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domingo, 17 de agosto de 2014

MOMENTO PARA REFLEXÕES PROFUNDAS.

Há algum tempo atrás postei uma gravura na qual se via nosso planeta tal qual um pó no meio da galáxia, à qual damos o nome de Via Láctea, no intuito de chamar a atenção sobre nossa condição de seres humanos frente à imensidão de uma só galaxia e o quanto nos enganamos em nossas pretensões de sermos o Centro do Universo e possivelmente "os filhos preferidos de Deus".

Desta feita trago-lhes duas animações que, com os mesmos objetivos, nos mostram de forma bem mais clara esse detalhe do qual parece fazermos tudo para esquecer e que por isso acaba por produzir em muitos, a falsa sensação de que, "se existe um Deus Universal ele forçosamente está sempre de olho em nós e somente em nós".

Ei-las aí abaixo. Vejam as animações e reflitam, pois em alguns momentos daqui pra frente, em novas postagens, vamos ter que relembrá-las.





domingo, 4 de maio de 2014

EXUMANIA OU EXULATRIA?

Há alguns anos atrás publiquei no Blog do amigo Edenilson Francisco ( Umbanda, Aprecie com Moderação ) um texto que visava trazer ao raciocínio uma tendência que já era atual e que, ao que parece, está se disseminando com formas cada vez mais estranhas de divulgação que chegam a tornar esses seres espirituais denominados Exus, verdadeiros deuses, luminares da espiritualidade, "comandantes cósmicos" de sei lá o que, nos quais se deve, mesmo que cegamente, confiar nossas próprias existências, até porque, segundo alguns mais "exulatras", ela não seria possível sem a permissão deles.

Como a EXUMANIA está chegando às raias da EXULATRIA, para iniciar as postagens desse ano de 2014 reproduzo aqui, com pequenas modificações e inserções, o que já explicava em 2009, ano em que a matéria foi ao Blog.

Antes ainda que venham a ler esse texto, é bom lembrar que matérias explicando o máximo possível DENTRO DA REALIDADE (e não dos contos e fantasias) tanto sobre o EXU africano, quanto sobre o EXU dos Cultos Espiritualistas brasileiros (dentre os quais a Umbanda) você poderá encontrar nos seguintes links:

EXU na Umbanda o Grande Mistério. Um Mistério? PARTE I






Isso posto, vamos à reprodução do texto que nos parece mais atual do que nunca, até porque, para a sequência de matérias que virão após, as observações nele constantes servirão de muito bom apoio.

EXUMANIA.

Antes ainda que leiam quaisquer de nossos textos é preciso que se diga que RACIOCÍNIO e MENTE ABERTA para isto são quesitos extremamente necessários, pois a defesa irracional e desmedida de qualquer princípio, apenas porque assim aprendemos e achamos que é como tem que ser, chama-se FANATISMO e isto não é positivo em qualquer crença já que nos bloqueia o raciocínio e nos impinge a aceitar somente o que aprendemos, na maior parte das vezes no "de boca em boca", tendo sofrido neste caminho, as mais diversas variações segundo as vontades dos que repassaram e dos que nos "ensinaram".

Achou alguma coisa que contradiz o que você aprendeu? Então pare, pense, repense, compare, chame lá de dentro de você mesmo uma coisa chamada RAZÃO e depois então monte sua própria conclusão.

Vamos ao nosso tema, polêmico e desconcertante, a partir do momento em que por motivos de defesa do mito (até com certa razão) alguns passaram a criar defesas tão fantasiosas quanto contradicentes que, pelo que se observa, acabou criando um movimento que nós apelidamos de EXUMANIA.

Observemos, navegando pelas Comunidades de Umbanda que entre um, dois ou cinco temas diferentes, sempre temas semelhantes aparecem em seguida abordando quase sempre as mesmas perguntas:

Quem é Exu? Exu é diabo? Exu é Orixá? Exu faz o bem e o mal? Mata-se para exu na Umbanda? Exu dá e tira? Exu é catiço? Você mataria um bicho pra salvar uma vida humana?

Pode observar que os temas sobre Exus estão presentes sempre e em muito maior quantidade do que qualquer tema sobre Pretos Velhos, Caboclos, Crianças (esses sim os verdadeiros representantes da Umbanda no Brasil), sendo que esses três últimos, quando são evocados, pouquíssimas são as participações. Parece até  até que conhecer-se sobre Exus é conhecer-se Umbanda!

Mas por que essa atração por Exus e Pomba giras? O que essas entidades trazem consigo que tanta curiosidade e ao mesmo tempo tantas controvérsias criam? Você mesmo vai chegar à sua conclusão ao final desta matéria. Mas leia-a por completo para que esta conclusão e outras mais não pequem pela ausência de subsídios razoáveis.

Vamos "começar do começo" (redundância forçada) observando que quando não existia Umbanda no Brasil (antes de 15 de novembro de 1908) já existiam Caboclos e Pretos velhos que baixavam nas já famosas "macumbas cariocas" que já eram, em síntese, uma mistura de cultos. Só que neste período "baixavam", SEM LEI, SEM DOUTRINA, SEM OBJETIVOS MAIORES que não fossem o atendimento a algumas necessidades humanas imediatas em sua maior parte e, principalmente sem que se importassem de estarem fazendo um bem para alguém e/ou fazendo um mal para outrem por decorrência, sendo a maioria dos mesmos que assim se apresentavam, usados pelos humanos, tanto para bons procedimentos quanto para demandas.

Tudo indica que ainda no Plano Astral já haviam entidades que se importavam com isto e, segundo a história da criação da UMBANDA, essas entidades não encontravam campo para suas atuações positivas no meios desses cultos desorganizados e sem lei e por isto precisavam se reunir em grupamentos com leis e objetivos bem discriminados, o que as levou a iniciarem um movimento Astral que culminou na Criação da UMBANDA anunciada pelo CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS.

Pois muito bem. Paralelamente e até concomitantemente, existiam grupamentos mediúnicos que lidavam com entidades que se apresentavam como Exus num outro movimento espiritual que recebeu o nome (apelido*) de QUIMBANDA. Nesses grupamentos a "magia" era totalmente voltada para objetivos materiais e imediatos, com tentativas de alcance de objetivos, fosse por que meios fossem, na base da força e através de espíritos bastante "materializados" e normalmente "marginalizados" que não se importavam com o que deveriam fazer - faziam desde que lhes fossem pagos certos "presentes", dentre os quais o sangue sacrifícial de bodes, galos e até bois.

Numa análise rápida e superficial porque não nos interessa entrar muito por esta porta, isto era a QUIMBANDA no período em que a UMBANDA aconteceu e estava se firmando e assim eram os EXUS que se conhecia então - espíritos marginais, SEM LEI, que faziam qualquer coisa por trocas e presentes, bem semelhantes (mas nem de longe iguais) ao que seria o tal do diabo das religiões católicas.

