que disso não nos apercebamos e, neste caso, muito fortemente (a ponto de determinar COMANDO), e absorvendo dele toda e qualquer energia contrária às suas "vontades".

Este é o caso dos que chamamos de Magos Negros que às vezes nem mesmo sabem que o são, mas o são por terem como acompanhamento, provavelmente por injunções cármicas, tanto Espíritos como Elementais, ELEMENTARES e suficientemente "robôs" para que o obedeçam "sem pestanejar".

Ainda nesta possibilidade, o "amaldiçoador" pode ter um grau de "força de pensamento" tão forte, pode imprimir tanta ira em cada palavra, que no momento da praga ou maldição, cria, ele mesmo, as FORMAS PENSAMENTO de que falamos na primeira parte. Essas formas-pensamento artificiais (formas muito elementares de energia), sob as mais diversas formas físicas (até de diabos) passam então, a atazanar (supliciar) a vida do "alvo", que, se tiver medos, se absorver, mesmo que inconscientemente as palavras das pragas ou maldições como verdades, acaba por facilitar sobremaneira a atuação.

Como são apenas formas-pensamento em suas orígens, passam a se nutrir dos medos, receios e pânicos que semeiam ainda mais no "alvo", já que dessas emoções, ou melhor, da ENERGIA QUE PERDEMOS OU EXALAMOS QUANDO AS TEMOS se nutrem e, através delas (e outras de orígem orgânica) que vão crescendo ao longo do tempo se nada lhes vier contra.

2- Na segunda opção, teremos aquelas pessoas tão inseguras, tão medrosas dos "diabos" que infestam suas mentes, tão dependentes, que nem precisam de um real mago negro lhes envie uma praga ou maldição e até pelo simples fato de saberem ser isto possível e acharem que alguém que conheçam lhe lançou a "maldição", ou é "um macumbeiro", acabam criando para si próprios, o inferno, através do que já explicamos como Auto-Obsessão.


É interessante observarmos que os processos, tanto de MALDIÇÕES PROFERIDAS quanto das INEXISTENTE MAS ACEITAS COMO VERDADEIRAS, a situação piora muito a partir do momento em que "o alvo", ou fica sabendo que alguém o amaldiçoou ou se torna ciente de que "pode ter acontecido" e isto está diretamente relacionado aos seus medos e fragilidades psíquicas que, acabam fazendo com que comece a exalar (pela Aura), exatamente a energia que certos elementares tanto apreciam. E é mais interessante ainda quando observamos que, se "o alvo" for submetido a alguém ou a algum ritual, mesmo que "marmoteiro", mas que O FAÇA CRER QUE ESTÁ SE LIVRANDO DE SUAS PRAGAS (quanto mais impressionismos visuais neste caso, melhor para uma grande parte), ele acaba sentindo imediata melhora de seu estado geral. Seu ânimo se restabelece, sente-se "mais forte", menos atuado e crê mesmo que tudo está se encerrando ali, naquele momento.


Quando "a coisa" é recente e o sujeito ainda não está passando por alguma espécie de "vampirismo astral", até que isso vira verdade mesmo, mas em caso contrário ... é melhorar ali (efeito psicológico) e piorar logo adiante.

E nos casos em que a pessoa nem sabe que está sofrendo porque recebeu um "presentinho" destes - uma praga ou maldição?

Estes talvez, sejam os casos mais complicados em função de, na grande maioria das vezes, o encarnado estar sendo verdadeiramente atuado por energias-pensamento projetadas, que formam placas energéticas que se colam à Aura, aparecendo-nos como manchas escuras em uma ou diversas regiões.

Como essas energias se alimentam na própria Aura do "alvo", as primeiras sensações que ele costuma sentir são: desânimo, preguiça, fraqueza, vontade de se isolar sem manter contato com outros, pode ir ficando "assexuado", chegando a doenças agudas e/ou crônicas que podem ir se instalando, na medida em que "as placas vampiras" vão se fortalecendo e exigindo cada vez mais energia através da Aura para subsistirem.

Como essa placas não são entidades (seres que existem por si) e sim subprodutos de energias- pensamento alimentadas pela energia irradiada da matéria (tipo ectoplasma), instintivamente, como bactérias ou vírus, vão exaurindo o próprio meio que as alimenta com fortes conseqüências sobre a saúde de um modo geral.

Aí vem a parte psíquica.

Quando a saúde se abala, seja da forma que for, normalmente o humano se enfraquece psicologicamente. Se ele antes era alegre, pode se tornar soturno, calado, voltado cada vez mais para dentro de si mesmo e, como decorrência disto, alimentar, cada vez mais, pensamentos e atitudes negativas de fraqueza que o levem, não só a ceder mais alimento às placas, como também a sentir-se um derrotado, o que, por decorrência, fatalmente o levará àquelas sensações de inferioridade, de dificuldade para tudo, de que o mundo conspira contra ele, plasmando por isto, ele mesmo, mais dessas placas, desta vez auto- obsessivas.

