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domingo, 18 de setembro de 2011

EXU na Umbanda o Grande Mistério. Um Mistério? PARTE III

Continuando então, a esses Ekuruns fêmeas que começaram a se apresentar, foi dado o título de Pomba Giras e ambos (ekuruns machos e fêmeas) também foram chamados, generalizadamente, de Compadres e Comadres, Povo da Rua, das Encruzas e possivelmente até de outras coisas das quais não tenho conhecimento.

Confesso a vocês que este título - "Pomba GIra" -  eu não posso especificar com toda a certeza de onde surgiu. Alguns afirmam ter sido uma corruptela de uma outra corruptela, já que Mpambu Njilla (Mpambu=cruzamento, encruzilhada; e Njilla=rua) seria o nome original que teria dado orígem a Bombogira que por sua vez gerou Pomba Gira (ou Pombo Gira, como chamam alguns outros) por, digamos, "interpretação auditiva", só que, o Mpambu Njilla era (e continua sendo) na realidade um Inkice também MACHO cultuado pelos Bantus (Angola) e Bombogira, segundo o livro "CANDOMBLE - RELIGIÃO DO CORPO E DA ALMA" de Carlos Eugênio Marcondes de Moura, um termo CONGO só que também para Inkice Macho, de forma que prefiro ficar devendo este detalhe do que tentar me infiltrar por caminhos que não conheço e que podem ser "furados".

Consideremos então que, por seja lá qual tenha sido o motivo, os mais antigos resolveram chamar essas entidades que eram tidas como Ekuruns fémeas de Pomba Giras e que você já deva ter entendido o porquê delas terem sido consideradas Exus Fêmeas, bem assim como compreendidas como Mulheres dos Exus. Se ainda não, é só rever algumas das características, tanto do Exu Orixá quanto do Exu Ekurun nas partes anteriores (PARTES I e II deste tema) e entender que, embora fêmeas, tinham comportamento e atitudes semelhantes em vários aspectos, com foco maior no aspecto sensual e sexual, através do quais exibiam toda a liberalidade que nenhuma mulher da alta ou baixa sociedade de então ousaria e pelos quais eram preferencialmente procuradas para trabalhos de envultamento (feitiço) - estas eram as Ekuruns fêmeas, Exus fêmeas e finalmente Pomba Giras.

Enquanto estiveram apenas nas Macumbas, Canjerês primitivos e semelhantes, tanto Exu/Ekurun quanto Pomba Gira/Ekurun, eram procurados para serviços sobre os quais hoje, até os que os procuravam teriam vergonha de falar. Muitos deles, pelo tanto de suas ferocidades, chegavam a trabalhar acorrentados, tal a ira que traziam dentro de si, talvez pelos maus tratos que teriam recebido quando ainda em vida carnal.

Com a criação do NOVO CULTO em 1908 que viria a se chamar primeiramente ALABANDA (1908), depois AUMBANDA (1909) e que acabou sendo conhecido como UMBANDA, nome pelo qual já chegou oficializado em 1939 por ocasião da criação da PRIMEIRA FEDERAÇÃO DE UMBANDA DO BRASIL por Zélio Fernandino de Moraes, esses espíritos/ekuruns/exus, que também passaram a rondar nesta Banda embora não com tanta expressão quanto nos demais cultos (na Umbanda de Origem não existiam Sessões ou Giras específicas para Exus), passaram a ser compreendidos como Espíritos que estariam ou deveriam estar EM EVOLUÇÃO - muito primitivos ainda por seus comportamentos amorais, mas em evolução, e não mais como continuaram sendo compreendidos pelos cultos mais primitivos: "aqueles a quem tudo poderíamos pedir desde que fossem bem pagos".

Sobre isto, aliás, vamos transcrever abaixo, a título de orientação inicial ainda, um depoimento dado pelo senhor Zélio de Moraes sobre o que lhe havia ensinado o Caboclo das Sete Encruzilhadas a respeito dos espíritos/ekuruns/exus.

Preste bastante atenção!!

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Pergunta: Sr. Zélio, é sobre o trabalho dos Exús. Existem tendas que dão consultas com Exús em dias especiais além das consultas normais de Pretos Velhos e Caboclos. Como o Sr. vê isso?

Zélio: Eu sei disto, que há muitas tendas que trabalham com Exús, eu não gosto porque é muito fácil se manifestar com Exú, qualquer pessoa médium, um mal médium se manifesta com Exú, basta ter um espírito atrasado; ou também fingindo um espírito, por isso não gosto e fujo disto, na minha tenda não se trabalha com Exú por qualquer motivo.

Comentário: Percebamos, então, que na visão da Umbada Original proposta, já era observada a facilidade de exus se manifestarem ou até mesmo a possibilidade de haver mistificação (os famosos Ekês) nestas "manifestações".
Quando ele diz: "na minha tenda não se trabalha com Exu por qualquer motivo", fica claro que Exu só era chamado em casos especiais e na condição de "soldados da Umbanda", como eram compreendidos, conforme se poderá ver mais abaixo.

Pergunta: Mas o Sr. não considera o Exú um espírito trabalhador como todos os outros?

Zélio: Depois de despertado, porque o Exú é um espírito admitido nas trevas. Depois de despertado, que ele dá um passo no caminho da regeneração, é fácil ele trabalhar em benefício dos outros. Assim eu acredito no trabalho do Exú.

Comentário: Esta, poderíamos dizer, é uma resposta chave para a compreensão do que vem a ser Exu/Ekurun de um modo geral, ou do porquê esses Ekuruns passaram a ser chamados de Exus. Esse "depois de despertados" nos transmite muito bem que, pelos comportamentos e decisões inadequadas ao NOVO CULTO (comportamento este até incentivado nos cultos mais primitivos, tanto pelos seguidores quanto pelos que só os procuravam em busca de vantagens particulares), Exus chegaram a ser entendidos como "Espíritos admitidos das trevas", ou, em outras palavras, trevosos que buscam "caminhar", ainda que a seus modos. Portanto, quando admitidos na Umbanda, antes ainda de se lhes fazerem homenagens dever-se-ia acordá-los para a luz - despertá-los das trevas - o que significaria trabalhar sobre a amoralidade geral desses espíritos, orientando-os por conceitos cristãos (amor, desprendimento, caridade...), pois cristã era a Umbanda anunciada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Pergunta: Não haverá casos em que outros Orixás vibrando em outras linhas não possam resolver de imediato alguns problemas de filhos e, não seria o Exú aí o mais indicado para resolver, por estar mais perto materialmente, por estar mais aceito nos trabalhos materiais?