Calminha aí os EXUMANÍACOS, porque estamos falando de um passado que deve ser conhecido, até para que entendamos o que são os EXUS DE UMBANDA nos dias de hoje.

Continuando ... Essas entidades eram tão perigosas por sua total marginalidade frente à evolução e a qualquer tipo de LEI ou DOUTRINA, que eram temidas, sabendo-se até mesmo de locais em que os médiuns eram acorrentados à parede, tal era o grau de selvageria e agressividade que lhes era peculiar quando "montados" por seus Exus.

É preciso que se explique bem e LOGO AQUI, que o termo KIUMBA, hoje tão usado, foi criado muito recentemente, na década de 60, se não me engano, pelo finado W.W. da Matta e Silva, no intento de diferenciar os Exus que já estavam vindo na Umbanda, dos Exus que ainda se mantinham SEM LEI, mas que esse termo é reconhecido apenas por nós - é uma classificação NOSSA - porque você nunca viu ou ouviu e nem ouvirá ou verá, qualquer entidade que se apresente selvagemente numa gira de desobsessão ou descarrego se apresentando como KIUMBA "X", KIUMBA "Y" e daí por diante. E se viu ou ouviu pode estar certo de que foi O MÉDIUM FALANDO PELA ENTIDADE e não esta em verdade!

Se voltarmos ao início da VERDADEIRA UMBANDA (a que foi criada em 1908 porque o que havia antes era qualquer coisa menos UMBANDA), um culto com claros objetivos de EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DELES E NOSSA, ATRAVÉS DA CARIDADE, veremos até que Exus não eram permitidos a não ser em casos muito especiais e sempre sob comando de entidades espirituais que já tinham condições de serem UMBANDISTAS, o que não os impedia de tentarem ir se aproximando desse NOVO CULTO, como AUXILIARES, ao mesmo tempo em que iam aprendendo com os mais evoluídos (MAIS CONSCIENTES DAS "NOVAS" VERDADES ESPIRITUAIS) novas formas de comportamento e de visão da espiritualidade inclusive, tudo muito diferente do que conheciam nos grupamentos QUIMBANDISTAS de onde eram provenientes.

Também paralelamente ao MOVIMENTO UMBANDISTA ORIGINAL desenvolviam-se outros grupamentos mediúnicos mais abertos (se podemos dizer assim), menos rígidos nos controles às entidades e que passaram a se auto-rotular de Umbandas, APÓS TEREM CONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DESSE CULTO, já que viram esse "direito" no fato de também darem passagem a Pretos Velhos e Caboclos (e só por isto já que as doutrinas e ritualísticas eram totalmente diferentes).

Esses, talvez por suas raízes africanas e o reconhecimento de um "orixá" de nome Exu em suas hostes, foram mais condescendentes em relação à participação dos Exus CATIÇOS (humanos desencarnados e não orixás) em seus terreiros, o que veio a confundir muito, nos dias de hoje, quando se tenta descobrir se os Exus sempre estiveram presentes na Umbanda ou se não!

A resposta certa para essa dúvida é NÃO! As falanges de Exus não faziam parte das falanges ou grupamentos espirituais que deram início à Umbanda Original no Brasil e sim de alguns cultos que se agregaram e se auto-rotularam UMBANDAS já no período em que ela ia crescendo em número de Tendas e ia se alastrando naquela velha forma deteriorante do "de boca em boca". Lembremo-nos que nessa época, nem o rádio existia no Brasil e jornais, uns poucos que muito certamente não contribuiriam com a divulgação de outro culto que não fosse o catolicismo, religião dominante nesse período. Foi somente em 1933 que foram publicados os primeiros artigos sobre Umbanda, escritos por Leal de Souza sob o título: "O Espiritismo e as Sete Linhas de Umbanda", mas quando vieram a público já haviam se criado muitas outras Umbandas, incluindo-se aí a criada pelo Caboclo Mirim, que em fundamentos e ritualística, muito já diferia do que fora proposto antes, exceto em seus objetivos principais (isto não é uma crítica e sim uma constatação e fatos).

Pois muito bem, o fato é que algumas entidades que pertenciam à Quimbanda em suas formas de Exus, foram, ao longo do tempo, adentrando às mais diversas Umbandas que se criaram então e, quando elas eram UMBANDAS DE VERDADE (as que mantinham o lema de trabalhar com espíritos para a caridade e a conseqüente evolução destes) eram doutrinados (recebiam controle e orientação sobre seus comportamentos e determinações sobre o que poderiam ou não poderiam fazer) e recebiam o título de "Exus Batizados na Lei de Umbanda" (batizados = iniciados na Lei) ou simplesmente "BATIZADOS" e, ao longo do tempo, eram considerados "COROADOS" aqueles espíritos que já tinham dado provas de que tinham aprendido a trabalhar segundo as Leis de Umbanda e nos quais se podia confiar como verdadeiros amigos.

Na fase anterior à de "BATIZADOS" recebiam o título de EXUS PAGÃOS, que seria o que hoje chamamos de KIUMBAS. Mas perceba bem que todos esses "títulos" lhes era dado por nós, os encarnados, porque eles todos sempre se apresentaram (e se apresentam ainda hoje) como Exus, fossem pagãos, batizados ou coroados.

Em Terreiros de UMBANDA DE VERDADE (pouco importando aí a raíz doutrinária desta Umbanda, se africana, kardequizada, católica, etc.), quando Exu chegava era para TRABALHAR e sempre, como já disse, sob controle de entidades Chefes de Terreiro (Caboclos ou Pretos Velhos) que inclusive, em muitos casos, mesmo nas giras a eles dedicadas (quando existiam) mantinham-se em terra e determinavam qual Exu poderia falar com o público, qual não estava ainda preparado, o que poderiam fazer ou não e depois, na hora certa, os mandavam "subir".

Por que eu usei o termo UMBANDA DE VERDADE? Porque já haviam muitos Terreiros em que os Exus chegavam e, por suas capacidades de envolvimento psicológico, sempre com boas conversas, elogios aqui e ali, um abraço, um trabalhinho de auxílio muito bem feito acolá, iam paulatinamente, impondo seus ritmos e formas de trabalho a ponto de alguns Terreiros que continuaram se dizendo "de Umbanda" irem aumentando o número de Giras de Exus, diminuindo as de Pretos Velhos e Caboclos e chegarem a passar o COMANDO GERAL DE SUAS GIRAS a esses mesmos que deveriam estar ali para aprenderem com espíritos de maior conhecimento e evolução.

