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domingo, 24 de outubro de 2010

ORIXÁS CÓSMICOS – MEDIUNIDADE - CHAKRAS

Olá, gente!

Depois de um "longo e tenebroso inverno" com quase nenhuma postagem, vamos dando continuidade aos nosso temas, até porque já estou cansado de receber mensagens me indagando sobre quando vamos continuar a escrever.

Sem mais delongas, vamos ao nosso tema mais atual.

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E aí, eu parei lá no outro tema com aquele monte de conceitos sobre orixás e tenho certeza de que você (como eu mesmo por muitas vezes) já deve ter se perguntado: E qual é a aplicação prática para todo esse conhecimento sobre Energias Cósmicas, Orixás Cósmicos, Energias de Raiz, Vibração Original, Raios da Criação ou sei lá mais quantos nomes vão inventar para isto tudo? No que isto tudo influencia os trabalhos de Terreiro, Centros, Barracões, etc?

Quer saber mesmo? Quase nada!

Quase nada do que se fale ou se descreva sobre as possibilidades do que venha a ser compreendido como Orixás, sejam eles Cósmicos, da Natureza, Espíritos de Grande força, etc., interfere no seu trabalho prático com a mediunidade, esteja ela apontada para os Cultos Africanos, para o Kardecismo, para a Umbanda, a Quimbanda, etc.

Esses conceitos só são criados e aceitos por nós (cada um à sua maneira) para que se criem (ainda que subjetivamente) elos de ligação entre os cultos, religiões e filosofias à Energia Mãe (Deus, Zambi, Olorun, Alah, Jeová, etc.,) de alguma forma, e isto acabe por "assegurar" (entre aspas mesmo) que se está praticando uma forma de culto religioso, porque devido à subjetividade e diversificação de cada explicação do que ou quem seriam os Orixás e até mesmo DEUS, tanto em relação ao que já se conhece por diversos autores, quanto ao que ainda venham a criar, e devido também ao fato (este sim bem mais concreto) de que, seja qual for a forma de se entender Orixás e Deus, sempre há os que se beneficiem e encontrem certo "amparo espiritual" por sua crença, havendo também os que não, ainda que (per)sigam as mesmas crenças, é possível que talvez todos esses conceitos não passem disto mesmo: puras crenças pessoais que agradam ou não ao subjetivismo de cada um e por conta deles são ou não aceitos.


Pô!! Então você abre um tema colocando "n" páginas falando sobre Orixás e depois vem dizer que esse conhecimento não nos ajuda em nada de nossas práticas espiritualistas? Perguntaria você que está prestando atenção no que lê, não é mesmo?

Em primeiro lugar eu usei a expressão "QUASE nada", lembra-se?

E por que Quase nada?

Porque a não ser pela visão energética e cósmica do que seriam essas forças que também chamamos orixás, todas as demais aqui citadas "morrem", em aplicação prática, na exposição de seus conceitos, já que por elas entenderíamos o que seria "Orixá" (dentro dessas concepções) e ponto final, praticamente acabou por aí restando talvez a curiosidade sobre como cultuá-los ou "adorá-los" (aí já virou Culto a Orixá o que não é mais Umbanda), ao passo que o estudo dos Orixás enquanto ENERGIAS ou VIBRAÇÕES ORIGINAIS, nos dá amparo para podermos entender uma série de "fenômenos" que se nos apresentam via mediunidade, alguns dos quais já expostos no capítulo anterior e outros mais que espero poder deixar mais claros a partir de agora.

A partir daqui, pessoas que não tenham a mente aberta para "novos" ensinamentos e experiências, por favor não leiam, ok?

Vamos imaginar uma cena: Você chegou no Terreiro e, médium honesto e ciente de sua responsabilidade com a prática que vai exercer assim que começarem os trabalhos, procura se isolar do burburinho, dos comentários não relativos à prática; procura também elevar seus pensamentos para que sua AURA resplandeça em luzes e, por este meio, busque atrair para si energias e entidades que com essas luzes compactuem ou se sintonizem.

Inicia-se a Sessão ou gira, normalmente pela defumação e você age mentalmente, buscando ainda mais contatos positivos e firmes com um ALTO ASTRAL, deixando de lado o máximo do que esteja acontecendo no Terreiro em sua parte material e procurando se contatar com o que acontece na parte espiritual que, como já dissemos, é mais importante em mais de 90% do que acontece ali, a seu lado físico.

Repentinamente e em um momento adequado, você começa a sentir que está perdendo o controle total de seus movimentos e se desequilibrando como se as pernas estivessem bambas ou o cérebro perdendo o comando natural de seus membros e repara também que esse desequilíbrio, tanto começa pelas pernas (ilusão) como por um certo torpor mental que em diferentes graus (depende de cada um) faz parecer que um processo de labirintite (Já sentiu? Se não pergunte a quem já) começa a se delinear.

De repente seu joelho se dobra e num brado forte o Caboclo "X" se mostra presente sem que você tenha tido tempo sequer de frear esses impulsos. Este é o momento em que a entidade tem, normalmente, o maior controle sobre o físico do médium e pode perdurar ou não, em virtude de uma série de situações às quais não vou me prender agora porque o objetivo é focar exatamente este momento – o do primeiro e maior contato físico, em todos os casos, da entidade dominante com o seu médium.

Após este brado, os semi-inconscientes e os mais conscientes (para aquela determinada entidade, já que esse estado pode variar de entidade para entidade) percebem que as sensações de comando físico por parte do Espírito podem persistir em maior ou menor grau (dependendo, como já disse), mas o importante é que a tonteira e o desequilíbrio cessam e se o médium for mais consciente (menos tomado), pode ele mesmo levantar-se e dar continuidade a seus próprios movimentos intuídos, mas não mais comandados, pela entidade ali presente, assim como também poderá, continuando sob o processo de domínio corporal pela entidade, sentir-se meio que estranho, vendo seu corpo se movimentar sem seu controle.

Independentemente de qual seja a forma em que a entidade atue no seu psiquismo e nos seus controles motores, esse processo momentâneo de incorporação envolve uma série de requisitos que até mesmo uma grande parte das entidades que dele se valem não têm a menor idéia de como funciona. Como para eles o ato é quase que automático, nem chegam a parar para analisar os porquês de, por exemplo, ser mais fácil "entrarem" em certos médiuns e mais difícil em outros, estando ambos nas mesmas condições mediúnicas, ou o porquê de num determinado local, poderem facilmente dominar e "entrar" em mais de um médium com a mesma facilidade.

Nem mesmo eles percebem como se processa a conexão áurica ou a conexão através dos chakras, seus e os dos médiuns que usam para se comunicarem, de forma que não são todos os Espíritos que lhe poderão fornecer maiores dados sobre esse mecanismo que, se compreendido mais a fundo, pode ajudar bastante ao médium (ainda que seus amigos espirituais nem se dêem conta disto) a melhorar ainda mais os contatos com seus amigos "do lado de lá", processo que tentaremos analisar de forma bem acessível para que você possa, talvez entendendo melhor, passar a sentir mais e melhor esse processo de incorporação, tão exigido nos Terreiros de Umbanda que se esmeram na prática da MEDIUNIDADE e não na prática do ANIMISMO.

Antes ainda de maiores análises, devo lembrá-lo(a) de que nós atraímos para nosso convívio entidades espirituais que se assemelhem a nós mesmos, seja em idéias, em práticas, crenças, caráter, personalidade, etc, etc, como nos ensina a Lei dos Semelhantes, querendo isto dizer que quanto mais semelhantes formos às entidades que de nós se aproximarem (ou elas de nós), maiores serão os elos de contato energético e, certamente, maiores e melhores as sintonias vibratórias entre nós e eles, antes ainda de pensarmos em aprimorar nossas mediunidades para isto ou aquilo, ou por esta ou aquela corrente de pensamentos.

Como se dá então o processo de mediunização, levando-se em conta a incorporação ou psicopraxia, entendendo-se que estamos falando de incorporação permitida e até requerida e não forçada como nos casos de "invasão" obsessiva?