Observemos que em todos esses casos o tempo entre o início da atuação da energia enviada e as primeiras sensações físicas (digamos assim), pode ser grande ou curto, dependendo do estado inicial de defesa em que se encontra a Aura do "alvo". Este ainda, se for do tipo que em nada crê, pode ser até um dos que vão demorar mais tempo para sentir (e mesmo assim não acreditar), já que, psicologicamente, não estará alimentando sequer a possibilidade do fato poder estar acontecendo, o que, de certa maneira (pelo fato dele não alimentar medos e "superstições"), o escuda por algum tempo e muitas vezes chega a fazer crer ao invejoso ou rancoroso, por exemplo, ser ele invulnerável ou "muito forte", a ponto deste desistir de seus intentos (desistir de enviar seus pensamentos rancorosos, etc) antes ainda dos primeiros efeitos físicos.

Como energias-pensamento, ao serem criadas, têm que ser fortalecidas inicialmente pelo criador (através da insistência), até que realmente se agreguem ao "alvo", o fato deste não acreditar ser possível, acaba dificultando a atuação. Se o criador acabar vacilando na possibilidade, por não ver seus anseios alcançados rapidamente, pode até deixar de lado seu objetivo, fazendo com que a forma-pensamento, em boa parte das vezes nem chegue a atuar realmente como deveria. Está aí uma das respostas para quem pergunta: "Por que quem não acredita em nada está quase sempre se dando bem?"

Mas ... se o invejoso, o rancoroso, o vingativo, continuar a nutrir suas formas-pensamento fortemente, por mais tempo, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente, o "alvo" vai ser alcançado, principalmente se for dado a vícios que lhe causem alterações do estado de consciência (drogas, álcool) que normalmente enfraquecem o escudo áurico, desde que não tome providências para, pelo menos, reforçar seu isolamento ou até mesmo, através de uma atitude amistosa (quem sabe?) conseguir que o "criador" deixe de criar suas formas elementares de energia através de suas pragas e maldições, fazendo amizade com ele, por exemplo.

Resumindo: Sabendo ou não sabendo haver uma praga ou maldição, tanto ela pode "pegar", como não, dependendo, na maior parte das vezes, de quanto o indivíduo lhe for vulnerável e na razão direta do quanto as temer. Sintetizei?

E as tais maldições hereditárias? Elas passam de pais para filhos?

Isso é uma coisa bem mais rara e depende de alguns parâmetros a serem observados.

Pragas e maldições auto-induzidas (essas que o indivíduo acha que lhe jogaram e por isto já sai sentindo os possíveis efeitos), com certeza não serão hereditárias, a não ser que os filhos também sofram das mesmas vulnerabilidades psíquicas. Isto pode fazer parecer serem hereditárias, mas na verdade os efeitos são recriados em cada um por subconscientes influenciados por seus antecessores e suas crenças, que acabam se enraizando em mentes um pouco mais fracas. Em outras palavras, a vulnerabilidade psíquica pode ser hereditária e por causa disto, os filhos passarem a sofrer dos mesmos tipos de desvarios que seus genitores.

Nos casos mais graves em que a atuação existe mesmo, seja ela através de formas-pensamento ou de entidades elementares (espíritos humanos e/ou elementais), assim como existem entidades positivas que nos ficam de herança, também toda esta carga negativa pode ficar, sempre dependendo de alguns elementos a serem considerados:

1- Tenha existido um forte elo emocional, mesmo que positivo (amistoso) entre antecessores e antecedidos;
2- Tenham existido fortes sentimentos de culpa entre uns e outros;
3- Haja fragilidades áuricas (pelo lado Astral) ou psicológicas (pelo lado mental físico) que predisponham a esta situação;
4- Haja algum comprometimento cármico entre genitores e gerados.


No primeiro caso os elos emocionais fazem, às vezes, até que uns sintam as dores e sofrimentos de outros enquanto ambos encarnados e, já que é assim, a absorção, não só dos efeitos, como também dos causadores destes, não costuma ser difícil - já falamos sobre isto em outros textos - podendo acontecer até mesmo antes do desencarne de um deles.

O sentimento de culpa de que fala o ítem 2, também se traduz como uma forma emocional, mas o destaquei porque, neste caso, como aquele que o sente costuma se auto-flagelar, ainda que apenas mentalmente, a facilidade de absorção de energias e/ou "acompanhantes astrais" para seu próprio "carrêgo" ainda é mais fácil se dar.

O ítem 3 nos fala de fragilidades (psíquica e áurica) e, é claro, que mesmo não havendo a participação do que nos dizem os ítens anteriores, se os filhos forem fracos, esses elementares, ao abandonarem a matéria antes viva dos genitores, vão procurar ali mesmo, na família, alguém que possa servir, doravante, de "fast food" para suas vampirizações.

O quarto ítem é mais difícil de ser analisado pelo fato de também ser difícil afirmarmos que alguém tem, sem sombra de dúvidas, algum tipo de carma com seu descendente (e vice-versa) que predisponha a este tipo de situação. Este é um caso que tem que ser avaliado minuciosamente e só aceito no caso de se constatar não haver possibilidade alguma para estar acontecendo o que os ítens anteriores sugerem.

Se você que nos lê, parar para raciocinar agora, perceberá que, até aqui, o maior problema humano relativo a auto-obsessões e a pragas e maldições, está em suas relações com suas próprias mentes que, por vulnerabilidade natural, emocional ou provocada espiritualmente, acaba por facilitar, ou até mesmo amplificar seus efeitos.

Percebeu?



