SEJA BEM VINDO

ESSE É UM BLOG PARA QUEM PRETENDE LER E APRENDER RACIOCINANDO, SOBRE TEMAS COMO UMBANDA, MEDIUNIDADE EM GERAL E AUTO-AJUDA. SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI, ACREDITE, NÃO FOI POR ACASO. TALVEZ AS RESPOSTAS PARA ALGUMAS DE SUAS DÚVIDAS ESTEJAM EM ALGUNS DOS TEXTOS POSTADOS.

ATENÇÃO: VOCÊ PODE COPIAR OS TEXTOS QUE CONSTAM DESTE BLOG E USÁ-LOS EM OUTROS LOCAIS, MAS NÃO DEIXE DE INDICAR A FONTE, POR FAVOR!

Acompanhantes do Blog

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte XI (Ela continua crescendo)

Estivemos conversando por e-mail, o Mauro de Ogum, amigo que nos acompanha no Blog e eu, e verificamos uma situação muito interessante nos dias de hoje que merece sim, ser usada como fundamentação para esta imensa Torre de Babel em que estão transformando a Umbanda, tantas são as "diversidades" que os "politicamente corretos" afirmam existirem, chegando-se até ao despautério de alguns pseudo-sábios afirmarem que "algumas escolas de umbanda adotam as amarrações como parte de seus trabalhos", o que, de cara, já denota pouquíssimo ou nenhum conhecimento sobre o que vem a ser UM-BAN-DA de fato e direito.

Ah! Mas ninguém sabe ou pode dizer o que é ou não é Umbanda, dirão alguns, principalmente os mais interessados em misturarem crenças, lendas, práticas e ritos sem fundamento em suas práticas e classificá-los todos como "DE UMBANDA".

Agora há pouco mesmo, tendo sido delatado como violentador de suas próprias enteadas, um certo sei lá quem criou mais uma mácula para o nome UMBANDA ao se dizer "pai-di-santu" de Umbanda, afirmando, inclusive, que não era ele quem assim agia mas o tal de Zé Pelintra (na verdade deve ser o verdadeiro Zé PILANTRA) que se apresentava por ele que assim agiria.

Diversidade? Mais uma? Respeitamo-la?

Mas ... voltando à situação a que ora nos propomos, percebemos, o Mauro e eu, que na "umbanda atual" muitos foram os nomes ritualísticos de entidades que parecem ter sido esquecidos no passado (e eu já havia comentado isto aqui), tendo ele, com imensa paciência, feito uma pesquisa de nomes para que os médiuns de hoje aprendessem mais e não pensassem que, por exemplo, só existem Marias Padilhas e Mulambos nas Linhas das Pomba Giras (Exu Fêmea) ou Tranca Ruas e Marabôs nas de Exus Machos, assim como também não é reduzido o número de nomes de Pretos Velhos e Caboclos esquecidos que, se hoje comentados, veremos sempre aquele ar de espanto do tipo: "Nunca ouvi Falar!!"

Com a permissão do Mauro, a quem já agradeci e agradeço de novo, eis aí o resultado de seu trabalho ... muito especial, em minha opinião.


********************************

Essa é uma pesquisa simples, assim como a Umbanda.

Para manter a tradição foram pesquisados apenas nomes de : Pretos-Velhos ( as ), Caboclos( as ), Crianças, Exús e Pomba-Giras.

Por que essa pesquisa foi feita ? Além de trazer a tona antigos nomes de entidades que se encontravam esquecidos, poderá servir de referência ao médium iniciante na Umbanda e até mesmo às pessoas que tiverem dúvidas, se determinados nomes realmente existem (e quem nunca teve essa dúvida, não é verdade ?)

Farei uma consideração : Saber o nome correto da entidade é importante, porém não é o mais importante. Não tenha pressa. A pressa muitas vezes pode atrapalhar a integração médium-espírito. Sempre há uma insegurança inicial. Nós, médiuns de Umbanda, já passamos por isso, é muito comum.

Também aprendemos que na Umbanda, tudo é muito simples e deve acontecer naturalmente. Não podemos pular etapas. Muitas vezes, por desinformação, inocência, mistificação, vaidade, falta de orientação, fatores anímicos e / ou até mesmo, simpatia por uma determinada linha ou entidade, o médium pode colocar em dúvida e até mesmo questionar um nome, seja ele por ser menos conhecido ou até mesmo desconhecido por muitos.

Não quero com essa pesquisa, apontar certo ou errado, nem estou afirmando que possam fazer isso de propósito ; trago apenas uma lista de nomes, inclusive alguns mais antigos que caíram em desuso com o passar dos anos, porque convenhamos, não raro, o fator anímico comanda o direcionamento do nome, muitas vezes porque o iniciante tem a falsa ilusão de que um nome “ famoso “ ou de uma “ entidade que atende muita gente no Terreiro“ é mais importante. Sendo assim, o médium iniciante pode vir a acreditar, por exemplo, que trabalhar na vibração do Caboclo Rompe-Mato, ou Cabocla Jurema ( que são mais conhecidos ), passa a ser mais significativo do que trabalhar na vibração do caboclo Tucunã, ou Cabocla Jaguaraci ( que são menos conhecidos ).

Esse pensamento é equivocado. Ambos são caboclos de força espiritual distintas e realizam trabalhos de muita firmeza espiritual na Umbanda. ( Percebam que apenas os citei como exemplo.) Não existe o maior ou o melhor , entre entidades de luz. Cada uma possui sua energia própria, seu axé, que em conjunto com o médium , podem transformar a tríade MÉDIUM-ENTIDADE-INCORPORAÇÃO na vibração adequada, que realizará trabalhos maravilhosos, independente do nome que estão sendo chamados.

Só para fazer uma breve observação, nosso médium-mor ( grifo meu ) na Umbanda , o saudoso Zélio de Moraes quando da famosa reunião que anunciou a Umbanda ao Brasil, questionado sobre como se chamava a entidade ali presente, respondeu prontamente : (...) se querem saber meu nome, podem me chamar de Caboclo das Sete Encruzilhadas (...). Ele poderia ter dito qualquer outro nome , que em nada mudaria a eficácia dos trabalhos. Enfim...o ideal é deixar a entidade se manifestar naturalmente e, no tempo certo dizer seu nome , riscar ponto e realizar o trabalho de caridade.

Gostaria de informar, que todos os nomes dessa lista foram relatados por dirigentes, médiuns e consulentes .

Essa lista não é uma expressão total do Universo das entidades e nem está fechada (sempre teremos algum novo nome a acrescentar). Muito pelo contrário, contamos com sua colaboração permanente.

Agradeço a todos que me ajudaram e ficaria grato em receber e-mails com opiniões sobre a pesquisa, além claro de receber novos nomes, caso não constem na lista. e-mail :

ogunhefilhodeogum@yahoo.com.br

Salve a Umbanda ! Saravá !!


PRETOS VELHOS

João Baiano; João Marambaia; Mestre Cipriano; Nego Velho do Congo; Pai Ambrósio; Pai Amin; Pai Andre de mina; Pai Andre do Congo; Pai Antônio de Angola; Pai Benedito; Pai Benguela; Pai Carrero; Pai Chico; Pai Cipriano; Pai Congo; Pai Domicio; Pai Euclides; Pai Fabricio; Pai Felipe; Pai Fernando de Guiné; Pai Francisco; Pai Fulgêncio da Guiné; Pai Gregório; Pai Guiné; Pai Horacio; Pai Jacó; Pai Jeremias; Pai Jerônimo; Pai João; Pai João da Costa; Pai João das Matas; Pai João de Angola; Pai João de Aruanda; Pai João de Benguela; Pai João de Ronda; Pai João Fortunato da Cachoeira; Pai Joaquim da Costa; Pai Joaquim das Almas; Pai Joaquim de Angola; Pai Joaquim do Congo; Pai José; Pai José do Cruzeiro das Almas; Pai José do Rosário; Pai Jurandir; Pai Luanda; Pai Luiz; Pai Luiz de Xangô; Pai Malaquias; Pai Malunga; Pai Mané; Pai Maneco; Pai Mangueira; Pai Manoel de Angola; Pai Miguel das Almas; Pai Miquimba; Pai Nego; Pai Sebastião; Pai Serafim; Pai Severino; Pai Tinga; Pai Tomás; Pai Tomé; Pai Urubaldo; Rei Congo; Tio Antônio; Tio Nico do Oriente; Tio Tonho de Angola; Tio Tonico de Angola; Velho Pai Serafim; Velho Chico; Vô Julião da Guiné; Vô Brandão; Vovô Demanda; Vovô do Carmo; Vovô Jacarandá; Vovô João do Congo; Vovô José da Bahia; Vovô Pedro de Angola.


PRETAS VELHAS

Mãe Antonia; Mãe Bina; Mãe Cachimba; Mãe Cambinda de Guiné; Mãe Chiquinha; Mãe Joana; Mãe Joaquina; Mãe Jurububá; Mãe Maria da Bahia; Mãe Maria de Angola; Mãe Maria de Aruanda; Mãe Maria de Benguela; Mãe Maria do Paraíso; Mãe Maria Mina; Mãe Maria Mineira; Mãe Marococa; Mãe Santana; Mãe Tutu; Nega Ana; Preta Mandinga; Tia Chica; Tia Maria da Bahia; Tia Maria da Praia; Vó Anastácia; Vó Benedita; Vó Benta; Vó Isaura; Vó Josefina ou Vó Zefina; Vó Juliana; Vó Maria; Vó Maria Cândida; Vó Maria Chica; Vó Nana; Vó Rita; Vó Rosa de Angola; Vó Sabina; Vó Serafina; Vovó Arruda; Vovó Benedita; Vovó Cachimba; Vovó Cambinda; Vovó Catarina; Vovó Cigana; Vovó Jacira; Vovó Joana; Vovó Josefa; Vovó Luiza; Vovó Luiza da Praia; Vovó Maria Antônia; Vovó Maria Conga; Vovó Maria do Rosário; Vovó Maria Quitéria; Vovó Maria Redonda; Vovó Maria Rita; Vovó Maria Rosa; Vovó Raimunda; Vovó Severina; Vovó Zeferina.