Zélio: O nosso chefe, "o Caboclo das Sete Encruzilhadas" nos ensinou assim, isto faz 60 anos, que o Exú é um trabalhador. Como na polícia tem soldado, o chefe de polícia não prende, o delegado não prende, quem prende são os soldados, cumprem ordens dos maiorais, então o Exú é um espírito que se encosta na falange, que aproveita para fazer o bem, porque cada passo para o bem que eles fazem vai aumentando a sua luz, de maneira, que é despertado e vai trabalhar, quer dizer, vai pegar, vai seduzir este espírito que está obsedando alguém, então este Exú vai evoluir. É assim que o Caboclo das Sete Encruzilhadas nos ensinava.

Comentário: Repare o posicionamento claro de "soldado da Umbanda" dado nesta explicação de Zélio que, chamando-os de soldados, definia Exu como um trabalhador, um auxiliar que exercia suas funções ordenado ou coordenado por seus superiores, ocasião em que, pelo contato e aprendizagem com estes, começava a fazer a caridade e a se enganjar no NOVO CULTO que já se chamava Umbanda.

A partir do advento Umbanda é que se criaram depois entre os adeptos, as caracterizações de Exus Pagãos (os que não estavam ligados à Umbanda e continuavam tão amorais quanto antes); Exus Batizados (os que já em contato com espíritos mais evoluídos teriam aprendido com eles conceitos mais cristãos e inclusive deixado de trabalhar apenas por barganhas); Exus Coroados (aqueles que já teriam aceito todos os conceitos cristãos adotados pela Umbanda e que, além de não mais se venderem, teriam aprendido também a trabalhar sem os cortes (copagens), tão comuns aos Pagãos e ainda meio que inseridos entre os Batizados "aqui e ali").

Pergunta: De que modo o Exú é um auxiliar e não um empregado do Orixá ou vice-versa?

Zélio: Eu não digo empregado, mas é um espírito que tende a melhorar, então para ele melhorar ele vai fazer a caridade junto com as falanges, correndo em benefício daqueles que estão obsidiados, despertando e ajudando a despertar o espírito para afasta-lo do mal que ele estava fazendo, então ele se torna um auxiliar dos Orixás

Comentário: É importante salientar que a prática da caridade, seja ela como for, tem por objetivo básico e subliminar, fazer com que o ser (encarnado ou não) se desprenda um pouco, pelo menos, de si mesmo e seus problemas e passe a ver todos à sua volta como humanos que nem ele, ao mesmo tempo em que faz ver aos caridosos que eles não são as piores pessoas do mundo - os esquecidos por Deus, em linhas gerais - por piores que se sintam.

Subliminarmente, então, praticar a caridade sem ansiar por retornos significativos de quaisquer espécies (até porque se não for assim não é caridade real, chegando a ser às vezes pura demonstração de "bondade(?)"; em outras palavras VAIDADE) chega a ser um tratamento para aqueles que estão sempre centrados em seus próprios problemas e que por isto mesmo sofrem cada vez mais.

FONTE DAS PERGUNTAS E RESPOSTAS: CASA BRANCA DE OXALÁ TEMPLO UMBANDISTA  


COMENTÁRIOS MEUS.

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Em vista do que já foi exposto, creio não haver motivo algum para se fazer mistérios em torno de entidades espirituais que são, antes de mais nada, ESPÍRITOS/EKURUNS/ EGUNS/NTANGIS que receberam este APELIDO de EXUS apenas por suas similaridades morais e comportamentais com o, como disse antes, VERDADEIRO EXU - O AFRICANO.

Importante que se saiba que QUAISQUER ESPÍRITOS (sejam eles humanos ou elementais) que tenham essas mesmas similaridades com o EXU AFRICANO, mesmo que não dêem os nomes mais conhecidos (Tranca Ruas, Sete Encruzilhadas, Caveira ... etc.) são considerados IGUALMENTE EXUS, sendo por isto mesmo que basicamente, na orígem de suas falanges (bem estabelecidas, inclusive pelos próprios nomes delas), Espíritos Pelintras (pilantras), Malandros, Cangaceiros (que já estão povoando as Bandas por aí) Crianças "encapetadas" (também chamadas de EXUS MIRINS, ERÊS DA POEIRA) e possíveis outras, TODOS SÃO EXUS, porque se assemelham em comportamento ao O EXU AFRICANO.

- Mas, e quando uma entidade, mesmo se chamando Zé Pelintra, já não se comporta mais como o Exu Africano e, pelo contrário, trabalha na caridade e na fé?

Pelo fato dele ainda assumir o nome ritualístico de uma falange que é AMORAL em seus princípíos desde o Catimbó, culto no qual seria(m) mestre(s), ele ainda é Exu e só deixará de sê-lo quando desta falange se afastar, assumindo por conseguinte, o nome de uma falange que não seja reconhecidamente amoral (de Exus). Mas como o comportamento dela é bem diferenciado da média dos Exus, podemos concordar que deva ser um Exu Coroado (vide explicação acima). Mas veja bem que estamos nos referindo a ESTA ENTIDADE EM PARTICULAR e não TODOS OS OUTROS que usam o mesmo nome destas falanges acima citadas.

Só pra lembrar: A falange das MARIAS PADILHAS, tão festejada como Ekuruns/Pomba Giras, exatamente como as falanges de Zés Pelintras, com a mesma "maturidade espiritual" e seguindo os mesmos comportamentos amorais, também veio do Catimbó no qual essas entidades são mestras, para a Umbanda. No entanto, ninguém fica brigando por aí afirmando que elas não são Exus Pomba Gira, o que aliás, fazem questão de afirmar que sim: são Pomba Giras Marias Padilhas, com muita honra!!!