Fatores a serem considerados:

1- Fator Inicial necessário – semelhanças, tanto sob forma de caráter e personalidade, quanto psíquicas e comportamentais, o que por si só já cria elos de correspondência;

2- Flexibilidade na expansão da Aura que pode ser até inconsciente e provocada de fora para dentro, mas que também pode ser controlada pela mente do médium;

3- Semelhanças entre as energias que formam o Corpo Astral ou Espiritual da entidade e o padrão vibratório das energias que a Aura do médium projeta e que é sentido no Astral sob formas repulsivas ou atrativas para esta ou aquela qualidade de Espíritos – este é um fator bem mutável e pode variar de acordo com o estado psíquico e orgânico do médium a cada dia e até a cada hora;

4- Correspondências energéticas nas Vibrações Originais (como vimos no texto sobre orixás cósmicos) entre as energias (mônada, alma, etc) que compõem o Espírito desencarnado e o Espírito do médium, o que também facilita o uso da carcaça material pela entidade "visitante", já que essa carcaça material foi adaptada a essas energias ao longo do tempo, desde o nascimento ou até antes.

Então, tentando esmiuçar isso aí, esses são os fatores que podem facilitar ou até dificultar o melhor ou menor contato psíquico e motor entre médium e Espírito. A partir do momento em que esses fatores se somarem em prol da mediunização, maiores as possibilidades de contatos mais firmes acontecerem.

O item 1, creio que nem é preciso explicar muito porque pra quem entende que SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE já entendeu tudo.

No item 2, e como já explicamos, a expansão da Aura cria zonas energéticas menos densas, principalmente em sua borda (parte mais externa), o que facilita tanto a corpos espirituais como outros tipos de energias poderem adentrar esse escudo básico.

Processos de expansão de Aura por técnicas de relaxamento, quando controlados por médiuns treinados, facilitam a "entrada" da entidade e evitam choques vibratórios daqueles que vemos quando, para incorporar, o médium leva quase que uma surra de tanto que sacoleja.

Aliás, abrindo um parêntese, esses excessos de sacolejos podem ser devidos, não só à inexperiência do(a) médium (que se contrai por medo - e também à sua Aura - mas até mesmo em função das primeiras reações de seu sistema nervoso que em médiuns não preparados podem criar sensações de tonturas, desequilíbrios e até vômitos, etc.), mas também às diferenças vibracionais entre ele e a entidade que tenta se achegar e adentrar seu psiquismo sem qualquer afinidade energética primária.

Podemos observar bem mais claramente este processo dos sacolejos, já em médiuns mais experimentados, nas incorporações de obsessores em sessões de descarga por atração e encaminhamento, ocasião em que o(a) médium acaba por atrair para si entidades que não se coadunam com suas vibrações, criando-se muitas vezes choques vibratórios.

Isto não costuma ocorrer em médiuns de características somente psicofônicas, já que estes não passam pelo processo mais profundo de incorporação que envolve muito mais a interação energética entre médium e Espírito.

O item 3 nos fala de semelhanças entre as energias que formam o Corpo Astral ou Espiritual da entidade e o padrão vibratório das energias que a Aura do médium projeta porque essa Aura que como já explicamos resulta de uma projeção energética criada dentro do corpo físico e sofre influência, tanto de características de personalidade, quanto de estado de espírito, quanto de saúde e até mesmo do que o médium comeu ou bebeu em determinado momento, de forma que essa energia projetada é resultante de um somatório de processos que acontecem, tanto no corpo físico como no psiquismo do encarnado e, dependendo deste resultado, ela nos pode facilitar melhores contatos, tanto com "luminares" quanto com o mais Baixo Astral. E quando digo que este é um fator mutável, quero dizer que, DEPENDENDO desses fatores que criam essa energia final (até do que se come, como disse) a Aura poderá apresentar em determinados momentos, padrões energéticos melhores ou piores para contatos diríamos, extrafísicos.

Uma observação importante aqui é que essas variáveis no padrão vibratório da Aura não parecem incomodar Espíritos de baixa vibração em suas chegadas, mas atrapalham demais a tentativa de chegada e de trabalhos dos entes menos densos, menos materializados.

Quer testar? Coma um bom churrasco e tome umas cervejinhas, mesmo que não seja em excesso, e depois vá para o Centro ou Terreiro trabalhar e tente dar passagem para entidades reconhecidamente "de luz", aquelas que são menos densas e por isto mesmo já apresentam mais dificuldades naturais para incorporar (DE FATO) e depois analise por si.

Já para os amigos Exus e Pomba Giras, isto praticamente não apresenta problema algum. Por que será, heim???

E o item 4 nos fala, novamente, das correspondências energéticas que possam existir na formação espiritual entre encarnado e desencarnado (e elementais também, não podemos nos esquecer disto), lembrando-nos do que já foi explicado no capítulo anterior.

E como é que isto pode nos afetar?

Lembrando-nos de que correspondências nas Vibrações Originais podem envolver a interação com Espíritos, tanto de padrão evolutivo maior do que o nosso, quanto menor (sim, porque até os piores kiumbas, como chamamos alguns Espíritos Obsessores, provocadores, beligerantes, etc, são provenientes das mesmas fontes energéticas que nós, que nos consideramos menos kiumbas, e por isto mesmo também trazem em suas formações as mesmas Vibrações Originais ou os mesmos Orixás) e por isto mesmo, dependendo das semelhanças de que trata o item 1 (caráter, personalidade, psiquismos, comportamentos,  crenças, etc.) sentindo-se atraídos por um certo encarnado e tendo ainda por cima estreita relação energética por conta de Vibrações Originais semelhantes ou correspondentes, "tomam conta do pedaço" com a maior facilidade e, como já explicado nos textos sobre obsessores, no Volume III, capítulo 10, se forem espertos, vão "comendo a carne" devagarzinho e soprando ao mesmo tempo pra que a dor só seja sentida quando não houver mais tempo pra que o encarnado em questão se livre deles.

Talvez seja uma boa hora de você dar uma paradinha por aqui e reler, com muita calma e atenção, o texto do Cap 10 acima citado que tem como título: PROCESSOS OBSESSIVOS III - OBSESSÕES ESPIRITUAIS.

Se você ainda não baixou os livros, clique no link abaixo e leia esse texto aqui mesmo no Blog:


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NOTA:
Este texto, ainda incompleto aqui, é parte de um dos que compõem o próximo volume de UMBANDA SEM MEDO. Qualquer cópia para fins comerciais está desautorizado antecipadamente pelo autor que sou eu mesmo, Claudio Zeus.

Cópias deste, assim como dos demais deste Blog, serão admitidas desde que a fonte exata seja divulgada.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

MAIS UMA ESTRELA A BRILHAR

É nosso dever comunicar a todos os irmãos na fé umbandista que no dia 16 de setembro, dia consagrado a Nossa Senhora da Piedade, às 18 horas (hora do Ângelus), partiu de volta para a Pátria Espiritual a senhora Zilméia de Moraes Cunha, médium das entidades Tiana e Branca Lua, filha do saudoso Zélio de Moraes, médium do também saudoso Caboclo das Sete Encruzilhadas.
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O sepultamento será neste sábado dia 18/09, no Cemitério do Maruí, Capela N.S da Conceição, no bairro do Barreto - Niterói, às 11 horas da manhã.
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Aos que não puderem comparecer pedimos que, se possível, elevem seus pensamentos nesta hora aos bons Guias Espirituais e, aos que comparecerem a família da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade pede que vistam trajes brancos para que se possa prestar a última homenagem a esta que foi um dos baluartes da Umbanda em nosso país.
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Como já nos diz uma certa cantiga (ponto) de Umbanda, apenas adaptado agora para a situação:


Nos Terreiros e Centros de Umbanda
Mais uma estrela a brilhar
É mais uma pemba,
É mais uma Guia
É mais uma Luz
A brilhar na noite e no dia.