PAZ, SAÚDE E HARMONIA em suas vidas!
Este texto já faz parte e estará no Volume III de UMBANDA SEM MEDO

terça-feira, 24 de junho de 2008

PROCESSOS OBSESSIVOS I


AUTO-OBSESSÃO

Pois muito bem. Já falamos mais de uma vez sobre obsessões e, aprofundaremos um pouco mais ainda do que foi exposto no Capítulo V de Umbanda Sem Medo Vol I - Obsessões e Obsessores - que seria até bom ser consultado ainda antes que se lesse esta parte, ou lessem no Blog Umbanda Sem Medo os tópicos constantes dos seguintes endereços:
http://umbandasemmedo.blogspot.com/2007/05/ao-das-obsesses-e-o-combate-que-exigem.html - Ação das Obsessões e o Combate que Exigem
http://umbandasemmedo.blogspot.com/2007/07/obsesses-e-obsessores-parte-i.html - OBSESSÕES E OBSESSORES - PARTE I
http://umbandasemmedo.blogspot.com/2007/07/obsesses-e-obsessores-parte-ii.html - OBSESSÕES E OBSESSORES - PARTE II


Ainda antes de iniciarmos esta parte e para ficar melhor explicado, vamos ter que considerar MÉDIUM aquele ou aquela que consegue, de uma forma ou outra, comunicar-se com Espíritos e, sendo por eles utilizados, funcionarem como INTERMEDIÁRIOS entre esses Espíritos e Encarnados das mais diversas formas (incorporação, psicografia, xenoglossia, etc).

De outra forma, entenderemos SENSITIVO como aquele ou aquela que consegue perceber ou até ver os Espíritos e o universo paralelo que os cerca, pode sentir influências positivas ou negativas advindas de outros planos existenciais, sentir influências até mesmo de encarnados, mas que, não necessariamente ou obrigatoriamente, sirvam ou possam vir a servir de INTERMEDIÁRIOS entre ESPÍRITOS E ENCARNADOS.

Isto posto, percebemos logo de início, que todo VERDADEIRO MÉDIUM é, antes de mais nada, um SENSITIVO (inclinando-se cada um para um ou mais tipos de SENSIBILIDADES), mas nem todo SENSITIVO tem que vir a ser MÉDIUM - servir de intermediário entre Espíritos e Encarnados.

E já que para se poder vir a ser um BOM INTERMEDIÁRIO (MÉDIUM) precisamos treinar essa sensibilidade paranormal (além da normal) que todo SENSITIVO possui, para efeito de compreensão também, focalizaremos mais especificamente o SENSITIVO neste texto, desde já considerando que MÉDIUNS, se não bem treinados e informados, podem caminhar pela mesma estrada e até com piores conseqüências, se forem daqueles que acham que, por terem Espíritos Protetores e mesmo os chamados "orixás" aos seus lados, nada têm a temer - estes conseguem "emburacar-se" muito mais e de formas bastante complicadas, já que, garantindo-se nesses escudos, podem acabar exagerando e enfiando a mão em cumbucas apertadas de onde pra tirar ...

Uma característica comum, tanto a SENSITIVOS quanto a MÉDIUNS é a de terem enlaces energéticos menos rudes com a matéria, o que determina a possibilidade de sofrerem (por assim dizer) maiores influências dos mundos paralelos, diferentemente dos mais enraizados energeticamente, pois as influências de fora sobre estes, quase não existe (são como que fortalezas neste sentido), ou melhor, NÃO É PERCEBIDA pelos próprios, ainda que em muitas vezes lhes afetem as vidas truculentamente.

Entre os mais SENSITIVOS (conscientes ou não disso) encontramos uma grande parte que, exatamente por terem enlaces energéticos mais frágeis com a matéria, também possuem um sistema nervoso relativamente ou bastante frágil (sensível) e, observando-se pelo lado psíquico, costumam até ter comportamentos não muito compreensíveis para os "normais".

Falaremos aqui de um problema que alguns conhecem, outros intuem e uma grande parte nem imagina e mesmo assim, muito pouco se comenta. Este problema enquadra-se na categoria da AUTO-OBSESSÃO que, em resumo, se dá por culpa do próprio obsidiado envolvendo necessidade de tratamento, não só espiritual, como também acompanhamento psicológico.

Talvez seja este o problema mais complicado entre os obsessivos já que, na maioria das vezes, é muito difícil (senão impossível) convencermos alguém de que é ele ou ela mesmo o(a) culpado(a) pela situação que está vivenciando. O pior disto é que este tipo de obsessão chega a constituir 60 a 70% dos casos de obsessão em geral, senão mais.

Problemas de auto-obsessão podem se dar por causas diversas. Provavelmente não conseguiremos enfocar todos eles, mas pelo menos as causas principais serão mencionadas.

Consideremos um SENSITIVO que, além das influências extra-corpóreas que recebe (e às vezes nem entende), ainda possua fraquezas de personalidade e até mesmo complexos do tipo de inferioridade.
Este problema que acompanha SENSITIVOS de uma forma geral (não todos, é claro), às vezes é difícil de ser detetado, mesmo por médiuns experimentados porque, numa primeira visita ao Terreiro, a pessoa é percebida, mesmo por entidades espirituais, como ACOMPANHADA ou por Espíritos obsessores ou mesmo por energias e larvas astrais. A partir do primeiro tratamento e consequente liberdade (nem sempre tão fácil) os AUTO-OBSEDÁVEIS, no caso de não terem recebido informações sobre necessidade de mudanças em suas vidas e até mesmo em suas maneiras de vê-la, continuarão a "fabricar encostos" e apresentarem "novos problemas", uns atrás dos outros.
Como assim? Analisando:

