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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

UMBANDA - 100 ANOS




Aproxima-se um grande dia para todos os que conheceram, conhecem e se dizem umbandistas. O dia em que a coletividade decidiu marcar como a data inicial da Lei de Umbanda no Brasil visto que foi em 15 de novembro de 1908, que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, apresentando-se através de seu médium, Zélio Fernandino de Moraes, um rapazola de 17 anos na época, determinou que, no dia seguinte, 16 de novembro, e na própria casa em que morava seu médium, reuniria Espíritos de negros e indígenas e daria inicio a um culto com um objetivo inicial e principal: uma religião que falaria aos humildes, simbolizando a igualdade que deveria existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.

Não só o fez como deu a esse o culto este nome UMBANDA, tendo determinado, na ocasião, toda uma linha filosófica, bem assim como a ritualística a ser adotada como técnica para que fossem alcançados os novos objetivos propostos desde então, na interação espíritos/encarnados - CARIDADE ATRAVÉS DOS ESPÍRITOS.

Difíceis foram os primeiros anos, difíceis foram os seguintes, mas movidos pela fé e grande repercussão do trabalho positivo e caritativo desses Espíritos, o trabalho continuou e muitos outros irmãos, de diversos outros cultos espíritas, ou mais abrangentemente, espiritualistas, foram se irmanando às causas e objetivos umbandistas, tendo neste período assumido também para seus cultos e crenças esse nome - UMBANDA.

Criou-se desde então, não uma união de práticas ritualísticas semelhantes ou idênticas, mas uma união em torno de objetivos a serem alcançados, tanto por encarnados quanto pelos Espíritos que por suas sabedorias particulares e práticas ídem, apontassem para esta mesma direção - IGUALDADE - HUMILDADE - FÉ - CARIDADE, direcionamento este, ao meu ver (pautado no fato de que o Caboclo das Sete Encruzilhadas não determinou doutrinas ou dogmas, segundo os próprios familiares do senhor Zélio), que até hoje identifica sem sombra de dúvidas como UMBANDISTAS, todos os que, trabalhando com Espíritos, mantém vivos estes objetivos em suas crenças e cultos.

Como fica claro no próprio Hino da Umbanda, ela é PAZ E AMOR. É um "MUNDO CHEIO DE LUZ", ela é "FORÇA QUE NOS DÁ VIDA E À GRANDEZA NOS CONDUZ". E para que se mantenha sempre desta forma, urge que Umbandistas de todas as raízes, de todas as raças, de todas as classes sociais, unam-se VERDADEIRAMENTE e cada vez mais, sem se preocuparem com as práticas ritualísticas (simplesmente técnicas rituais particulares) e formas de desenvolvimento de sessões, reuniões ou engiras de seus irmãos (exceto se forem contrárias aos objetivos propostos inicialmente) em nome de uma egrégora maior, uma UNIÃO ENERGÉTICA que imante, não só esse país chamado Brasil, como também, ao longo do tempo, todo este planeta, nossa morada enquanto encarnados, nessa onda de PAZ, AMOR, FRATERNIDADE, IGUALDADE - tudo o que um rapaz de 30 anos, há cerca de 2000 e tantos anos atrás tentou repassar como FORMAS DE EVOLUÇÃO para nossos Espíritos agrilhoados à matéria e mentalmente dirigidos tão só (na maioria das vezes), a tudo que lhe é correlato, o que acaba nos fazendo esquecer, por conseguinte, que ESTA É UMA MORADA TEMPORÁRIA e principalmente que TUDO DE MATERIAL QUE AQUI CONSEGUIRMOS, AQUI DEIXAREMOS, só levando conosco, daqui pra lá, sentimentos, conhecimentos, equilíbrio e HARMONIZAÇÃO ou não com o nosso DEUS INTERIOR - fagulha divina da Energia-Mãe Original, segundo muitas das crenças e da UMBANDA em particular.

"AVANTE FILHOS DE FÉ, COMO A NOSSA LEI" ... há sim, outras tantas que têm os mesmos propósitos, o que em nada nos diminui frente ao CRIADOR e a outras tantas criaturas que hoje já se encontram nos Mundos Astrais tentando, de lá, nos intuir a todos, indiferente de credos, e através de diretivas que nos levem a ser felizes mas que pelo fato de estarmos encarnados, e portanto toldados (uns mais outros menos) pela capa da matéria animal de que nos servimos para habitar temporariamente neste planeta, quase sempre não escutamos, não percebemos, não executamos.

"LEVANDO, AO MUNDO INTEIRO, A BANDEIRA DE OXALÁ", que para a Umbanda representa a PAZ, a SABEDORIA, o EQUILÍBRIO, a HARMONIZAÇÃO COM O DIVINO, convidando-nos, neste caso a, senão totalmente, pelo menos e pelo que se consiga através do próprio esforço, observarmos e revermos em cada um de nós, nosso defeitos, nossas fraquezas, nossos baixos sentimentos (invejas, prepotências e outras mesquinharias) de forma que possamos, um dia, ser realmente dignos de podermos pelo menos tocar esta "bandeira" e, aí sim, levar a todos seu SIGNIFICADO MAIOR além de um mastro com um pano desenhado com um brasão.
Que até o alvorecer deste dia, todos os reais umbandistas, sejam quais forem suas raízes, tenham se conscientizado de suas importâncias, não só para a Umbanda, mas para si mesmos e o mundo à suas voltas e tenham compreendido que é pela UNIÃO DE FORÇAS, PENSAMENTOS E ATITUDES que se faz um movimento, seja ele de que tipo for, crescer e florir segundo seus objetivos.

Que todas as VERDADEIRAS UMBANDAS se unam segundo os objetivos primeiros e maiores, são parte de nossas súplicas ao PAI/MÃE UNIVERSAL, seja ele/ela reconhecido(a) pelo nome que for.
E para terminar esta mensagem, deixo abaixo um Ponto Cantado que aprendi há muitos anos e que traduz muito do que necessitamos em todos os momentos de nossas vidas.


FILHO DE UMBANDA
SARAVÁ CONGÁ
SALVE A SUA COROA
NOS TERREIROS DE UMBANDA
SALVE SEUS ORIXÁS
OXALÁ, MEU PAI
ABENÇOAI FILHOS DE UMBANDA
SOMOS FILHOS DE OXALÁ
E OXALÁ É REI NA UMBANDA

E um segundo em homenagem à Casa de Geraldo, em Niterói, lugar onde dei meus primeiros passos em rumo à espiritualidade.

Deus de amor e justiça,
Pai de justiça e amor
Se é que nós merecemos, meu Pai
Manda aplacar nossa dor

Seja o nome que te derem,
Alá, Jeová, Zambi ou Tupã
És um só DEUS VERDADEIRO, meu Pai,
Pai de Yemanjá e Iansã

Paz a toda humanidade
No Mar, na Terra e no Ar
Em qualquer religião, oh meu Pai
TODOS QUEREM TE ADORAR.

Salve o Senhor nas Alturas
No infinito e no além
Salve Jesus Nazareno, excelso
Que é nosso irmão também.


NOSSOS FRATERNOS SARAVÁS A TODOS OS VERDADEIROS FILHOS

DESSA "JOVEM RELIGIÃO " DE APENAS 100 ANOS NO BRASIL!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

PROCESSOS OBSESSIVOS III


OBSESSÕES ESPIRITUAIS

Vamos falar agora de processos em que haja realmente a atuação negativa de espíritos (humanos ou elementais) na vida de alguém?
Você já releu o Capítulo V de Umbanda Sem Medo Vol I? Olha que é bom, heim!
(Caso não o tenha feito, leia-o aqui mesmo em:"Obsessões e Obsessores Parte I e Obsessões e Obsessores Parte II - é só clicar)

Falamos lá que a nossa Aura é um halo energético resultante de diversas energias que criamos ou geramos, entre as quais as próprias energias metabólicas, dissemos que funciona como um Escudo Energético e descrevemos algumas situações relativas ao seu possível enfraquecimento.
Falamos também sobre como um obsessor esperto mina esse escudo e até mesmo as defesas psíquicas de um "sujeito alvo", não o atacando frontalmente, a não ser a partir do momento em que ele se entrega ou, diretamente sim, somente se encontrá-lo já enfraquecido e chegamos a dizer exatamente isto:
"Quando uma pessoa chega ao ponto de estar obsedada por uma entidade espiritual é sinal de que suas defesas espirituais e energéticas (aura) já foram vencidas e a própria vontade dessa pessoa já depende em maior ou menor grau, da vontade do obsessor. Qualquer tentativa de afastamento por meios descontrolados pode ser fatal, pois em não poucos casos, a presença do obsessor torna-se fator importante na vida do obsedado."