CABOCLOS

( Caboclo ) Seu Braúna; Caboclo Águia Branca; Caboclo Akuan; Caboclo Aquinauã; Caboclo Araguari; Caboclo Arapuã; Caboclo Araribóia; Caboclo Araúna; Caboclo Areia Branca; Caboclo Arranca Tôco; Caboclo Barra Preta; Caboclo Beira-Mar; Caboclo Boiadeiro; Sete Colinas; Caboclo Bugre; Caboclo Caçador; Caboclo Cachoeira Branca; Caboclo Caiçara; Caboclo Cariborá; Caboclo Carijó; Caboclo Cariri; Caboclo Chico Jibóia; Caboclo Cipó; Caboclo Cobra Coral; Caboclo Concha Dourada; Caboclo da Pedra; Caboclo da Bandeira; Caboclo da Cachoeira; Caboclo da Campina; Caboclo da Lua; Caboclo da Manhã; Caboclo da Margem do Rio; Caboclo da Rocha; Caboclo da Samambaia; Caboclo das Pedras; Caboclo das Sete Encruzilhadas; Caboclo do Fogo; Caboclo do Mar; Caboclo do Mucano; Caboclo do Pé da Serra; Caboclo Estrela Guia; Caboclo Flecha Certeira; Caboclo Flecha Ligeira; Caboclo Flecheiro; Caboclo Folha Seca; Caboclo Folha Verde; Caboclo Gentil; Caboclo Gira Mundo; Caboclo Girassol; Caboclo Guajajara; Caboclo Guaracy; Caboclo Guarani; Caboclo Jacurundá; Caboclo Jatobá; Caboclo Jibóia; Caboclo Junco Verde; Caboclo Jupê; Caboclo Jurupari; Caboclo Kauan; Caboclo Latan; Caboclo Lírio; Caboclo Lírio Branco; Caboclo Lírio Verde; Caboclo Lua Branca; Caboclo Mata Verde; Caboclo Mata Virgem; Caboclo Monte Azul; Caboclo Morubixaba; Caboclo Nuvem Branca; Caboclo Olho de Águia; Caboclo Orié; Caboclo Pedra Branca; Caboclo Pedra Negra; Caboclo Pedra Preta; Caboclo Pedra Roxa; Caboclo Pena Azul; Caboclo Pena Branca; Caboclo Pena Dourada; Caboclo Pena Verde; Caboclo Pery; Caboclo Piraí; Caboclo Quenquelê; Caboclo Ritumba; Caboclo Rompe Mato; Caboclo Rompe Nuvem; Caboclo Roxo; Caboclo Samambaia; Caboclo Serra Grande; Caboclo Serra Negra; Caboclo Sete Estrelas do Mar; Caboclo Sete Bandeiras; Caboclo Sete Cachoeiras; Caboclo Sete Espadas; Caboclo Sete Estrelas; Caboclo Sete Flechas; Caboclo Sete Flechas de Ouro; Caboclo Sete Folhas; Caboclo Sete Lagoas; Caboclo Sete Lanças; Caboclo Sete Luas; Caboclo Sete Matas; Caboclo Sete Montanhas; Caboclo Sete Ondas; Caboclo Sete Pedreiras; Caboclo Sete Penas; Caboclo Sete Ponteiras do Mar; Caboclo Sete Ventanias; Caboclo Suarê; Caboclo Sucuri; Caboclo Sultão das Matas; Caboclo Surucutinga; Caboclo Tamandaré; Caboclo Tapuia; Caboclo Terra Roxa; Caboclo Tibiriçá; Caboclo Treme-Terra; Caboclo Tronco do Ipê; Caboclo Tucuarê-Peti; Caboclo Tucumã; Caboclo Tucuruvú; Caboclo Tupã; Caboclo Tupaibá; Caboclo Tupi; Caboclo Tupyara; Caboclo Tupi-Mirim; Caboclo Tupinambá; Caboclo Tupinambaia; Caboclo Tupiniquim ;Caboclo Ubiraci; Caboclo Ubirajara; Caboclo Ubirajara Peito de Aço; Caboclo Urubatão da Guia; Caboclo Urucutum; Caboclo Urupuanã; Caboclo Ventania; Caboclo Vira Mundo; Seu Caçador.


CABOCLAS

Cabocla Bartira; Cabocla Caçadora; Cabocla da Cachoeira; Cabocla da Palha Verde; Cabocla Diloé; Cabocla do Mar; Cabocla do Rio; Cabocla Guacyara; Cabocla Guaraci; Cabocla Guerreira; Cabocla Iara; Cabocla Indaiá; Cabocla Indira; Cabocla Iracema; Cabocla Ita da Pedreira; Cabocla Itabuna; Cabocla Jaciara; Cabocla Jacira; Cabocla Jaguaraci; Cabocla Janaína; Cabocla Jandira; Cabocla Jundiara; Cabocla Jupira; Cabocla Jupissiara; Cabocla Jurema; Cabocla Jurema da Flecha Dourada; Cabocla Jurema da Praia; Cabocla Jurema das Águas ;Cabocla Jureminha; Cabocla Jurupaíra; Cabocla Jussara; Cabocla Luará; Cabocla Marola do Mar; Cabocla Mata Virgem; Cabocla Muiraquitan; Cabocla Pena Vermelha; Cabocla Poti; Cabocla Sete Estrelas; Cabocla Sete Penas Vermelhas.


CRIANÇAS

Aninha; Bernardete; Bibi; Caboclinho da Mata; Caboclinho do Mar; Chiquinha; Chiquinho; Clarinha; Conchinha; Crispim; Crispiniano; Doum; Estrelinha; Flechinha; Flor de Oxum; Gui; Huguinho; Joaninha; Joãozinho; Joãozinho da Praia; Joãozinho do Riacho; Jorginho das Matas; Juninho; Juquinha; Jureminha da Praia; Juriti; Kiko; Lucinha; Luizinho; Lurdinha; Manézinho; Mariana; Mariazinha da Cachoeira; Mariazinha da Praia; Mariazinha das Sete Ondas; Marquinhos; Nininha; Pedrinha Dourada; Pedrinho da Mata; Peninha Peralta; Princesinha; Rafinha; Ritinha da Praia; Rosinha; Rosinha da Praia; Ruizinho; Ruth; Sandrinho; Téozinho; Terezinha; Tiaguinho; Tião; Tico; Tiziu; Zeca; Zezinho.


POMBAGIRAS OU BOMBOGIRAS

Pombagira da Praia; Pombagira Alteza; Pombagira Cigana ( existem vários nomes ); Pombagira Cigana das Sete Saias; Pombagira da Bahia; Pombagira da Estrada; Pombagira da Figueira; Pombagira da Noite; Pombagira Dama da Noite; Pombagira das Almas; Pombagira das Rosas; Pombagira das Sete Calungas; Pombagira das Sete Encruzilhadas; Pombagira do Cruzeiro; Pombagira do Lodo; Pombagira Dona Maceió; Pombagira Dona Sete Catacumbas; Pombagira Margarida; Pombagira Maria Quiteria; Pombagira Maria Bonita; Pombagira Maria Caveira; Pombagira Maria da Calunga; Pombagira Maria das Almas; Pombagira Maria do Bagaço; Pombagira Maria do Balaio; Pombagira Maria dos Trilhos; Pombagira Maria Farrapo; Pombagira Maria Mulambo; Pombagira Maria Navalha; Pombagira Maria Padilha; Pombagira Maria Padilha da Bahia; Pombagira Maria Padilha das Almas; Pombagira Maria Padilha do Cabaré; Pombagira Maria Padilha Menina; Pombagira Maria Rita; Pombagira Maria Teimosa; Pombagira Maria Toquinho; Pombagira Menina; Pombagira Mirongueira; Pombagira Mocinha; Pombagira Mulambinho; Pombagira Padilha Menina; Pombagira Quebra-Galho; Pombagira Rainha; Pombagira Rainha das Rainhas; Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas; Pombagira Rosa; Pombagira Rosa Caveira; Pombagira Rosa da Calunga; Pombagira Rosa da Noite; Pombagira Rosa de Maio; Pombagira Rosa do Cais; Pombagira Rosa do Cruzeiro; Pombagira Rosa do Tabuleiro; Pombagira Rosa Faceira; Pombagira Rosa Menina; Pombagira Rosa Vermelha; Pombagira Rosa Vermelha da Praia; Pombagira Rosinha; Pombagira Sete Catacumbas; Pombagira Sete Caveiras; Pombagira Sete Estradas; Pombagira Sete Punhais; Pombagira Sete Rosas; Pombagira Sete Saias; Pombagira Sete Saias Rodadas do Cabaré; Pombagira Tata Mulambo.