1- Pessoas auto-obsedáveis são normalmente aquelas que costumam trazer consigo problemas psíquicos provocados por traumas ou mesmo fragilidades emocionais cultivadas ao longo da vida e quem sabe, até mesmo advindos de outras encarnações;
2- Traumas e fragilidades emocionais, quando não controlados determinam, não raramente, APREENSÕES, MEDOS e até mesmo a já conhecida SÍNDROME DE PÂNICO em processos mais adiantados;
3- Traumas e fragilidades emocionais, por criarem APREENSÕES, MEDOS E PÂNICO, causam desequilíbrio, não só no SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC), como também e principalmente no SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA), determinando com isto, por conseqüência, DESORDENS INTERNAS, já agora ao nível do mal funcionamento dos órgãos internos controlados pelo SNA - coração, fígado, rins, estômago, intestinos ...

Já por aí você pode perceber o que SIMPLES FRAGILIDADES EMOCIONAIS podem provocar em toda a parte interna do CORPO FÍSICO. Alguns exemplos no geral, podem ser desordens no Aparelho Digestivo, no Aparelho Circulatório, no Aparelho Gênito-Urinário, Respiratório, acarretando doenças dos tipos: Desequilíbrio de Pressão (ora alta, ora baixa), Taquicardias, Diabetes Nervosas, Labirintites, Descontrole Motor, Enxaquecas e outras mais, chegando às vezes até mesmo a afetar a própria pele com eritemas, feridas e manchas "inexplicáveis" que acabam se fixando como "patologias", sendo tratadas como tal sem que o motivo real que as faz existir seja, em muitas vezes, sequer tocado.

Em decorrência dessa "desordem geral" que vai se instalando, as INSEGURANÇAS e MEDOS vão crescendo e, neste ponto, também já se pode perceber que os fatores iniciais que geraram as desordens físicas acabam aumentando pelo agora, MEDO DAS PRÓPRIAS "DOENÇAS".

Vamos rever: SENSIBILDADE OU FRAGILIDADE PSÍQUICA => INSEGURANÇAS, MEDOS, PÂNICO => DESEQUILÍBRIO DO SNC e SNA => DESORDENS NO FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS INTERNOS => DOENÇAS DAÍ DECORRENTES.

Este processo de deterioração interna provocado inicialmente por uma sensibilidade ou fragilidade psíquica, já constitui um processo auto-obsessivo ainda que para ele não haja interferência de qualquer Entidade Espiritual (kiumba ou mesmo algum espirito sofredor) e, pessoas muito FACILMENTE SUGESTIONÁVEIS, as que tenham COMPLEXO DE INFERIORIDADE, aqueles que estão sempre dizendo coisas como: "Estou doente"; "Sinto-me fraco"; "Nada consigo"; Tudo é difícil"; "Preciso de ajuda"; Ninguém me ama"; Ninguém me dá atenção"; ou mesmo aquelas que usam deste subterfúgio para atraírem as atenções alheias, estão no rol dos incluídos, ou pelo menos ameaçados de passarem por este problema.

Acontece porém, que estas mesmas pessoas, se forem SENSITIVAS (por menos que sejam) além de sofrerem as causas que eles mesmos produzem, ainda trazem o risco de sofrerem com a atuação de, aí sim, Entidades Espirituais que com elas se sintonizem em formas de pensar e agir, o que acaba por intensificar todas as síndromes antes relacionadas e outras mais, já que "fecham-se circuitos" entre eles, somando-se a uns os sintomas dos outros e criando-se aqueles "quadros clássicos" dos que se apresentam com sintomas de doenças que verdadeiramente não têm. Nestes casos, considerando-se o obsedado ainda um SENSITIVO, uma das hipóteses é a de que "alguém" (algum tipo de Espírito) que tenha atraído para si através da sintonia com suas FRAGILIDADES, sinta ou carregue consigo a impressão da doença que o acompanhava quando em vida, ou seja, além de "suas próprias doenças", ainda reflete uma ou várias que não condizem com seu REAL ESTADO FÍSICO.

Uma pessoa neste estado poderá ir a vários médicos e jamais descobrirá a causa de seu mal já que seu caso é psíquico e, por ser sensitivo, recebe também impressões de entidades que o possam estar acompanhando por se coadunarem com suas FRAGILIDADES, INSEGURANÇAS, MEDOS, PÂNICO, intensificando-os ainda mais!

Que fique claro aqui que, quanto maior for a SENSIBILIDADE para o lado Astral, maiores influências esta pessoa receberá daquele ou daqueles a quem atraiu, o que, por decorrência, poderá levar alguns ou até mesmo muitos, em caso de não serem atendidos convenientemente (organizando essa sensibilidade e aprendendo a trabalhar com ela) até a internações em manicômios.

Relembrar aqui que NEM TODO SENSITIVO é verdadeiramente MÉDIUM, mas sim em sentido inverso, nos leva à seguinte apreciação: Existem muitos SENSITIVOS que procuram Terreiros ou Centros Espíritas e são dados como MÉDIUNS, o que nem sempre é verdade e eles poderiam muito bem, ao invés de ficarem buscando ser INTERMEDIÁRIOS DE ESPÍRITOS, trabalharem com suas sensibilidades de outras formas. Além disto, como ter sensibilidade não significa SEMPRE SER MÉDIUM, muitos ficam anos e anos esperando os Espíritos incorporarem e acabam desiludindo-se pela NÃO NECESSIDADE (e até impossibilidade), em seus casos.