Para uma melhor compreensão do que se vai dizer daqui pra frente, vamos considerar:

ENCOSTO ESPIRITUAL = Um ente espiritual ou energético (forma - pensamento) que se aproxima da "vítima" por algum interesse que pode ser momentâneo ou até duradouro, o que vai depender do fato do "encostado" continuar a fornecer-lhe, ou não, o ou os elementos que atraíram esse ente. Pode ter se agregado à vida do encarnado por puro acaso, por atração do próprio em função de ter a Aura irradiando a energia necessária ao ente, podendo, o primeiro contato, ter se dado até mesmo em algum lugar freqüentado (casa de parentes, amigos, bares, boates, etc.) ou na passagem pela porta de um desses lugares que "expulsam diabos" mas não os encaminham, deixando-os soltos para se apegarem ao mais próximo descuidado.
Chamamos assim, de ENCOSTO, porque esses entes não costumam CRIAR RAÍZES ENERGÉTICAS profundas, a não ser, como já disse, se encontrarem facilidades crescentes no fornecimento do que esperam absorver.
Há também o "Encosto Familiar". Neste caso, um ser familiar e desencarnado encosta-se em alguém, ou por maldade ou mesmo achando poder ajudar, ainda que não saiba como, acabando por atrapalhar ainda mais. Esse tipo de Encosto costuma acontecer muito quando os entes encarnados, por sofrerem demais com a "perda", acabam atraindo a atenção e a presença do desencarnado ainda não encaminhado. E há também aqueles entes familiares que, ou por não entenderem já terem desencarnado, ou acharem que devem, por si próprios permanecem agarrados ao seio familiar.
A positividade ou negatividade deste tipo de Encosto ficará por conta do grau evolutivo do desencarnado e a compreensão de seu estado pós desencarne, já que "os sofredores materiais" estarão sempre de "guarda aberta" para que a atuação se dê.
Se o ente familiar encostado for daquele tipo dominador, tenderá a exercer seu domínio sobre o encarnado mais frágil, mediunicamente, ou o que mais elos energéticos de simpatia ou medo teve com ele quando em vida - esta situação poderá evoluir para um tipo de obsessão.
Neste caso específico, já que estamos aprofundando os estudos, há também a possibilidade do encarnado atrair, não o ESPÍRITO familiar e sim seu Cascão Astral(1) caso o desencarnado já se tenha desvencilhado dele, pelo fato de já ter migrado dos Planos Astrais para Planos Superiores cujas especificações não nos cabe ainda aqui. Este acaba virando "um caso sério", já que esses Cascões, por não possuírem raciocínio (serem como zumbis), apenas absorvem energias exaladas pelos encarnados, energias estas que são estimuladas através de RECORDAÇÕES que causem tristezas e "dores íntimas" (e conseqüentes depressões em diversos níveis) por fatos ou pela pessoa que se foi, transformando-se, instintivamente, em verdadeiros vampiros astrais. Neste nível já acontece a obsessão - ato irracional, compulsão.
Ainda sob a classificação de ENCOSTOS, podemos enquadrar a atuação de entidades espirituais e/ou elementais que, de certa forma, são enviadas para uma determinada tarefa, quase sempre nefanda - destruição de uma forma geral, seja lá em que aspecto da vida.
Mas estes não seriam obsessores? Perguntariam alguns!
Podem até se transformar em, mas inicialmente atuam como Encostos e já neste nível conseguem, pela fúria e estimulados por "presentes", provocar desequilíbrios na vida do "sujeito alvo".
Não são obsessores em sua essência porque:

1- Não possuem vínculos energéticos anteriores, atuais, ou de vidas anteriores com o "sujeito alvo";
2- Tendem a executar suas tarefas o mais rápido que podem e se afastarem, retornando ao mandante em busca de mais "presentes" e talvez mais "tarefas", tal qual fazem os cães que atacam as vítimas ao comando de seus donos;
3- São mais facilmente detectáveis e até "mais facilmente afastáveis" pelo fato de agirem mais violentamente, logo acusando sua(s) presença(s) e normalmente em função do que vão ganhar. Sabendo disto, muitos grupamentos espirituais os tratam através de trocas - oferecem o que ganharam e talvez mais alguma coisa, para que deixem a vida do encarnado e até mesmo se voltem contra quem os enviou, não sendo este o procedimento natural (é preciso que fique bem claro) de um Real Terreiro de Umbanda, por "N" motivos que podem ser especificados em outra oportunidade.

OBSESSOR ESPIRITUAL = Um ente do Plano Astral (humano ou elemental, ambos elementares) que, seja por motivo de cobranças entre vidas, seja por um processo de evolução da fase de Encosto para esta, seja por endividamento criado ainda nesta encarnação (pessoas que prometem, alcançam e não pagam, por exemplo) PERSEGUE A SUA VÍTIMA causando-lhe um sem número de males, tanto espirituais quanto materiais.
Diferentemente dos processos de Encosto, neste sempre há elos (vínculos) energéticos que atam encarnados e desencarnados, o que pode vir a ser um tremendo problema para a "cura espiritual" tanto de um quanto de outro, sendo essa dificuldade diretamente proporcional ao grau de INVOLUÇÃO ESPIRITUAL e às vezes até CULTURAL, tanto da entidade atuante quanto do encarnado. No primeiro caso devido ao grau de ainda selvageria mental com que se apresentam estas entidades e no segundo devido à pouca ou nenhuma compreensão sobre o que se pode lhes transmitir de mensagens edificantes, evolutivas, etc.
Esses vínculos, elos, enlaces que se formam por dívidas, sejam elas cármicas ou não, são elementos dignos de análise mais profunda porque em todos os casos, parece haver uma interação, um entrelaçamento energético tão forte entre uns e outros que a simples retirada ou afastamento do obsessor chega a causar, em alguns casos (que dependem do quanto de enraizamento energético exista entre os entes envolvidos), diversos males, agora de natureza psíquica no encarnado que passa a sentir como se lhe "faltasse algo" na vida, em sua existência.
Alguns podem até achar uma comparação esdrúxula (incomum e até extravagante), mas a sensação é bem próxima ou até igual em muitas vezes, àquela por que passa um encarnado que, mesmo sofrendo ao lado de seu cônjuge, por décadas, sofre ainda mais se por algum motivo ele ou ela se afastar ou morrer. Só quem já passou por uma experiência destas pode aquilatar o "vazio de alma" daí decorrente e a falta até mesmo das brigas e discussões por motivos fúteis, às vezes, mas que já faziam parte da vida comum.
Quem já não ouviu a famosa frase: "Ruim com ele(a), pior sem ele(a)?"
Em nosso caso específico de obsessão espiritual, "a coisa" não é muito diferente, principalmente se essa obsessão advier de causas anteriores à vida atual, porque não só o mental encarnado, como o próprio Espírito do encarnado em si, de tão vinculado que está ao obsessor, acaba por lhe sentir a falta, AINDA QUE INCONSCIENTEMENTE!
Resultado disto?
Muitas vezes (se não houver um acompanhamento psicológico) processos depressivos bastante complicados, síndromes de pânico, etc., que poderão desencadear processos auto-obsessivos conforme já analisamos.

Mas Claudio! Você acha que uma pessoa que se livre de um fardo espiritual pode mesmo sentir falta dele a ponto de se predispor a uma auto-obsessão?
Não só pode como não é muito incomum não!
É claro que quando o ataque do obsessor é grosseiro e provoca grande males físicos e espirituais, a tendência não é esta e sim a de se ver livre o mais rápido possível do estorvo, voltando à vida normal sem sequer se lembrar que um dia aquilo aconteceu - o fato da descoberta e do afastamento. No entanto há processos obsessivos mais elaborados em que o obsessor vai se infiltrando devagarinho na vida do encarnado e muitas vezes, até que demonstre seu real objetivo, "vai dando corda" (como se costuma dizer) na vida do "alvo".
Já vimos o caso daquela senhora que julgava receber um "MEDALHÃO ESPIRITUAL" que falava em várias línguas ainda no primeiro volume e vimos também no que deu, certo?
Então vou repetir o que já disse lá, palavra por palavra:

Veja bem!
"Qualquer obsessor, por mais burro que seja (e normalmente eles não são nada burros), se tem em mente dominar uma pessoa, vai facilitar-lhe sempre aquilo que ela ache que mais precisa - nesse caso a admiração de tantos quanto cercavam essa senhora. É desse modo que ele ganha confiança! É desse modo que ele vai conseguindo aos poucos, estreitar os laços que o unem ao ser encarnado até chegar ao ponto de se tornar imprescindível, em muitos casos, a sua presença. Anote isso!"
E quem anotou e passou a observar melhor certas manifestações mediúnicas ainda existentes ou analisou a "queda mediúnica" de muitos "EX BABÁS" ou "EX YAYÁS", com suas conseqüentes fugas para outros grupos religiosos, inclusive seus ataques às mesmas coisas que eles mesmos faziam antes, entendeu bem o quanto de reais ENCOSTOS e OBSESSORES se apresentavam como GUIAS ESPIRITUAIS dessas pessoas, normalmente movidas pela intenção de FAMA, DINHEIRO E PODER. Será que mudaram também seus objetivos primários nessa outra religião ou seita? Ou estão apenas "cuspindo nos pratos em que comeram"?

-"Mas fulana eu conheci. Recebia "Vovó X" e curava os filhos com suas rezas".
-"Cicrano tinha um "Caboclo Y" que só de chegar já botava tudo que é kiumba pra correr".
-"Como é que eles poderiam ser Obsessores ou Encostos?"