- Ah, mas você sequer tocou nas "grandes magias" às quais estas entidades são afetas, seus "grandes poderes" e "domínio sobre o elemento fogo", quiçá água, terra, ar, átomos, Terra (enquanto planeta), sistema solar, via láctea, universo ...

Se é isto aí acima que você pensa sobre EXU, principalmente Exu "de Umbanda" ou, em outras palavras: os trabalhadores Exus que adentraram a Faixa Vibratória da Umbanda para trabalharem na caridade ... nem é bom comentar agora. Vamos deixar isto para mais adiante.

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Continua brevemente.

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sábado, 27 de agosto de 2011

EXU na Umbanda o Grande Mistério. Um Mistério? PARTE II

Dando prosseguimento a esta nossa análise sobre a situação de EXU NA UMBANDA e desenvolvendo o raciocínio sobre os porquês de ESPÍRITOS (Eguns/Ntangis) terem sido apelidados de EXU, afianço que fica muito claro para quem estudou o passado dessas entidades aqui no Brasil e comparou ao que era o EXU DE VERDADE advindo dos cultos africanos.

Vejamos alguns detalhes:

Sobre o Exu africano.

Em princípio cada tribo ou grupamento tinha o seu, "plantado" em algum determinado local, cujos assentamentos (principalmente o material que era exposto aos olhos comuns), antes de mais nada serviam como totens(*) ou como carrancas(**) com a finalidade de "aviso aos mal-intencionados" de que ali havia um guardião a ser respeitado e reverenciado e, portanto ... CUIDADO! Não se meta a besta que esse solo tem proteção.

Cada tribo criava então, fábulas sobre esses seus Exus dando-lhes qualificativos gerais e particulares de acordo com seus modos de entenderem e suas necessidades mais imediatas, ou seja, necessidades diretamente ligadas às suas vicissitudes (seqüência de fatos do dia a dia), o que fez entender, por interpretação posterior, que EXU seria uma espécie de semi-divindade qualificada para ser intermediária entre os homens e as verdadeiras divindades (Orixás) de cada tribo. Aquele que atendia às necessidades mais imediatas de cada ser, repetindo!

Como a MORAL(***) dos africanos de então era totalmente desligada da MORAL dos europeus que por lá aportaram e tanto divindades quanto "semi-divindades" respondiam de acordo com os comportamentos e crenças das diversas tribos (o que aliás era fato comum não só na África mas em todos as civilizações e culturas em que se criavam deuses, "todos sempre dispostos a atender e comandar os mortais de acordo com o que estes - OS CRIADORES E/OU SEUS INTERMEDIÁRIOS - achavam correto") e não de acordo com o que os europeus entendiam ser MORAL, entendeu-se então que não só Exu, mas principalmente este (ou estes) seria, antes de tudo um ser AMORAL, ou seja, o que os europeus compreendiam como SATÃ, que na verdade significa opositor, inimigo, até porque o próprio deus europeu seria então, "o venerável guardião da moral e dos bons costumes" segundo suas crenças, mas nem sempre atitudes.

Percebeu? Se o "MEU DEUS" preserva a moral (como a compreendo) e o "SEU DEUS" não (ou preserva outro tipo de moral), então o "SEU DEUS" é oposto ao meu e portanto é SATÃ. E por ser satã, automaticamente é diabo, título este que acabou se espalhando e até criando raízes oportunistas como já escrevi na primeira parte, entre os próprios africanos e seus descendentes já estabelecidos aqui.

Observe-se que para a cultura européia teoricamente "muito cristã" de então, qualquer divindade, de qualquer outro culto, automaticamente era compreendida como opositora de "SEU DEUS" e, portanto, não foram só Exus e Orixás africanos que foram assemelhados a Satã e ao Diabo por decorrência, mas sim todos os outros deuses de todas as outras culturas, só que nem sempre só pela oposição no quesito moral, mas também porque não eram admitidos outros deuses a não ser o, segundo eles, "único, onisciente, onipotente, criador de tudo e de todos" que inclusive, segundo a crença na ocasião em que os diversos livros foram compilados, pasme agora: "fazia o sol girar à volta da Terra"(sic). 


Vamos refletir? Será que "o único e verdadeiro DEUS" não sabia que isto não era verdade?

Mas voltando ao caso específico do Exu africano, ainda havia um qualificativo deste(s) que a hipocrisia de então não entenderia de forma alguma: era um ser ou divindade FÁLICA. Suas representações (totens) mostravam claramente o falo (membro sexual masculino), o que para os africanos simbolizava algo como um princípio de virilidade (também muito procurado nas culturas mais antigas porque a reprodução era fator imprescindível para a continuidade das espécies) e que para os europeus cristianizados ou pseudo-cristianizados era "significado claro de que satanás reinava entre eles".

E para não ser muito extenso, só pelo que foi destacado acima como "qualificativos do Exu africano" e mais as duas lendas (Itans) que foram destacadas na primeira parte desta matéria e mais o que se conhece sobre essas entidades "endiabradas" que começaram a aparecer ainda no meio dos cultos Bantus já aqui no Brasil, vamos às similaridades.

NOTA IMPORTANTE: Por enquanto, antes ainda de chamá-los de EXUS e para não confundir com o verdadeiro Exu, o africano, estarei tratando essas entidades/espíritos que começaram a baixar aqui no Brasil por EKURUNS, como aliás ainda são conhecidos por muitos.

Exu africano - toma lá dá cá (atua bem desde que receba suas oferendas a contento) -     Ekuruns, IDEM;

Exu seria capaz de diversas artimanhas até contra aqueles que o cultuam se não fosse atendido em suas vontades - Ekuruns IDEM;

Exu seria convocado principalmente para resolver situações emergentes e ligadas ao dia a dia -  Ekuruns, IDEM;

Exu seria convocado para resolver assuntos diversos ligados ao sexo - Ekuruns IDEM;

Exu seria um ser que não segue a moral européia basicamente oficializada no Brasil  -  Ekuruns IDEM;

Exu, por não seguir regras de conduta morais, segundo as oficializadas, é considerado AMORAL -  Ekuruns, IDEM.