EXÚS

Exú Cobra, Exú Aleijadinho, Exú Arranca Toco, Exú Asa Negra, Exú Brasinha, Exú Cacurucaia, Exú Calunga, Exú Canga, Exú Capa Preta, Exú Capa Preta das Sete Encruzilhadas, Exú Casamenteiro, Exú Catacumba, Exú Caveira, Exú Caveirinha, Exú Cheiroso, Exú Cigano, Exú Come-Fogo, Exú Corcunda, Exú das Matas, Exú das Pedreiras, Exú de Duas Cabecas, Exú Desmancha Tudo, Exú Destranca Rua, Exú do Cemitério, Exú do Lodo, Exú do Mar, Exú Facada, Exú Faísca, Exú Ganga, Exú Gato Preto, Exú Gira Mundo, Exú João Caveira, Exú José Caveira, Exú Kaminaloá, Exú Lalu, Exú Lalu Menino, Exú Limpa Tudo, Exú Malandrinho, Exú Mangueira, Exú Manguinho, Exú Marabá, Exú Maré, Exú Matança, Exú Meia Noite, Exú Menino, Exú Mirim, Exú Morcego, Exú Mulambo, Exú Omulu, Exú Pantera Negra, Exú Passaro Preto, Exú Pedra Preta, Exú Pemba, Exú Pimenta, Exú Pinga Fogo, Exú Porteira, Exú Quebra Pedra, Exú Quebra-Galho, Exú Queima Toco, Exú Rei, Exú Rei da Lira, Exú Rei das Sete Encruzilhadas, Exú Sete Almas, Exú Sete Brasas, Exú Sete Buracos, Exú Sete Capas; Exú Sete Catacumbas; Exú Sete Caveiras; Exú Sete Chaves; Exú Sete Covas; Exú Sete Cruzeiros; Exú Sete Cruzes; Exú Sete da Lira; Exú Sete de Malê; Exú Sete Estradas; Exú Sete Facas Exú Sete Garfos Exú Sete Montanhas Exú Sete Nós Exú Sete Pedreiras Exú Sete Pembas; Exú Sete Poeiras; Exú Sete Punhais; Exú Sete Sombras; Exú Sete Ventanias; Exú Tira-Teima; Exú Tiriri; Exú Tiriri Menino; Exú Toco Preto; Exú Toquinho; Exú Tranca Gira; Exú Tranca Rua das Almas; Exú Tranca Ruas; Exú Tranca Ruas das Sete Encruzilhadas; Exú Tranca Ruas de Embaré; Exú Tranca Tudo; Exú Três Caveiras; Exú Tronqueira; Exú Veludinho; Exú Veludo; Exú Ventania; Exú Vira Mundo; Seu Camisa Preta; Seu Camisa Verde; Seu Marabô; Seu Risca Faísca; Seu Sete Encruzilhadas; Seu Teotônio; Seu Zé Pilintra; Tata Caveira.


********************************

Por enquanto nenhuma outra inserção foi feita à listagem original do amigo Mauro de Ogum, o que esperamos ir fazendo, abaixo, ou com outras cores, na medida em que os leitores forem se comunicando com ele (vide e-mail lá em cima) ou aqui mesmo, por COMENTÁRIOS que serão publicados sendo, então, os colaboradores mencionados, por ser esta é uma matéria em que todos podem deixar suas marcas de colaboração, não só para o Mauro, como para mim e muitos mais que acessem esta matéria.


OBSERVAÇÃO: Quem sabe também , divulgando-se esta matéria, alguns lugares por aí, que têm Exus como Encostos, não vão deixar descansarem os pobres Tranca Ruas, Caveiras, Marias Padilhas e Mulambos que "estão sempre sendo chamados a se apresentarem por lá"(?) não é mesmo?

domingo, 27 de junho de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte X - Mais Torres de Babel

Interessante como acontecem coisas que acabam, de certa forma, desviando os caminhos que tentamos dar aos comentários e, podemos dizer, até estudos que aqui tentamos deixar.

Havia eu resolvido terminar com a série "Umbanda e a Torre de Babel" ali mesmo, pelo tema ORIXÁS CÓSMICOS e, ouvindo e lendo uma série de outros comentários sobre temas diversos dentro do que hoje chamam de Umbanda, até indiscriminadamente a meu ver, por conta de uma aclamação quase que geral (apelando-se ao "politicamente correto") a favor de uma tal de "DIVERSIDADE" que, aos olhares de uma boa parte dos ditos "umbandistas" tem que ser respeitada e permitida por fatos que envolvem: a Umbanda não ter sido Codificada; de cada Terreiro ser uma Unidade Independente e assumir ritos e crenças de acordo com as "Entidades Espirituais" que os dirigem; de cada Terreiro ou Centro provir de outros cujas raízes abrangeriam mais isto ou aquilo, fatos estes até consideráveis, é claro, desde que dentro de determinados parâmetros que não ultrapassem as raias do inimaginável e, principalmente, não nos deixem esquecer que, para ser de UM-BAN-DA, o Terreiro tem que ter em mente que deverá estar TRABALHANDO COM ESPÍRITOS (seres desencarnados que já tiveram vida terrena, bem diferente do que se tem como Orixás em quaisquer de seus conceitos) e PELA CARIDADE, que só é um dos instrumentos que promovem a evolução quando consegue fazer entender àqueles que dizem praticá-la (médiuns encarnados e Espíritos), que deve ser realizada SEM O MENOR INTERESSE DE RETORNO, seja ele monetário, seja ele psicológico, como elogios, reconhecimentos ou premiações por exemplo, pois somente realizando o ato verdadeiramente caritativo tendo isto em mente, é que o praticante deixa, to-tal-men-te, de se permitir ser centro, tanto para atenções exteriores, quanto de seus problemas particulares, dedicando-se desta forma, "de corpo e alma", ao bem-estar de às vezes (quase sempre) pessoas que nunca conheceu e que, como ele enquanto ser vivente normal e fora deste momento, costumam colocar seus problemas à frente de tudo o que de positivo possam ter auferido no decorrer de suas exstências.

Praticar a CA-RI-DA-DE então, funciona, na verdade, como uma forma, tanto de fuga de nosso próprios problemas e até mesmo egos, a partir do momento em que para a boa prática necessitamos desfocar totalmente a atenção sobre nós mesmos, fixando-a na possibilidade de auxiliar a outros ao mesmo tempo em que nos disponibilizamos, dentro de nossas potencialidades, para dar de nós o melhor. Exige portanto do praticante, DESPRENDIMENTO (egóico, principalmente) e DOAÇÃO (de atenção e potencialidades de quaisquer espécies) de si próprio, ainda que temporários. Como sabemos que quanto mais nos fixamos mentalmente e nos preocupamos com nossos próprios problemas (ao invés de em suas prováveis soluções) mais nos vemos neles enredados, praticar a caridade acaba nos favorecendo de forma reflexiva, pelo fato de que, buscando soluções para outros e encontrando-as, seja por nossos esforços, seja pela interferência de Entidades Espirituais, percebemos que também nossos próprios problemas poderão ter suas soluções encontradas em algum momento à frente, o que acaba nos transmitindo mais segurança e até mesmo fé (convicção no propósito). Em outras palavras ainda, pela prática da VERDADEIRA CARIDADE acabamos fortalecendo nossa fé.

Resumindo então, para um Terrreiro ser de Umbanda há, fundamentalmente, a necessidade de que nele:

1- Hajam Espíritos interagindo com encarnados, sendo então a Umbanda, uma forma de ESPIRITISMO e não de ANIMISMO PRÁTICO, como já explicamos em outras postagens;

2- Que esses Espíritos (e seus médiuns idem) tenham a compreensão de que ali estão, não para exibirem suas potencialidades (ou seus "feitos heróicos", ufanistas) mas sim para delas se utilizarem de forma humanitária e caritativa;

3- Que esses Espíritos (e seus médiuns) entendam que, pelo uso de suas potencialidades direcionadas à caridade, se estiverem atentos, estarão buscando e alcançando eles mesmos, maiores e melhores compreensões, tanto sobre o comportamento natural e humano de outros quanto, por conclusões, os deles mesmos, já que não deixaram de ser humanos e sim apenas desencarnados, e que na medida em que cada vez mais essa compreensão se estender, se ampliar, melhores serão também suas compreensões sobre o próprio universo material e espiritual em que transitam - evolução de conhecimento que conduz, por decorrência e se bem aplicado aos seus próprios comportamentos e reflexões, à evolução do próprio Espírito estando ele encarnado ou não.

4- Haja o ensinamento contínuo de que o que se faz dentro de uma Casa de Umbanda deve sempre estar visando ao aprimoramento mediúnico e espiritual dos médiuns envolvidos, principalmente no que se refira a alguns clichês que nos aparecem sob a forma de frases ou expressões de cunho espiritualista que são muito repetidos oralmente mas que na prática ...

Há que se entender que Umbanda, enquanto RELIGIÃO, como muitos a querem, deve estimular em seus seguidores, sentimentos e posicionamentos cada vez mais equilibrados, raciocínios mais profundos e limpos sobre o que se possa vir a aprender, reflexões mais profundas sobre os "ensinamentos clichês" mas, principalmente, a colocação NA PRÁTICA deste tipo de aprendizado estimulado, o que por si só já diminuiria em muito (a idéia seria a de exterminar) os impulsos atávicos, meio animalescos que nos acompanham desde o nascimento na matéria e muitas vezes até após a liberação desta, como podemos observar em certos Espíritos que se apresentam em forma de obsessores.

Nem sempre se pode ver UMBANDA em locais que dizem haver. Não é somente porque no local se tocam tambores, defumam, cantam cantigas de umbanda, baixam Pretos Velhos, Caboclos, Crianças e Exus que se pode dizer que ALI FAZ-SE UMBANDA.

Se houver então neste local, cortes de animais para quaisquer fins, o nome Umbanda pode até estar sendo usado, mas UMBANDA mesmo não é o que se faz ou se está fazendo naquele momento.

Primeiro porque este tipo de trabalho é da alçada dos que praticam Quimbanda e Candomblé. Os primeiros, especialistas que são no trato com os Exus em sua essência mais natural (sem as estilizações hodiernas) e os segundos especialistas que são no trato com os ditos Orixás, Espíritos (Elementais/Encantados) da Natureza, ambos estando corretos em função dos objetivos (distintos dos de Umbanda) que têm em mente e a classe de ENTIDADES com que lidam.