Mais uma vez uma análise superficial da entidade pelos "efeitos especiais" com que consegue enfeitiçar os mais ingênuos.

Retorne ao que eu disse acima (sobre como agem os obsessores menos burros) e lembre-se claramente de uma coisa: Qualquer "Nome" ou "Título" que uma entidade possa vir a dar, também pode ser puramente fictício e puramente fruto de MISTIFICAÇÃO. Curas, qualquer entidade mais terra a terra é capaz de fazer, desde que tenha aprendido a manipular energias, não sendo necessário qualquer tipo de EVOLUÇÃO ESPIRITUAL, mas sim conhecimento de técnicas de manipulação energética. Pseudo-afastamentos de kiumbas pela simples presença, podem não passar de simples acordo entre entidade e seus próprios asseclas com fins de, como já explicamos: PURO IMPRESSIONISMO VISUAL! Com que fins? Deixo pra você esta conclusão! Só não subestime a inteligência de qualquer espírito, seja para o bem ou para o mal em cada situação, sob pena de ser brutalmente penalizado(a) e acabar tendo que migrar também para outras religiões ou seitas.
Os que gostam de viver de ilusões, no mundo da fantasia; os que continuam achando que porque o espírito está "do outro lado", já virou anjo, deva ou orixá, são, certamente, os alvos mais visados, tanto para ENCOSTOS quanto para OBSESSORES que tenham trazido de outras eras ou com os quais tenham assumido dívidas na presente vida!
Uma outra técnica utilizada, tanto por Encostos, quanto por Obsessores (mais por estes últimos), é aquela em que o "sujeito alvo" não é atacado diretamente e sim por tabela, como costumamos dizer.
Nesta técnica o ente espiritual, não conseguindo atuar diretamente no "alvo", procura alguém próximo a ele - normalmente irmão ou irmã, mãe, pai, amigo(a) muito chegado(a), esposa ou marido, etc. - e, atuando em seus psiquismos, começa a provocar brigas, desentendimentos e/ou todas as formas possíveis de confusões, de uma forma tal que "o alvo", se for médium, mesmo atuante, vai ficando sensibilizado por essas situações, chega a duvidar da própria Guarda Espiritual que julga acompanhá-lo, no que não costuma estar errado, pois caso contrário o processo obsessivo se daria diretamente sobre ele(a).
Por desconhecimento pessoal desse tipo de "técnica de ataque" (falta de estudos específicos) e mesmo sendo um bom médium e estando acompanhado de entidades positivas para si, mas de não grande visão espiritual(2) (esse é um outro detalhe ao qual muitos de nós não damos importância, mas é primordial, principalmente para quem almeja posto de Direção de Terreiro) o antes bom médium começa enveredar pelo caminho da dúvida que provoca a hesitação, que provoca aos poucos a desconexão com seu(s) antes protetor(es), que provoca, por fim, a abertura de guarda para a infiltração do obsessor. Este por sua vez, se for daqueles espertos, vai aparecer, não como um vigoroso atacante, mas sim como o "salvador da pátria" - "uma entidade bem forte que vem pra acabar com aquela demanda toda" (observe as aspas e entenda o que quer dizer).
O que faz nosso "alvo" diante de toda aquela demonstração de força e vigor? Claro ... confia inteiramente seus caminhos a esse "novo amigo", "forte e poderoso", como se mostra.
E tome trabalhos, e tome matanças, e tome isto e mais aquilo, sem que o "alvo" consiga perceber que passou a alimentar e fortalecer ainda mais os amiguinhos de seu "novo amigo" e a ele próprio, é claro. Seus antigo protetores? Nem aí! E se aparecer alguém dando o mesmo nome ritual anterior, ou sempre foi da gang ou é outro que aparece agora desta forma, para dar um certo ar de confiabilidade a tudo que se está fazendo.
Como o "pessoalzinho" que criava toda a confusão familiar, por exemplo, era dessa mesma gang, (ou era até ele mesmo) com a entronização do "chefe", vão deixando de atuar nos familiares, amigos, etc., dando ao "alvo" a sensação de que "tudo está correndo às mil maravilhas" - mais uma "prova de que o caminho escolhido foi o correto" (observe novamente as aspas).
Como testar poder-se estar passando por um processo parecido? Simples. Uma das formas é esta: Pare de fornecer as "obrigações" regadas a ejé (menga, sangue), pare de servir este "novo amigo" com todos os objetos materiais que costuma pedir, para causar seus impressionismos visuais, "suas curas", e veja como vai ficando a sua vida.
Mas será que você será corajoso(a) o suficiente para tentar isto? Porque se você a ele acorrer pelo novo avesso em sua vida, com certeza a resposta será algo parecido com: "Você não está cumprindo com suas obrigações! Como posso ajudá-lo?"
- "E se o "salvador da pátria" não me pedir nada em particular?"
Perceba o teor das "obrigações" que ele(a) passa a pedir dos consulentes. Os mais espertos, com a finalidade de não espantar "o alvo", pedem de outros o que necessitam para si próprios, sempre no intuito de "se materializarem" cada vez mais e com isto assumirem ainda mais a vida, não só de seu médium, como também a de outros incautos encarnados (lembre-se de que não costumam trabalhar sozinhos) que com eles comunguem em formas de pensar e agir.
-"E se nem isto de pedir aos outros acontece?"
Se é um espírito obsessor, com certeza já está tão misturado na essência energética do médium, que nem precisa mais dessas coisas - não é mais um simples obsessor porque já controla o encarnado o suficiente para comandar-lhe todas as vontades.
Lembro aqui, de novo, o caso da senhora que acabou se atirando pela janela por contrariar o desejo de seu "protetor" e, novamente, as mortes trágicas dos sucessivos médiuns do "famoso Dr. Fritz".

E aqui vai mais um aviso aos ingênuos que acham não precisarem estudar e estarem sempre atentos.
Um dos grandes problemas atuais da Umbanda concentra-se no pouco preparo cognitivo de alguns que se alçam aos postos de Chefes de Terreiro, com seja lá o título que resolvam assumir. Não é só a avareza, a prepotência, as futilidades, a vaidade, etc., ("qualidades" estas sempre atrativas para espíritos do mesmo naipe) que acabam levando o médium ao desastre, mas também e principalmente o GRAU DE INGENUIDADE E DESPREPARO no reconhecimento sobre QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO E SUAS VERDADEIRAS INTENÇÕES.
Duvida disto? Então pague pra ver! Mas não se esqueça de que muitos também duvidaram antes e hoje ...

E tenha sempre em mente o que já nos dizia o célebre Caboclo Mirim: "UMBANDA É COISA SÉRIA PARA GENTE SÉRIA!"

Eu diria: para gente MUITO SÉRIA!
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(1) - Uma boa explicação sobre Cascões Astrais você pode encontrar no Livro "O Plano Astral" de C.W. Leadbeater - EDITORA PENSAMENTO
(2) - Dependendo do Nível Astral em que se encontrem determinadas entidades, elas podem ou não, perceber a presença de outros tipos que pertençam a Níveis Astrais diferentes daquele em que se encontra. Entidades de Baixos Níveis Astrais, por exemplo, ainda que possam ser positivas para o médium, podem não perceber a presença de outras de nível imediatamente superior, não querendo isto dizer que estas últimas sejam mais positivas.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

PROCESSOS OBSESSIVOS II


PRAGAS E MALDIÇÕES - PRESENTES OU "HERDADAS"


Antes de tudo e para que você não esqueça, ampliando um pouquinho mais os conceitos, considere:

SENSITIVO: Indivíduo que é capaz de sentir (e até ver) influências de energias extra-corpóreas até mesmo de entidades espirituais a ele alheias, ou não. Pode aprender a lidar com sua sensibilidade e usar este aprendizado, tanto para se defender quanto para ajudar, por orientações, a outras pessoas. Não é obrigatoriamente um médium porque seu corpo físico, ou qualquer parte dele, não é tomado por outras entidades espirituais para contatos diretos com outros vivos.

MÉDIUM: Indivíduo que pode, além de sentir (e até ver) essas energias e entidades, servir de intermediário desses espíritos para contatos com outros seres encarnados. Nesse caso, entidades espirituais podem lhe tomar emprestada a mente, partes do corpo (como no caso da psicografia), ou todo ele.

Vamos ao tema então.

Quem já não ouviu a célebre frase: "Praga de madrinha ..." ?

Quem, por atrasos em sua vida, já não escutou de alguém: "Isso é praga de ..." ?

E quem já não soube ou mesmo passou pela experiência de se sentir amaldiçoado, de tanto que a "vida dá pra trás"?

E mais recentemente, quem não está escutando por aí, nas televisões, em certas pregações, que existe uma tal de "maldição hereditária", do tipo que vem de pai pra filho e segue até a "enésima" geração, se não houver intercessão?