E como nossa homenagem aqui é singela, assim como foi singela (simples) dona Zilméia, nossos votos são de que, ao chegar do outro lado da vida, possa ser recepcionada por seus Guias queridos, além daqueles que foram seus familiares aqui na Terra, todos em júbilo total, tanto pelo retorno do Espírito à Pátria Espiritual, quanto pela certeza de sua missão cumprida.
Estrela da Guia,
Guia que vem brilhar
Guia de todos os Santos,
Guias de todos os Orixás
Estrela da Guia
Que vem brilhar
Tomai conta desta filha
É de seu Pai OXALÁ!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Uma Excelente Fonte de Estudos

É com a máxima satisfação que indico a todos os seguidores e visitantes deste Blog o livro SINCRETISMOS RELIGIOSOS BRASILEIROS que acaba de ser publicado pelo nosso irmão na fé, pesquisador e estudioso de nossas raízes sincréticas, o Renato Henrique Guimarães Dias, administrador, junto com o também estudioso Pedro Kritski, do site REGISTROS DE UMBANDA em http://registrosdeumbanda.wordpress.com. (vale a pena visitar e acompanhar também).

Como já tive a oportunidade de escrever diretamente no site em que o livro está exposto para venda:

"O Renato é um estudioso detalhista, daqueles que vão buscar em várias fontes, comparar, analisar possíveis "deslizes" de A ou B, para só depois montar suas conclusões. É um pesquisador nato, diria eu, e por esta característica, seu trabalho está em um nível de confiabilidade acima dos padrões.

Conhecendo a pessoa e muito desta obra que me foi enviada pelo autor para apreciações, não há como não indicá-la como FONTE DE ESTUDOS altamente válida para os que realmente se interessam pelo tema."

Para os que se interessarem em pesquisas sérias, o livro pode ser comprado no seguinte endereço: http://www.agbook.com.br/book/26840--Sincretismos_Religiosos_Brasileiros

Eis aí uma boa oportunidade de se conhecer mais sobre as orígens de algumas religiões brasileiras mais antigas e também sobre a Umbanda, por que não?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte XI (Ela continua crescendo)

Estivemos conversando por e-mail, o Mauro de Ogum, amigo que nos acompanha no Blog e eu, e verificamos uma situação muito interessante nos dias de hoje que merece sim, ser usada como fundamentação para esta imensa Torre de Babel em que estão transformando a Umbanda, tantas são as "diversidades" que os "politicamente corretos" afirmam existirem, chegando-se até ao despautério de alguns pseudo-sábios afirmarem que "algumas escolas de umbanda adotam as amarrações como parte de seus trabalhos", o que, de cara, já denota pouquíssimo ou nenhum conhecimento sobre o que vem a ser UM-BAN-DA de fato e direito.

Ah! Mas ninguém sabe ou pode dizer o que é ou não é Umbanda, dirão alguns, principalmente os mais interessados em misturarem crenças, lendas, práticas e ritos sem fundamento em suas práticas e classificá-los todos como "DE UMBANDA".

Agora há pouco mesmo, tendo sido delatado como violentador de suas próprias enteadas, um certo sei lá quem criou mais uma mácula para o nome UMBANDA ao se dizer "pai-di-santu" de Umbanda, afirmando, inclusive, que não era ele quem assim agia mas o tal de Zé Pelintra (na verdade deve ser o verdadeiro Zé PILANTRA) que se apresentava por ele que assim agiria.

Diversidade? Mais uma? Respeitamo-la?

Mas ... voltando à situação a que ora nos propomos, percebemos, o Mauro e eu, que na "umbanda atual" muitos foram os nomes ritualísticos de entidades que parecem ter sido esquecidos no passado (e eu já havia comentado isto aqui), tendo ele, com imensa paciência, feito uma pesquisa de nomes para que os médiuns de hoje aprendessem mais e não pensassem que, por exemplo, só existem Marias Padilhas e Mulambos nas Linhas das Pomba Giras (Exu Fêmea) ou Tranca Ruas e Marabôs nas de Exus Machos, assim como também não é reduzido o número de nomes de Pretos Velhos e Caboclos esquecidos que, se hoje comentados, veremos sempre aquele ar de espanto do tipo: "Nunca ouvi Falar!!"

Com a permissão do Mauro, a quem já agradeci e agradeço de novo, eis aí o resultado de seu trabalho ... muito especial, em minha opinião.


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Essa é uma pesquisa simples, assim como a Umbanda.

Para manter a tradição foram pesquisados apenas nomes de : Pretos-Velhos ( as ), Caboclos( as ), Crianças, Exús e Pomba-Giras.

Por que essa pesquisa foi feita ? Além de trazer a tona antigos nomes de entidades que se encontravam esquecidos, poderá servir de referência ao médium iniciante na Umbanda e até mesmo às pessoas que tiverem dúvidas, se determinados nomes realmente existem (e quem nunca teve essa dúvida, não é verdade ?)

Farei uma consideração : Saber o nome correto da entidade é importante, porém não é o mais importante. Não tenha pressa. A pressa muitas vezes pode atrapalhar a integração médium-espírito. Sempre há uma insegurança inicial. Nós, médiuns de Umbanda, já passamos por isso, é muito comum.

Também aprendemos que na Umbanda, tudo é muito simples e deve acontecer naturalmente. Não podemos pular etapas. Muitas vezes, por desinformação, inocência, mistificação, vaidade, falta de orientação, fatores anímicos e / ou até mesmo, simpatia por uma determinada linha ou entidade, o médium pode colocar em dúvida e até mesmo questionar um nome, seja ele por ser menos conhecido ou até mesmo desconhecido por muitos.

Não quero com essa pesquisa, apontar certo ou errado, nem estou afirmando que possam fazer isso de propósito ; trago apenas uma lista de nomes, inclusive alguns mais antigos que caíram em desuso com o passar dos anos, porque convenhamos, não raro, o fator anímico comanda o direcionamento do nome, muitas vezes porque o iniciante tem a falsa ilusão de que um nome “ famoso “ ou de uma “ entidade que atende muita gente no Terreiro“ é mais importante. Sendo assim, o médium iniciante pode vir a acreditar, por exemplo, que trabalhar na vibração do Caboclo Rompe-Mato, ou Cabocla Jurema ( que são mais conhecidos ), passa a ser mais significativo do que trabalhar na vibração do caboclo Tucunã, ou Cabocla Jaguaraci ( que são menos conhecidos ).

Esse pensamento é equivocado. Ambos são caboclos de força espiritual distintas e realizam trabalhos de muita firmeza espiritual na Umbanda. ( Percebam que apenas os citei como exemplo.) Não existe o maior ou o melhor , entre entidades de luz. Cada uma possui sua energia própria, seu axé, que em conjunto com o médium , podem transformar a tríade MÉDIUM-ENTIDADE-INCORPORAÇÃO na vibração adequada, que realizará trabalhos maravilhosos, independente do nome que estão sendo chamados.

Só para fazer uma breve observação, nosso médium-mor ( grifo meu ) na Umbanda , o saudoso Zélio de Moraes quando da famosa reunião que anunciou a Umbanda ao Brasil, questionado sobre como se chamava a entidade ali presente, respondeu prontamente : (...) se querem saber meu nome, podem me chamar de Caboclo das Sete Encruzilhadas (...). Ele poderia ter dito qualquer outro nome , que em nada mudaria a eficácia dos trabalhos. Enfim...o ideal é deixar a entidade se manifestar naturalmente e, no tempo certo dizer seu nome , riscar ponto e realizar o trabalho de caridade.

Gostaria de informar, que todos os nomes dessa lista foram relatados por dirigentes, médiuns e consulentes .

Essa lista não é uma expressão total do Universo das entidades e nem está fechada (sempre teremos algum novo nome a acrescentar). Muito pelo contrário, contamos com sua colaboração permanente.

Agradeço a todos que me ajudaram e ficaria grato em receber e-mails com opiniões sobre a pesquisa, além claro de receber novos nomes, caso não constem na lista. e-mail :

ogunhefilhodeogum@yahoo.com.br

Salve a Umbanda ! Saravá !!