Um SENSITIVO que apareça no Terreiro acompanhado de obsessores, sofredores, "doentes", deveria, além do tratamento de "libertação", OBRIGATORIAMENTE ser orientado sobre suas maneiras de ser e ver a vida, porque, lembremo-nos: isto é a MOLA-MESTRA de todo o processo auto-obsessivo pelo qual está passando que, por sua vez, se não for modificado, fará com que todo o esforço mediúnico e espiritual seja apenas um PALIATIVO, de efeito temporário até que suas DESORDENS PSÍQUICAS acabem por atrair outras entidades semelhantes.

Qualquer esforço do tipo, sessões de desobsessão ou expurgo, "fechamento de corpo", uso de "contra-eguns", etc, terá o mesmo efeito TEMPORÁRIO.

Um outro agravante que também devemos levar em consideração é o fato do sensitivo ainda possuir, mesmo que inconscientemente (esses são os piores), FORTE PODER DE PENSAMENTO, situação que, descontrolada, pode levá-lo ainda mais rapidamente ao caos já que, pelo lado Astral, ainda estará criando suas FORMAS-PENSAMENTO e até mesmo elevando-as ao nível de ELEMENTAIS ARTIFICIAIS (ou FALSOS ELEMENTAIS) que nestes casos, agirão como verdadeiros VAMPIROS sobre quem os criou e provocarão, mais aceleradamente, todas os sintomas de esquizofrenia possíveis (Vejam abaixo possíveis sintomas).

SINTOMAS DE ESQUIZOFRENIA


Abaixo estão enumeradas algumas dicas. Elas servem de parâmetro para observação e análise num possível conjunto em uma mesma pessoa:

- Dificuldade para dormir, alternância do dia pela noite, ficar andando pela casa à noite, ou mais raramente, dormir demais;
- Isolamento social, indiferença em relação aos sentimentos dos outros;
- Perda das relações sociais que mantinha;Períodos de hiperatividade e períodos de inatividade;
- Dificuldade de concentração chegando a impedir o prosseguimento nos estudos;
- Dificuldade de tomar decisões e de resolver problemas comuns;
- Preocupações não habituais com ocultismos, esoterismo e religião;
- Hostilidade, desconfiança e medos injustificáveis;
- Reações exageradas às reprovações dos parentes e amigos;
- Deterioração da higiene pessoal;
- Viagens ou desejo de viajar para lugares sem nenhuma ligação com a situação pessoal e sem propósitos específicos;
- Envolvimento com escrita excessiva ou desenhos infantis sem um objetivo definido;Reações emocionais não habituais ou características do indivíduo;
- Falta de expressões faciais (Rosto inexpressivo);
- Diminuição marcante do piscar de olhos ou piscar incessantemente;
- Sensibilidade excessiva a barulhos e luzes;
- Alteração da sensação do tato e do paladar;

- Uso estranho das palavras e da construção das frases;
- Afirmações irracionais;
- Comportamento estranho como recusa em tocar as pessoas, penteados esquisitos, ameaças de auto-mutilação e ferimentos provocados em si mesmo;
- Mudanças na personalidade;
- Abandono das atividades usuais;
- Incapacidade de expressar prazer, de chorar ou chorar demais injustificadamente, risos imotivados;Abuso de álcool ou drogas;
- Posturas estranhas...

Quem já lidou com obsedados de todos os tipos, vai perceber, de imediato, que esses sintomas costumam se apresentar em conjunto (mas não todos de uma vez) e intensamente também nestes, seja por influência externa (quando não existe SÓ auto-obsessão tendo esta vindo "de fora") ou interna (quando o agente é o próprio psiquismo).

Quando uma pessoa entra em um processo de agressividade, isolamento (às vezes) ou de virar "o coitadinho" , através da FORÇA DE SEU PRÓPRIO PENSAMENTO usada às avêssas (sempre enfatizando as derrotas e doenças), muito provavelmente já terá criado, ao nível astral, formas energéticas bem mais densas que as formas-pensamento iniciais, provenientes do acúmulo sucessivo de energias que desprendem de sua Aura e são moldadas pelos pensamentos negativos gerados por seu medos. Importante destacarmos ainda que quando essas formas-pensamento começam a se criar, principalmente nos momentos de crises iniciais ou não, elas já se tornam sinalizadores claros para entidades (espíritos e elementais ainda rudimentares) avisando-os de que "esse poderá ser um bom alvo" e, na medida em que forem se intensificando, mais claramente atraem esses tipos de entidades.

A Umbanda através dos trabalhos de Pretos Velhos e Caboclos, pode livrar o auto-obsedado de todas as influências EXTERNAS e, às vezes, quando na casa houver entidades ou encarnados preparadas para tal, fazer os aconselhamentos necessários para a também "auto-cura" que muitas vezes acontece apenas pelo fato do antes auto-obsedado passar a nutrir uma fé (confiança) bastante forte naqueles que o(a) ajudaram a sair do processo crítico em que se encontrava. Neste caso temos de considerar a chamada "cura pela fé" que, em síntese, faz com que o humano antes prejudicado, tendo encontrado alguém em quem possa confiar, abre-lhe os sentimentos e emoções, praticamente apoiando-se numa provável força de quem o(a) curou.