Acontece que, na maioria das vezes, Maldições e Pragas, nada mais são do que frases ou afirmações negativas proferidas com muita ira e direcionadas por alguém, que consegue, com muita "força psíquica" (chamavam magnetismo animal), afetar o inconsciente de outro alguém ou até mesmo "alguéns" que, por MEDO, por FRAGILIDADE PSÍQUICA, por CRENÇA FANÁTICA, por COMPLEXOS DE INFERIORIDADE ainda que LATENTES, deixa-se impressionar de uma forma tal que, a partir deste momento (do momento em que escuta a praga ou maldição, ou mesmo que alguém afirme que exista - é importante frisar isto), começa a criar seus próprios fantasmas, diabos, infelicidades, doenças ...

Mas como é que isto, às vezes, é capaz de levar uma pessoa a ter todas as espécies de "má sortes", de atrasos, de doenças ...?

Vamos analisar bem calmamente, tentando fazer as devidas conexões.

Duas opções a serem analisadas:

1- O "amaldiçoador" ou "praguejador" tem realmente fortes contatos com o que chamamos de Baixo Astral e, sabendo-o ou não, consegue jogar (por força mental) pra cima do "alvo" ENTIDADES ELEMENTARES NATURAIS, não pensantes ainda e apenas obedientes, que a partir daí vão "se colar" na vida do "alvo", obedecendo, letra por letra, aquilo que lhes foi passado em pensamento - não se esqueça de que as palavras não existem sem que antes nelas tenhamos pensado, mesmo que disso não nos apercebamos e, neste caso, muito fortemente (a ponto de determinar COMANDO), e absorvendo dele toda e qualquer energia contrária às suas "vontades".

Este é o caso dos que chamamos de Magos Negros que às vezes nem mesmo sabem que o são, mas o são por terem como acompanhamento, provavelmente por injunções cármicas, tanto Espíritos como Elementais, ELEMENTARES e suficientemente "robôs" para que o obedeçam "sem pestanejar".

Ainda nesta possibilidade, o "amaldiçoador" pode ter um grau de "força de pensamento" tão forte, pode imprimir tanta ira em cada palavra, que no momento da praga ou maldição, cria, ele mesmo, as FORMAS PENSAMENTO de que falamos na primeira parte. Essas formas-pensamento artificiais (formas muito elementares de energia), sob as mais diversas formas físicas (até de diabos) passam então, a atazanar (supliciar) a vida do "alvo", que, se tiver medos, se absorver, mesmo que inconscientemente as palavras das pragas ou maldições como verdades, acaba por facilitar sobremaneira a atuação.

Como são apenas formas-pensamento em suas orígens, passam a se nutrir dos medos, receios e pânicos que semeiam ainda mais no "alvo", já que dessas emoções, ou melhor, da ENERGIA QUE PERDEMOS OU EXALAMOS QUANDO AS TEMOS se nutrem e, através delas (e outras de orígem orgânica) que vão crescendo ao longo do tempo se nada lhes vier contra.

2- Na segunda opção, teremos aquelas pessoas tão inseguras, tão medrosas dos "diabos" que infestam suas mentes, tão dependentes, que nem precisam de um real mago negro lhes envie uma praga ou maldição e até pelo simples fato de saberem ser isto possível e acharem que alguém que conheçam lhe lançou a "maldição", ou é "um macumbeiro", acabam criando para si próprios, o inferno, através do que já explicamos como Auto-Obsessão.


É interessante observarmos que os processos, tanto de MALDIÇÕES PROFERIDAS quanto das INEXISTENTE MAS ACEITAS COMO VERDADEIRAS, a situação piora muito a partir do momento em que "o alvo", ou fica sabendo que alguém o amaldiçoou ou se torna ciente de que "pode ter acontecido" e isto está diretamente relacionado aos seus medos e fragilidades psíquicas que, acabam fazendo com que comece a exalar (pela Aura), exatamente a energia que certos elementares tanto apreciam. E é mais interessante ainda quando observamos que, se "o alvo" for submetido a alguém ou a algum ritual, mesmo que "marmoteiro", mas que O FAÇA CRER QUE ESTÁ SE LIVRANDO DE SUAS PRAGAS (quanto mais impressionismos visuais neste caso, melhor para uma grande parte), ele acaba sentindo imediata melhora de seu estado geral. Seu ânimo se restabelece, sente-se "mais forte", menos atuado e crê mesmo que tudo está se encerrando ali, naquele momento.


Quando "a coisa" é recente e o sujeito ainda não está passando por alguma espécie de "vampirismo astral", até que isso vira verdade mesmo, mas em caso contrário ... é melhorar ali (efeito psicológico) e piorar logo adiante.

E nos casos em que a pessoa nem sabe que está sofrendo porque recebeu um "presentinho" destes - uma praga ou maldição?

Estes talvez, sejam os casos mais complicados em função de, na grande maioria das vezes, o encarnado estar sendo verdadeiramente atuado por energias-pensamento projetadas, que formam placas energéticas que se colam à Aura, aparecendo-nos como manchas escuras em uma ou diversas regiões.

Como essas energias se alimentam na própria Aura do "alvo", as primeiras sensações que ele costuma sentir são: desânimo, preguiça, fraqueza, vontade de se isolar sem manter contato com outros, pode ir ficando "assexuado", chegando a doenças agudas e/ou crônicas que podem ir se instalando, na medida em que "as placas vampiras" vão se fortalecendo e exigindo cada vez mais energia através da Aura para subsistirem.

Como essa placas não são entidades (seres que existem por si) e sim subprodutos de energias- pensamento alimentadas pela energia irradiada da matéria (tipo ectoplasma), instintivamente, como bactérias ou vírus, vão exaurindo o próprio meio que as alimenta com fortes conseqüências sobre a saúde de um modo geral.

Aí vem a parte psíquica.

Quando a saúde se abala, seja da forma que for, normalmente o humano se enfraquece psicologicamente. Se ele antes era alegre, pode se tornar soturno, calado, voltado cada vez mais para dentro de si mesmo e, como decorrência disto, alimentar, cada vez mais, pensamentos e atitudes negativas de fraqueza que o levem, não só a ceder mais alimento às placas, como também a sentir-se um derrotado, o que, por decorrência, fatalmente o levará àquelas sensações de inferioridade, de dificuldade para tudo, de que o mundo conspira contra ele, plasmando por isto, ele mesmo, mais dessas placas, desta vez auto- obsessivas.

Observemos que em todos esses casos o tempo entre o início da atuação da energia enviada e as primeiras sensações físicas (digamos assim), pode ser grande ou curto, dependendo do estado inicial de defesa em que se encontra a Aura do "alvo". Este ainda, se for do tipo que em nada crê, pode ser até um dos que vão demorar mais tempo para sentir (e mesmo assim não acreditar), já que, psicologicamente, não estará alimentando sequer a possibilidade do fato poder estar acontecendo, o que, de certa maneira (pelo fato dele não alimentar medos e "superstições"), o escuda por algum tempo e muitas vezes chega a fazer crer ao invejoso ou rancoroso, por exemplo, ser ele invulnerável ou "muito forte", a ponto deste desistir de seus intentos (desistir de enviar seus pensamentos rancorosos, etc) antes ainda dos primeiros efeitos físicos.

Como energias-pensamento, ao serem criadas, têm que ser fortalecidas inicialmente pelo criador (através da insistência), até que realmente se agreguem ao "alvo", o fato deste não acreditar ser possível, acaba dificultando a atuação. Se o criador acabar vacilando na possibilidade, por não ver seus anseios alcançados rapidamente, pode até deixar de lado seu objetivo, fazendo com que a forma-pensamento, em boa parte das vezes nem chegue a atuar realmente como deveria. Está aí uma das respostas para quem pergunta: "Por que quem não acredita em nada está quase sempre se dando bem?"

Mas ... se o invejoso, o rancoroso, o vingativo, continuar a nutrir suas formas-pensamento fortemente, por mais tempo, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente, o "alvo" vai ser alcançado, principalmente se for dado a vícios que lhe causem alterações do estado de consciência (drogas, álcool) que normalmente enfraquecem o escudo áurico, desde que não tome providências para, pelo menos, reforçar seu isolamento ou até mesmo, através de uma atitude amistosa (quem sabe?) conseguir que o "criador" deixe de criar suas formas elementares de energia através de suas pragas e maldições, fazendo amizade com ele, por exemplo.

Resumindo: Sabendo ou não sabendo haver uma praga ou maldição, tanto ela pode "pegar", como não, dependendo, na maior parte das vezes, de quanto o indivíduo lhe for vulnerável e na razão direta do quanto as temer. Sintetizei?

E as tais maldições hereditárias? Elas passam de pais para filhos?

Isso é uma coisa bem mais rara e depende de alguns parâmetros a serem observados.

Pragas e maldições auto-induzidas (essas que o indivíduo acha que lhe jogaram e por isto já sai sentindo os possíveis efeitos), com certeza não serão hereditárias, a não ser que os filhos também sofram das mesmas vulnerabilidades psíquicas. Isto pode fazer parecer serem hereditárias, mas na verdade os efeitos são recriados em cada um por subconscientes influenciados por seus antecessores e suas crenças, que acabam se enraizando em mentes um pouco mais fracas. Em outras palavras, a vulnerabilidade psíquica pode ser hereditária e por causa disto, os filhos passarem a sofrer dos mesmos tipos de desvarios que seus genitores.