PRETOS VELHOS

João Baiano; João Marambaia; Mestre Cipriano; Nego Velho do Congo; Pai Ambrósio; Pai Amin; Pai Andre de mina; Pai Andre do Congo; Pai Antônio de Angola; Pai Benedito; Pai Benguela; Pai Carrero; Pai Chico; Pai Cipriano; Pai Congo; Pai Domicio; Pai Euclides; Pai Fabricio; Pai Felipe; Pai Fernando de Guiné; Pai Francisco; Pai Fulgêncio da Guiné; Pai Gregório; Pai Guiné; Pai Horacio; Pai Jacó; Pai Jeremias; Pai Jerônimo; Pai João; Pai João da Costa; Pai João das Matas; Pai João de Angola; Pai João de Aruanda; Pai João de Benguela; Pai João de Ronda; Pai João Fortunato da Cachoeira; Pai Joaquim da Costa; Pai Joaquim das Almas; Pai Joaquim de Angola; Pai Joaquim do Congo; Pai José; Pai José do Cruzeiro das Almas; Pai José do Rosário; Pai Jurandir; Pai Luanda; Pai Luiz; Pai Luiz de Xangô; Pai Malaquias; Pai Malunga; Pai Mané; Pai Maneco; Pai Mangueira; Pai Manoel de Angola; Pai Miguel das Almas; Pai Miquimba; Pai Nego; Pai Sebastião; Pai Serafim; Pai Severino; Pai Tinga; Pai Tomás; Pai Tomé; Pai Urubaldo; Rei Congo; Tio Antônio; Tio Nico do Oriente; Tio Tonho de Angola; Tio Tonico de Angola; Velho Pai Serafim; Velho Chico; Vô Julião da Guiné; Vô Brandão; Vovô Demanda; Vovô do Carmo; Vovô Jacarandá; Vovô João do Congo; Vovô José da Bahia; Vovô Pedro de Angola.


PRETAS VELHAS

Mãe Antonia; Mãe Bina; Mãe Cachimba; Mãe Cambinda de Guiné; Mãe Chiquinha; Mãe Joana; Mãe Joaquina; Mãe Jurububá; Mãe Maria da Bahia; Mãe Maria de Angola; Mãe Maria de Aruanda; Mãe Maria de Benguela; Mãe Maria do Paraíso; Mãe Maria Mina; Mãe Maria Mineira; Mãe Marococa; Mãe Santana; Mãe Tutu; Nega Ana; Preta Mandinga; Tia Chica; Tia Maria da Bahia; Tia Maria da Praia; Vó Anastácia; Vó Benedita; Vó Benta; Vó Isaura; Vó Josefina ou Vó Zefina; Vó Juliana; Vó Maria; Vó Maria Cândida; Vó Maria Chica; Vó Nana; Vó Rita; Vó Rosa de Angola; Vó Sabina; Vó Serafina; Vovó Arruda; Vovó Benedita; Vovó Cachimba; Vovó Cambinda; Vovó Catarina; Vovó Cigana; Vovó Jacira; Vovó Joana; Vovó Josefa; Vovó Luiza; Vovó Luiza da Praia; Vovó Maria Antônia; Vovó Maria Conga; Vovó Maria do Rosário; Vovó Maria Quitéria; Vovó Maria Redonda; Vovó Maria Rita; Vovó Maria Rosa; Vovó Raimunda; Vovó Severina; Vovó Zeferina.


CABOCLOS

( Caboclo ) Seu Braúna; Caboclo Águia Branca; Caboclo Akuan; Caboclo Aquinauã; Caboclo Araguari; Caboclo Arapuã; Caboclo Araribóia; Caboclo Araúna; Caboclo Areia Branca; Caboclo Arranca Tôco; Caboclo Barra Preta; Caboclo Beira-Mar; Caboclo Boiadeiro; Sete Colinas; Caboclo Bugre; Caboclo Caçador; Caboclo Cachoeira Branca; Caboclo Caiçara; Caboclo Cariborá; Caboclo Carijó; Caboclo Cariri; Caboclo Chico Jibóia; Caboclo Cipó; Caboclo Cobra Coral; Caboclo Concha Dourada; Caboclo da Pedra; Caboclo da Bandeira; Caboclo da Cachoeira; Caboclo da Campina; Caboclo da Lua; Caboclo da Manhã; Caboclo da Margem do Rio; Caboclo da Rocha; Caboclo da Samambaia; Caboclo das Pedras; Caboclo das Sete Encruzilhadas; Caboclo do Fogo; Caboclo do Mar; Caboclo do Mucano; Caboclo do Pé da Serra; Caboclo Estrela Guia; Caboclo Flecha Certeira; Caboclo Flecha Ligeira; Caboclo Flecheiro; Caboclo Folha Seca; Caboclo Folha Verde; Caboclo Gentil; Caboclo Gira Mundo; Caboclo Girassol; Caboclo Guajajara; Caboclo Guaracy; Caboclo Guarani; Caboclo Jacurundá; Caboclo Jatobá; Caboclo Jibóia; Caboclo Junco Verde; Caboclo Jupê; Caboclo Jurupari; Caboclo Kauan; Caboclo Latan; Caboclo Lírio; Caboclo Lírio Branco; Caboclo Lírio Verde; Caboclo Lua Branca; Caboclo Mata Verde; Caboclo Mata Virgem; Caboclo Monte Azul; Caboclo Morubixaba; Caboclo Nuvem Branca; Caboclo Olho de Águia; Caboclo Orié; Caboclo Pedra Branca; Caboclo Pedra Negra; Caboclo Pedra Preta; Caboclo Pedra Roxa; Caboclo Pena Azul; Caboclo Pena Branca; Caboclo Pena Dourada; Caboclo Pena Verde; Caboclo Pery; Caboclo Piraí; Caboclo Quenquelê; Caboclo Ritumba; Caboclo Rompe Mato; Caboclo Rompe Nuvem; Caboclo Roxo; Caboclo Samambaia; Caboclo Serra Grande; Caboclo Serra Negra; Caboclo Sete Estrelas do Mar; Caboclo Sete Bandeiras; Caboclo Sete Cachoeiras; Caboclo Sete Espadas; Caboclo Sete Estrelas; Caboclo Sete Flechas; Caboclo Sete Flechas de Ouro; Caboclo Sete Folhas; Caboclo Sete Lagoas; Caboclo Sete Lanças; Caboclo Sete Luas; Caboclo Sete Matas; Caboclo Sete Montanhas; Caboclo Sete Ondas; Caboclo Sete Pedreiras; Caboclo Sete Penas; Caboclo Sete Ponteiras do Mar; Caboclo Sete Ventanias; Caboclo Suarê; Caboclo Sucuri; Caboclo Sultão das Matas; Caboclo Surucutinga; Caboclo Tamandaré; Caboclo Tapuia; Caboclo Terra Roxa; Caboclo Tibiriçá; Caboclo Treme-Terra; Caboclo Tronco do Ipê; Caboclo Tucuarê-Peti; Caboclo Tucumã; Caboclo Tucuruvú; Caboclo Tupã; Caboclo Tupaibá; Caboclo Tupi; Caboclo Tupyara; Caboclo Tupi-Mirim; Caboclo Tupinambá; Caboclo Tupinambaia; Caboclo Tupiniquim ;Caboclo Ubiraci; Caboclo Ubirajara; Caboclo Ubirajara Peito de Aço; Caboclo Urubatão da Guia; Caboclo Urucutum; Caboclo Urupuanã; Caboclo Ventania; Caboclo Vira Mundo; Seu Caçador.