Segundo porque para os fins a que se destina a Umbanda, este tipo de ritualização, foi substituído há muito tempo por outros que podem até ser de efeitos mais lentos em alguns casos, mas são tão efetivos quanto os citados.

Não é objetivo e nem prática de UMBANDA tratar obsessores através de escambos (trocas de "gentilezas" com obsessores por sangue animal ou outro qualquer tipo de "presente"). Este procedimento faz sim, parte dos trabalhos de Quimbanda por alguns motivos que um dia, ainda vou expor por aqui.

Na VERDADEIRA UMBANDA, Espíritos desnorteados, obsessores, encostos, etc., são, ou afastados por algumas práticas rituais a nós ensinadas (que costumam envolver a necessidade de um certo recolhimento para orações, banhos, reflexóes, mentalizações... por parte do assistido, o que tem por objetivo fazê-los SAIR DA SINTONIA DO ACOMPANHANTE ESPIRITUAL NEGATIVO) em casos menos graves ou trazidos (puxados) e encaminhados diretamente pelas falanges de Pretos e Caboclos, muitas vezes auxiliados pelas falanges de Exus já afinados a este tipo de trabalho e que componham por isto, a Egrégora Espiritual da Casa, para Campos Vibratórios nos quais receberão auxílio e orientação para que possam, um dia, ao entenderem melhor a realidade em que "vivem", voltarem para trabalhar, agora junto a algumas das falanges DE UMBANDA, como AUXILIARES quase sempre "INVISÍVEIS", ou seja, sem qualquer incorporação, mas com extrema importância no encaminhamento de novos "futuros membros", servindo eles mesmos como exemplos do que eram e são agora para os novos encaminhados.

Espíritos assim tratados (encaminhados, orientados e voltando como trabalhadores) normalmente passam a fazer parte da Egrégora Espiritual da Casa, como já disse e, com o tempo e de acordo, tanto com as possibilidades, quanto as necessidades, ganham seus médiuns, servindo-lhes como PROTETORES (não GUIAS, mas PROTETORES).

Hi! Danou-se!! Como é isto de "ganham seus médiuns"?

Lembra-se de que já escrevi aqui mesmo, neste Blog, que médiuns em desenvolvimento, principalmente, que mudam de Terreiro algumas vezes (seja lá por que motivos forem) costumam verificar que em alguns chegam a incorporar entidades que os deixam logo que mudam e se alinham à Egrégora Espiritual de um outro, vindo a incorporar outras novas entidades nesses outros locais? Eis aí acima, se você acompanhou o raciocínio, o motivo disto.

O que acontece é que, independentemente da GUARDA ESPIRITUAL FIXA que acompanha o médium, seja por Carma, seja por Missão, muitas vezes, ao se alinharem à nova Egrégora, recebem da Chefia Espiritual da Casa, não sem a permissão de sua própria guarda, diga-se de passagem, novos "amigos espirituais" que, enquanto permanecerem ali, filiados àquela "Corrente", os acompanharão, virão à terra por incorporações sempre que necessário, tanto para aprimoramento do médium em si com a Egrégora, quanto da própria Entidade que estará trabalhando em seu próprio benefício, ainda como AUXILIAR e o do Centro ou Terreiro atual. Estas Entidades a nós emprestadas - podemos dizer assim - não nos acompanham em caso de nova mudança pelo fato de pertencerem àquela Egrégora Espiritual, ali daquela Casa de Umbanda específica, tendo sido elas mesmas, muitas vezes aquelas que foram, um dia, retiradas do acompanhamento de alguém, encaminhadas e orientadas, fazendo hoje seus trabalhos em prol dos objetivos da Casa e da egrégora em que se encontram.

Você nunca ouviu de alguém ou passou pela experiência de receber um Espírito numa determinada Linha em que nunca havia sequer "balanceado" quando no outro Terreiro em que estava? Pois é! Saiba que esse Espírito pode estar sendo "emprestado" pela Egrégora da Casa, podendo acompanhá-lo(a), ou não, até que ... Isto acontece em mudanças entre Centros de UMBANDA!

Não é objetivo também de UMBANDA, "fazer nascer santo", ou "acordar orixá". Este é o objetivo dos Cultos de Nação e, como já escrevi antes, quem estiver convencido de precisar passar por esta ritualização, deve, desde que seja honesto(a), procurar uma Casa de Nação também honesta para cumprir com suas obrigações e não ficar no meio do caminho, achando que com flores e frutas vão "fazer Orixás de Nação" ou "acordá-los" e depois ainda sairem por aí alardeando esse tipo de proezas como se verdades fossem. Pior ainda aqueles que só deram um Bori ou até mesmo a primeira obrigação de feitura (vão de abians para yawôs) e saem de lá para "tocarem umbandas", se achando no direito até de "fazerem o santo" dos ingênuos que lhes seguem os rumos tal qual cegos guiados por cegos.

Mas se você, independentemente de saber que o principal da UMBANDA é aprender-se a lidar com ESPÍRITOS para através deles se fazer CARIDADE, quiser também cultuar Orixás, não se engane. Saiba, tenha em mente, que essas Energias que você vai cultuar com flores e frutos ou esses Espíritos, ainda que sejam Espíritos da Natureza (Elemental/Encantado), jamais serão da mesma espécie ou da mesma essência dos que são acordados ou feitos nos rituais de Nação, NÃO SENDO, PORTANTO, OS MESMOS ORIXÁS DE NAÇÃO, porque estes só se criam ou se acordam, através dos rituais para este destino criados e realizados. Mas perceba também que, durante o seu Culto a esse Orixá que você pretende ter ao seu lado (se for um Espírito da Natureza), você não estará fazendo Umbanda - um Culto a um tipo de essência a que você deu o nome de Orixá sim, mas não Umbanda pelo fato de que não haverá aí, nem Espíritos Humanos envolvidos e muito menos CARIDADE, mas sim um Culto pessoal, totalmente particular a você, e ainda que em grupo, particular a cada um dos envolvidos.

Mas o que é isto, Claudio? Umbanda sem Orixá não é Umbanda ....!

Pura convenção trazida e enraizada no inconsciente coletivo pelas inserções africanistas que uma grande parte resolveu adotar como "imprescindível", pelo simples fato de terem se fixado em a apenas UM certo ponto de vista e sequer procurarem pesquisar ou estudar, tanto as raízes, o nascedouro, quanto mais algumas formas de se fazer Umbanda.

Os cultos ou pseudo-cultos a orixás (Elementais/Encantados da Natureza) dentro de alguns Terreiros e em sua imensa variedade de formas e entendimentos foram absorvidos e ADAPTADOS em alguns desses Terreiros que reconhecem no africanismo, intensas influências sobre a Umbanda que praticam, o que, inclusive, fica meio complicado de se entender racionalmente, na medida em que escolheram a Nação Yorubá como referência para seus cultos, contrariando, inclusive, a muito mais forte influência dos Bantos, esta sim, presente na Umbanda através das entidades que se apresentam como PRETOS VELHOS.

Mas não é verdade? Você ainda não percebeu que, não se dizendo como "DE ARUANDA", todos os demais se apresentam como provenientes ou de ANGOLA, ou de CONGO, ou de LUANDA, ou de MINA, ou de GUINÉ ....

Alguém aí já viu algum Preto Velho se apresentar, por exemplo, como Pai Joaquim de OYÓ, ou de IFÉ, ou de EGBÁ ....? Onde está, então, a tão propalada influência Yorubá destes Pretos Velhos e na Umbanda que eles frequentam? Não é no mínimo muito estranho? Não seria muito mais lógico, já que pretendem determinar que Umbanda TEM QUE CULTUAR (venerar, idolatrar, segundo o Houaiss) algumas "divindades" africanas, que estas "divindades" fossem os Inkices Bantus e não os Orixás Nagôs?

Mas por que então esta "preferência" pelos Orixás Nagôs?

Isto eu vou deixar pra você, que presta muita atenção nos caminhos em que pisa, que não é ingênuo(a), chegar à conclusão que, diga-se de passagem, não é tão difícil assim de chegar.

Pelo já exposto, vá percebendo agora, você mesmo(a), em que lugares ou momentos se está praticando UM-BAN-DA e em que outros existe apenas o rótulo.

A gente continua este tema mais adiante.
 
*************************
OBSERVAÇÃO: Os textos constituintes deste Blog estão à disposição para cópias e publicações em outros locais, DESDE QUE A FONTE SEJA CITADA.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte IX - FINAL

CONTINUAÇÃO E FINALIZAÇÃO DA PARTE VIII
**********************************************************

Só para você ter uma idéia, já que não pretendo enveredar por este caminho que é looooongo, em nossa ESCALA MUSICAL temos sete notas básicas:

DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI (DÓ), (RÉ) ....

Esse primeiro DÓ tem a freqüência de 16,352 Hz

O RÉ corresponde a uma vibração (freqüência) de 18,3545 Hz

O último DÓ (entre parênteses) é o primeiro DÓ da oitava imediatamente superior e corresponde AO DOBRO da freqüência de nosso primeiro DÓ existindo, portanto, na freqüência de 32,704 Hz.

Se formos ver em que freqüência existe o segundo RÉ, veremos que é só multiplicar a freqüência do que aí está exposto por 2, o que dará 18,3545 x 2 = 36,709 Hz.

O que pretendo explicar pra você é que, mesmo o primeiro DÓ, não tendo a mesma freqüência do segundo DÓ (a deste é mais alta) AMBOS SE CORRESPONDEM, assim como as demais notas subseqüentes.