Enquanto sentir-se seguro pela "força das entidades" (ou até mesmo de uma divindade a quem tenha atribuído sua cura) estará, de certa forma, protegido(a). Em outras palavras, enquanto tiver FÉ em alguém (espírito ou divindade) e crer que esse "alguém" o amparará sempre que necessário for, sentir-se-á seguro(a) e não facilitará, nem mesmo recriando suas formas-pensamento negativas pois sua mente estará, por este tempo, convicta de que "nada de mal lhe pode acontecer".

Este comportamento (FÉ em alguém ou numa divindade) é válido e em muitas vezes consegue apresentar resultados importantes, desde que esta pessoa, ou entre para esse grupo que "a salvou" e deste modo refaça sua FÉ a cada dia, o que em síntese, obriga de certa forma, que a pessoa abrace a FÉ dos que a salvaram dos obsessores, comportamento este bastante estimulado em nosso dia a dia por diversas religiões e/ou seitas. Mas se por qualquer motivo esta FÉ for abalada, não tendo o antes SENSITIVO SOFREDOR recebido informações claras sobre seu processo de auto-cura, mais cedo ou mais tarde tudo começa de novo e, dependendo do dissabor que a tenha levado a afastar-se dessa FÉ, o processo pode se inicair imediatamente após o abandono.

Onde quero chegar?

Percebam que no tipo de "cura" acima citado, a pessoa, depois do descarrego, deve ter se sentido melhor e por isto acreditou ter sido totalmente curada, naquele momento, pela intercessão de, ou espíritos ou "deuses" e por isto passou a acreditar que, estando eles ao seu lado, nada de mal lhe aconteceria mais, o que a levou a sentir-se segura e com isto não mais gerar energias negativas que atraíssem mais negatividade além de mais encostos ou obsessores. Aliado a isto, irmanando-se a um grupo espiritual (ou mesmo igreja), acabou, mesmo que inconscientemente, se beneficiando das egrégoras que se criam nesses ambientes, só que ... não lhe tendo sido explicado que, embora tenha assumido comportamentos que a beneficiaram (fé, bons pensamentos, orações, etc) por todo este tempo, independentemente de estar no grupo ou não, sua CURA REAL estaria, verdadeiramente, amparada no fato dela não mais gerar energias propíciatórias a novos encostos e/ou obsessões, fato este que costuma mudar de rumo sempre que alguém se sente iludido(a) em sua crença, por qualquer motivo, principalmente se for do tipo que gosta de ser "o coitadinho".

Observemos que em grande parte das vezes, essa transferência de responsabilidade da cura (auto-cura nestes casos), faz com que o motivo de bem-estar pareça possível, SOMENTE pelo fato da pessoa estar frequentando este ou aquele grupamento religioso e muitos chegam a pensar que, se sairem dali, seus males podem voltar ...

E podem sim! Mas não porque lhes fizeram qualquer mal (como alguns costumam intuir) e sim porque, erradamente, não lhes informaram que suas MENTES sempre foram as culpadas pelos males por que passaram.

Não lhes informaram que, independentemente de estarem ligados a qualquer grupamento religioso, SUAS MENTES não deveriam mais propiciar estado de medos, angústias, inseguranças, pânico e que, estas sim, deveriam ser vigiadas diuturnamente e sempre que necessário, aparecendo qualquer sinal de estado depressivo, serem desviadas para MENTALIZAÇÕES (criações mentais) POSITIVAS que lhes fizessem gerar energias opostas ao negativismo atrativo de mais negativismo - o que fizeram, sempre inconscientemente, enquanto estavam ligados às crenças.

Resumindo: Ao creditarem suas "curas" APENAS a outros e não levando em conta seus esforços pessoais (ainda que inconscientes) em mudarem os rumos de suas vidas e de seus pensamentos, fatos esses que eliminaram suas fragilidades por algum tempo, caem em desânimo, chegam a estados depressivos e, consequentemente, a novas auto-obsessões assim que crêem terem perdido o pilar sustentador de suas fés e conseqüentes "curas"!

Já não viram isto em muitos que abandonaram suas crenças religiosas, fossem elas quais fossem?


PAZ, SAÚDE E HARMONIA em suas vidas!

Este texto já faz parte e estará no Volume III de UMBANDA SEM MEDO ainda não publicado.

Os Livros, Vol I e II em PDF podem ser baixados clicando-se nos links com seus nomes que estão sob título: LIVROS PARA DOWNLOAD (logo abaixo da figura, no alto e à esquerda) e seguindo-se os procedimentos naturais de download.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

ALGUNS COMENTÁRIOS E CONSIDERAÇÕES



Foram deveras interessantes as mais diversas reações relativas à postagem do questionário à Dona Lygia e tanto que, havendo antes resolvido não comentar, acabamos entregando os pontos e resolvendo abrir mais esta postagem tentando, talvez, fazer entender o que por si já está explicado, bastando para tal, que as leituras sejam feitas sem IDÉIAS PRECONCEBIDAS, como sempre indicamos que sejam.

É claro que uma grande maioria compreendeu bem a mensagem (graças a DEUS) e percebeu, não só a importância da matéria em si, como também a oportunidade que estavam tendo de conhecerem como a UMBANDA, anunciada como querem alguns, criada como querem outros, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas foi determinada e é preservada pela família de Zélio de Moraes, independentemente de como ocorrem as demais. Agradecemos a todos os que assim entenderam.