CABOCLAS

Cabocla Bartira; Cabocla Caçadora; Cabocla da Cachoeira; Cabocla da Palha Verde; Cabocla Diloé; Cabocla do Mar; Cabocla do Rio; Cabocla Guacyara; Cabocla Guaraci; Cabocla Guerreira; Cabocla Iara; Cabocla Indaiá; Cabocla Indira; Cabocla Iracema; Cabocla Ita da Pedreira; Cabocla Itabuna; Cabocla Jaciara; Cabocla Jacira; Cabocla Jaguaraci; Cabocla Janaína; Cabocla Jandira; Cabocla Jundiara; Cabocla Jupira; Cabocla Jupissiara; Cabocla Jurema; Cabocla Jurema da Flecha Dourada; Cabocla Jurema da Praia; Cabocla Jurema das Águas ;Cabocla Jureminha; Cabocla Jurupaíra; Cabocla Jussara; Cabocla Luará; Cabocla Marola do Mar; Cabocla Mata Virgem; Cabocla Muiraquitan; Cabocla Pena Vermelha; Cabocla Poti; Cabocla Sete Estrelas; Cabocla Sete Penas Vermelhas.


CRIANÇAS

Aninha; Bernardete; Bibi; Caboclinho da Mata; Caboclinho do Mar; Chiquinha; Chiquinho; Clarinha; Conchinha; Crispim; Crispiniano; Doum; Estrelinha; Flechinha; Flor de Oxum; Gui; Huguinho; Joaninha; Joãozinho; Joãozinho da Praia; Joãozinho do Riacho; Jorginho das Matas; Juninho; Juquinha; Jureminha da Praia; Juriti; Kiko; Lucinha; Luizinho; Lurdinha; Manézinho; Mariana; Mariazinha da Cachoeira; Mariazinha da Praia; Mariazinha das Sete Ondas; Marquinhos; Nininha; Pedrinha Dourada; Pedrinho da Mata; Peninha Peralta; Princesinha; Rafinha; Ritinha da Praia; Rosinha; Rosinha da Praia; Ruizinho; Ruth; Sandrinho; Téozinho; Terezinha; Tiaguinho; Tião; Tico; Tiziu; Zeca; Zezinho.


POMBAGIRAS OU BOMBOGIRAS

Pombagira da Praia; Pombagira Alteza; Pombagira Cigana ( existem vários nomes ); Pombagira Cigana das Sete Saias; Pombagira da Bahia; Pombagira da Estrada; Pombagira da Figueira; Pombagira da Noite; Pombagira Dama da Noite; Pombagira das Almas; Pombagira das Rosas; Pombagira das Sete Calungas; Pombagira das Sete Encruzilhadas; Pombagira do Cruzeiro; Pombagira do Lodo; Pombagira Dona Maceió; Pombagira Dona Sete Catacumbas; Pombagira Margarida; Pombagira Maria Quiteria; Pombagira Maria Bonita; Pombagira Maria Caveira; Pombagira Maria da Calunga; Pombagira Maria das Almas; Pombagira Maria do Bagaço; Pombagira Maria do Balaio; Pombagira Maria dos Trilhos; Pombagira Maria Farrapo; Pombagira Maria Mulambo; Pombagira Maria Navalha; Pombagira Maria Padilha; Pombagira Maria Padilha da Bahia; Pombagira Maria Padilha das Almas; Pombagira Maria Padilha do Cabaré; Pombagira Maria Padilha Menina; Pombagira Maria Rita; Pombagira Maria Teimosa; Pombagira Maria Toquinho; Pombagira Menina; Pombagira Mirongueira; Pombagira Mocinha; Pombagira Mulambinho; Pombagira Padilha Menina; Pombagira Quebra-Galho; Pombagira Rainha; Pombagira Rainha das Rainhas; Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas; Pombagira Rosa; Pombagira Rosa Caveira; Pombagira Rosa da Calunga; Pombagira Rosa da Noite; Pombagira Rosa de Maio; Pombagira Rosa do Cais; Pombagira Rosa do Cruzeiro; Pombagira Rosa do Tabuleiro; Pombagira Rosa Faceira; Pombagira Rosa Menina; Pombagira Rosa Vermelha; Pombagira Rosa Vermelha da Praia; Pombagira Rosinha; Pombagira Sete Catacumbas; Pombagira Sete Caveiras; Pombagira Sete Estradas; Pombagira Sete Punhais; Pombagira Sete Rosas; Pombagira Sete Saias; Pombagira Sete Saias Rodadas do Cabaré; Pombagira Tata Mulambo.


EXÚS

Exú Cobra, Exú Aleijadinho, Exú Arranca Toco, Exú Asa Negra, Exú Brasinha, Exú Cacurucaia, Exú Calunga, Exú Canga, Exú Capa Preta, Exú Capa Preta das Sete Encruzilhadas, Exú Casamenteiro, Exú Catacumba, Exú Caveira, Exú Caveirinha, Exú Cheiroso, Exú Cigano, Exú Come-Fogo, Exú Corcunda, Exú das Matas, Exú das Pedreiras, Exú de Duas Cabecas, Exú Desmancha Tudo, Exú Destranca Rua, Exú do Cemitério, Exú do Lodo, Exú do Mar, Exú Facada, Exú Faísca, Exú Ganga, Exú Gato Preto, Exú Gira Mundo, Exú João Caveira, Exú José Caveira, Exú Kaminaloá, Exú Lalu, Exú Lalu Menino, Exú Limpa Tudo, Exú Malandrinho, Exú Mangueira, Exú Manguinho, Exú Marabá, Exú Maré, Exú Matança, Exú Meia Noite, Exú Menino, Exú Mirim, Exú Morcego, Exú Mulambo, Exú Omulu, Exú Pantera Negra, Exú Passaro Preto, Exú Pedra Preta, Exú Pemba, Exú Pimenta, Exú Pinga Fogo, Exú Porteira, Exú Quebra Pedra, Exú Quebra-Galho, Exú Queima Toco, Exú Rei, Exú Rei da Lira, Exú Rei das Sete Encruzilhadas, Exú Sete Almas, Exú Sete Brasas, Exú Sete Buracos, Exú Sete Capas; Exú Sete Catacumbas; Exú Sete Caveiras; Exú Sete Chaves; Exú Sete Covas; Exú Sete Cruzeiros; Exú Sete Cruzes; Exú Sete da Lira; Exú Sete de Malê; Exú Sete Estradas; Exú Sete Facas Exú Sete Garfos Exú Sete Montanhas Exú Sete Nós Exú Sete Pedreiras Exú Sete Pembas; Exú Sete Poeiras; Exú Sete Punhais; Exú Sete Sombras; Exú Sete Ventanias; Exú Tira-Teima; Exú Tiriri; Exú Tiriri Menino; Exú Toco Preto; Exú Toquinho; Exú Tranca Gira; Exú Tranca Rua das Almas; Exú Tranca Ruas; Exú Tranca Ruas das Sete Encruzilhadas; Exú Tranca Ruas de Embaré; Exú Tranca Tudo; Exú Três Caveiras; Exú Tronqueira; Exú Veludinho; Exú Veludo; Exú Ventania; Exú Vira Mundo; Seu Camisa Preta; Seu Camisa Verde; Seu Marabô; Seu Risca Faísca; Seu Sete Encruzilhadas; Seu Teotônio; Seu Zé Pilintra; Tata Caveira.


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Por enquanto nenhuma outra inserção foi feita à listagem original do amigo Mauro de Ogum, o que esperamos ir fazendo, abaixo, ou com outras cores, na medida em que os leitores forem se comunicando com ele (vide e-mail lá em cima) ou aqui mesmo, por COMENTÁRIOS que serão publicados sendo, então, os colaboradores mencionados, por ser esta é uma matéria em que todos podem deixar suas marcas de colaboração, não só para o Mauro, como para mim e muitos mais que acessem esta matéria.


OBSERVAÇÃO: Quem sabe também , divulgando-se esta matéria, alguns lugares por aí, que têm Exus como Encostos, não vão deixar descansarem os pobres Tranca Ruas, Caveiras, Marias Padilhas e Mulambos que "estão sempre sendo chamados a se apresentarem por lá"(?) não é mesmo?

domingo, 27 de junho de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte X - Mais Torres de Babel

Interessante como acontecem coisas que acabam, de certa forma, desviando os caminhos que tentamos dar aos comentários e, podemos dizer, até estudos que aqui tentamos deixar.