Para baixo dessa Escala que escolhi, acontece a mesma coisa, só que as freqüências das notas correspondentes, terão sempre a METADE da freqüência das aqui expostas e serão MAIS GRAVES, por causa disto.

Neste caso, o DÓ da oitava inferior terá uma freqüência de 16,352 / 2 = 8,176 Hz, acontecendo o mesmo com todas as outras notas correspondentes.

Em resumo, para podermos dar seqüência ao que nos interessa, entenda que há vários tipos de DÓ audíveis que se correspondem mas não existem na mesma freqüência e portanto uns são mais graves, outros mais agudos.

Em relação às cores essa correspondência também existe e nossa Escala de Cores padrão mais facilmente vista (também de sete cores) possui correspondentes, tanto em freqüências mais altas quanto mais baixas, dando origem, por exemplo, a partir de um AZUL PADRÃO, a um azul mais escuro, mais DENSO (no correspondente de mais baixa freqüência) e a um Azul mais claro, mais TÊNUE à nossa visão normal (no correspondente de freqüência mais alta).

Tanto SOM quanto COR são formas de energias perceptíveis a nós, mas como já expliquei antes, o que nossos sentidos conseguem perceber é uma parte ínfima do total das energias que nos circundam e em nós atuam.

Note que nosso olho só tem condições de perceber freqüências que vão de 4,3 x 1014 a 7 x 1014 Hz, faixa indicada pelo espectro como luz visível.

Nosso olho percebe a freqüência de 4,3 x 1014 Hz (sendo 1014 = dez elevado à décima quarta potencia ou 100.000.000.000.000), como a cor vermelha – a de freqüência visível mais baixa. Freqüências logo abaixo desta não são visíveis e são chamadas de raios infravermelhos , que têm algumas aplicações práticas, havendo ainda muitas outras não mais perceptíveis à visão, incluindo-se nessa gama, se você prestou atenção, as baixas freqüências dos sons que são audíveis mas não visíveis. .

A freqüência de 7x1014 Hz é vista pelo olho como cor violeta. Freqüências acima desta também não são visíveis e recebem o nome de raios ultravioleta, havendo ainda muitas outras não mais perceptíveis à visão ou à audição.

Em se tratando das energias que compõem nosso Eledá, a dos Espíritos, por já estarem livres da matéria, mesmo sendo correspondentes nunca serão exatamente iguais às nossas em freqüência.

Então, apenas para efeito visual e pra que fique mais fácil de se entender, observe a figura abaixo.

As três bolinhas que representam os focos de energia são AZUIS e, portanto, existe uma correspondência entre elas. No entanto, são três Azuis que nos parecem diferentes e são mesmo, já que estão diferenciados pelo padrão vibratório da energia que nos transmitem.

Considere agora que o Azul Denso esteja presente na Coroa de um Encarnado e os outros dois sejam seus correspondentes presentes em dois tipos de Desencarnados diferentes e que este seja o ponto de sintonia ou o canal de sintonia energética pelo qual ambas as entidades tentarão se comunicar com o Encarnado.

Por padrões de DENSIDADE (compactação) da energia que compõe cada um dos Azuis, entendemos que a ação da força de atuação do primeiro Desencarnado TENDE a ser muito mais efetiva do que a do segundo sobre o Encarnado em questão – quanto mais denso um corpo ou energia, maiores seus efeitos sobre a matéria – mesmo que ambos os Desencarnados tragam em si Energias compatíveis.

O que se conclui disto?

- Aquela velha afirmativa de que "QUANTO MAIS DENSO O ESPÍRITO (o que equivale a dizer que quanto mais materializado ou mais terra a terra), MAIS FÁCIL É SEU ACESSO À MATÉRIA".

E o que mais se pode concluir?

- Que se esse canal energético que o médium disponibiliza estiver aberto para todos os seus possíveis correspondentes no Mundo Astral e também estiver desguarnecido, a tendência natural é a de que dele se "apossem" Energias e Desencarnados correspondentes, só que os mais densos, mais Terra a Terra, mais materializados e, por decorrência lógica, os MENOS EVOLUÍDOS espiritual e energeticamente, aqueles que mais se avizinham, em densidade de seus Corpos Espirituais, à densidade do Plano Físico.

Essa situação é a que define e explica muito bem o porquê dos Espíritos na CONDIÇÃO VIBRATÓRIA DE EXUS e participando ou não dessas falanges por isto (existem outros que se encontram soltos por aí, não participantes de quaisquer falanges), tenderem a atuar na matéria e no psiquismo humano com muito mais facilidade do que qualquer Iluminado Espiritual. A resposta está na densidade das energias que compõem seus Corpos Astrais. Por isto mesmo , se um indivíduo tiver como companheiros, um Exu que traga a Energia de Ogum e um Iluminado que traga a mesma Energia, o Exu, por ser mais denso, terá muito mais facilidade de acessar a matéria e o psiquismo deste indivíduo ... a não ser que este mesmo indivíduo se esforce muito para sintonizar o melhor possível, o seu canal energético com o do Iluminado .

E explica também, "por tabela", o porquê de ser muito mais difícil entrarmos em real contato com os Verdadeiros Iluminados da Espiritualidade, a partir do momento em que seus padrões energéticos, são muito mais altos do que os nossos, atuando por isto e quando podem, muito mais sutilmente sobre nossa matéria e psiquismo.

E explica também, o porquê de ser muito mais fácil para Exu ou outra qualquer entidade de mesmos padrões vibratórios, tirarem a consciência de um médium, do que para Entidades de maior Padrão Evolutivo.

É óbvio que levamos em consideração aqui, para efeito de não complicar muito, apenas UM dos tipos de energias como exemplo, representada pela cor (energia) Azul, em detrimento de todas as outras que possam compor as sete principais (que formam o ELEDÁ) e que também podem ser diretamente influenciadas "de fora para dentro" e outras tantas mais que formam todo o COMPLEXO ENERGÉTICO constituinte do Espírito e seus diversos CORPOS, incluindo-se entre eles o próprio corpo físico.

Que fique óbvio também que todas essas energias não se apresentam, numa vidência por exemplo, na forma de focos ou bolinhas na estrutura total do Espírito, e sim misturadas entre outras, aparecendo como realces de tons, talvez pelo fato de existirem nessas estruturas com mais intensidade.

Para não alongarmos ainda mais este tema, observemos que nesta visão, Orixá Cósmico, Energia de Raiz, Vibração Original ou outro qualquer termo que se queira inventar, é, na verdade ENERGIA IMPESSOAL, sem qualquer forma física semelhante à humana e, portanto, impossível de incorporar, de "baixar", de bater papinho com quem quer que seja e muito menos "SER FEITO" na cabeça de alguém.

Observemos também que, diferentemente do conceito de Orixás = forças ou elementos da Natureza, ou mesmo Elementais Naturais, o conceito de Orixás Cósmicos é extensível para todo o Universo e não só para o Planeta Terra, a partir do momento em que se crê que a ENERGIA MÃE/PAI (DEUS) que os gera, atua não só em nosso planetinha e que, por isto, embora essas Energias Orixás atuem também na Natureza deste planeta e nos incidentes que aqui ocorrem, são muito mais abrangentes do que só isto.

Também por estes conceitos, poderemos entender a estreita ligação que dizem haver entre nós, os seres humanos encarnados, e todo o Universo à nossa volta, desde que entendamos que essas Energias Orixás que estão presentes na formação de nossos corpos espirituais e físicos, têm correspondências nas mesmas que estão presentes na formação de todo o Universo.

Não ficou mais fácil de entender a relação energética entre o micro e o macro-cosmo?


****************************************************************************************


Outras situações que implicam na compreensão de Orixás Cósmicos, sons, luzes e mediunidade serão mais explicadas no IV Volume de Umbanda Sem Medo a ser publicado aqui na NET, futuramente.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte VIII

CONTINUAÇÃO DA PARTE VII

...não são exatamente estas três energias PRIMÁRIAS que todos nós temos como base para a formação de nossas Mônadas e daí pra frente. As energias provenientes das interações primeiras que ainda formam Energias Originais ou Energias de Raiz ou Orixás, também criam, em trio, alguns outros tipos de Mônadas (Energias Secundárias), de forma que um certo indivíduo poderá, muito bem, ter sua Mônada formada, tanto por energias primárias (analogia com azul, amarelo e vermelho) quanto por exemplo, uma energia primária e duas secundárias do tipo vermelha, laranja e verde, formando neste caso uma Coroa (base de sua formação espiritual) diferente que é o que podemos ver na prática, exatamente.

Outras formações poderiam aglutinar (ainda na analogia das cores) a Energia Amarela com a Vermelha e mais a Verde, criando-se aí uma nova composição de Energias Originais ou Orixás.

E teremos que considerar mais ainda, que essas mesmas três Energias Principais da Coroa, se agirem entre si (o que acontece), podem, elas mesmas, gerar outras Energias, de onde surgiriam os acompanhamentos do que seriam as três Primeiras Vibrações Originais possibilitando a origem de uma quarta, quinta, sexta e até sétima Energia de Raiz ou Orixá que comporiam o ELEDÁ FINAL(10) (isso porque só se costuma, no máximo, definir até a sétima e mesmo assim em muito poucos casos).

Mas aí você estará dizendo que em todas as encarnações seremos "filhos dos mesmos orixás"? Perguntariam alguns, ao que respondo que SIM, desde que essa teoria seja verdadeira ou, em outras palavras, será uma verdade para todos os que seguirem essa linha de pensamentos ou filosofia, já que, por ela, a Mônada constituinte do ser inicial é a parte mais diretamente ligada ao Criador e ela não se perde de uma encarnação para outra, a não ser que o espírito, ao desencarnar, chegue a Planos Vibratórios tão elevados que desfaça e recomponha sua Mônada de forma diferente e com Energias idem, para depois reencarnar, se é que isto é possível.