E quando se fala de conduta amoral, inclua-se aí o fato de Exu (e Ekuruns), bem ao estilo humano, ser capaz de entrar numa briga por alguém de quem goste (ou que lhe "alimente") a despeito dele estar certo ou errado em suas propostas - pura FIDELIDADE em princípio, mas condenada por todos os que julgam atos dos outros por suas crenças e enraizamentos morais particulares mas que nem sempre agem segundo elas.
E estranhamente criticada também por seres que usam "DEUS" especificamente no sentido de minorar seus problemas diários de todas as espécies, inclusive sociais e sexuais, visando enriquecimentos pessoais também.

Não estou defendendo a amoralidade dos Exus e nem dos Ekuruns, mas que é muito mais fácil se enxergar e se escandalizar com a amoralidade alheia do que com a própria, lá isto é, não é mesmo?

Pois é. Por tantas (estas citadas e muito mais) similaridades comportamentais, a maioria dos antes chamados Ekuruns (espíritos de diversas procedências) passaram a ser identificados como Exus e assim intitulados. E este título passou a ser tão usado que, pela "lei da repetição" os ESPÍRITOS Exus viraram, na atualidade, e para quem é mediador (intermediário) de ES-PÍ-RI-TOS e não de O-RI-XÁS, mensageiros para uns, divindades para outros e portanto, por extensão de entendimentos sobre DI-VIN-DA-DE, SERES DE LUZ(?).

E ainda mais: ignorando totalmente os qualificativos dos Exus de fato e direito - OS AFRICANOS - colocam viseiras e não querem entender que PARA SER INTITULADO EXU o Espírito tem que ter, pelo menos, TRAÇOS COMPORTAMENTAIS com o ORIGINAL.

Se não tiver, se for só "bonzinho", se não for amoral (às vistas do que se compreende como tal), se não mais "fizer das suas", se não atuar mais por trocas, se ao invés de ativar a sexualidade desvanecê-la, e, principalmente se tudo isto for verdade e não mais uma estratégia de Exu para criar seguidores crentes .... então, o Espírito NÃO É MAIS UM EXU e pode até aceitar que o chamemos assim, mas EXU mesmo ele não é mais.

Mas .... aconteceu também de no passado, muito antes da Umbanda existir no Brasil, junto com os Ekuruns Machos aparecerem Ekuruns Fêmeas baixando nas Macumbas que, por serem FÊMEAS, mesmo que em aspectos comportamentais se assemelhando aos Exus africanos, não puderam ser incluídas na titulação de EXU já que EXU sempre foi o ser criado para ser MACHO (lembra-se do falo representativo?). O que aconteceu então, em relação a esses Espíritos Fêmeas?

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* TOTEM - animal, planta ou objeto que serve como símbolo sagrado de um grupo social (clã, tribo) e é considerado como seu ancestral ou divindade protetora.

**CARRANCA - tipo de escultura com feições nem sempre humanas que se crê ter por finalidade "espantar maus espíritos".

***MORAL - conjunto de valores, individuais ou coletivos, considerados como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens.

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Continua brevemente.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

EXU na Umbanda o Grande Mistério. Um Mistério? PARTE I

Vamos iniciar agora uma matéria sobre Exus na Umbanda que, desde o início já é bom avisar, que visa analisar esta Linha de Trabalho dentro de parâmetros racionais, sem as MITIFICAÇÕES bastante comuns em algumas literaturas o que, muito certamente, poderá parecer aos mais afoitos (principalmente aos exumaníacos) , por conceitos que serão expostos, que seria uma tentativa de menosprezar estes falangeiros em vista de tanto endeusamento que se alastra como "ensinamentos" nos dias de hoje e que são absorvidos como tal, principalmente pelos mais novos que chegam a entender (talvez até mesmo para "benefício próprio") que TODO EXU É UM ORIXÁ E PORTANTO QUASE UM DEUS.

É muito interessante como essa tal de tradição oral se torna tão benfazeja para muitos na medida em que permite "ajustes", "interpretações pessoais", "adequações interpretativas", moldagens de acordo com o que se entendeu ou pensou-se entender com decorrentes permissões para adaptações de "conceitos finais" que se tornam trampolins para novas teorias que logo se tornam "teses" e se alardeiam, de tão repetidas que são, como "sabedorias" e até "doutrinas teológicas" muitas vezes sem qualquer racionalidade.

Como se não bastasse a "tese(?)" do Exu-Orixá na Umbanda, mais recentemente tenho encontrado pessoas que falam até de "Orixá Exu-Mirim" e nem vou mais me assombrar, em vista dos fatos, se começar a escutar ou ler sobre "Orixá Pomba Gira", "Orixá Malandro" e possivelmente outros tantos que possam vir a aparecer em função da DIVINIZAÇÃO (que já batizei de EXUMANIA [clique no link] que ocorre em função da EXULATRIA*) de Espíritos que adentraram à Umbanda como AUXILIARES para que aprendessem com os mais evoluídos novos caminhos e formas de trabalho, desligados, desta feita, das barganhas e interesses pessoais indiscriminados (lembre-se de que estou escrevendo sobre UMBANDA DE FATO) conforme lhes era natural nos Canjerês, Quimbandas, etc.

Mas que mistério é este que está se criando em relação aos Espíritos Exus que vieram das Quimbandas e Canjerês pra trabalharem nas Umbandas?

Por que, de uns tempos pra cá, resolveram DIVINIZAR os Espíritos aos quais se dá a alcunha (APELIDO) de Exus (que já foram e ainda são simplesmente EKURUNS**), que desde há muito tempo foram migrando para a Umbanda como AUXILIARES/APRENDIZES de grande valor dos Pretos Velhos e Caboclos, e até Crianças que já estavam dentro da Lei?