Nos casos mais graves em que a atuação existe mesmo, seja ela através de formas-pensamento ou de entidades elementares (espíritos humanos e/ou elementais), assim como existem entidades positivas que nos ficam de herança, também toda esta carga negativa pode ficar, sempre dependendo de alguns elementos a serem considerados:

1- Tenha existido um forte elo emocional, mesmo que positivo (amistoso) entre antecessores e antecedidos;
2- Tenham existido fortes sentimentos de culpa entre uns e outros;
3- Haja fragilidades áuricas (pelo lado Astral) ou psicológicas (pelo lado mental físico) que predisponham a esta situação;
4- Haja algum comprometimento cármico entre genitores e gerados.


No primeiro caso os elos emocionais fazem, às vezes, até que uns sintam as dores e sofrimentos de outros enquanto ambos encarnados e, já que é assim, a absorção, não só dos efeitos, como também dos causadores destes, não costuma ser difícil - já falamos sobre isto em outros textos - podendo acontecer até mesmo antes do desencarne de um deles.

O sentimento de culpa de que fala o ítem 2, também se traduz como uma forma emocional, mas o destaquei porque, neste caso, como aquele que o sente costuma se auto-flagelar, ainda que apenas mentalmente, a facilidade de absorção de energias e/ou "acompanhantes astrais" para seu próprio "carrêgo" ainda é mais fácil se dar.

O ítem 3 nos fala de fragilidades (psíquica e áurica) e, é claro, que mesmo não havendo a participação do que nos dizem os ítens anteriores, se os filhos forem fracos, esses elementares, ao abandonarem a matéria antes viva dos genitores, vão procurar ali mesmo, na família, alguém que possa servir, doravante, de "fast food" para suas vampirizações.

O quarto ítem é mais difícil de ser analisado pelo fato de também ser difícil afirmarmos que alguém tem, sem sombra de dúvidas, algum tipo de carma com seu descendente (e vice-versa) que predisponha a este tipo de situação. Este é um caso que tem que ser avaliado minuciosamente e só aceito no caso de se constatar não haver possibilidade alguma para estar acontecendo o que os ítens anteriores sugerem.

Se você que nos lê, parar para raciocinar agora, perceberá que, até aqui, o maior problema humano relativo a auto-obsessões e a pragas e maldições, está em suas relações com suas próprias mentes que, por vulnerabilidade natural, emocional ou provocada espiritualmente, acaba por facilitar, ou até mesmo amplificar seus efeitos.

Percebeu?



PAZ, SAÚDE E HARMONIA em suas vidas!
Este texto já faz parte e estará no Volume III de UMBANDA SEM MEDO

terça-feira, 24 de junho de 2008

PROCESSOS OBSESSIVOS I


AUTO-OBSESSÃO

Pois muito bem. Já falamos mais de uma vez sobre obsessões e, aprofundaremos um pouco mais ainda do que foi exposto no Capítulo V de Umbanda Sem Medo Vol I - Obsessões e Obsessores - que seria até bom ser consultado ainda antes que se lesse esta parte, ou lessem no Blog Umbanda Sem Medo os tópicos constantes dos seguintes endereços:
http://umbandasemmedo.blogspot.com/2007/05/ao-das-obsesses-e-o-combate-que-exigem.html - Ação das Obsessões e o Combate que Exigem
http://umbandasemmedo.blogspot.com/2007/07/obsesses-e-obsessores-parte-i.html - OBSESSÕES E OBSESSORES - PARTE I
http://umbandasemmedo.blogspot.com/2007/07/obsesses-e-obsessores-parte-ii.html - OBSESSÕES E OBSESSORES - PARTE II


Ainda antes de iniciarmos esta parte e para ficar melhor explicado, vamos ter que considerar MÉDIUM aquele ou aquela que consegue, de uma forma ou outra, comunicar-se com Espíritos e, sendo por eles utilizados, funcionarem como INTERMEDIÁRIOS entre esses Espíritos e Encarnados das mais diversas formas (incorporação, psicografia, xenoglossia, etc).

De outra forma, entenderemos SENSITIVO como aquele ou aquela que consegue perceber ou até ver os Espíritos e o universo paralelo que os cerca, pode sentir influências positivas ou negativas advindas de outros planos existenciais, sentir influências até mesmo de encarnados, mas que, não necessariamente ou obrigatoriamente, sirvam ou possam vir a servir de INTERMEDIÁRIOS entre ESPÍRITOS E ENCARNADOS.

Isto posto, percebemos logo de início, que todo VERDADEIRO MÉDIUM é, antes de mais nada, um SENSITIVO (inclinando-se cada um para um ou mais tipos de SENSIBILIDADES), mas nem todo SENSITIVO tem que vir a ser MÉDIUM - servir de intermediário entre Espíritos e Encarnados.

E já que para se poder vir a ser um BOM INTERMEDIÁRIO (MÉDIUM) precisamos treinar essa sensibilidade paranormal (além da normal) que todo SENSITIVO possui, para efeito de compreensão também, focalizaremos mais especificamente o SENSITIVO neste texto, desde já considerando que MÉDIUNS, se não bem treinados e informados, podem caminhar pela mesma estrada e até com piores conseqüências, se forem daqueles que acham que, por terem Espíritos Protetores e mesmo os chamados "orixás" aos seus lados, nada têm a temer - estes conseguem "emburacar-se" muito mais e de formas bastante complicadas, já que, garantindo-se nesses escudos, podem acabar exagerando e enfiando a mão em cumbucas apertadas de onde pra tirar ...

Uma característica comum, tanto a SENSITIVOS quanto a MÉDIUNS é a de terem enlaces energéticos menos rudes com a matéria, o que determina a possibilidade de sofrerem (por assim dizer) maiores influências dos mundos paralelos, diferentemente dos mais enraizados energeticamente, pois as influências de fora sobre estes, quase não existe (são como que fortalezas neste sentido), ou melhor, NÃO É PERCEBIDA pelos próprios, ainda que em muitas vezes lhes afetem as vidas truculentamente.

Entre os mais SENSITIVOS (conscientes ou não disso) encontramos uma grande parte que, exatamente por terem enlaces energéticos mais frágeis com a matéria, também possuem um sistema nervoso relativamente ou bastante frágil (sensível) e, observando-se pelo lado psíquico, costumam até ter comportamentos não muito compreensíveis para os "normais".

Falaremos aqui de um problema que alguns conhecem, outros intuem e uma grande parte nem imagina e mesmo assim, muito pouco se comenta. Este problema enquadra-se na categoria da AUTO-OBSESSÃO que, em resumo, se dá por culpa do próprio obsidiado envolvendo necessidade de tratamento, não só espiritual, como também acompanhamento psicológico.

Talvez seja este o problema mais complicado entre os obsessivos já que, na maioria das vezes, é muito difícil (senão impossível) convencermos alguém de que é ele ou ela mesmo o(a) culpado(a) pela situação que está vivenciando. O pior disto é que este tipo de obsessão chega a constituir 60 a 70% dos casos de obsessão em geral, senão mais.

Problemas de auto-obsessão podem se dar por causas diversas. Provavelmente não conseguiremos enfocar todos eles, mas pelo menos as causas principais serão mencionadas.

Consideremos um SENSITIVO que, além das influências extra-corpóreas que recebe (e às vezes nem entende), ainda possua fraquezas de personalidade e até mesmo complexos do tipo de inferioridade.
Este problema que acompanha SENSITIVOS de uma forma geral (não todos, é claro), às vezes é difícil de ser detetado, mesmo por médiuns experimentados porque, numa primeira visita ao Terreiro, a pessoa é percebida, mesmo por entidades espirituais, como ACOMPANHADA ou por Espíritos obsessores ou mesmo por energias e larvas astrais. A partir do primeiro tratamento e consequente liberdade (nem sempre tão fácil) os AUTO-OBSEDÁVEIS, no caso de não terem recebido informações sobre necessidade de mudanças em suas vidas e até mesmo em suas maneiras de vê-la, continuarão a "fabricar encostos" e apresentarem "novos problemas", uns atrás dos outros.
Como assim? Analisando:

1- Pessoas auto-obsedáveis são normalmente aquelas que costumam trazer consigo problemas psíquicos provocados por traumas ou mesmo fragilidades emocionais cultivadas ao longo da vida e quem sabe, até mesmo advindos de outras encarnações;
2- Traumas e fragilidades emocionais, quando não controlados determinam, não raramente, APREENSÕES, MEDOS e até mesmo a já conhecida SÍNDROME DE PÂNICO em processos mais adiantados;
3- Traumas e fragilidades emocionais, por criarem APREENSÕES, MEDOS E PÂNICO, causam desequilíbrio, não só no SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC), como também e principalmente no SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA), determinando com isto, por conseqüência, DESORDENS INTERNAS, já agora ao nível do mal funcionamento dos órgãos internos controlados pelo SNA - coração, fígado, rins, estômago, intestinos ...