Na verdade, se pensarmos bem, a configuração primeira - a que forma a Mônada - não deve se desfazer (a não ser no exagero citado acima), mas numa próxima encarnação a interação entre as três Energias que a compõem, pode muito bem dar origem às outras Energias, só que em ordem diferente, o que resultaria em graus de atuações energéticas das Forças ali geradas em graus distintos.

Tentando explicar:

Digamos que o Espírito tenha como Mônada as Energias, Azul, Amarela, e Vermelha (nessa mesma ordem de importância pra não confundir muito) e numa determinada encarnação, por sejam quais forem os motivos, a primeira Energia daí gerada para a criação de seu Eledá seja a Verde (Amarelo + Azul), depois a Roxa (Azul + Vermelho), depois a Laranja (Amarelo + Vermelho). Se assim for ele será considerado filho dos Orixás Azul e Amarelo com "ajuntó" do Vermelho (terceiro santo), tendo como seu quarto "Orixá" o Orixá Verde, como quinto o Orixá Roxo e sexto o Orixá Laranja, por exemplo.

Se numa outra encarnação as combinações das Energias Principais (da Mônada) começarem pela formação do Verde, depois do Laranja e após a Roxa, ele terá variações de intensidade diferentes desses mesmos Orixás (Energias) e seu Eledá já será também diferente mas com a Coroa sendo a mesma, porque seria pela ordem de formação das Energias resultantes das interações das três primeiras que essas Energias resultantes atuariam em maior ou menor intensidade sobre a Coroa deste indivíduo, ou seja: "a que chegar (ou existir) primeiro atua mais"!

Veja exemplo abaixo:



E o que poderia interferir na ordem de formação das 4 (quatro) outras energias?

- Até mesmo a influência energética do grupo familiar em que o indivíduo vai nascer, com prioridade de atuação, neste caso, das energias que acompanham ou compõem o Eledá da própria genitora que o carrega no ventre por vários meses, durante a formação do corpo físico em que vai habitar.

Mas ... saindo das conjecturas (mais ou menos, porque esse assunto sobre Orixás sempre será assaz subjetivo), temos agora que cada indivíduo possui por Mônada, três focos de Energia que o contatam com o Criador e, ao mesmo tempo, através dos diversos corpos mais densos que vai adquirindo ao se formar como Espírito (evoluindo como SER ou Criatura, "pra baixo", como já dissemos) com o plano Material, e temos também que essa Mônada gera a possibilidade de mais um sem número de outras Energias existirem, completando o potencial energético do indivíduo. Acontece que todos esses FOCOS DE ENERGIA podem funcionar, não só promovendo a vida (buscando Energias "de cima e de baixo" para envolverem a criatura), mas também e por RESSONÂNCIA serem ativados, estimulados e, entrando em certas SINTONIAS, serem usados como caminhos, ou canais para que outros seres (Espirituais) possam, através deles, se contatarem com este encarnado bem mais profundamente do que simplesmente para ele aparecendo, sendo por este caminho que vamos tentar explicar como se dão as SINTONIAS VIBRATÓRIAS, tanto para simples contatos telepáticos (mentais), como para o que chamamos de INCORPORAÇÕES e outros de PSICOPRAXIA.

Partamos do princípio de que todos os Espíritos, encarnados ou já não mais, trazem em si estas 7 (sete) energias principais em suas formações sendo que os desencarnados as trazem na ordem de formação que tiveram em sua última encarnação, o que é o mais provável pois já dissemos aqui que "não é porque se perde a vestimenta material" ou se "morre" que o Espírito vira "lindinho", anjo, mestre, avatar e nem deus, muito menos, (ainda que alguns assim queiram crer e "batam pé") porque carrega consigo todas as impressões e experiências por que passou quando "em vida", inclusive emoções e sentimentos que guardou referentes às mais diversas situações e pessoas com quem esteve interagindo. Nada mais natural, então, entendermos que além das experiências físicas, tenham levado consigo a mesma configuração de Eledá que possuíam.

Consideremos agora, na figura abaixo, que o sujeito à sua esquerda seja um encarnado e o da direita um Espírito, ambos com suas configurações energéticas, e reparemos que no exemplo que escolhi, ambos têm a mesma Coroa Energética :

1- AZUL; 2- AMARELA; 3- VERMELHA, formando um triângulo energético.

Quanto à formação das demais Energias, o Encarnado as têm nesta ordem de intensidade, sendo mais fortes as de menor número:

4 - VERDE; 5 – ROXA; 6 – LARANJA; 7 – CIANO.

E o Desencarnado, as têm nesta ordem:

4 – LARANJA; 5 – CIANO; 6 – ROXA; 7 – VERDE.

 
 
Numa primeira análise e em princípio, já se percebe que a SINTONIA VIBRATÓRIA (ou ENERGÉTICA) entre ambos, embora não seja totalmente perfeita, é bastante grande e até, porque não dizer, harmoniosa, já que ambos têm, como ENERGIAS PRINCIPAIS em seus Eledás, as mesmas Energias, com diferenças apenas, em intensidade de atuação nas quatro já fora da Coroa.

Com uma harmonia deste tipo, pode-se dizer que esses dois seres, se estiverem tentando se comunicar mediunicamente, têm grandes possibilidades de quase não encontrarem dificuldades porque cada Energia que acompanha o Espírito Desencarnado pode atuar sobre cada Energia que acompanha o Encarnado e, por RESSONÂNCIA, forçar (de certa forma) as Energias que o constituem a responderem à atuação de suas próprias Energias.

De certa forma estas correspondências energéticas explicam o porquê de trazermos como Guia de Frente ou Chefe de Cabeça, uma entidade que está mais diretamente ligada à Energia (Orixá) de Coroa, ou a uma das três que a compõem.

Repare se não é assim: Um sujeito que tenha, por exemplo, Ogum como Principal, normalmente terá uma entidade "desta vibração" como Principal em sua guarda, não é mesmo?

Se você entender que essa ENTIDADE DE OGUM é um Espírito que também traz essa Energia a que se dá o nome de Ogum como uma das principais de sua própria Coroa, perceberá que a SINTONIA ENERGÉTICA se deu, primeiramente, exatamente por aí – Energia Ogum de um entrando em ressonância com a Energia Ogum do outro, sem considerarmos as demais possíveis!

Em nosso exemplo acima, se você nomear a Energia AZUL, como Ogum, perceberá que ambos (Encarnado e Desencarnado) terão Ogum como principal (Energia 1), gerando daí, uma harmonia inicial entre ambos. E como as duas outras Energias (AMARELA E VERMELHA) estão em posições idênticas para um e outro, neste caso específico os ELOS ENERGÉTICOS que os une ainda á mais forte.

Agora vejamos o caso abaixo:



Perceba que a Coroa (Mônada) de ambos têm correspondência apenas na ENERGIA VERDE, que em ambos está na terceira posição (poderia estar em outra). Neste caso, a SINTONIA VIBRATÓRIA NATURAL já não é tão harmoniosa e muito provavelmente será mais fácil apenas através da interação da Energia Verde do Espírito com a Energia Verde do encarnado, pois as outras duas são díspares. O Espírito, neste caso, pode vir a ser até um PROTETOR, ou apenas um TRABALHADOR eventual, mas não deverá ser, para este Encarnado, um GUIA DE FRENTE, como se diz, pelo fato de seus ELOS ENERGÉTICOS serem bem poucos.

Para efeito de incorporações melhores ou piores, teremos que ver não somente as três energias que compõem a Coroa, mas sim as demais que por RESSONÂNCIA, poderão ou não ser ativadas por uma ENTIDADE EXTERNA com a finalidade de as igualar ou assemelhar às suas próprias, promovendo, através disto a melhor sintonia possível.

Veja bem que o que escrevi lá em cima sobre SINTONIA VIBRATÓRIA, refere-se, em princípio, à SINTONIA NATURAL que se faz porque ambos, Encarnado e Desencarnado, por possuírem na configuração de seus Eledás e em ESTADO POTENCIAL, focos de energia que tendem a se sintonizar com mais facilidade por serem semelhantes. Acontece porém, que pra haver uma REAL SINTONIA entre Encarnado e Desencarnado, como ambos "vivem" em Planos Vibratórios diferentes, essa correspondência de energias (cores) tem que ser levada apenas em termos de correspondência mesmo, nunca querendo dizer que SEJAM IGUAIS em freqüências. Isso quer dizer que o AZUL do Encarnado, pode corresponder ao AZUL do desencarnado, mas não que ambos sejam exatamente iguais e existam NA MESMA FREQÜÊNCIA.


CONTINUA BREVEMENTE

**********************************

(10) ELEDÁ FINAL – Estou considerando ELEDÁ FINAL como as sete principais Energias que fazem parte de todo o complexo energético que compõe, tanto o Espírito, quanto a própria matéria

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte VII

Continuando então, e reforçando que é sempre por interações energéticas que se produzem novas formas de energias, vamos nos fixar em nosso Plano Terra ou Físico e mais especificamente na energia luminosa que, conforme já explicamos desde o primeiro Volume de Umbanda Sem Medo, poderia ser considerada uma só que passa por um processo de desdobramento ou desmembramento, para tentarmos explicar por este meio e numa analogia, como se dá o aparecimento das primeiras ENERGIAS DE RAIZ ou VIBRAÇÕES ORIGINAIS ou ORIXÁS CÓSMICOS.

Considere, para este efeito, DEUS, a ENERGIA MÃE, como um foco de luz branca e visível a nós, que contém em si todas as outras "luzes" visíveis e invisíveis e considere também que essa ENERGIA MÃE se expande e se desdobra a partir de um ponto central.