O que mais acontecia (e acontece até hoje) é que os ESPÍRITOS EXUS que assim procediam, vistos pelo prisma da UMBANDA DE VERDADE, não eram sequer COROADOS - no máximo BATIZADOS e com algum conhecimento dos princípios e objetivos Umbandistas, INDEPENDENTE do conhecimento que tinham sobre como desmanchar trabalhos ou fazê-los, sobre como influenciar o mental de pessoas sempre carentes, como incitar-lhes a FÉ neles mesmos (tudo aprendido ainda pelos lados da Quimbanda) e, como eram no máximo "BATIZADOS" mas não CONFIRMADOS (ou COROADOS) na Lei de Umbanda, continuavam, embora em menor escala, tanto ajudando quanto atrapalhando a vida alheia, como em casos, em que se criavam DEMANDAS entre Terreiros (não querem saber a verdade?), por exemplo, sempre comandadas pelo "Exu Tal" ou a "Pomba Gira Qual" que a exemplo dos "deuses" mitológicos, inclusive o bíblico Jeová em épocas mais remotas, eram invocados para guiarem seus "filhos de fé" contra outros "filhos de fé".

E como eu posso afirmar que esses Exus não eram CONFIRMADOS ou COROADOS?
O simples fato de saberem ser ESPÍRITOS AUXILIARES (que deveriam estar aprendendo mais) e envolverem os encarnados mais ingênuos até o ponto de lhes ser concedida a Chefia do Terreiro já nos demonstra isto, pois Exu COROADO (hoje também chamado GUARDIÃO) tem que saber muito bem o seu lugar dentro da UMBANDA e BATER CABEÇA para Pretos Velhos e Caboclos e nunca tentar fazer com que esses valores se invertam, porque aí o Terreiro já virou de QUIMBANDA, ainda que insistam em chamá-lo de "Umbanda" - verdade dura para muitos, eu sei. Mas VERDADE PURA!

Pois muito bem. Por toda essa história (que ainda foi muito superficial) dos Exus que vieram das Quimbandas, somando-se às lendas (itans) sobre o "Exu Orixá" dos cultos Nagôs que também auferiam a esse mito personalizado comportamentos nada adequados à civilização e ao que a sociedade compreendia e compreende como correto, tanto o "Exu Orixá" dos cultos afro, quanto o "Exu Catiço" das Quimbandas e Umbandas, foram assemelhados à figura também mitológica do diabo católico ... inclusive pelos próprios quimbandistas e muitos umbandistas (outra verdade dura) que parecem ter adorado usar essa imagens diabólicas que o comércio criou como de Exus em suas firmezas, tronqueiras, etc., o que corroborou ainda mais para a crença de que "EXU É O PRÓPRIO DIABO", crença esta que perdura e é incentivada e até aclamada por certos segmentos de certas ... "igrejas".

Com o ataque direto dessas "certas igrejas" ao mito Exu que se acentuou mais recentemente (desde a década de 70), impondo-lhes a culpa de todos os males da humanidade (Oh, Céus!), aconteceu uma reação por parte dos que vou chamar espiritualistas, exatamente em defesa do mito, o que seria até apreciável se esse movimento contra não extrapolasse e não começasse a atingir níveis fantasiosos e fanatizantes que, muito mais do que apenas defenderem e demonstrarem as incoerências, exageram e chegam a creditar a Exu (que em vários textos são confundidos - "Exu Orixá"/"Exu Catiço") até comandos da Natureza que nem aos ditos Orixás são dados. Em resumo, estão tentando, em muitas vezes, desqualificar as afirmações de que "Exu é o diabo" através de afirmações desprovidas de fundamento (por não conhecerem a verdadeira essência das falanges de Exus) e fantasias oníricas criadas por suas próprias mentes ou até mesmo por algum Exu apenas batizado que os acompanhe, intua e que se regozije com esses "NOVOS ATRIBUTOS" que estão usando para enaltecê-lo(s), ou seja, muita incoerência para combater incoerências.

E mais incoerências ainda vemos, quando no meio desses mesmos que afirmam que EXU NÃO É O DIABO, há os que ainda mantém em suas tronqueiras e até em um certos lugares que não pretendo citar agora, onde lhes vão render homenagens diversos Terreiros, AS MESMAS IMAGENS DEMONÍACAS criadas há dezenas de anos atrás para representarem quem...? OS EXUS!

A mania de Exus (ou EXUMANIA) vem crescendo tanto em função dessas "maravilhas" que agora lhes estão creditando, que encontramos até pessoas que deveriam ser mais espertas pelo nível cultural que demonstram, mas que são capazes de afirmar, com todas as letras, que os Exus são entidades em evolução (até aí tudo bem) em nível até superior ao dos Pretos e Caboclos, o que só pode acontecer ou ser verdade se os Pretos e Caboclos a que se referem forem tão Exus quanto os que, mais honestamente, se apresentam como tal - mais uma verdade dura que muitos insistem em não ver - fato este muito comum nas Quimbandas (mesmo as que se rotulam de umbandas), onde quem manda é Exu.

O pouco conhecimento sobre a essência das falanges de Exus (e os excessos de fantasias e "mistérios" que se divulgam) faz com que alguns afirmem (ora vejam só) que estando frente a frente com um Tranca Ruas, por exemplo, logicamente estão frente a um guardião, o que pode ser a maior das inverdades. Esquecem-se (ou nunca souberam pela pouca informação que têm nesse sentido) que os Exus batizados e os pagãos (kiumbas) também se apresentam com os mesmos nomes (Tranca Ruas, Tiriri, Marabô, etc), não sendo o nome de falange qualquer segurança que garanta estar-se falando com um coroado.

E aí ... como Exu virou chamariz até mesmo para giras de terreiros que pretendem medir seus potenciais pelo número de assistentes que lota suas dependências (pobres cegos, guias de cegos), pipocam no mercado, além das imagens diabólicas que demonstram que Exu não é diabo(?), cursos e mais cursos sobre "o mistério" Exu, que só virou mistério mesmo pra incentivar a curiosidade dos iniciantes.

Há pouco tivemos acesso a um texto de um certo autor que diz ter psicografado u'a mensagem de um certo Exu que, entre outros exagêros, chega a afirmar em um trecho de "sua fala": "Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar-se...Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a sua luz chegar até as retinas humanas...Não sou o ar que perpassa as folhas, mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e movimentadas pela minha força...."

Sem pretender "espichar assunto", só pela possibilidade de uma ENTIDADE (UM ESPÍRITO como qualquer outro) ter tentado sugerir as possibilidades acima, já poderíamos dispensar até "DEUS" de seus atributos. já que se as partículas atômicas são mantidas em coesão pela força de UM ESPÍRITO ( o tal "Exu" psicógrafo), provavelmente "também foi ele quem criou e mantém o Universo".

Mais incrível ainda do que o fato de um Exu poder ter dito isto realmente
(afinal seria um Exu, envolvente como a maioria deles, não se sabendo se pagão ou batizado, porque um coroado não cometeria este desatino), é o fato de as pessoas que leram não perceberem a incoerência (esta e outras). Isso se deve especificamente ao grau de envolvimento e encantamento que adquiriram, tanto com essa entidades quanto com as fantasias que se criam diuturnamente sobre "seus poderes", "suas forças", "seus direitos de julgar e penalizar" e um outro tanto de lendas que alardeiam por aí afora.