Já por aí você pode perceber o que SIMPLES FRAGILIDADES EMOCIONAIS podem provocar em toda a parte interna do CORPO FÍSICO. Alguns exemplos no geral, podem ser desordens no Aparelho Digestivo, no Aparelho Circulatório, no Aparelho Gênito-Urinário, Respiratório, acarretando doenças dos tipos: Desequilíbrio de Pressão (ora alta, ora baixa), Taquicardias, Diabetes Nervosas, Labirintites, Descontrole Motor, Enxaquecas e outras mais, chegando às vezes até mesmo a afetar a própria pele com eritemas, feridas e manchas "inexplicáveis" que acabam se fixando como "patologias", sendo tratadas como tal sem que o motivo real que as faz existir seja, em muitas vezes, sequer tocado.

Em decorrência dessa "desordem geral" que vai se instalando, as INSEGURANÇAS e MEDOS vão crescendo e, neste ponto, também já se pode perceber que os fatores iniciais que geraram as desordens físicas acabam aumentando pelo agora, MEDO DAS PRÓPRIAS "DOENÇAS".

Vamos rever: SENSIBILDADE OU FRAGILIDADE PSÍQUICA => INSEGURANÇAS, MEDOS, PÂNICO => DESEQUILÍBRIO DO SNC e SNA => DESORDENS NO FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS INTERNOS => DOENÇAS DAÍ DECORRENTES.

Este processo de deterioração interna provocado inicialmente por uma sensibilidade ou fragilidade psíquica, já constitui um processo auto-obsessivo ainda que para ele não haja interferência de qualquer Entidade Espiritual (kiumba ou mesmo algum espirito sofredor) e, pessoas muito FACILMENTE SUGESTIONÁVEIS, as que tenham COMPLEXO DE INFERIORIDADE, aqueles que estão sempre dizendo coisas como: "Estou doente"; "Sinto-me fraco"; "Nada consigo"; Tudo é difícil"; "Preciso de ajuda"; Ninguém me ama"; Ninguém me dá atenção"; ou mesmo aquelas que usam deste subterfúgio para atraírem as atenções alheias, estão no rol dos incluídos, ou pelo menos ameaçados de passarem por este problema.

Acontece porém, que estas mesmas pessoas, se forem SENSITIVAS (por menos que sejam) além de sofrerem as causas que eles mesmos produzem, ainda trazem o risco de sofrerem com a atuação de, aí sim, Entidades Espirituais que com elas se sintonizem em formas de pensar e agir, o que acaba por intensificar todas as síndromes antes relacionadas e outras mais, já que "fecham-se circuitos" entre eles, somando-se a uns os sintomas dos outros e criando-se aqueles "quadros clássicos" dos que se apresentam com sintomas de doenças que verdadeiramente não têm. Nestes casos, considerando-se o obsedado ainda um SENSITIVO, uma das hipóteses é a de que "alguém" (algum tipo de Espírito) que tenha atraído para si através da sintonia com suas FRAGILIDADES, sinta ou carregue consigo a impressão da doença que o acompanhava quando em vida, ou seja, além de "suas próprias doenças", ainda reflete uma ou várias que não condizem com seu REAL ESTADO FÍSICO.

Uma pessoa neste estado poderá ir a vários médicos e jamais descobrirá a causa de seu mal já que seu caso é psíquico e, por ser sensitivo, recebe também impressões de entidades que o possam estar acompanhando por se coadunarem com suas FRAGILIDADES, INSEGURANÇAS, MEDOS, PÂNICO, intensificando-os ainda mais!

Que fique claro aqui que, quanto maior for a SENSIBILIDADE para o lado Astral, maiores influências esta pessoa receberá daquele ou daqueles a quem atraiu, o que, por decorrência, poderá levar alguns ou até mesmo muitos, em caso de não serem atendidos convenientemente (organizando essa sensibilidade e aprendendo a trabalhar com ela) até a internações em manicômios.

Relembrar aqui que NEM TODO SENSITIVO é verdadeiramente MÉDIUM, mas sim em sentido inverso, nos leva à seguinte apreciação: Existem muitos SENSITIVOS que procuram Terreiros ou Centros Espíritas e são dados como MÉDIUNS, o que nem sempre é verdade e eles poderiam muito bem, ao invés de ficarem buscando ser INTERMEDIÁRIOS DE ESPÍRITOS, trabalharem com suas sensibilidades de outras formas. Além disto, como ter sensibilidade não significa SEMPRE SER MÉDIUM, muitos ficam anos e anos esperando os Espíritos incorporarem e acabam desiludindo-se pela NÃO NECESSIDADE (e até impossibilidade), em seus casos.

Um SENSITIVO que apareça no Terreiro acompanhado de obsessores, sofredores, "doentes", deveria, além do tratamento de "libertação", OBRIGATORIAMENTE ser orientado sobre suas maneiras de ser e ver a vida, porque, lembremo-nos: isto é a MOLA-MESTRA de todo o processo auto-obsessivo pelo qual está passando que, por sua vez, se não for modificado, fará com que todo o esforço mediúnico e espiritual seja apenas um PALIATIVO, de efeito temporário até que suas DESORDENS PSÍQUICAS acabem por atrair outras entidades semelhantes.

Qualquer esforço do tipo, sessões de desobsessão ou expurgo, "fechamento de corpo", uso de "contra-eguns", etc, terá o mesmo efeito TEMPORÁRIO.

Um outro agravante que também devemos levar em consideração é o fato do sensitivo ainda possuir, mesmo que inconscientemente (esses são os piores), FORTE PODER DE PENSAMENTO, situação que, descontrolada, pode levá-lo ainda mais rapidamente ao caos já que, pelo lado Astral, ainda estará criando suas FORMAS-PENSAMENTO e até mesmo elevando-as ao nível de ELEMENTAIS ARTIFICIAIS (ou FALSOS ELEMENTAIS) que nestes casos, agirão como verdadeiros VAMPIROS sobre quem os criou e provocarão, mais aceleradamente, todas os sintomas de esquizofrenia possíveis (Vejam abaixo possíveis sintomas).

SINTOMAS DE ESQUIZOFRENIA


Abaixo estão enumeradas algumas dicas. Elas servem de parâmetro para observação e análise num possível conjunto em uma mesma pessoa:

- Dificuldade para dormir, alternância do dia pela noite, ficar andando pela casa à noite, ou mais raramente, dormir demais;
- Isolamento social, indiferença em relação aos sentimentos dos outros;
- Perda das relações sociais que mantinha;Períodos de hiperatividade e períodos de inatividade;
- Dificuldade de concentração chegando a impedir o prosseguimento nos estudos;
- Dificuldade de tomar decisões e de resolver problemas comuns;
- Preocupações não habituais com ocultismos, esoterismo e religião;
- Hostilidade, desconfiança e medos injustificáveis;
- Reações exageradas às reprovações dos parentes e amigos;
- Deterioração da higiene pessoal;
- Viagens ou desejo de viajar para lugares sem nenhuma ligação com a situação pessoal e sem propósitos específicos;
- Envolvimento com escrita excessiva ou desenhos infantis sem um objetivo definido;Reações emocionais não habituais ou características do indivíduo;
- Falta de expressões faciais (Rosto inexpressivo);
- Diminuição marcante do piscar de olhos ou piscar incessantemente;
- Sensibilidade excessiva a barulhos e luzes;
- Alteração da sensação do tato e do paladar;

- Uso estranho das palavras e da construção das frases;
- Afirmações irracionais;
- Comportamento estranho como recusa em tocar as pessoas, penteados esquisitos, ameaças de auto-mutilação e ferimentos provocados em si mesmo;
- Mudanças na personalidade;
- Abandono das atividades usuais;
- Incapacidade de expressar prazer, de chorar ou chorar demais injustificadamente, risos imotivados;Abuso de álcool ou drogas;
- Posturas estranhas...

Quem já lidou com obsedados de todos os tipos, vai perceber, de imediato, que esses sintomas costumam se apresentar em conjunto (mas não todos de uma vez) e intensamente também nestes, seja por influência externa (quando não existe SÓ auto-obsessão tendo esta vindo "de fora") ou interna (quando o agente é o próprio psiquismo).

Quando uma pessoa entra em um processo de agressividade, isolamento (às vezes) ou de virar "o coitadinho" , através da FORÇA DE SEU PRÓPRIO PENSAMENTO usada às avêssas (sempre enfatizando as derrotas e doenças), muito provavelmente já terá criado, ao nível astral, formas energéticas bem mais densas que as formas-pensamento iniciais, provenientes do acúmulo sucessivo de energias que desprendem de sua Aura e são moldadas pelos pensamentos negativos gerados por seu medos. Importante destacarmos ainda que quando essas formas-pensamento começam a se criar, principalmente nos momentos de crises iniciais ou não, elas já se tornam sinalizadores claros para entidades (espíritos e elementais ainda rudimentares) avisando-os de que "esse poderá ser um bom alvo" e, na medida em que forem se intensificando, mais claramente atraem esses tipos de entidades.