Havia eu resolvido terminar com a série "Umbanda e a Torre de Babel" ali mesmo, pelo tema ORIXÁS CÓSMICOS e, ouvindo e lendo uma série de outros comentários sobre temas diversos dentro do que hoje chamam de Umbanda, até indiscriminadamente a meu ver, por conta de uma aclamação quase que geral (apelando-se ao "politicamente correto") a favor de uma tal de "DIVERSIDADE" que, aos olhares de uma boa parte dos ditos "umbandistas" tem que ser respeitada e permitida por fatos que envolvem: a Umbanda não ter sido Codificada; de cada Terreiro ser uma Unidade Independente e assumir ritos e crenças de acordo com as "Entidades Espirituais" que os dirigem; de cada Terreiro ou Centro provir de outros cujas raízes abrangeriam mais isto ou aquilo, fatos estes até consideráveis, é claro, desde que dentro de determinados parâmetros que não ultrapassem as raias do inimaginável e, principalmente, não nos deixem esquecer que, para ser de UM-BAN-DA, o Terreiro tem que ter em mente que deverá estar TRABALHANDO COM ESPÍRITOS (seres desencarnados que já tiveram vida terrena, bem diferente do que se tem como Orixás em quaisquer de seus conceitos) e PELA CARIDADE, que só é um dos instrumentos que promovem a evolução quando consegue fazer entender àqueles que dizem praticá-la (médiuns encarnados e Espíritos), que deve ser realizada SEM O MENOR INTERESSE DE RETORNO, seja ele monetário, seja ele psicológico, como elogios, reconhecimentos ou premiações por exemplo, pois somente realizando o ato verdadeiramente caritativo tendo isto em mente, é que o praticante deixa, to-tal-men-te, de se permitir ser centro, tanto para atenções exteriores, quanto de seus problemas particulares, dedicando-se desta forma, "de corpo e alma", ao bem-estar de às vezes (quase sempre) pessoas que nunca conheceu e que, como ele enquanto ser vivente normal e fora deste momento, costumam colocar seus problemas à frente de tudo o que de positivo possam ter auferido no decorrer de suas exstências.

Praticar a CA-RI-DA-DE então, funciona, na verdade, como uma forma, tanto de fuga de nosso próprios problemas e até mesmo egos, a partir do momento em que para a boa prática necessitamos desfocar totalmente a atenção sobre nós mesmos, fixando-a na possibilidade de auxiliar a outros ao mesmo tempo em que nos disponibilizamos, dentro de nossas potencialidades, para dar de nós o melhor. Exige portanto do praticante, DESPRENDIMENTO (egóico, principalmente) e DOAÇÃO (de atenção e potencialidades de quaisquer espécies) de si próprio, ainda que temporários. Como sabemos que quanto mais nos fixamos mentalmente e nos preocupamos com nossos próprios problemas (ao invés de em suas prováveis soluções) mais nos vemos neles enredados, praticar a caridade acaba nos favorecendo de forma reflexiva, pelo fato de que, buscando soluções para outros e encontrando-as, seja por nossos esforços, seja pela interferência de Entidades Espirituais, percebemos que também nossos próprios problemas poderão ter suas soluções encontradas em algum momento à frente, o que acaba nos transmitindo mais segurança e até mesmo fé (convicção no propósito). Em outras palavras ainda, pela prática da VERDADEIRA CARIDADE acabamos fortalecendo nossa fé.

Resumindo então, para um Terrreiro ser de Umbanda há, fundamentalmente, a necessidade de que nele:

1- Hajam Espíritos interagindo com encarnados, sendo então a Umbanda, uma forma de ESPIRITISMO e não de ANIMISMO PRÁTICO, como já explicamos em outras postagens;

2- Que esses Espíritos (e seus médiuns idem) tenham a compreensão de que ali estão, não para exibirem suas potencialidades (ou seus "feitos heróicos", ufanistas) mas sim para delas se utilizarem de forma humanitária e caritativa;

3- Que esses Espíritos (e seus médiuns) entendam que, pelo uso de suas potencialidades direcionadas à caridade, se estiverem atentos, estarão buscando e alcançando eles mesmos, maiores e melhores compreensões, tanto sobre o comportamento natural e humano de outros quanto, por conclusões, os deles mesmos, já que não deixaram de ser humanos e sim apenas desencarnados, e que na medida em que cada vez mais essa compreensão se estender, se ampliar, melhores serão também suas compreensões sobre o próprio universo material e espiritual em que transitam - evolução de conhecimento que conduz, por decorrência e se bem aplicado aos seus próprios comportamentos e reflexões, à evolução do próprio Espírito estando ele encarnado ou não.

4- Haja o ensinamento contínuo de que o que se faz dentro de uma Casa de Umbanda deve sempre estar visando ao aprimoramento mediúnico e espiritual dos médiuns envolvidos, principalmente no que se refira a alguns clichês que nos aparecem sob a forma de frases ou expressões de cunho espiritualista que são muito repetidos oralmente mas que na prática ...

Há que se entender que Umbanda, enquanto RELIGIÃO, como muitos a querem, deve estimular em seus seguidores, sentimentos e posicionamentos cada vez mais equilibrados, raciocínios mais profundos e limpos sobre o que se possa vir a aprender, reflexões mais profundas sobre os "ensinamentos clichês" mas, principalmente, a colocação NA PRÁTICA deste tipo de aprendizado estimulado, o que por si só já diminuiria em muito (a idéia seria a de exterminar) os impulsos atávicos, meio animalescos que nos acompanham desde o nascimento na matéria e muitas vezes até após a liberação desta, como podemos observar em certos Espíritos que se apresentam em forma de obsessores.

Nem sempre se pode ver UMBANDA em locais que dizem haver. Não é somente porque no local se tocam tambores, defumam, cantam cantigas de umbanda, baixam Pretos Velhos, Caboclos, Crianças e Exus que se pode dizer que ALI FAZ-SE UMBANDA.

Se houver então neste local, cortes de animais para quaisquer fins, o nome Umbanda pode até estar sendo usado, mas UMBANDA mesmo não é o que se faz ou se está fazendo naquele momento.

Primeiro porque este tipo de trabalho é da alçada dos que praticam Quimbanda e Candomblé. Os primeiros, especialistas que são no trato com os Exus em sua essência mais natural (sem as estilizações hodiernas) e os segundos especialistas que são no trato com os ditos Orixás, Espíritos (Elementais/Encantados) da Natureza, ambos estando corretos em função dos objetivos (distintos dos de Umbanda) que têm em mente e a classe de ENTIDADES com que lidam.

Segundo porque para os fins a que se destina a Umbanda, este tipo de ritualização, foi substituído há muito tempo por outros que podem até ser de efeitos mais lentos em alguns casos, mas são tão efetivos quanto os citados.

Não é objetivo e nem prática de UMBANDA tratar obsessores através de escambos (trocas de "gentilezas" com obsessores por sangue animal ou outro qualquer tipo de "presente"). Este procedimento faz sim, parte dos trabalhos de Quimbanda por alguns motivos que um dia, ainda vou expor por aqui.

Na VERDADEIRA UMBANDA, Espíritos desnorteados, obsessores, encostos, etc., são, ou afastados por algumas práticas rituais a nós ensinadas (que costumam envolver a necessidade de um certo recolhimento para orações, banhos, reflexóes, mentalizações... por parte do assistido, o que tem por objetivo fazê-los SAIR DA SINTONIA DO ACOMPANHANTE ESPIRITUAL NEGATIVO) em casos menos graves ou trazidos (puxados) e encaminhados diretamente pelas falanges de Pretos e Caboclos, muitas vezes auxiliados pelas falanges de Exus já afinados a este tipo de trabalho e que componham por isto, a Egrégora Espiritual da Casa, para Campos Vibratórios nos quais receberão auxílio e orientação para que possam, um dia, ao entenderem melhor a realidade em que "vivem", voltarem para trabalhar, agora junto a algumas das falanges DE UMBANDA, como AUXILIARES quase sempre "INVISÍVEIS", ou seja, sem qualquer incorporação, mas com extrema importância no encaminhamento de novos "futuros membros", servindo eles mesmos como exemplos do que eram e são agora para os novos encaminhados.