O que a EXUMANIA está criando?

Seguidores encantados, embevecidos por lendas e fanatizados que, além de não compreenderem as verdadeiras funções dos Exus na UMBANDA (provavelmente porque quem lhes ensinou também não sabia), ainda acham que, apenas por estarem freqüentando este ou aquele grupamento espiritual, o Exu que aparece por meio de suas mediunidades TEM QUE SER UM COROADO! Mas nem querem saber que foram muito e muitos antes deles que assim pensando, hoje PAGAM DÍZIMOS por terem tido suas vidas viradas "de ponta cabeça".

Hoje (como antes também) vemos alguns ditos "umbandistas" que acreditam que todo espírito que vem na banda é de Umbanda e, portanto, é um ILUMINADO.

Mas se são, pergunto eu, porque teriam que EVOLUIR através da CARIDADE, se vemos claramente que os que não mais precisam são poucos, pouco vêm nas bandas e quando vêm têm comportamentos totalmente diferentes da grande maioria? Será que nossos Terreiros são mesmo esse "chão de estrelas" que muitos julgam ser? Ou serão verdadeiramente "TRAMPOLINS" PARA A EVOLUÇÃO ATRAVÉS DA PRÁTICA DA CARIDADE?

E mais: Será que os "iluminados" têm mesmo que ficar alardeando "suas luzes" e "poderes" (ou pseudo-poderes) com o fito de impressionar as mentes mais necessitadas de tantas fantasias?

O que a EXUMANIA está criando?

"Experts" em Exus e ignorantes em Pretos Velhos, Caboclos, Crianças que volto a afirmar NÃO SÃO ERÊS, mesmo que muitos assim os chamem. E prova disto está na quantidade de tópicos que se abrem sobre Exus, sempre com participações maciças em todas as comunidades e quase nenhuma sobre Pretos Velhos, Caboclos ... E mesmo quando são abertos, muito poucos são os que se aventuram a dar seus pitacos.

Por quê?

Em primeiro lugar pelo fato dessas entidades não serem tão "envolventes" (tão malandras, em outras palavras) e sim, muito mais sérias em seus comportamentos e ensinamentos - isso não agrada a todos!

Em segundo lugar, que acaba sendo uma decorrência do primeiro, a essas entidades quase não se homenageiam com lendas e pseudo-poderes magicos, já que aprenderam a trabalhar "na surdina" e sem alardes. São apenas os trabalhadores sérios que não se coadunam com determinados tipos de comportamentos e "idéias", não os incitam e até os combatem quando necessário (estou falando de Caboclos e Pretos Velhos DE LEI e não os que são tão Exus quanto qualquer outro e como eles agem).

Por não serem tão "envolventes" quanto os Exus; por não haver nenhuma lenda que os coloque como "agentes controladores da Natureza e até do universo" (como no caso do "Exu" citado antes); por não poderem ser confundidos quase que sempre com o MITO EXU ORIXÁ dos Candomblés porque são reconhecidamente ESPÍRITOS (o que o pessoal parece não querer ver no caso de Exus); porque são sérios demais em suas determinações ainda que pratiquem um sorrisinho aqui e outro ali, naturalmente não despertam tanta curiosidade na aprendizagem do que gostariam e poderiam ensinar, o que se pode perceber claramente ao visitarmos Terreiros e observarmos a diferença de quantidade de PÚBLICO E DE MÉDIUNS que freqüentam Giras de Exus e Giras de Velhos e Caboclos numa grande maioria de Terreiros.

Ainda "girando" pelas Comunidades, vemos aqui e ali o uso daquela velha "frase clichê", o tal de "Orai e Vigiai". Mas o que estamos observando, tendo como um dos exemplos essa EXUMANIA, não é bem isto não - o VIGIAI está muito longe de ser compreendido! Já ouviu falar nos FASCINADOS?

Livro dos Médiuns CAPÍTULO XXIII, da Obsessão 

"Fascinação

239. A fascinação tem conseqüências muito mais graves. É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações. O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente. A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula. Fora erro acreditar que a este gênero de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso. Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem.

Já dissemos que muito mais graves são as conseqüências da fascinação. Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade. Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.

Compreende-se facilmente toda a diferença que existe entre a obsessão simples e a fascinação; compreende-se também que os Espíritos que produzem esses dois efeitos devem diferir de caráter. Na primeira, o Espírito que se agarra à pessoa não passa de um importuno pela sua tenacidade e de quem aquela se impacienta por desembaraçar-se. Na segunda, a coisa é muito diversa. Para chegar a tais fins, preciso é que o Espírito seja destro, ardiloso e profundamente hipócrita, porquanto não pode operar a mudança e fazer-se acolhido, senão por meio da máscara que toma e de um falso aspecto de virtude. Os grandes termos - caridade, humildade, amor de Deus - lhe servem como que de carta de crédito, porém, através de tudo isso, deixa passar sinais de inferioridade, que só o fascinado é incapaz de perceber. Por isso mesmo, o que o fascinador mais teme são as pessoas que vêem claro. Daí o consistir a sua tática, quase sempre, em inspirar ao seu intérprete o afastamento de quem quer que lhe possa abrir os olhos. Por esse meio, evitando toda contradição, fica certo de ter razão sempre."

A propósito. Você que nos lê, já observou como cresce o número de "EX"?

Entenda quem quiser e, principalmente quem PUDER!
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* APELIDO - usei essa classificação para o nome dado (QUIMBANDA) porque há um culto de KIMBANDA (este com "K" mesmo) que é legitimamente africano e deveria ser um culto onde seus cabeças (os embandas) seriam tipo "feiticeiros do bem" e que atuariam em curas espirituais, por exemplo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

PERGUNTAS E RESPOSTAS (NOVA PÁGINA)

     Meu mais fraterno Saravá a todos os que acompanham este Blog.


     Como se pode ver, neste ano de 2013, parece (e apenas parece) que o Blog foi abandonado pelo fato de eu não ter postado mais nada sobre novos temas. No entanto, após a publicação e divulgação do Volume IV de Umbanda sem Medo, tanto por aqui, quanto pelo e-mail que foi colocado no rodapé de cada página do livro, surgiram perguntas e mais perguntas, muitas sobre o que venho escrevendo e muitas outras ainda, sobre situações particulares de médiuns em relação a seus grupos mediúnicos (Terreiros, Tendas, Centros, etc.), suas sensações frente a essa ou aquela experiência, o que lhes era relatado lá como "possibilidade de respostas", etc., a ponto de, pelo que se poderá ver nas páginas dos vários temas, principalmente na de PERGUNTAS E RESPOSTAS (o específico), a quantidade de perguntas (todas respondidas até o dia de hoje) está tão grande que, como já aconteceu, alguns, por entenderem que só havia um página de perguntas, deixaram de postar as suas e, pior ainda, deixaram de ver e avaliar muitas outras mais.