Que novidade é esta de que os Exus de Umbanda são Orixás? E se fossem mesmo, Espíritos Humanos que são em maioria nas falanges, porque também não seriam ORIXÁS os Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Mineiros...? Por que só aos APELIDADOS de Exus estão dando status de Orixá de uns tempos para cá, buscando confundí-los com os Exus dos cultos de Nação afro-brasileira?

E como já está se tornando comum chamarem-se as Crianças de Umbanda de ERÊS (sem qualquer conhecimento de causa, mas por simples VICÍO DE LINGUAGEM), também não será nada difícil que daqui pra frente comecem a instituir o ERÊ-ORIXÁ, não é mesmo? Por que não? E, possivelmente também, mais pra frente ouviremos até sobre os Xirês dos novos orixás criados pelas "umbandas". Por que não, também?

Mas vamos a uma afirmação de base aqui, para que, na seqüência, possamos nos nortear a partir de uma base sólida.

SÓ EXISTE EXU DE VERDADE (seja ele um intermediário, seja um "orixá") A SER REVERENCIADO, NOS CULTOS AFRICANOS DE ORIGEM YORUBÁ (Nagô), mais especificamente na Tradição Ketu. Em cultos de outras raízes a palavra EXU serve apenas para SINCRETIZAR seus intermediários (como também fazem com os voduns e Inkices em relação aos Orixás) com o Exu Ketu, numa forma claríssima de FACILITAR O RECONHECIMENTO DE PROPRIEDADES desses elementais para o público não iniciado ou os profanos, como poderíamos chamar, pelo fato da palavra EXU e seus qualificativos terem sido muito mais difundidos no meio "Candomblecista" e de uma forma geral para o público. Desta forma, entidades como Mavambos, Pambu Injilas, Aluvaiás, Elegbarás, de acordo com a raíz afro, acabaram, aqui no Brasil, sendo chamadas também de Exus.

Dentre os muitos tipos de umbandas (nem todas Umbandas DE FATO E DIREITO) que encontramos por aí, podemos observar que existe uma ala das Umbandas Africanizadas, popularmente chamadas de UMBANDOMBLÉS, que, julgando estarem apoiadas em raízes africanas para montarem seus conceitos sobre Orixás, seus fundamentos práticas e rituais, entendem também que a palavra EXU tem, na Umbanda (em seu todo), a mesma conotação da palavra Exu para os Cultos de Nação Ketu.

Vamos analisar os FATOS ainda antes dos escravos aportarem no Brasil (e até depois em alguns casos) para que possamos desvendar mais esse tal "Mistério Exu" ora tão propalado?

Pelo que consta, muito bem esplanado por Pierre Verger em seu livro "Os Orixás", sabemos, em linhas gerais, que lá na mãe África nunca houve o que aqui chamamos de Candomblé (palavra que na realidade significa apenas reunião e festa para as divindades, sendo de origem Bantu) e que cada aldeia, cada cidade, cada tribo tinha sua própria divindade a ser cultuada; sabemos também que numa determinada tribo, TODOS ERAM CONSIDERADOS protegidos, afilhados, seguidores e até eleguns (os que são tomados) DE UMA SÓ DIVINDADE - a que era cultuada por aquela aldeia específica - não havendo "filhos" de outras divindades numa mesma aldeia.

Não havendo "filhos" de outras divindades cognominadas "orixás", "inkices", "voduns" numa mesma aldeia, também não seria possível, na África, o que foi criado aqui no Brasil como o XIRÊ DE ORIXÁS, que é, nos "Candomblés", uma ordem de chamada e entrada dos orixás para que cada um dance e seja louvado.

Percebe? Se em Oyó, por exemplo, o "santo" era só Xangô, como poderiam fazer lá uma roda de Candomblé com a presença de Oxuns, Yemanjás, Oguns, etc, se até hoje, como se sabe e já foi exposto aqui neste Blog, Oxum, cultuada na região de Ijexá, é uma solene desconhecida na região de Egbá, local em que o culto se dirige a Yemanjá, acontecendo o mesmo para outras diversas tribos e suas divindades (orixás)?

Exu (a verdadeira entidade africana que recebia esta denominação) era considera-do como uma entidade ou "divindade" intermediária entre os humanos e suas divindades (orixás) principais e era assentado (firmado) no chão e não nas cabeças de quaisquer eleguns, como até hoje também não é nos cultos de raiz Yorubá/Ketu ou Ketu/Nagô (exatamente os que usavam e usam o termo Exu para designar este intermediário) aqui mesmo no Brasil, até onde se sabe. Em outras palavras, NÃO SE INICIAM FILHOS PARA EXU exatamente nas tradições onde este nome - EXU - foi criado para esses mensageiros.

O Exu Yorubá, possuia (e possui), contado por seus próprios crentes, algumas qualidades comportamentais bem "interessantes", digamos assim, "divindade mensageira" que era e por isto mesmo, tão mais ligado à materialidade da vida dos humanos que a ele recorriam tentando agradá-lo para que seus pedidos à verdadeira divindade (orixá da tribo) pudessem ser levados sem os tropeços ou artimanhas que Exu sempre soube tão bem engendrar quando não se via satisfeito com qualquer coisa.

Para melhor explicar aos seguidores do culto sobre o temperamento do Exu africano existem diversas Lendas dentre as quais vou destacar algumas para que se veja o quanto de "humanidade", principalmente nas artimanhas, existia (e existe) nesta figura tão debatida e tão pouco compreendida.

PRIIMEIRA LENDA.

Exu sempre foi ranzinza e encrenqueiro, adorava provocar confusões e fazia brincadeiras que deixavam a todos confusos e irritados. Certa manhã acordou desalentado, afinal quem era ele? Não fazia nada, não tinha poder algum, perambulava pelo mundo sem ter qualquer motivação. Isso não estava correto. Todos os orixás trabalhavam muito e tinham seus campos de atuação bem definidos e para ele nada fora reservado. Essa injustiça ele não iria tolerar. Arrumou um pequeno alforje e colocou o pé no mundo. Iria até o Orun exigir explicações. Depois de muito andar, finalmente chegou ao palácio de Olorun. Tudo fechado. Dirigiu-se aos guardas do portão e exigiu uma audiência com o soberano. Eles riram muito.