Na verdade isso a que chamamos desdobramento é um efeito decorrente da desaceleração de partículas na medida em que a energia projetada (energia luminosa, em nossa analogia) se afasta do ponto de sua criação, digamos assim.

Vamos tentar, pelas ilustrações abaixo, lhe repassar como seriam esses desdobramentos e a criação de novas energias a partir de uma que fosse a MÃE DE TODAS.

Observe a figura abaixo
:





Esta figura nos mostra uma fonte luminosa à esquerda e a projeção em onda de UM de seus raios luminosos em direção a um outro corpo que poderia muito bem ser você ou eu. O que ela nos quer mostrar é que, na medida em que esse UM RAIO LUMINOSO se afasta de sua fonte, se visto do ângulo em que estamos vendo agora, perceberemos que essa luz "se transforma", ora em azul, ora em verde, ora em amarela, ora em laranja e finalmente em vermelha, incluindo-se nessa projeção, os diversos matizes dessas mesmas cores, ou seja, matizes de azul, verde, amarelo, laranja e vermelho que, como se sabe, são formados a partir da combinação de várias cores.

Vamos agora tomar uma outra posição, e olhar esse raio de luz de frente.

Como o veríamos se pudéssemos percebê-lo claramente em vários de seus desdobramentos?

Mais ou menos assim:



Sendo aquele pequeno ponto branco lá no centro, a luz proveniente da fonte geradora – luz branca para o que estamos tentando explicar – e as demais cores produzidas pela frenagem ou desaceleração da freqüência vibratória das partículas desta luz inicial, na medida em que ela se afasta de sua origem.

Neste caso, e não tentando analisar todas as cores que o branco pode gerar por desaceleração, podemos perceber que o azul e seus matizes são as cores de maior vibração (aceleração de partículas). Por frenagem chegamos ao verde (que já é uma cor COMPOSTA) e seus matizes, amarelo e seus matizes, laranja (outra cor COMPOSTA) e seus matizes, vermelho e seus matizes.

Se você fez aquele exercício com a luz da vela que indicamos no Volume III de Umbanda Sem Medo, com certeza percebeu que na chama, bem perto do pavio aceso, percebe-se a cor azul e, se afastando dele, percebemos mais visivelmente o amarelo e depois o vermelho nas bordas, pelo menos.

Isso não quer dizer que as interações dessas cores (como o verde que é igual ao azul + o amarelo, ou o laranja que é igual ao amarelo + o vermelho) e seus matizes não estejam ali. Todas as cores estão e seus olhos é que não as alcançam. Se alcançassem você veria, irradiando-se do pavio aceso, essa aura colorida que é representada pelo círculo acima.

Como a chama da vela é uma fonte luminosa pequena, a tendência é a de que as cores mais fortes, as PRIMÁRIAS (azul, amarelo e vermelho), as que não são formadas por junção de nenhuma outra, sejam mais perceptíveis, ficando as demais como que "escondidas".

Se levarmos esta analogia para o Universo e considerarmos DEUS como a fonte de todas as energias, inclusive a luminosa, entenderemos que, ao expandir-se ou irradiar-se por todo o Universo criado, terá suas energias desdobrando-se ou desacelerando-se, gerando por isto novas formas de energia que por sua vez, interagindo umas com as outras, gerarão ainda mais formas de energias que continuarão interagindo e formando outros tipos de energias e por aí vai.

Acontece porém que essas CORES PRIMÁRIAS, por serem únicas em seus padrões centrais (retirando-se os matizes fora), são consideradas as mais importantes do espectro luminoso, justamente pelo fato de que podem gerar, por interações entre si, todas as outras. E a elas, dentro do eSotérico (lembra-se da diferença entre eSotérico e eXotérico, não é?) das religiões são relacionadas características fundamentais destas, como na ICAR, por exemplo, que nos fala de uma "Santíssima Trindade" que é representada exatamente por essas cores onde o Azul corresponderia ao PAI, o Amarelo ao FILHO e o Vermelho ao ESPÍRITO SANTO.

Percebeu a analogia feita entre as cores primárias e as "Potências da Criação" quanto ao poderem gerar tudo a partir delas através de suas interações?

Se esquecermos agora a "Santíssima Trindade" e voltarmos para o "Reino das Energias Originais" (ou Orixás Cósmicos) criando esta mesma relação, avaliaremos que há três Energias Originais Básicas que corresponderiam às três primeiras irradiações da Energia Mãe ou, em outras palavras, as TRÊS ENERGIAS ORIXÁ FUNDAMENTAIS que geram a partir de suas interações, a seqüência de ENERGIAS ORIXÁ posteriores e que, em padrões de freqüência ou vibração, teremos em ordem decrescente o Orixá.Azul, o Orixá Amarelo e o Orixá Vermelho, sem que isto queira adentrar pela compreensão de "mais evoluído" ou "menos evoluído", mas sim de energias mais perceptíveis ou sensíveis ou menos sensíveis de acordo com o padrão sensorial de cada um.

Quando esses três primeiros Orixás Cósmicos interagem – o que fazem desde suas próprias criações – geram os Orixás subseqüentes cujas cores correspondentes estão também dentro deste espectro visível em nossa analogia e não é por pura coincidência que vemos essas cores relacionadas aos nossos Chakras em outras filosofias.


Perceba na figura acima que, relacionando-se aos Chakras, desde o Básico, o que corresponde à região do sexo, até o Coronário, no alto da cabeça, observamos em ordem ascendente: vermelho, laranja, amarelo verde, azul, índigo e violeta, sendo estas duas últimas cores compostas a partir do azul.

Se você for chegado às literaturas Esotéricas, verá que, também de baixo para cima, a velocidade de rotação (freqüência de giro) e quantidade de "pétalas" ou hastes destes Chakras é MAIOR, sendo a freqüência (velocidade de rotação, no caso) do Coronário a maior de todas. E verá mais ainda que a cada Chakra destes também corresponde uma NOTA MUSICAL cujos padrões vibratórios aumentam de baixo para cima, sendo o DÓ (nota de freqüência mais baixa), correspondente ao Chakra Básico e o SI (nota de freqüência mais alta) ao coronário.

Mas é claro que essas cores (energias) que dizem corresponder a cada Chakra, são CORES PADRÃO para a MANUTENÇÃO DO CORPO ANIMAL, já que poderemos ler também nessa Cultura Esotérica que dependendo de como estão girando esses Chakras (se estão bloqueados ou não, se estão energizados ou não), a MATÉRIA FÍSICA estará equilibrada ou não, podendo apresentar patologias físicas e/ou psicopatologias (doenças de caráter psíquico) em caso de desequilíbrios, bloqueios ou enfraquecimento.

O que essas cores (e também os sons) que se atribuem a cada Chakra querem dizer é que são cores de RESSONÂNCIA(9), ou seja, quer-se dizer que esses Chakras vibram melhor são melhor ativados ou são mais sensíveis a energias que se aproximem do padrão vibratório dessas cores e sons. O que você pode depreender daí, tanto em formas de desbloqueios, quanto de energização é uma enormidade, mas se eu me perder por esses meandros não termino este texto.

E os Orixás Cósmicos? Onde entram nisto aí?

Exatamente na composição da MÔNADA que, como já expliquei, é um átomo pequeníssimo já com atividades espirituais mas de características puramente instintivas que, além de ser composta de no mínimo TRÊS Energias Originais distintas (primárias ou já compostas), vem a ser também, exatamente o PRINCÍPIO ESPIRITUAL de cada ser vivo.

Ah, então você quer dizer que todos temos essas três Energias Originais na formação de nossas Mônadas, Almas e Espíritos e por isto podemos dizer que somos filhos delas?

Perfeitamente! Só que ...

CONTINUA BREVEMENTE ...

******************************

(9) RESSONÂNCIA - estado de um sistema que vibra numa freqüência própria, com amplitude acentuadamente maior (mais fortemente ou perceptivelmente), como resultado de estímulos externos que possuem a mesma freqüência de vibração.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Umbanda e a Torre de Babel - Parte VI

Retornado então e logo de início pedindo até desculpas aos que nos acompanham  pela demora na continuação deste tema, vamos à esta primeira parte do que seriam a compreensão de ORIXÀS como POTÊNCIAS ou ENERGIAS DIVINAS ou CÓSMICAS. Mas adianto-lhes que a nossa demora está diretamente ligada ao fato desse tema ser normalmente conhecido apenas superficialmente e como estamos tentando aprofundá-lo bem mais, ao mesmo tempo que tornando os textos o mais fáceis de entender possível, estamos também tendo dificuldades neste sentido, de forma que eles são escritos, lidos, relidos, modificados, relidos, modificados de novo e ...
-----------------------------------------

INICIANDO

E agora vamos à última corrente de pensamento abordada anteriormente, a que julga os Orixás como Potências Divinas, Energias Divinas, Energias Cósmicas, Energias de Raiz ou Vibrações Originais que são vários termos para praticamente o mesmo conceito.

Segundo essas Escolas que se inclinam para o lado Esotérico, Orixá seria uma pura ENERGIA (assim como tudo e todos somos) IMPESSOAL emanada da Energia-Mãe que atua e "polariza" diversos Planos de Existências ditas Espirituais, inclusive o nosso Plano Material.

Esses Planos de Existências seriam mais ou menos densos, assim como "seus habitantes" (a partir de um certo momento em que a impessoalidade deixa de existir e as energias tomam formas mais definidas) de acordo com suas maiores ou menores proximidades da Fonte Energética Original – DEUS.

Mas observe a figura abaixo.



 
Isso aí, que parece um disco voador composto de pequenos grãos coloridos é só o que se conhece por Via Láctea – uma parte ínfima do universo e apenas uma de muitas outras galáxias.
 