     Por observar o acima exposto e estar, durante este ano de 2013, praticamente só respondendo às perguntas que se originaram, estou abrindo agora esta página para que possamos dar continuidade às perguntas que ainda poderão ocorrer, ao mesmo tempo em que estarei deixando lá, na primeira página de PERGUNTAS E RESPOSTAS, um aviso para que qualquer outra pergunta seja feita aqui abaixo, nesta nova página.

     Lembro-lhes, no entanto, que as perguntas referentes a Exus, Pomba Giras e congêneres, deverão ser colocadas nas páginas específicas que ficam nos seguintes links:

1- PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE EXUS

2-  PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE EXUS - (continuação)

Que todos vocês que por aqui transitam em busca de novos conhecimentos ou até mesmo para comparações com o que aprenderam; todos os que se dispuserem a RACIOCINAR, muito mais que somente ACEITAR COMO VERDADES INCONTESTÁVEIS, tudo o que "gira" por aí como se fosse UMBANDA DE FATO, mas sem qualquer ligação com as mais primárias exigências que lhes faz Umbanda, tenham em seus caminhos a luz de Yemanjá, Oxalá e seus GUIAS DE FATO e sempre muito positivamente, são meus sinceros desejos.

Claudio Zeus.

P.S.: Lembrando que os links para os downloads dos 4 livros (até agora) da série UMBANDA SEM MEDO estão disponíveis para todos na coluna à direita, bem abaixo do contador de visitas, junto com o link do livro "TÉCNICAS DA MEDIUNIDADE" do professor Torres Pastorino - uma excelente obra para se compreender um pouco mais sobre MEDIUNIDADE avaliada por um lado mais científico.

E os livros em ÁUDIO MP3, pra quem prefere ou precisa ouvir, têm seus links logo abaixo da "plaqueta" que anuncia nosso colaborador, a pessoa que, altruisticamente, faz a conversão para nós, o senhor MARCOS JOHNNY.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

UMBANDA SEM MEDO VOLUME IV




    Gostaria de comunicar a todos os seguidores deste Blog e também aos que ainda não são mas que já possuem os três primeiros volumes da série UMBANDA SEM MEDO, que hoje, 02 de Outubro de 2012, acabo de disponibilizar para download gratuito o Quarto Volume da série no qual se poderá ler, mais aprofundadamente, sobre os seguintes temas:

- ORIXÁS em suas diversas interpretações;

- ORIXÁS CÓSMICOS - MEDIUNIDADE - CHAKRAS - Uma teoria que ajuda a compreender muitos dos fenômenos mediúnicos;

- UMBANDA E A TORRE DE BABEL - as confusões que se criam pelo uso indevido de palavras e expressões criadas e usadas antes por outras seitas, filosofias e religiões, principalmente nas cabeças dos mais novos.

- EXUS NA UMBANDA - Um mistério sem mistérios;

- PERGUNTAS E RESPOSTAS sobre os mais diversos assuntos relativos à Umbanda, mediunidade e à presença dos Exus e Pomba Giras nela.


Clique no nome do livro e acesse a página de download


      Ao iniciarem suas leituras, leiam, antes de mais nada, a parte de APRESENTAÇÃO, logo no início, pois ali verão informações que lhes poderão ser muito úteis, como por exemplo, sobre o novo endereço eletrônico para contatos que está indicado nos rodapés e o motivo desta mudança.

   O link abaixo (que é a própria figura - clique nela) o(a) levará ao livro em sua versão de publicação pela  Editora AGBOOK, caso você pretenda comprá-lo para leituras diretas, sem computador, ou  pretenda presentear alguém com ele.



   Repare que o preço final deste volume ficou um pouco mais alto que os dos anteriores, mas foi em virtude de eu ter escolhido usar cores na impressão. Fiz isto porque você poderá ver que há muitas figuras ilustrativas nos textos, todas elas coloridas, que perderiam muito seus valores no caso da impressão ser em preto e branco.

   A comissão pelos DIREITOS AUTORAIS que requeri também pode ser vista na figura acima (R$0,00).

ATENÇÃO, ATENÇÃO   

Conforme o prometido antes.

VERSÃO EM ÁUDIO MP3

 Produção de nosso colaborador, o senhor Marcos Jhonny (vide e-mail para contatos na coluna ao lado).

É só clicar nos links abaixo e abaixar os 5 arquivos que se complementam.

Arquivos de Áudio com voz FEMININA:


Umbanda sem medo vol 4 - parte 1 de 5

Umbanda sem medo vol 4 - parte 2 de 5

Umbanda sem medo vol 4 - parte 3 de 5

Umbanda sem medo vol 4 - parte 4 de 5

Umbanda sem medo vol 4 - parte 5 de 5


Arquivos de Áudio com voz MASCULINA:


Umbanda sem medo vol. 4 voz masculina - parte 1 de 5

Umbanda sem medo vol. 4 voz masculina - parte 2 de 5

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Umbanda sem medo vol. 4 voz masculina - parte 4 de 5

Umbanda sem medo vol. 4 voz masculina - parte 5 de 5
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A todos os que acessam o Blog e acompanham os temas raciocinando a cada passo, meu mais sincero e fraterno SARAVÁ!

sábado, 4 de agosto de 2012

NOTA DE ENCAMINHAMENTO AO DUILO (ORUN)

Em quem fica no Iungo (Terra), tendo-o conhecido e com ele partilhado momentos na vida, eclodem as sempre boas lembranças e as saudades do ente que trilhou seu caminhos visando a espiritualidade. Mas como quem realmente entendeu suas mensagens e as de seus Guias, compreendeu a religião Umbanda pela qual ele lutou e na qual iniciou sucessores, consegue perceber a veracidade da VIDA PÓS VIDA, muito certamente consegue também compreender que Pai Fernando Guimarães, Dirigente Espiritual do Terreiro do Pai Maneco em Curitiba (http://www.paimaneco.org.br/ ), não morreu em 31 de julho do corrente ano, mas apenas deixou para trás suas vestes carnais, tendo agora a possibilidade de vivenciar mais diretamente, tudo aquilo em que sempre creu, bem mais junto de seus companheiros espirituais que, certamente, o acolheram em sua passagem e a seu lado, agora, desfrutam das vitórias dos deveres cumpridos.


Ao nosso irmão que nos antecedeu a todos em nossas caminhadas, nosso mais humilde e profundo SARAVÁ !

Que o DEUS UNIVERSAL (NZambi, Olurun, Tupã ...) preencha todos os seus novos caminhos com muita LUZ, são nossos sinceros votos!