A Umbanda através dos trabalhos de Pretos Velhos e Caboclos, pode livrar o auto-obsedado de todas as influências EXTERNAS e, às vezes, quando na casa houver entidades ou encarnados preparadas para tal, fazer os aconselhamentos necessários para a também "auto-cura" que muitas vezes acontece apenas pelo fato do antes auto-obsedado passar a nutrir uma fé (confiança) bastante forte naqueles que o(a) ajudaram a sair do processo crítico em que se encontrava. Neste caso temos de considerar a chamada "cura pela fé" que, em síntese, faz com que o humano antes prejudicado, tendo encontrado alguém em quem possa confiar, abre-lhe os sentimentos e emoções, praticamente apoiando-se numa provável força de quem o(a) curou.

Enquanto sentir-se seguro pela "força das entidades" (ou até mesmo de uma divindade a quem tenha atribuído sua cura) estará, de certa forma, protegido(a). Em outras palavras, enquanto tiver FÉ em alguém (espírito ou divindade) e crer que esse "alguém" o amparará sempre que necessário for, sentir-se-á seguro(a) e não facilitará, nem mesmo recriando suas formas-pensamento negativas pois sua mente estará, por este tempo, convicta de que "nada de mal lhe pode acontecer".

Este comportamento (FÉ em alguém ou numa divindade) é válido e em muitas vezes consegue apresentar resultados importantes, desde que esta pessoa, ou entre para esse grupo que "a salvou" e deste modo refaça sua FÉ a cada dia, o que em síntese, obriga de certa forma, que a pessoa abrace a FÉ dos que a salvaram dos obsessores, comportamento este bastante estimulado em nosso dia a dia por diversas religiões e/ou seitas. Mas se por qualquer motivo esta FÉ for abalada, não tendo o antes SENSITIVO SOFREDOR recebido informações claras sobre seu processo de auto-cura, mais cedo ou mais tarde tudo começa de novo e, dependendo do dissabor que a tenha levado a afastar-se dessa FÉ, o processo pode se inicair imediatamente após o abandono.

Onde quero chegar?

Percebam que no tipo de "cura" acima citado, a pessoa, depois do descarrego, deve ter se sentido melhor e por isto acreditou ter sido totalmente curada, naquele momento, pela intercessão de, ou espíritos ou "deuses" e por isto passou a acreditar que, estando eles ao seu lado, nada de mal lhe aconteceria mais, o que a levou a sentir-se segura e com isto não mais gerar energias negativas que atraíssem mais negatividade além de mais encostos ou obsessores. Aliado a isto, irmanando-se a um grupo espiritual (ou mesmo igreja), acabou, mesmo que inconscientemente, se beneficiando das egrégoras que se criam nesses ambientes, só que ... não lhe tendo sido explicado que, embora tenha assumido comportamentos que a beneficiaram (fé, bons pensamentos, orações, etc) por todo este tempo, independentemente de estar no grupo ou não, sua CURA REAL estaria, verdadeiramente, amparada no fato dela não mais gerar energias propíciatórias a novos encostos e/ou obsessões, fato este que costuma mudar de rumo sempre que alguém se sente iludido(a) em sua crença, por qualquer motivo, principalmente se for do tipo que gosta de ser "o coitadinho".

Observemos que em grande parte das vezes, essa transferência de responsabilidade da cura (auto-cura nestes casos), faz com que o motivo de bem-estar pareça possível, SOMENTE pelo fato da pessoa estar frequentando este ou aquele grupamento religioso e muitos chegam a pensar que, se sairem dali, seus males podem voltar ...

E podem sim! Mas não porque lhes fizeram qualquer mal (como alguns costumam intuir) e sim porque, erradamente, não lhes informaram que suas MENTES sempre foram as culpadas pelos males por que passaram.

Não lhes informaram que, independentemente de estarem ligados a qualquer grupamento religioso, SUAS MENTES não deveriam mais propiciar estado de medos, angústias, inseguranças, pânico e que, estas sim, deveriam ser vigiadas diuturnamente e sempre que necessário, aparecendo qualquer sinal de estado depressivo, serem desviadas para MENTALIZAÇÕES (criações mentais) POSITIVAS que lhes fizessem gerar energias opostas ao negativismo atrativo de mais negativismo - o que fizeram, sempre inconscientemente, enquanto estavam ligados às crenças.

Resumindo: Ao creditarem suas "curas" APENAS a outros e não levando em conta seus esforços pessoais (ainda que inconscientes) em mudarem os rumos de suas vidas e de seus pensamentos, fatos esses que eliminaram suas fragilidades por algum tempo, caem em desânimo, chegam a estados depressivos e, consequentemente, a novas auto-obsessões assim que crêem terem perdido o pilar sustentador de suas fés e conseqüentes "curas"!

Já não viram isto em muitos que abandonaram suas crenças religiosas, fossem elas quais fossem?


PAZ, SAÚDE E HARMONIA em suas vidas!

Este texto já faz parte e estará no Volume III de UMBANDA SEM MEDO ainda não publicado.

Os Livros, Vol I e II em PDF podem ser baixados clicando-se nos links com seus nomes que estão sob título: LIVROS PARA DOWNLOAD (logo abaixo da figura, no alto e à esquerda) e seguindo-se os procedimentos naturais de download.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

ALGUNS COMENTÁRIOS E CONSIDERAÇÕES



Foram deveras interessantes as mais diversas reações relativas à postagem do questionário à Dona Lygia e tanto que, havendo antes resolvido não comentar, acabamos entregando os pontos e resolvendo abrir mais esta postagem tentando, talvez, fazer entender o que por si já está explicado, bastando para tal, que as leituras sejam feitas sem IDÉIAS PRECONCEBIDAS, como sempre indicamos que sejam.

É claro que uma grande maioria compreendeu bem a mensagem (graças a DEUS) e percebeu, não só a importância da matéria em si, como também a oportunidade que estavam tendo de conhecerem como a UMBANDA, anunciada como querem alguns, criada como querem outros, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas foi determinada e é preservada pela família de Zélio de Moraes, independentemente de como ocorrem as demais. Agradecemos a todos os que assim entenderam.

Como mesmo com todas as explicações, ainda parecem ter permanecido dúvidas quanto a isto ou aquilo, vamos tentar dirimi-las na medida do possível, de antemão pedindo desculpas para os que, ainda assim, não conseguirem entender.

Abordemos como primeiro tema ORIXÁ MALET, que parece ter sido motivo de inúmeras incompreensões.

Interessantíssimo como o termo "orixá" adotado por uma entidade que era um ESPÍRITO e não um "ORIXÁ DE NAÇÃO" causou reações até esquisitas. Interessante porque existe um grupamento dentro das Umbandas que ainda acha que espírito (qualquer deles, seja na Umbanda, Quimbanda ou Kardecismo) não pode dar o nome que bem entender e acham, inclusive, que esse nome tem a ver com o nome real do espírito (na imensa maioria das vezes) ou o que teria tido quando em qualquer "vida" e que não sejam de grupamentos (falanges) que eles mesmos criam e com as quais trabalham.

Interessante porque ao lerem "Orixá Malet", talvez por escassos conhecimentos ainda, nem sabiam que a Linha de Malei, Malê ou mesmo Malet (apenas formas diferentes de escrever, mas a mesma linha) é de entidades sabidamente quimbandeiras (metá-exu, como dizemos) que, por isto mesmo encontram, quando trabalhando sob comando ou coordenação de não quimbandeiros, acesso, tanto aos Planos de Umbanda como de Quimbanda, exercendo funções de intermediários entre os dois planos, trabalho este que entidades não mais quimbandeiras já não fazem por não precisarem - uma questão de especialidade e não de demérito para uns ou outros. E mais interessante ainda quando se percebe que parecem desconhecer que os Exus da Lei de Umbanda - os espíritos das falanges de Exus já consagrados como tal (nem todos o são) - fazem hoje o mesmo tipo de trabalho que fazia Orixá Malet - intermediam ou "giram" nos dois planos executando seus trabalhos sob ordens e/ou coordenação de entidades maiores, porque se não for assim e eles exigirem ordens de comando total, aí a coisa pega. Volto a afirmar taxativamente, sem qualquer medo de poder estar errado: Terreiro que se diz de "Umbanda" e que é comandado por Exus ou outros quimbandeiros, não é de Umbanda e sim de Quimbanda, por mais que respeitemos esses auxiliares de valor. NADA CONTRA, desde que trabalhem para a CARIDADE, a não ser quanto às complicações de entendimento em relação a rituais e práticas que esses terreiros adotam como tônica de seus trabalhos que NÃO SÃO DE UMBANDA e que passam a ser entendidos como tal pelo fato de chamarem-se de "Umbandas".

Numa analogia até bem grosseira, mas explicativa, se uma Clínica for aberta e nela trabalharem açougueiros e não médicos cirurgiões especialistas, por mais que se digam Clínica de Cirurgia Plástica, não o serão. Podendo até virem a ser um dia, se esses açougueiros forem aprendendo com os especialistas e sob suas tutelas, porque se não for assim...