Quem era aquele infeliz para vir ali e exigir qualquer coisa?

Exu ficou enfurecido nem os guardas daquela porcaria de palácio o respeitavam. Passou então a gritar impropérios contra o grande criador. Imediatamente foi preso e jogado em uma cela onde ficou imaginando como sair daquela situação. Já estava arrependido de ter vindo, mas não daria o braço a torcer. Iniciou novamente a gritaria e tanto barulho fez que Olorun decidiu falar com ele.

Exu explicou o que o trazia ali, falou da injustiça que se achava vitima e exigiu uma compensação. Pacientemente o pai da criação explicou que todos os orixás eram sérios e compenetrados, mas que ele, Exu, só queria saber de confusões e brincadeiras. Então como ousava tentar se igualar aos companheiros? Que fosse embora e não o aborrecesse mais.

Era assim? Não prestava para nada? Era guerra? Resolveu fazer o que mais sabia: Comer!

Todos sabiam de sua fome incontrolável desde o nascimento. Desceu do Orun e começou a atacar os reinos dos orixás.

Comeu as matas de Oxóssi. Bebeu os rios de Oxum. Palitou os dentes com os raios de Xangô. O mar de Iemanjá era muito grande e ele foi bebendo aos poucos. A terra tornou-se árida e prestes a acabar. Por conta disso todos os orixás correram ao palácio em completo desespero. Exu imediatamente foi preso e arrastado novamente até o Orun, desta vez, porém, sentia-se vitorioso. Exigiu ser tratado com respeito e assumir um lugar no panteão divino. Se assim não fosse, nada devolveria e comeria o restante do mundo.

Foi feita então uma reunião para se resolver o grande problema. Olorun não poderia julgar sozinho e todos que ali estavam tinham muito a perder.

Depois de muita discussão chegaram a um consenso. Exu seria o mensageiro de todos eles, o contato terreno entre os homens e os deuses. Ele gostou, mas ainda perguntou:

- E vou morrer de fome?

Nova discussão. Decidiram então que todos os orixás que recebessem oferendas entregariam uma parte a ele. Exu saiu satisfeito, agora sim tinha a importância que merecia, desceu cantarolando e devolvendo pelo caminho tudo que tinha comido e a paz voltou a terra, mas ficou o recado: Com Exu ninguém pode!"

Fonte:LENDA DE EXU (clique no link)
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Como se pode perceber pela interação entre divindades citadas no texto, fica claro que esta lenda (Itan) foi criada aqui mesmo no Brasil, não sendo, portanto, uma real descrição do que era cultuado como Exu na África. No entanto, pode-se perceber o posto de Exu como MENSAGEIRO das outras divindades.

Vamos a uma outra.

"Certa vez, dois amigos de infância, que jamais discutiam, esqueceram-se, numa segunda-feira, de fazer-lhe as oferendas devidas.

Foram para o campo trabalhar, cada um na sua roça. As terras eram vizinhas, separadas apenas por um estreito canteiro. Exu, zangado pela negligência dos dois amigos, decidiu preparar-lhes um golpe à sua maneira.

Ele colocou sobre a cabeça um boné pontudo que era branco do lado direito e vermelho do lado esquerdo. Depois, seguiu o canteiro, chegando à altura dos dois trabalhadores amigos e, muito educadamente, cumprimentou-os:

- "Bom trabalho, meus amigos!"

Estes, gentilmente, responderam-lhe:

- "Bom passeio, nobre estrangeiro!"

Assim que Exu afastou-se, o homem que trabalhava no campo à direita, falou para o seu companheiro:

- "Quem pode ser este personagem de boné branco?"

- "Seu chapéu era vermelho", respondeu o homem do campo à esquerda.

- "Não, ele era branco, de um branco alabastro, o mais belo branco que existe!"

- "Ele era vermelho, um vermelho escarlate, de fulgor insustentável!"

- "Ele era branco, tratas-me de mentiroso?"

- "Ele era vermelho, ou pensas que sou cego?"

Cada um dos amigos tinha razão e estava furioso da desconfiança do outro.

Irritados, eles agarraram-se e começaram a bater-se até matarem-se a golpes de enxada.

Exu estava vingado!

Isto não teria acontecido se as oferendas a Exu não tivessem sido negligenciadas."

(Do livro Lendas Africanas dos Orixás) Pierre Fatumbi Verger/Caribé - Editora Corrupio"

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Esta é uma outra lenda que pretende ensinar aos seguidores do culto o quanto o Exu africano pode ser ranzinza e o quanto pode engendrar de artimanhas para se vingar daqueles que o contrariam e o quanto age segundo suas próprias "leis".

Em resumo, ambos os itans trazidos demonstram bem o quão AMORAL (não é IMORAL, vejam bem) o Exu africano pode ser, dependendo do que pretenda alcançar.

Por esta amoralidade natural deste ser "divinizado", além de suas outras claras ligações com a sexualidade, sendo tanto o Ogó (aquele bastão de forma fálica que dizem trazer na mão) quanto os elementos também fálicos que são colocados em seus assentamentos, claras alusões a esta sexualidade, o Exu africano foi logo sincretizado com o tal demônio da ICAR desde muito cedo.

Fixando-nos agora aqui no Brasil desde o "princípio do fim da escravatura" e mais precisamente aqui no Estado do Rio, berço da UMBANDA, veremos, ao consultarmos João do Rio em "As Religiões do Rio" [clique no link], que antes dela aparecer, já existiam vários e vários cultos e práticas africanistas eivadas de apêndices buscados e misturados de outros cultos, inclusive com rezas e trechos de livros como a Bíblia e o Alcorão, além das práticas "mágícas", divinatórias e iniciáticas a seus modos e, segundo os "sacerdotes" de então, "conhecimentos trazidos da África".

Nesses cultos, já em 1904, Exu - o que hoje é tido como "orixá" - já era sincretizado e aceito pelos próprios sacerdotes das "Macumbas Cariocas" como "o diabo" e sob este mesmo sincretismo se ufanavam os que o tinham em culto, com claros fins de se tornarem pessoas "respeitáveis pelo poder" que teriam. Afinal, para os leigos e a maior parte dos iniciandos (Abians/ Ntanjis) "eles teriam o próprio demônio aos seus dispores".