Claudio Zeus


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Fernando de Ogum - Fernando Guimarães (Matéria em A Gazeta do Povo  http://www.gazetadopovo.com.br/

falecimentos/conteudo.phtml?tit=Fernando
-de-Ogum&id=1281861#.UBqy-zwVVdY.facebook )

Uma das passagens mais curiosas da vida do advogado e cartorário Fernando Macedo Guimarães ocorreu ainda na infância. Ele a contava aos risos – “eu me tornei apóstata dias antes da Primeira Comunhão”. Era um prenúncio. A religião seria o território das pequenas e grandes revoluções promovidas por este homem avesso aos arreios das convenções.

Fernando nasceu em família voltada às lides do saber. Seu pai, Acyr Guimarães, foi um dos jornalistas mais importantes do Paraná em todo o século 20, tendo atuado nas primeiras décadas da Gazeta do Povo. O filho seguiu o espírito liberal dos seus, experimentando e escolhendo seus próprios caminhos, incluindo os da fé.

Da fila da Eucaristia se mudou para as mesas do kardecismo, escola na qual foi aluno aplicado desde os 16 anos. Dali, já homem maduro, enveredou pela umbanda, enfrentando os preconceitos reservados à mais brasileira das religiões. Em pouco tempo, Fernando de Ogum, como o chamavam, iria se confundir com o Terreiro do Pai Maneco, fundado por ele e instalado nos altos do Santa Cândida. O local se tornou endereço de artistas e intelectuais, ali colocados em roda, ao lado de moradores das periferias, reunidos para ter com aquele homem de letras, entregue ao jejum e ao banho de ervas para receber o preto velho.

“Meu pai me deu 2 mil irmãos”, resume a filha Lucília, sobre os médiuns revelados por Fernando em 30 anos de umbanda. Foi pai-de-santo como poucos. Não só lutou para derrubar os véus que escondem os cultos afro-brasileiros como batalhou para modernizá-los, abrindo-o às novas gerações. Basta dizer que o site do terreiro recebe 10 mil visitas semanais. Que Guimarães promovia giras com música jovem e incentivou as rodas de tambores, dando a seu espaço de culto também a aura de espaço de arte. Ele tirou o ranço e o medo da palavra saravá.

Pai Fernando deixa em Terra sua esposa Yedda, dois filhos e quatro netos.



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quinta-feira, 28 de junho de 2012

REENCARNAÇÃO

Aproveitando a deixa do afamado pastor Billy Graham que, através de sua mente aberta entendeu haver vida após a morte, desenvolveremos ainda mais o tema discorrendo agora, não só sobre esta possibilidade desta outra vida, mas também sobre as REENCARNAÇÕES POSSÍVEIS após esta em que estamos.


Pretendermos negar os processos reencarnatórios apenas nos baseando em alguns escritos, sem maiores pesquisas, nos leva àquele ponto absurdo pelo qual, ao olharmos uma situação apenas por uma de suas facetas, pretendermos dela ou nela apoiados, criarmos "leis", ou, em outras palavras, criarmos leis que abranjam apenas "certos interesses".


Antes ainda de prosseguirmos, desta feita nos aprofundando um pouco mais no tema, recomendo que você leia a matéria sob título REENCARNAÇÃO aqui mesmo neste Blog.


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Anexando agora ao que já escrevemos antes e para início de nossa exposição, eis abaixo algumas frases ditas por personagens do passado de nossa humanidade que, muito antes de Alan Kardec ou mesmo de Yoshua (chamado por muitos de Jesus), já havia a consciência de que "ao se morrer, não se morria, exatamente".

- "Honra a ti, Osires, ó governador dos que se encontram no paraíso, tu que fazes renascer os mortais, que renovas a sua juventude" (Livros Egípcio dos Mortos - 2000 anos AC);


- Ninguém pode ser salvo sem renascer e sem livrar-se das paixões que entraram no último nascimento espiritual". (Hermes Trismegisto - 1250 AC);


- "Aquele que retorna para a Terra e faz o bem, segundo seus conhecimentos, suas palavras, ações e intenções, recebe um dia uma recompensa que convenha a seus méritos ... Aqueles que durante o período de vida na Terra, vivem na dor e no desgosto, sofrem com isto por causa de suas palavras mesquinhas ou suas más ações num corpo anterior, pelo que é punido no presente". (Zoroastro - 1000 AC);


- "A alma nunca morre, mas recomeça uma nova vida. Ela nada mais faz que mudar de domicílio, tomando uma nova forma. Quanto a mim, que vos revelo estas misteriosas verdades, já fui Euforbes numa outra vida, no tempo da guerra de Tróia, lembro-me perfeitamente bem do meu nome e de meus pais, assim como do modo como fui morto em combate com o rei de Esparta. Em Micenas, no Templo de Juno, vi suspenso na parede meu próprio escudo de um outro tempo. Mas embora vivendo em vários corpos, a alma é sempre a mesma, pois só a forma muda". (Pitágoras - 572 a 492 AC);


- "Os seres humanos que se apegam demasiado aos valores materiais são obrigados a reencarnar incessantemente, até compreenderem que SER é mais importante do que TER". (Buda - 563 a 483 AC);


- "Estou convencido que vivemos novamente e que o vivos emergem dos que morreram e que as almas dos que morreram estão vivas". (Sócrates - filósofo grego - 469 a 399 AC);


- "Ó tu, moço ou jovem que te julgas abandonado pelos deuses, saiba que, se te tornares pior, irás ter com as piores almas, e em toda a sucessão de vida e morte farás e sofrerás o que um igual pode merecidamente sofrer nas mãos de iguais. É esta a justiça dos céus". (Platão - 427 a 347 AC);


E já entrando pela Era de Jesus, dentre outras citações já realçadas na outra postagem realço apenas esta:


- "Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". (Yoshua segundo João 3 - 3).


Lendo-se sobre tudo o que foi escrito acima e ainda antes, no link sobre REENCARNAÇÃO, perguntamo-nos ao final, após observarmos, inclusive, que muito do que Alan Kardec recebeu de informações dos Espíritos com os quais fez suas pesquisas já era do conhecimento dos mais antigos que esses próprios Espíritos: 


a) Como é que todos esses "ilustres" do passado tinham esse conhecimento? De onde vinham esses conhecimentos?


b) Se esses conhecimentos já eram FATOS no passado, por que, então "deixaram de existir" na modernidade e ninguém quase, se dá ao trabalho de refletir sobre eles?


As respostas, embora possam parecer a priori muito difíceis, estão pautadas em fatos até bem corriqueiros que são:


a) Em tempos antigos esses "ilustres" e muitos outros não citados, tiveram a oportunidade de viverem como LIVRES PENSADORES, livres de certas convenções doutrinárias e, como tal, por observações e experimentações próprias, puderam chegar às conclusões que chegaram;


b) Para entender o porquê, leia o texto abaixo.


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O Concilio que acabou com a reencarnação

Até meados do séc. VI, todo o Cristianismo aceitava a reencarnação que a cultura religiosa oriental já proclamava, milênios antes da era cristã, como fato incontestável, norteador dos espíritos da justiça divina, que sempre dá oportunidade ao homem para rever os seus erros e recomeçar o trabalho da sua regeneração, em nova existência.