Espíritos assim tratados (encaminhados, orientados e voltando como trabalhadores) normalmente passam a fazer parte da Egrégora Espiritual da Casa, como já disse e, com o tempo e de acordo, tanto com as possibilidades, quanto as necessidades, ganham seus médiuns, servindo-lhes como PROTETORES (não GUIAS, mas PROTETORES).

Hi! Danou-se!! Como é isto de "ganham seus médiuns"?

Lembra-se de que já escrevi aqui mesmo, neste Blog, que médiuns em desenvolvimento, principalmente, que mudam de Terreiro algumas vezes (seja lá por que motivos forem) costumam verificar que em alguns chegam a incorporar entidades que os deixam logo que mudam e se alinham à Egrégora Espiritual de um outro, vindo a incorporar outras novas entidades nesses outros locais? Eis aí acima, se você acompanhou o raciocínio, o motivo disto.

O que acontece é que, independentemente da GUARDA ESPIRITUAL FIXA que acompanha o médium, seja por Carma, seja por Missão, muitas vezes, ao se alinharem à nova Egrégora, recebem da Chefia Espiritual da Casa, não sem a permissão de sua própria guarda, diga-se de passagem, novos "amigos espirituais" que, enquanto permanecerem ali, filiados àquela "Corrente", os acompanharão, virão à terra por incorporações sempre que necessário, tanto para aprimoramento do médium em si com a Egrégora, quanto da própria Entidade que estará trabalhando em seu próprio benefício, ainda como AUXILIAR e o do Centro ou Terreiro atual. Estas Entidades a nós emprestadas - podemos dizer assim - não nos acompanham em caso de nova mudança pelo fato de pertencerem àquela Egrégora Espiritual, ali daquela Casa de Umbanda específica, tendo sido elas mesmas, muitas vezes aquelas que foram, um dia, retiradas do acompanhamento de alguém, encaminhadas e orientadas, fazendo hoje seus trabalhos em prol dos objetivos da Casa e da egrégora em que se encontram.

Você nunca ouviu de alguém ou passou pela experiência de receber um Espírito numa determinada Linha em que nunca havia sequer "balanceado" quando no outro Terreiro em que estava? Pois é! Saiba que esse Espírito pode estar sendo "emprestado" pela Egrégora da Casa, podendo acompanhá-lo(a), ou não, até que ... Isto acontece em mudanças entre Centros de UMBANDA!

Não é objetivo também de UMBANDA, "fazer nascer santo", ou "acordar orixá". Este é o objetivo dos Cultos de Nação e, como já escrevi antes, quem estiver convencido de precisar passar por esta ritualização, deve, desde que seja honesto(a), procurar uma Casa de Nação também honesta para cumprir com suas obrigações e não ficar no meio do caminho, achando que com flores e frutas vão "fazer Orixás de Nação" ou "acordá-los" e depois ainda sairem por aí alardeando esse tipo de proezas como se verdades fossem. Pior ainda aqueles que só deram um Bori ou até mesmo a primeira obrigação de feitura (vão de abians para yawôs) e saem de lá para "tocarem umbandas", se achando no direito até de "fazerem o santo" dos ingênuos que lhes seguem os rumos tal qual cegos guiados por cegos.

Mas se você, independentemente de saber que o principal da UMBANDA é aprender-se a lidar com ESPÍRITOS para através deles se fazer CARIDADE, quiser também cultuar Orixás, não se engane. Saiba, tenha em mente, que essas Energias que você vai cultuar com flores e frutos ou esses Espíritos, ainda que sejam Espíritos da Natureza (Elemental/Encantado), jamais serão da mesma espécie ou da mesma essência dos que são acordados ou feitos nos rituais de Nação, NÃO SENDO, PORTANTO, OS MESMOS ORIXÁS DE NAÇÃO, porque estes só se criam ou se acordam, através dos rituais para este destino criados e realizados. Mas perceba também que, durante o seu Culto a esse Orixá que você pretende ter ao seu lado (se for um Espírito da Natureza), você não estará fazendo Umbanda - um Culto a um tipo de essência a que você deu o nome de Orixá sim, mas não Umbanda pelo fato de que não haverá aí, nem Espíritos Humanos envolvidos e muito menos CARIDADE, mas sim um Culto pessoal, totalmente particular a você, e ainda que em grupo, particular a cada um dos envolvidos.

Mas o que é isto, Claudio? Umbanda sem Orixá não é Umbanda ....!

Pura convenção trazida e enraizada no inconsciente coletivo pelas inserções africanistas que uma grande parte resolveu adotar como "imprescindível", pelo simples fato de terem se fixado em a apenas UM certo ponto de vista e sequer procurarem pesquisar ou estudar, tanto as raízes, o nascedouro, quanto mais algumas formas de se fazer Umbanda.

Os cultos ou pseudo-cultos a orixás (Elementais/Encantados da Natureza) dentro de alguns Terreiros e em sua imensa variedade de formas e entendimentos foram absorvidos e ADAPTADOS em alguns desses Terreiros que reconhecem no africanismo, intensas influências sobre a Umbanda que praticam, o que, inclusive, fica meio complicado de se entender racionalmente, na medida em que escolheram a Nação Yorubá como referência para seus cultos, contrariando, inclusive, a muito mais forte influência dos Bantos, esta sim, presente na Umbanda através das entidades que se apresentam como PRETOS VELHOS.

Mas não é verdade? Você ainda não percebeu que, não se dizendo como "DE ARUANDA", todos os demais se apresentam como provenientes ou de ANGOLA, ou de CONGO, ou de LUANDA, ou de MINA, ou de GUINÉ ....

Alguém aí já viu algum Preto Velho se apresentar, por exemplo, como Pai Joaquim de OYÓ, ou de IFÉ, ou de EGBÁ ....? Onde está, então, a tão propalada influência Yorubá destes Pretos Velhos e na Umbanda que eles frequentam? Não é no mínimo muito estranho? Não seria muito mais lógico, já que pretendem determinar que Umbanda TEM QUE CULTUAR (venerar, idolatrar, segundo o Houaiss) algumas "divindades" africanas, que estas "divindades" fossem os Inkices Bantus e não os Orixás Nagôs?

Mas por que então esta "preferência" pelos Orixás Nagôs?

Isto eu vou deixar pra você, que presta muita atenção nos caminhos em que pisa, que não é ingênuo(a), chegar à conclusão que, diga-se de passagem, não é tão difícil assim de chegar.

Pelo já exposto, vá percebendo agora, você mesmo(a), em que lugares ou momentos se está praticando UM-BAN-DA e em que outros existe apenas o rótulo.

A gente continua este tema mais adiante.
 
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OBSERVAÇÃO: Os textos constituintes deste Blog estão à disposição para cópias e publicações em outros locais, DESDE QUE A FONTE SEJA CITADA.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte IX - FINAL

CONTINUAÇÃO E FINALIZAÇÃO DA PARTE VIII
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Só para você ter uma idéia, já que não pretendo enveredar por este caminho que é looooongo, em nossa ESCALA MUSICAL temos sete notas básicas:

DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI (DÓ), (RÉ) ....

Esse primeiro DÓ tem a freqüência de 16,352 Hz

O RÉ corresponde a uma vibração (freqüência) de 18,3545 Hz

O último DÓ (entre parênteses) é o primeiro DÓ da oitava imediatamente superior e corresponde AO DOBRO da freqüência de nosso primeiro DÓ existindo, portanto, na freqüência de 32,704 Hz.

Se formos ver em que freqüência existe o segundo RÉ, veremos que é só multiplicar a freqüência do que aí está exposto por 2, o que dará 18,3545 x 2 = 36,709 Hz.