Eta "poder", não?

Não entre os de cultura Yorubá, mas entre os Bantus mais especificamente, começaram a se apresentar Espíritos (Eguns/Kilenjis) de índios principalmente, que a princípio foram tidos como ancestrais aqui da terrinha e também outras entidades meio que "endiabradas" que, posteriormente, pela semelhança comportamental com o Exu Nagô (mas também com seus Mavambos, Pambu Injilas, etc.) e a partir do momento em que os próprios Bantus passaram a se utilizar de terminologias Nagôs para identificarem suas "divindades", foram APELIDADAS DE EXUS.

E por que, mais detalhadamente, esses Espíritos foram chamados (apelidados) de Exus sem serem ORIXÁS e sim ES-PI-RI-TOS?

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OBSERVAÇÕES
* - EXULATRIA = excesso de admiração pelos Exus; idolatria aos Exus.

** - EKURUNS = assim eram chamados espíritos que se julgavam "morarem" nas matas, rios, cachoeiras, encruzilhadas, pelos de descendência bantu, antes ainda que fossem reconhecidos como grupos de Espíritos humanos e/ou elementais, sem qualquer conotação com o que seriam Orixás, Inkices(MIkice) ou Voduns.

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Continua brevemente. Enquanto isto, que tal você que é honesto na Umbanda que pratica, disponibilizar o endereço e/ou telefone de seu terreiro para que ajudemos às pessoas que buscam uma Umbanda Séria para darem início ou sequência às suas vidas dentro da espiritualidade/mediunidade?

Clique no título DIVULGAÇÃO DE TERREIROS e informe-se pela matéria sobre como fazer este tipo de CARIDADE.

Vamos! ANIME-SE!

VAMOS AJUDAR A QUEM PRECISA!!!

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E vejam também em http://umbandasemmedo.blogspot.com/2011/07/publicacao-dos-livros-impressos.html como poderão adquirir os Livros da Série UMBANDA SEM MEDO, agora também impressos pelo AGBOOK.

domingo, 17 de julho de 2011

PUBLICAÇÃO DOS LIVROS IMPRESSOS

Meu SARAVÁ a todos em primeiro lugar e até mesmo minhas desculpas por parecer estar meio que afastado do Blog, embora isto não seja bem a verdade - tenho respondido a todas as indagações a mim dirigidas nos comentários de diversas matérias. Apenas compromissos de outras ordens têm-me mantido bastante ocupado, o que espero não acontecer tanto doravante.

Em decorrência da enquete sobre a publicação dos livros sob forma impressa ter sido acentuadamente a favor, acabei fazendo-a através de um site que me permite fazê-la de graça (O AGBOOK em http://www.agbook.com.br/) e, conforme explicado na página PESQUISA SOBRE OS LIVROS , sem qualquer ganho por minha parte, até para que os preços finais ficassem bem acessíveis.

E como vocês não são obrigados a acreditar piamente no que digo ou escrevo, aproveitei e copiei lá no site mesmo, detalhes sobre os livros publicados que incluem, além do preço final,  as comissões por direitos autorais, o que poderão observar e constatar olhando as figuras abaixo e atentando para onde apontam as flechas vermelhas.


Clique no link UMBANDA SEM MEDO VOL I e veja como comprar

Clique no link UMBANDA SEM MEDO VOL II e veja como comprar

Clique no Link UMBANDA SEM MEDO VOL III e veja como comprar.

Por enquanto vamos ficando por aqui, mas aguardem novos temas em breve tempo porque consegui, depois de muito "fuçar", aprender a colocar sons neste Blog para lhes trazer as falas (mais claras do que as ouvidas até agora porque já as apurei) do senhor Zélio de Moraes sobre a Alabanda, Aumbanda e depois UMBANDA que trouxe à Terra por ação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, sendo este um dos próximos temas.

Enquanto isto ... acessem a página DIVULGAÇÃO DE TERREIROS e, SE VOCÊS FOREM DAQUELES QUE REALMENTE CONFIAM NA UMBANDA QUE PRATICAM, leiam o texto e ajudem as pessoas que necessitam de amparo a encontrar os seus Terreiros ou Centros seguindo as instruções ali contidas.

Recebam todos um FORTE E SINCERO ABRAÇO FRATERNO!!

sábado, 7 de maio de 2011

OGUM - O Guerreiro Aposentado.

Há poucos dias atrás (23 de abril) umbandistas e candomblecistas comemoraram a data festiva referente a Ogum - nome do orixá nagô que "batizou" uma das LINHAS DE UMBANDA criada como culto ou religião a partir do ano de 1908, como já estamos cansados de saber.



Sincretizado com o Santo São Jorge da ICAR, o Inkice Roxi Mucumbe dos Bantus e o Vodum Gu dos Gêges, esse "orixá", para os umbandistas que assim o entendem e os candomblecistas, é o VERDADEIRO SENHOR DOS CAMINHOS e das Guerras, desde há muitos anos assim reconhecido.



É aquele que pode nos "abrir os caminhos" (facilitando ou retirando as dificuldades de nossas vidas) para que En - cru - zi - lha - das (dificuldades de escolhas ou INDECISÕES) não se apresentem a todo momento enquanto por ele somos guiados.

Fato é, infelizmente, que uma ala umbandista moderna parece ter se esquecido dos reais valores, tanto os relativos ao orixá (entidade ou energia) quanto aos espíritos que integram esta LINHA de TRABALHO e, na sombra desta imensa Exumania (clique no link) que ora assola as mentes ditas umbandistas, resolveram eleger Exu (ESPÍRITOS NESTA CONDIÇÃO), não só como "donos ou senhores dos caminhos" mas também "executores de karmas", "guardiães dos umbrais", "justiceiros divinos", "executores das leis", "guerreiros de umbanda" e por outros qualificativos mais que as mentes lhes permitem, numa exaltação que, além de quase cega, parece visar destituir OGUM (e seus comandados) de "seus afazeres".