Aconteceu, porém, que o segundo concilio de Constantinopla (553 DC), atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção, cientificamente justificada, substituindo-a pela ressurreição, que contraria todos os princípios da ciência, pois admite a volta do ser, por ocasião de um suposto Juízo Final, no mesmo corpo já desintegrado em todos os seus elementos constitutivos.

É que Teodora, esposa do famoso Imperador Justiniano, escravocrata desumana e muito preconceituosa, temia retornar ao mundo, na pele de uma escrava negra e, por isso, desencadeou uma forte pressão sobre o Papa da época.

Assim, o concilio condenou, inclusive, a reencarnação admitida pelo próprio Cristo, em várias passagens do evangelho, sobre tudo quando identificou em João Batista o espirito do Profeta Elias, falecido século antes, em que deveria voltar como precursor do messias (Mateus 11:14 e Malaquias 4:5).

Texto extraído do "Jornal Espirita" – Órgão da Federação Espirita do Estado de São Paulo.

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Percebeu que "necessidades particulares", desde que possam ser impostas ao poder temporal, podem modificar TODA E QUALQUER CRENÇA? E que baseando-nos nesta afirmativa poderíamos chegar à conclusão de que até mesmo tudo o que cada um, em seu próprio credo, entende por verdade, ainda que rigorosamente provado, pode, repentinamente, "deixar de ser verdade" pura e simplesmente porque algum "sacerdote poderoso" resolveu que "a partir de agora não é mais" e que "isso é coisa do diabo"?

Pois é! Reflitamos e sejamos um pouco mais LIVRES PENSADORES ou melhor, LIVRES PESQUISADORES ao invés de sairmos acreditando em tudo o que é imposto como "verdade imutável".

Quem foi mesmo que disse em certa ocasião: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará"?

Que verdade? A do receber e aceitar, pura e simplesmente?

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Veja só que caso interessante.



Shanti Devi nasceu em 1926, na antiga capital do país, Delhi. O acontecimento foi alegre, mas não espetacular. Shanti não desceu nas costas de um pavão, como Sarasvati, deusa das artes criativas, nem foi trazida, como Parvati, por Siva cavalgando um touro. Sua família era remediada, mas nem de longe rica como os marajás. Durante os seus primeiros anos de vida, Shanti não foi mais que uma criança bonita e querida. Engatinhou, aprendeu a andar e a falar. Quando chegou aos três anos de idade, seus pais se divertiam muito porque, repetidamente, ela falava a respeito de seu marido e de seus filhos.

A medida que iam se passando os meses, Shanti falava cada vez mais sobre o “marido” e os “filhos”. Sua teimosia em se apegar àquilo, em vez de se interessar pelos assuntos que dizem respeito às crianças acabou preocupando os pais. “Quem é esse marido de quem você tanto fala?”, perguntou a mãe. “O nome de meu marido é Kedarnath”, respondeu a menina, sem hesitação. “Ele mora em Mutra. A nossa casa é de estuque amarelo, com enormes portas em arco e janelas de treliça. O nosso jardim é grande e cheio de cravos-de-defunto e jasmins. Grandes galhos de buganvília vermelha sobem pela casa. Muitas vezes nós nos sentávamos na varanda, olhando o nosso filhinho brincar no chão ladrilhado. Nossos filhos ainda estão lá com o pai.”

Os pais de Santhi foram ficando cada vez mais preocupados. Perceberam que não se tratava de uma criança normal. Com medo de que a filha estivesse louca, levaram-na ao médico da família. O Dr. Reddy, que atendeu a menina, garantiu aos pais que Shanti era uma criança normal e muito inteligente, que inventava aquelas conversas para chamar a atenção... e prometeu a eles que a menina iria confessar as suas mentiras.

Shanti então sentou-se na cadeira do médico e respondia as perguntas do Dr. Reddy. Repetiu tudo o que dissera antes aos pais.

“Então, se você tem marido e filhos, como é que você não passa de uma menininha?”, perguntou o médico. “Sabe de uma coisa?” respondeu Santhi, “Eu me chamava Ludgi e morri quando dava à luz outro filho.” O médico e os pais se entreolharam.

“A minha gravidez foi difícil desde o começo. Não me sentia bem e quando vi que se aproximava o dia, comecei a ter medo de não estar em condições. Sentia cada vez pior e, quando ocorreu o parto, a criança estava na posição invertida. Ela escapou, mas eu morri.”

A todas as perguntas do médico, a menina dava respostas pertinentes. Shanti foi levada para fora do consultório por uma enfermeira. Enquanto o Dr. Reddy conversava com os pais. Não era possível que aquela filha única de apenas três anos soubesse tantos detalhes de uma gravidez difícil.

Nos quatro anos seguintes, os alarmados pais levaram Shanti de um médico a outro. Todos eles ficavam estupefatos, sem encontrar explicação para o caso. Quando a menina tinha oito anos, seu tio-avô, o professor Kishen Chand, resolveu tomar conta do problema. Como a menina nunca tinha entrado em contradição, tudo aconselhava uma investigação, a fim de descobrir se, em Mutra, um homem chamado Kedarnath havia perdido a esposa, chamada Ludgi, em 1925. E então escreveu uma carta e enviou-a ao endereço que Shanti havia mencionado várias vezes durante os interrogatórios.

Quando a carta chegou a Mutra, foi aberta e lida por um estupefato viúvo chamado Kedarnath. Os fatos eram estarrecedores, pois, na verdade, ele ainda estava sofrendo com a perda de sua esposa. No entanto, embora fosse um devoto hindu, não podia admitir que Ludgi tivesse renascido e vivesse em Delhi, lembrando-se nitidamente de sua vida em comum. Desconfiado, Kedarnath escreveu a um primo, o Sr. Lal, que morava em Delhi, pedindo para entrar em contato com Shanti e sua família. O primo, que conhecia bem Ludgi quando ainda estava viva, poderia interrogar a criança para provar que ela era uma impostora.

Lal marcou um encontro com Devi em sua casa. Quando chegou, Santhi, que tinha então nove anos, estava ajudando a mãe a preparar uma sopa de legumes, e foi abrir a porta para o visitante. A Sra. Devi ouviu um grito abafado e foi ver o motivo. Santhi abraçava emocionada o estupefato visitante: “Mamãe! Este é o primo de meu marido. Morava não muito longe de nós em Mutra e depois se mudou para Delhi. Estou tão alegre de vê-lo! Entre, entre! Quero saber notícias de meu marido e de meus filhos.”

Então, os pais, a menina e Lal iniciaram uma longa conversa... Lal confirmava todos os fatos que Shanti vinha contando há anos, que havia, realmente, um Kedarnath que se casara com uma jovem, Ludgi. Sua esposa tivera dois filhos, pelo mais moço dos quais tinha uma predileção acentuada, até que morreu de parto, quando ia ter o terceiro. Shanti concordava, com uma inclinação de cabeça, enquanto Lal falava.