O que pretendo explicar pra você é que, mesmo o primeiro DÓ, não tendo a mesma freqüência do segundo DÓ (a deste é mais alta) AMBOS SE CORRESPONDEM, assim como as demais notas subseqüentes.

Para baixo dessa Escala que escolhi, acontece a mesma coisa, só que as freqüências das notas correspondentes, terão sempre a METADE da freqüência das aqui expostas e serão MAIS GRAVES, por causa disto.

Neste caso, o DÓ da oitava inferior terá uma freqüência de 16,352 / 2 = 8,176 Hz, acontecendo o mesmo com todas as outras notas correspondentes.

Em resumo, para podermos dar seqüência ao que nos interessa, entenda que há vários tipos de DÓ audíveis que se correspondem mas não existem na mesma freqüência e portanto uns são mais graves, outros mais agudos.

Em relação às cores essa correspondência também existe e nossa Escala de Cores padrão mais facilmente vista (também de sete cores) possui correspondentes, tanto em freqüências mais altas quanto mais baixas, dando origem, por exemplo, a partir de um AZUL PADRÃO, a um azul mais escuro, mais DENSO (no correspondente de mais baixa freqüência) e a um Azul mais claro, mais TÊNUE à nossa visão normal (no correspondente de freqüência mais alta).

Tanto SOM quanto COR são formas de energias perceptíveis a nós, mas como já expliquei antes, o que nossos sentidos conseguem perceber é uma parte ínfima do total das energias que nos circundam e em nós atuam.

Note que nosso olho só tem condições de perceber freqüências que vão de 4,3 x 1014 a 7 x 1014 Hz, faixa indicada pelo espectro como luz visível.

Nosso olho percebe a freqüência de 4,3 x 1014 Hz (sendo 1014 = dez elevado à décima quarta potencia ou 100.000.000.000.000), como a cor vermelha – a de freqüência visível mais baixa. Freqüências logo abaixo desta não são visíveis e são chamadas de raios infravermelhos , que têm algumas aplicações práticas, havendo ainda muitas outras não mais perceptíveis à visão, incluindo-se nessa gama, se você prestou atenção, as baixas freqüências dos sons que são audíveis mas não visíveis. .

A freqüência de 7x1014 Hz é vista pelo olho como cor violeta. Freqüências acima desta também não são visíveis e recebem o nome de raios ultravioleta, havendo ainda muitas outras não mais perceptíveis à visão ou à audição.

Em se tratando das energias que compõem nosso Eledá, a dos Espíritos, por já estarem livres da matéria, mesmo sendo correspondentes nunca serão exatamente iguais às nossas em freqüência.

Então, apenas para efeito visual e pra que fique mais fácil de se entender, observe a figura abaixo.

As três bolinhas que representam os focos de energia são AZUIS e, portanto, existe uma correspondência entre elas. No entanto, são três Azuis que nos parecem diferentes e são mesmo, já que estão diferenciados pelo padrão vibratório da energia que nos transmitem.

Considere agora que o Azul Denso esteja presente na Coroa de um Encarnado e os outros dois sejam seus correspondentes presentes em dois tipos de Desencarnados diferentes e que este seja o ponto de sintonia ou o canal de sintonia energética pelo qual ambas as entidades tentarão se comunicar com o Encarnado.

Por padrões de DENSIDADE (compactação) da energia que compõe cada um dos Azuis, entendemos que a ação da força de atuação do primeiro Desencarnado TENDE a ser muito mais efetiva do que a do segundo sobre o Encarnado em questão – quanto mais denso um corpo ou energia, maiores seus efeitos sobre a matéria – mesmo que ambos os Desencarnados tragam em si Energias compatíveis.

O que se conclui disto?

- Aquela velha afirmativa de que "QUANTO MAIS DENSO O ESPÍRITO (o que equivale a dizer que quanto mais materializado ou mais terra a terra), MAIS FÁCIL É SEU ACESSO À MATÉRIA".

E o que mais se pode concluir?

- Que se esse canal energético que o médium disponibiliza estiver aberto para todos os seus possíveis correspondentes no Mundo Astral e também estiver desguarnecido, a tendência natural é a de que dele se "apossem" Energias e Desencarnados correspondentes, só que os mais densos, mais Terra a Terra, mais materializados e, por decorrência lógica, os MENOS EVOLUÍDOS espiritual e energeticamente, aqueles que mais se avizinham, em densidade de seus Corpos Espirituais, à densidade do Plano Físico.

Essa situação é a que define e explica muito bem o porquê dos Espíritos na CONDIÇÃO VIBRATÓRIA DE EXUS e participando ou não dessas falanges por isto (existem outros que se encontram soltos por aí, não participantes de quaisquer falanges), tenderem a atuar na matéria e no psiquismo humano com muito mais facilidade do que qualquer Iluminado Espiritual. A resposta está na densidade das energias que compõem seus Corpos Astrais. Por isto mesmo , se um indivíduo tiver como companheiros, um Exu que traga a Energia de Ogum e um Iluminado que traga a mesma Energia, o Exu, por ser mais denso, terá muito mais facilidade de acessar a matéria e o psiquismo deste indivíduo ... a não ser que este mesmo indivíduo se esforce muito para sintonizar o melhor possível, o seu canal energético com o do Iluminado .

E explica também, "por tabela", o porquê de ser muito mais difícil entrarmos em real contato com os Verdadeiros Iluminados da Espiritualidade, a partir do momento em que seus padrões energéticos, são muito mais altos do que os nossos, atuando por isto e quando podem, muito mais sutilmente sobre nossa matéria e psiquismo.

E explica também, o porquê de ser muito mais fácil para Exu ou outra qualquer entidade de mesmos padrões vibratórios, tirarem a consciência de um médium, do que para Entidades de maior Padrão Evolutivo.

É óbvio que levamos em consideração aqui, para efeito de não complicar muito, apenas UM dos tipos de energias como exemplo, representada pela cor (energia) Azul, em detrimento de todas as outras que possam compor as sete principais (que formam o ELEDÁ) e que também podem ser diretamente influenciadas "de fora para dentro" e outras tantas mais que formam todo o COMPLEXO ENERGÉTICO constituinte do Espírito e seus diversos CORPOS, incluindo-se entre eles o próprio corpo físico.

Que fique óbvio também que todas essas energias não se apresentam, numa vidência por exemplo, na forma de focos ou bolinhas na estrutura total do Espírito, e sim misturadas entre outras, aparecendo como realces de tons, talvez pelo fato de existirem nessas estruturas com mais intensidade.

Para não alongarmos ainda mais este tema, observemos que nesta visão, Orixá Cósmico, Energia de Raiz, Vibração Original ou outro qualquer termo que se queira inventar, é, na verdade ENERGIA IMPESSOAL, sem qualquer forma física semelhante à humana e, portanto, impossível de incorporar, de "baixar", de bater papinho com quem quer que seja e muito menos "SER FEITO" na cabeça de alguém.

Observemos também que, diferentemente do conceito de Orixás = forças ou elementos da Natureza, ou mesmo Elementais Naturais, o conceito de Orixás Cósmicos é extensível para todo o Universo e não só para o Planeta Terra, a partir do momento em que se crê que a ENERGIA MÃE/PAI (DEUS) que os gera, atua não só em nosso planetinha e que, por isto, embora essas Energias Orixás atuem também na Natureza deste planeta e nos incidentes que aqui ocorrem, são muito mais abrangentes do que só isto.

Também por estes conceitos, poderemos entender a estreita ligação que dizem haver entre nós, os seres humanos encarnados, e todo o Universo à nossa volta, desde que entendamos que essas Energias Orixás que estão presentes na formação de nossos corpos espirituais e físicos, têm correspondências nas mesmas que estão presentes na formação de todo o Universo.

Não ficou mais fácil de entender a relação energética entre o micro e o macro-cosmo?


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Outras situações que implicam na compreensão de Orixás Cósmicos, sons, luzes e mediunidade serão mais explicadas no IV Volume de Umbanda Sem Medo a ser publicado aqui na NET, futuramente.