Como mesmo com todas as explicações, ainda parecem ter permanecido dúvidas quanto a isto ou aquilo, vamos tentar dirimi-las na medida do possível, de antemão pedindo desculpas para os que, ainda assim, não conseguirem entender.

Abordemos como primeiro tema ORIXÁ MALET, que parece ter sido motivo de inúmeras incompreensões.

Interessantíssimo como o termo "orixá" adotado por uma entidade que era um ESPÍRITO e não um "ORIXÁ DE NAÇÃO" causou reações até esquisitas. Interessante porque existe um grupamento dentro das Umbandas que ainda acha que espírito (qualquer deles, seja na Umbanda, Quimbanda ou Kardecismo) não pode dar o nome que bem entender e acham, inclusive, que esse nome tem a ver com o nome real do espírito (na imensa maioria das vezes) ou o que teria tido quando em qualquer "vida" e que não sejam de grupamentos (falanges) que eles mesmos criam e com as quais trabalham.

Interessante porque ao lerem "Orixá Malet", talvez por escassos conhecimentos ainda, nem sabiam que a Linha de Malei, Malê ou mesmo Malet (apenas formas diferentes de escrever, mas a mesma linha) é de entidades sabidamente quimbandeiras (metá-exu, como dizemos) que, por isto mesmo encontram, quando trabalhando sob comando ou coordenação de não quimbandeiros, acesso, tanto aos Planos de Umbanda como de Quimbanda, exercendo funções de intermediários entre os dois planos, trabalho este que entidades não mais quimbandeiras já não fazem por não precisarem - uma questão de especialidade e não de demérito para uns ou outros. E mais interessante ainda quando se percebe que parecem desconhecer que os Exus da Lei de Umbanda - os espíritos das falanges de Exus já consagrados como tal (nem todos o são) - fazem hoje o mesmo tipo de trabalho que fazia Orixá Malet - intermediam ou "giram" nos dois planos executando seus trabalhos sob ordens e/ou coordenação de entidades maiores, porque se não for assim e eles exigirem ordens de comando total, aí a coisa pega. Volto a afirmar taxativamente, sem qualquer medo de poder estar errado: Terreiro que se diz de "Umbanda" e que é comandado por Exus ou outros quimbandeiros, não é de Umbanda e sim de Quimbanda, por mais que respeitemos esses auxiliares de valor. NADA CONTRA, desde que trabalhem para a CARIDADE, a não ser quanto às complicações de entendimento em relação a rituais e práticas que esses terreiros adotam como tônica de seus trabalhos que NÃO SÃO DE UMBANDA e que passam a ser entendidos como tal pelo fato de chamarem-se de "Umbandas".

Numa analogia até bem grosseira, mas explicativa, se uma Clínica for aberta e nela trabalharem açougueiros e não médicos cirurgiões especialistas, por mais que se digam Clínica de Cirurgia Plástica, não o serão. Podendo até virem a ser um dia, se esses açougueiros forem aprendendo com os especialistas e sob suas tutelas, porque se não for assim...

Estou desmerecendo o trabalho de um ou de outro? Não! Estou apenas colocando cada um em seu devido lugar, como também deve ser na Umbanda e Quimbanda - cada um em sua especialidade e trabalhando com os instrumentos e técnicas que conhecem e para os quais foram treinados!

Como bom quimbandeiro, Orixá Malet, com toda certeza, trazia em sua falange entidades ainda mais "densas", ESPECIALISTAS em travarem confrontos ou mesmo em se imiscuírem nesses planos e conseguirem, através disto, melhores resultados em trabalhos de demanda e magia, exatamente como nos diz Dona Lygia, o que, por si só, já explicaria o sarapatel para Ogum (pra quem conhece Umbanda e Quimbanda).

Ogum de Malei, Malê ou Malet que, como todos deveriam saber, é um tipo de linha, falange ou grupamento que recebe ofertas em ENCRUZILHADAS inclusive e principalmente, naquelas em que passam linhas de trem. Ou será que isto mudou? Ou será que isto não foi repassado aos mais novos?

Quanto ao fato ainda dele ter se apresentado como malaio e isto ter causado "estranheza" para alguns, para que se entenda é preciso que aprendam-se que no astral não existem FRONTEIRAS como aqui e o espírito que viveu na África, na Índia ou mesmo na China, pode atuar sobre médiuns aqui mesmo. Aliás, se houvessem fronteiras na espiritualidade, provavelmente os "orixás", voduns e inkices, todos africanos, também não aportariam por aqui ... ou só eles poderiam por serem africanos?

Será que pode haver algum tratado de exclusividade África/Brasil no Mundo Astral?

E lembremos ainda que, se levarmos em conta ter sido o Padre Malagrida na posição de um Caboclo quem anunciou Umbanda, este (Gabriel Malagrida) também não era nem africano e nem brasileiro. Será que isto muda alguma coisa?

Uma pessoa nos chegou e, com ar de "doutor", quis explicar que os malaios nem sequer eram chegados aos cultos africanos e tinham em maior parte, se não me engano, o islamismo como religião, por isso achava muito estranho...

Mas e daí? Quem foi que afirmou alguma vez que para trabalhar na Umbanda algum espírito tenha que ter tido relações com o africanismo? Onde isto está afirmado? Se fosse assim, ainda nos prendendo ao padre Gabriel Malagrida (Caboclo das Sete Encruzilhadas), teríamos que concluir que ele também não era "espírito umbandista" e nem poderia trabalhar na Umbanda que criou, anunciou ... e nem mesmo a imensa maioria dos Caboclos que nunca pisou ou ouviu sequer falar em África e seus cultos, pelo menos quando em vida.