Viu só aquela setinha apontando para uma coisa que significaria o nosso Sistema Solar dentro desta imensa estrutura? Ele está tão pequenino que nem se vê se não for apontado, não é mesmo? E olha que a gente, daqui da Terra, sabe que esse tal de Sistema Solar é composto pelo nosso sol (que enorme ele é pra gente, não é mesmo?) e eu já nem sei mais quantos planetas (antes eram 9), incluindo-se entre eles a Terra – um pequeníssimo grão de areia perdido nesta imensidão.

Julgam os cientistas que o Sistema Solar encontra-se a cerca de 40.000 anos luz de distância do centro da Via Láctea e que esta teria um tamanho de mais ou menos 100.000 anos luz, o que nos leva a crer que nosso "imenso Sistema Solar" encontra-se mais ou menos por ali, onde a seta aponta e, portanto, bem mais perto da borda da galáxia.

Além da Via Láctea existem inumeráveis outras galáxias, todas com planetas, sóis, luas ... e todos, por um comando energético (inconsciente?) que ninguém sabe de onde vem ou nasce, interagindo: ora atraindo, ora repelindo, aglomerando matéria, aquecendo, esfriando, irradiando energias ainda desconhecidas, absorvendo-as ...

E a ENERGIA DEUS, pra que você se situe dentro dessa concepção, seria a Mãe de todas essa energias, a FONTE GERADORA de todas as galáxias criadas por aglomeração de energias condensadas que formaram matérias em diversos níveis.

Percebeu a pequenez de nosso Sistema Solar, de nosso sol, de nossa Terra e mais ainda de nós mesmos dentro do que intuímos como UNIVERSO?

Em vista disto, segundo essa Corrente de Pensamento, não podemos pensar, sequer, que o DEUS UNIVERSAL, a fonte geradora de tudo o que existe, inclusive nossas vidas, tem a Terra como "menina dos olhos" e só olha por nós, os terráqueos, e mais egoisticamente por você ou eu? Não é mesmo?

Mas vamos a mais uma representação gráfica:


O que você está vendo acima é a representação de nosso Sistema Solar separado da Via Láctea, com o sol à esquerda e uma idéia do posicionamento e tamanho de cada planeta em relação a este. A nossa Terra é aquela terceira "bolinha" à direita, ou seja, uma coisa mínima em relação ao sol, mais ínfima ainda em relação à Via Láctea e menos que um grão de areia no deserto em relação ao Cosmo ou Universo e, conseqüentemente, quase "um nada" em relação ao que se considera DEUS, ainda sob esta abordagem.

Se conseguirmos compreender que DEUS é, na verdade, a ENERGIA DEUS, criadora e mantenedora de todas as estruturas do Universo, ao invés de ser aquele senhor de barbas longas, com aquela roupinha "à la antigamente", começaremos também, a perceber que essa Energia, aí sim, ONIPRESENTE, está e faz parte de tudo o que podemos ver e do que não podemos também, atuando de formas, ora similares, ora diferentes em cada átomo, em cada molécula formadora de Galáxias, Sistemas, Sóis, Planetas e todos os tipos de "seres" que possam existir em cada um deles, desde a mais ínfima.bactéria.

E como, por que meios essa ENERGIA MÃE age sobre tudo isto?

Meios Energéticos! Sempre energéticos e através da interação de diversos tipos de energias, tão diversas que nossa ciência ainda não conhece u'a mínima parte.

Você já deve ter ouvido falar que TUDO É ENERGIA em formas e vibrações diversas, inclusive nós mesmos, não é?

Agora reflitamos: Entender que DEUS consiga condensar energia em matéria densa e daí criar planetas, sóis, sistemas, galáxias, até que não é muito difícil (mais ou menos). Mas a partir do momento em que tentamos entender como é que essa energia gera seres "vivos" como no Reino Animal com seus instintos mais ou menos apurados e depois "ENERGIA PENSANTE" (consciente) que adentra um corpo animal gerando seres pensantes que são capazes de decidirem por si se vão para a esquerda, para a direita, para cima ou para baixo, que desenvolvem outros tipos de raciocínio cada vez mais complexos ...

"Energia Pensante", que decide por si o que fazer, ou não ...

Será que os planetas, sóis, galáxias pensam por si também? Ou somente alguns seres minúsculos que habitam algumas das estruturas galácticas, assim como nós?

De onde nasce essa "ENERGIA PENSANTE"? Que Fonte Energética é esta que gera essa outra Energia que assume LIVRE ARBÍTRIO e toma decisões próprias na medida em que se desenvolve?

Bom tema para darmos "nós nos miolos", não? Mas como não estou aqui pra isto, voltemos ao tema principal e vejamos que, se tudo é Energia interagindo de formas diversas, os "vivos", encarnados como estamos, também sofremos a atuação de diversas energias, sendo que umas perfeitamente observáveis, outras nem tanto e outras, menos ainda.

Pois muito bem. Partindo desta premissa de que todas as energias que atuam na formação dos Sistemas, do nosso Sistema, de nosso planeta e de nós mesmos são provenientes dessa ENERGIA-MÃE (Deus) e passando pelo conceito de que sem essas energias não haveria vida, seja espiritual ou física, teremos que entender que deve haver um certo número de energias específicas que são diretamente ligadas ou atuam mais diretamente na formação de uma espécie de MÔNADA (um átomo pequeníssimo já com atividades espirituais mas de características puramente instintivas), dando origem, a seguir e por "evolução descendente"(7), através de agregação de outras energias, às ALMAS (princípio de vida) que, posteriormente, se revestem de novas energias (quando já mais próximas ao Plano Físico, mas sem formas definidas, normalmente em formas de bolas ou ovóides em princípio) dando origem a Espíritos Elementares(8) (já mais densos) que passarão a ter, um dia, a possibilidade de habitar um corpo animal já antes criado.

Segundo algumas crenças, esses Espíritos, ainda na fase de Elementares e movidos apenas por instintos, começam seus caminhos de "evolução física" habitando corpos vegetais, depois o de animais ditos irracionais, desde os insetos, quando em suas formas mais elementares até chegarem aos mamíferos, tomando-lhes a forma física e mantendo as experiências adquiridas na experiência de vida a cada vez que "morrem" e depois, num certo momento, depois de muitas "encarnações" em diversos tipos de animais ainda do gênero dos irracionais, de apurarem seus instintos mais primitivos e adquirirem algumas potencialidades de comunicação e alguma experiência de vida una – fora de bandos - adquirem a capacidade de habitarem os corpos, também animais, do que entendemos como seres humanos onde, aí sim, por fatores genéticos desenvolvidos neste gênero e conseqüente maior capacidade de aprendizagem, vão apurando seus sentidos, deixando de ser tão instintivos, tão primitivos e vão passando a usar mais a capacidade de raciocínio desde que lhes seja ensinado (sejam treinados) e que estejam dispostos a aprenderem, porque se forem criados na selva, entre animais, aprenderão e agirão de formas tão selvagens quanto qualquer outro animal – instintivamente - tendendo posteriormente, após muitas encarnações já dentro desse gênero humano, a alcançarem suas próprias INDIVIDUALIDADES.

É importante compreender no entanto, que quando já na existência em corpo humano, as experiências vividas, boas ou más e os instintos primitivos, não morrem ou se dissipam totalmente e, pelo contrário, ficam como que guardados numa parte qualquer do inconsciente, sujeitos a "virem à tona" em momentos específicos, desses em que vemos seres ditos "humanos" praticarem atos que nem nossos animais domésticos, desde que adestrados, seriam capazes de cometer. E diga-se de passagem que, seguindo este raciocínio, podemos concluir que quanto menor o número de encarnações e/ou experiências positivas quanto às formas de raciocínio por que passou um certo Espírito, menores serão suas capacidades de autocontrole, e mais achegado aos instintos primitivos (animais) ele será, justamente pelo fato destes instintos ainda estarem bastante aflorados em sua consciência.
 
Esse Espírito Elementar, durante sua primeira encarnação como humano, se amoldaria a esta nova formatação e, ao "morrer" pela primeira vez já levaria consigo esta aparência.

A essas energias que acabam compondo a MÔNADA e depois, por aglutinação de mais energias a ALMA, e depois ainda o Espírito, chamaremos de ENERGIAS ORIGINAIS, em princípio, mas você pode chamar também de ENERGIAS DE RAIZ (já que partem da mesma Raiz ou Deus), RAIOS DA CRIAÇÃO, VIBRAÇÕES ORIGINAIS, ou até mesmo de ORIXÁS que, provavelmente são em número de milhares mas, para que não nos percamos, consideraremos apenas um certo número das que julgamos mais atuantes sobre nossas características humanas.

Até aqui deu pra entender que essas Energias Originais seriam classes de energias que existem dentro da inumerável gama de energias que compõem o Universo? É preciso que isto fique bem claro para o acompanhamento do restante.

-----------------------------------------

(7) "evolução descendente" – DESCENDENTE no sentido dessa mônada estar se encaminhando cada vez mais para o Plano Material ou Físico, tendo se originado na Energia Matriz ou MÃE. Para que chegue ao nível do Plano Material, será preciso que absorva ou agregue energia dos diversos Planos por que passar o que, por decorrência, fará com que seu PADRÃO VIBRATÓRIO decresça, diminua e, EVOLUÇÃO, no sentido de que é passando por esses estágios que o futuro Espírito irá, um dia, adquirir CONSCIÊNCIA.

(8) Espíritos Elementares – Espíritos (humanos ou elementais) com características energéticas básicas, iniciais, instintivas para existirem em Planos energéticos bem próximos ao Material.


CONTINUA BREVEMENTE