Se é exu quem abre caminhos agora, se é exu o guardião dos portais, se é exu o "espadachim de umbanda" (sim, já existe uma classe de "exus espadados"), se é exu o guerreiro de umbanda ... O QUE SOBROU PRA OGUM ?

RESPOSTA: ESTÁ SENDO APOSENTADO!!


Só se lembram dele agora como um vovozinho, provavelmente, de vez em quando (nas festinhas em comemoração), e ainda há quem diga que sua energia é PASSIVA!?!?!?!?!



Provavelmente se apassivou pela idade porque esse negócio de ser guerreiro deve tê-lo cansado em demasia ... quem sabe?



Mas como eu já estou kakurucaia demais pra sair batendo paô pra tudo o que se cria no presente, vejo-me no dever e até obrigação de avisar aos verdadeiros filhos de fé da Umbanda: CUIDADO, MUITO CUIDADO e VÃO DEVAGAR, BEM DEVAGARINHO.

Sigam o exemplo dos PRETOS VELHOS e caminhem devagar, sempre prestando muita atenção em onde vão pisar e, principalmente, nunca esqueçam de que o PÉ DE TRÁS (o que fica no chão até que o da frente se apoie devidamente) é que é a base para o caminhar firme e para a frente; aquele que, se estiver bem embasado, pode livrá-los(as) de muitos e muitos tombos que possam vir a ser provocados por FALSAS FUNDAMENTAÇÕES À FRENTE.


Lembrem-se dos mais velhos (antigos) em seus cultos e dêem ouvidos a eles e lembrem-se de que só podemos acessar o cume da montanha APÓS termos vencido todos os entraves, dificuldades, desde a sua base.



Evolução da Umbanda é uma coisa. Invenções e inserções descabidas já são outras bem diferentes.





SALVE O SANTO GUERREIRO - SALVE O ORIXÁ GUERREIRO - SALVE O INKICE GUERREIRO - SALVE O VODUM GUERREIRO.














Que OGUM lhes abra os caminhos da vida e os acompanhe em PROTEÇÃO E GUARDA e que Oxalá os ilumine para que nunca lhes falte a LUZ e as VITÓRIAS!!!



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Chefes de Terreiros honestos, de QUALQUER ESTADO DO BRASIL, que acreditem na Umbanda que praticam e que gostariam de ajudar às pessoas que procuram bons Terreiros e Centros para desenvolverem suas mediunidades e/ou trabalharem, também honestamente, sob as Leis de Umbanda, acessem este link (DIVULGAÇÃO DE TERREIROS ) e anunciem lá, GRATUITAMENTE, suas Casas.



E se não for incômodo, acessem também este link PESQUISA SOBRE OS LIVROS os que já conhecem os livros da série UMBANDA SEM MEDO e depois votem na pesquisa sobre se os livros devem ou não devem ser publicados via alguma editora.


Agradeço por antecedência.

domingo, 3 de abril de 2011

PESQUISA SOBRE OS LIVROS

Meu Fraterno SARAVÁ a todos os vistantes e seguidores deste Blog.

A razão deste primeiro tópico, que ainda não é daqueles que normalmente estamos acostumados a colocar, se deve a um fato que vem acontecendo e que está me deixando meio que sem jeito.

Os livros da série Umbanda Sem Medo por mim assinados, não foram ou estão sendo escritos no sentido de auferir qualquer tipo de lucro mas apenas para que se divulgue Umbanda em geral com muitas "coisinhas" que parecem estar esquecidas em função de "novas teorias e teses" e divagações que se espalham no mundo virtual, principalmente, por conceitos distorcidos até, como se pode notar ao ler, aqui mesmo, na série UMBANDA E A TORRE DE BABEL (página inicial clique aqui) à qual, "se dermos corda", parece tema infindável.

O caso é que, por e-mail, tenho recebido alguns pedidos de publicação do livro por alguma editora (que para facilitar, já foi diagramado para que se imprimisse em folha tamanho A5 e que, para quem não sabe ou tem dificuldade de encontrar, é aquela folha de 33x21,5cm dobrada e cortada ao meio) o que não estava dentro de minhas pretensões.

Conversando há pouco tempo com o amigo Renato Guimarães do site REGISTROS DE UMBANDA, este que há pouco publicou seu livro SINCRETISMOS RELIGIOSOS BRASILEIROS que aqui divulgamos em tópico sob título "Uma excelente fonte de estudos" verificamos a possibilidade de tentar publicá-los pelo AGBOOK, um site que nada cobra do autor e faz ele mesmo seu próprio preço em função das despesas necessárias.

Como a pretensão continua a mesma (não auferir lucros) mas sabendo que algum valor será cobrado (nem consultei ainda), resolvi fazer esta enquete que se encontra agora, logo abaixo do ítem  ACOMPANHANTES DO BLOG, que foi inclusive comentada e aceita como "boa idéia" antes, por alguns dos que me pediram a publicação.

Então, enquanto não damos partida para novos temas que já estão sendo preparados, que tal você, que já baixou e leu os livros ou até mesmo que nem baixou e nem leu ainda mas que se interessa em colaborar, dar seu votinho na enquete para que saibamos se vale a pena proceder à publicação ou deixamos como está e cada um que imprima o seu se assim desejar, heim?

A bem da verdade entendo que só seria válida a publicação por alguma editora se um bom número de interessados se apresentasse e, por isto mesmo, a enquete estará aberta até o dia 29 de junho do corrente ano. Os ítens que dela constam são os seguintes:

Título: Interessaria a você que os livros da série UMBANDA SEM MEDO também fossem publicados por alguma Editora?

SIM, PORQUE IMPRIMÍ-LOS DÁ MUITO TRABALHO
INTERESSARIA PARA PODER PRESENTEAR MEUS AMIGOS
NÃO, PREFIRO LÊ-LOS EM PDF MESMO
NÃO, SIMPLESMENTE
SIM, SIMPLESMENTE
Agradeço de antemão a colaboração sincera e, seja lá o que Deus quiser!

Até breve e um fraterno abraço a todos.

Claudio