Depois de tanto refletirem, ficou decidido que Kedarnath e o filho predileto iriam a Delhi, como hóspedes dos Devi.

Quando chegaram, o filho de Kedarnath quase foi derrubado pela menina, menor do que ele, que tentava carrega-lo e o cobria de beijos, chamando-o pelos apelidos carinhosos que o menino já havia quase esquecido. Quanto a Kedarnath, Shanti o tratou como se fosse uma adulta, como uma esposa submissa, fazendo questão de servir-lhe queijo e biscoitos, com os mesmos modos cerimoniosos característicos de Ludgi. Os olhos de Kedarnath encheram-se de lágrimas. Comovida, Shanti procurou consola-lo, com palavras carinhosas, que somente Ludgi e o marido conheciam. Apesar da insistência de Shanti, Kedarnath negou-se a deixar o filho com a família Devi. No fundo, aterrorizados com os estranhos acontecimentos, pai e filho regressaram a Mutra, a fim de refletirem sobre o caso.

A notícia da incrível ocorrência chegou aos ouvidos de Desh Bandu Gupta, Presidente da Associação de Imprensa da Índia e membro do parlamento indiano, que resolveu consultar cientistas e outras pessoas responsáveis, ficando decidido que, se o caso de Shanti fosse uma farsa, deveria ser desmascarado. Se, ao contrário, a criança fosse a reencarnação de Ludgi ou se possuía algum poder oculto que lhe permitia fazer revelações tão pormenorizadas, a Índia estaria testemunhando o mais espantoso fenômeno da história moderna.

De qualquer maneira, eram necessárias novas investigações... e concluiram que o mais aconselhável seria levar Shanti a Mutra, e mostrar-lhe a casa onde ela afirmava ter vivido e morrido. No trem rumo a Mutra estavam Shanti, seus pais, Gupta, um advogado chamado Tara C. Mathur, cientistas e repórteres. Quando o trem chegou na estação, Shanti deu um grito de alegria e começou a acenar para várias pessoas que se encontravam na plataforma. Explicou, corretamente, quais eram os pais do seu marido. Depois de descer do trem, conversou com eles, falando não o Hindustani, idioma de Delhi, mas o dialeto da região de Mutra.

O grupo entrou nos carros que os esperavam, e começou uma das provas mais decisivas: saber se Shanti conhecia o caminho de sua suposta casa. Obedecendo às instruções da menina, seguiram por ruas estreitas e tortuosas, assustando os pedestres e as vacas sagradas que dormiam por ali. Por duas vezes, Shanti hesitou antes de ensinar o caminho, pedindo que lhe desse algum tempo para refletir, mas indicava a direção correta. Até que mandou parar.

“A casa é esta. Mas a cor é diferente. No meu tempo, era amarela. Agora é branca.” Kedarnath e seus filhos já não moravam ali e os novos moradores repintaram o prédio. A pedido de Shanti, ela foi levada onde Kedarnath passou a viver. Lá chegando, chamou os dois meninos pelo nome, mas não reconheceu a criança cujo nascimento custara a vida de Ludgi.



Em seguida, Shanti foi à casa da mãe de Ludgi, uma velha que ficou confusa e aterrorizada com aquela menina que agia como Ludgi, falava como Ludgi e sabia de coisas que só Ludgi conhecia. No entanto, ainda chorando a morte da filha, lembrou todos os detalhes de seu falecimento e dos funerais. Era demais, para a mente perplexa e cansada da velha. Quando perguntaram a Shanti se nada mudara na casa de sua mãe, ela respondeu prontamente que não estava mais vendo o poço. Gupta mandou escavar o local que ela indicou, e foi realmente encontrado um poço, coberto com tábuas e cheio de lama.

Kedarnath perguntou a Shanti o que Ludgi fez com vários anéis que ela havia escondido antes de morrer. Shanti respondeu que os colocou em um pote, que havia enterrado no jardim da casa onde moravam. A comissão de investigação encontrou, realmente, as jóias no lugar indicado por Shanti.

Nos dias que se seguiram, nenhuma solução foi encontrada. O caso se transformou em um beco sem saída, pela impossibilidade de qualquer explicação científica. Houve, contudo, muita sensação, além do noticiário internacional, tanto em Delhi como em Mutra, provocando aborrecimentos: a menina vivia cercada de curiosidade, e era objeto de comentários desagradáveis. Evidentemente, Shanti não poderia assumir o papel de mãe de meninos mais velhos do que ela, e seu amado Kedarnath aproximava-se dela com apreensão, e não com afeto.

Shanti compreendeu que estava vivendo em dois mundos. Aceitando o conselho de outros, aos poucos, com esforço e sofrimento, afastou-se de sua família de Mutra e tratou de viver como uma jovem em Delhi.

Em 1958, quase 25 anos depois, um jornalista reabriu o caso. Encontrou Shanti levando uma vida tranqüila e discreta, como funcionária pública em Delhi. Jornais em todo o mundo relembraram o caso, mas Shanti se negou a fornecer novos esclarecimentos: “Não quero viver minhas vidas passadas, seja esta, seja a minha existência anterior em Mutra. Foi muito difícil para mim, dominar a vontade de voltar à minha família. Não desejo reabrir aquela porta fechada.”

Os cientistas que estudaram o caso só puderam dizer, com certeza, duas coisas: uma menina, nascida em Delhi, no ano de 1926, sabia fatos referentes a uma mulher que morreu em 1925, e forneceu informações minuciosas e corretas sobre a família da morta e da cidade de Mutra, situada a centenas de quilômetros de distância.

O caso Shanti Devi, é apenas mais um dentre milhares que já foram estudados e devidamente catalogados ao longo das pesquisas científicas sobre a reencarnação. O que surpreende no caso de Shanti é a riqueza dos detalhes que a mesma narra a sua história anterior, fornecendo dados que somente a sua antiga família sabia... e mais ninguém.

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E aí? Vamos contrariar as evidências?

Ah, mas isso é muito antigo, diriam até alguns numa forma de "sair pela tangente"!

Então vamos a casos bem mais recentes, não é mesmo?

Veja os vídeos abaixo:

INVESTIGAÇÃO SOBRE REENCARNAÇÃO - 2009



PARTE II

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HISTÓRIA REAL DE REENCARNAÇÃO PARTE I




HISTÓRIA REAL DE REENCARNAÇÃO PARTE II


Fica aí agora, por sua própria conta, ou buscar pesquisar ainda mais sobre o tema ou, como fazem os avestruzes, esconder o rosto e fingir que "não está vendo nada"!

Seja lá a atitude que resolver tomar, que o DEUS/ENERGIA que lhe dá vida possa sempre orientá-lo(a) por caminhos de muita LUZ!

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