Então, não percamos mais tempo com isso.

Houve também, como já era de se esperar, uma reação muito estranha em relação ao não uso de atabaques (e nem de palmas, como pude observar) nas giras da TENSP e alguns chegaram intuir (por conta própria, já que não existe nada no texto que isto afirme) que "suas umbandas", neste caso, não seriam então mais "umbandas".

Creio que é pura compreensão de cada um, em acordo com seus conceitos próprios e/ou adquiridos (e um pouco de indignação inútil), já que o fato de na Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas este instrumento não ser usado, nunca ter desmerecido quaisquer das outras Umbandas. Eu, pelo menos, não consigo ver assim. Talvez até visse se me sentisse agredido pela prática alheia de alguma forma, o que não aconteceu ou acontece em qualquer momento do questionário.

É interessante também observarmos um detalhe da resposta de Dona Lygia que TEM FUNDAMENTO, É VÁLIDO COMO OBSERVAÇÃO e percebe-se em quase todas as vertentes de quase todas as Umbandas : "Se houve mudanças em Tendas criadas por meu avô, isto não é de nossa alçada."

Quem acompanha alguns autores atuais sobre assuntos de Umbanda e sabe de suas procedências, percebe que, ainda que tenham sido "iniciados" por "este" ou "aquele", apresentam hoje teses, não só complementares como também totalmente díspares das que certamente receberam em vista de terem sido "iniciados" desta ou daquela maneira, a ponto de seus "iniciadores", com certeza e em sã consciência, não adotarem esses novos caminhos. Se as Tendas criadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas também adotaram novos rumos, práticas e técnicas, isto não constitui anomalia alguma e é quase regra geral.

Onde eu quero chegar? Simples: Não se conhece a nascente analisando-se apenas as águas de suas derivações! Espero que compreendam!

Um trecho que vale a pena comentar está em quando Dona Lygia nos responde sobre o possível reaparecimento do Caboclo das Sete Encruzilhadas (estamos falando aqui do mesmo espírito - Gabriel Malagrida - e não de um falangeiro com o mesmo nome ritual) em uma outra médium, com novas orientações sem que o mesmo sequer lhes tenha avisado sobre.

Uma certa pessoa afirmou ser muita pretensão e até uma tentativa de posse da entidade ao ler este trecho: "O Caboclo continua tendo o seu Centro, a TENSP, com excelentes médiuns incluindo a filha carnal de Zélio de Moraes, sem qualquer mudança nas suas diretrizes e práticas desde a sua criação. Assim sendo me causa certo estranhamento que ele possa ter escolhido um médium sem nenhum contato com esta casa para se manifestar. Além disso, segundo informações recebidas através de outras entidades que com ele trabalhavam na TENSP, o Chefe, após cumprir sua missão junto a Zélio de Moraes, já estaria em esferas ainda mais elevadas do astral superior, não mais realizando trabalhos em nosso plano."

Ou estava de brincadeira ou demonstrou muito pouco conhecimento sobre espíritos que se tornam "FAMILIARES" e seus cuidados para com essa "família".

Só sintetizando: Chico Xavier deixou uma "chave", uma senha com os seus, segundo eles mesmos, que o identificará em caso de sua aparição em algum outro lugar de forma que possam reconhecê-lo e, mesmo assim, sem o saberem, já houve quem tentasse dizer que o Chico estaria "baixando" por aí.

Compreenderam onde quero chegar? Já tem gente querendo as "glórias" de estar trabalhando com o bom velhinho e bem longe da família.

Na Umbanda temos o Ponto Riscado de uma entidade que é PARTICULAR e, como já expliquei, pode até sofrer algumas PEQUENAS modificações em casos de mudanças de médium e em relação à coroa, de formas e objetivos de trabalho, MAS NUNCA RADICALMENTE, porque se fosse assim, não haveria razão de ser como ELEMENTO IDENTIFICADOR - seriam apenas rabiscos transitórios.

Esta "CHAVE", esta "SENHA" tem que ser imutável e qualquer tentativa de "explicações" sobre mudanças radicais é totalmente infundada e segue uma tendência atual de se tentar justificar "mudanças" no que era obrigatório de uma forma e agora, só porque querem ou precisam, "pode ser de outra".

Não pode! E se "puder", NÃO É UMBANDA ou NÃO É O MESMO ESPÍRITO!

Não sei se já disse aqui ou foi objeto de debate, mas se não disse, aí vai.

A importância de um PONTO RISCADO é tanta no reconhecimento de uma entidade, que ATÉ A FORMA DE RISCAR (a ordem em que riscam cada elemento que o compõe - uns após outros) identifica ou não o verdadeiro dono do riscado.

Aprofundamentos sobre isto, se preciso forem, à parte. E se você ainda não atentou pra isso, comece agora, porque assim como existem na terra falsificadores de assinaturas, no Astral também os há!

Esperamos ter explicado um pouco mais, embora praticamente tudo o que está explicado agora estivesse implícito, nas entrelinhas, como bem gostam de nos ensinar nossos amigos lá do outro lado.

Que a PAZ DE OXALÁ nos equilibre, a todos, agora e sempre!