Estou desmerecendo o trabalho de um ou de outro? Não! Estou apenas colocando cada um em seu devido lugar, como também deve ser na Umbanda e Quimbanda - cada um em sua especialidade e trabalhando com os instrumentos e técnicas que conhecem e para os quais foram treinados!

Como bom quimbandeiro, Orixá Malet, com toda certeza, trazia em sua falange entidades ainda mais "densas", ESPECIALISTAS em travarem confrontos ou mesmo em se imiscuírem nesses planos e conseguirem, através disto, melhores resultados em trabalhos de demanda e magia, exatamente como nos diz Dona Lygia, o que, por si só, já explicaria o sarapatel para Ogum (pra quem conhece Umbanda e Quimbanda).

Ogum de Malei, Malê ou Malet que, como todos deveriam saber, é um tipo de linha, falange ou grupamento que recebe ofertas em ENCRUZILHADAS inclusive e principalmente, naquelas em que passam linhas de trem. Ou será que isto mudou? Ou será que isto não foi repassado aos mais novos?

Quanto ao fato ainda dele ter se apresentado como malaio e isto ter causado "estranheza" para alguns, para que se entenda é preciso que aprendam-se que no astral não existem FRONTEIRAS como aqui e o espírito que viveu na África, na Índia ou mesmo na China, pode atuar sobre médiuns aqui mesmo. Aliás, se houvessem fronteiras na espiritualidade, provavelmente os "orixás", voduns e inkices, todos africanos, também não aportariam por aqui ... ou só eles poderiam por serem africanos?

Será que pode haver algum tratado de exclusividade África/Brasil no Mundo Astral?

E lembremos ainda que, se levarmos em conta ter sido o Padre Malagrida na posição de um Caboclo quem anunciou Umbanda, este (Gabriel Malagrida) também não era nem africano e nem brasileiro. Será que isto muda alguma coisa?

Uma pessoa nos chegou e, com ar de "doutor", quis explicar que os malaios nem sequer eram chegados aos cultos africanos e tinham em maior parte, se não me engano, o islamismo como religião, por isso achava muito estranho...

Mas e daí? Quem foi que afirmou alguma vez que para trabalhar na Umbanda algum espírito tenha que ter tido relações com o africanismo? Onde isto está afirmado? Se fosse assim, ainda nos prendendo ao padre Gabriel Malagrida (Caboclo das Sete Encruzilhadas), teríamos que concluir que ele também não era "espírito umbandista" e nem poderia trabalhar na Umbanda que criou, anunciou ... e nem mesmo a imensa maioria dos Caboclos que nunca pisou ou ouviu sequer falar em África e seus cultos, pelo menos quando em vida.

Então, não percamos mais tempo com isso.

Houve também, como já era de se esperar, uma reação muito estranha em relação ao não uso de atabaques (e nem de palmas, como pude observar) nas giras da TENSP e alguns chegaram intuir (por conta própria, já que não existe nada no texto que isto afirme) que "suas umbandas", neste caso, não seriam então mais "umbandas".

Creio que é pura compreensão de cada um, em acordo com seus conceitos próprios e/ou adquiridos (e um pouco de indignação inútil), já que o fato de na Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas este instrumento não ser usado, nunca ter desmerecido quaisquer das outras Umbandas. Eu, pelo menos, não consigo ver assim. Talvez até visse se me sentisse agredido pela prática alheia de alguma forma, o que não aconteceu ou acontece em qualquer momento do questionário.

É interessante também observarmos um detalhe da resposta de Dona Lygia que TEM FUNDAMENTO, É VÁLIDO COMO OBSERVAÇÃO e percebe-se em quase todas as vertentes de quase todas as Umbandas : "Se houve mudanças em Tendas criadas por meu avô, isto não é de nossa alçada."

Quem acompanha alguns autores atuais sobre assuntos de Umbanda e sabe de suas procedências, percebe que, ainda que tenham sido "iniciados" por "este" ou "aquele", apresentam hoje teses, não só complementares como também totalmente díspares das que certamente receberam em vista de terem sido "iniciados" desta ou daquela maneira, a ponto de seus "iniciadores", com certeza e em sã consciência, não adotarem esses novos caminhos. Se as Tendas criadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas também adotaram novos rumos, práticas e técnicas, isto não constitui anomalia alguma e é quase regra geral.

Onde eu quero chegar? Simples: Não se conhece a nascente analisando-se apenas as águas de suas derivações! Espero que compreendam!

Um trecho que vale a pena comentar está em quando Dona Lygia nos responde sobre o possível reaparecimento do Caboclo das Sete Encruzilhadas (estamos falando aqui do mesmo espírito - Gabriel Malagrida - e não de um falangeiro com o mesmo nome ritual) em uma outra médium, com novas orientações sem que o mesmo sequer lhes tenha avisado sobre.

Uma certa pessoa afirmou ser muita pretensão e até uma tentativa de posse da entidade ao ler este trecho: "O Caboclo continua tendo o seu Centro, a TENSP, com excelentes médiuns incluindo a filha carnal de Zélio de Moraes, sem qualquer mudança nas suas diretrizes e práticas desde a sua criação. Assim sendo me causa certo estranhamento que ele possa ter escolhido um médium sem nenhum contato com esta casa para se manifestar. Além disso, segundo informações recebidas através de outras entidades que com ele trabalhavam na TENSP, o Chefe, após cumprir sua missão junto a Zélio de Moraes, já estaria em esferas ainda mais elevadas do astral superior, não mais realizando trabalhos em nosso plano."

Ou estava de brincadeira ou demonstrou muito pouco conhecimento sobre espíritos que se tornam "FAMILIARES" e seus cuidados para com essa "família".

Só sintetizando: Chico Xavier deixou uma "chave", uma senha com os seus, segundo eles mesmos, que o identificará em caso de sua aparição em algum outro lugar de forma que possam reconhecê-lo e, mesmo assim, sem o saberem, já houve quem tentasse dizer que o Chico estaria "baixando" por aí.

Compreenderam onde quero chegar? Já tem gente querendo as "glórias" de estar trabalhando com o bom velhinho e bem longe da família.

Na Umbanda temos o Ponto Riscado de uma entidade que é PARTICULAR e, como já expliquei, pode até sofrer algumas PEQUENAS modificações em casos de mudanças de médium e em relação à coroa, de formas e objetivos de trabalho, MAS NUNCA RADICALMENTE, porque se fosse assim, não haveria razão de ser como ELEMENTO IDENTIFICADOR - seriam apenas rabiscos transitórios.

Esta "CHAVE", esta "SENHA" tem que ser imutável e qualquer tentativa de "explicações" sobre mudanças radicais é totalmente infundada e segue uma tendência atual de se tentar justificar "mudanças" no que era obrigatório de uma forma e agora, só porque querem ou precisam, "pode ser de outra".

Não pode! E se "puder", NÃO É UMBANDA ou NÃO É O MESMO ESPÍRITO!

Não sei se já disse aqui ou foi objeto de debate, mas se não disse, aí vai.

A importância de um PONTO RISCADO é tanta no reconhecimento de uma entidade, que ATÉ A FORMA DE RISCAR (a ordem em que riscam cada elemento que o compõe - uns após outros) identifica ou não o verdadeiro dono do riscado.

Aprofundamentos sobre isto, se preciso forem, à parte. E se você ainda não atentou pra isso, comece agora, porque assim como existem na terra falsificadores de assinaturas, no Astral também os há!

Esperamos ter explicado um pouco mais, embora praticamente tudo o que está explicado agora estivesse implícito, nas entrelinhas, como bem gostam de nos ensinar nossos amigos lá do outro lado.

Que a PAZ DE OXALÁ nos equilibre, a todos, agora e sempre!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

ENTREVISTA COM DONA LYGIA CUNHA

UMA ENTREVISTA COM DONA LYGIA CUNHA, NETA DE ZÉLIO DE MORAES E RESPONSÁVEL PELA CONDUÇÃO DAS SESSÕES NA TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE




No final do ano de 2007, descobri, por pura sorte, o perfil de um rapaz chamado Marcelo, que vinha a ser filho de Dona Lygia, neto de Dona Zilméia e bisneto de nosso já conhecido Zélio Fernandino de Moraes, a quem coube, ainda que alguns rejeitem, a CRIAÇÃO DE UMA NOVA RELIGIÃO, através da entidade que se apresentou como CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, nos idos de 1908, como já é do conhecimento de todos os que já passaram por este Blog ou leram esta parte da história da UMBANDA em outros lugares.


De início confesso que fiquei meio tímido para contatá-lo, tanto que levei alguns dias pensando se deveria ou não, como seria recebido, se teria alguma resposta, embora achasse que deveria fazê-lo pois, "viajando" por Comunidades como Orkut, MSN e outras, pude perceber que ainda são muitas as dúvidas que existem, não só sobre a figura de Zélio, do Caboclo e principalmente do CULTO RELIGIOSO que este batizou de UMBANDA. Além disto ainda havia encontrado, nessas viagens, as informações mais disparatadas sobre certos rituais que alguns afirmavam, até com "certa certeza"(?), que existiam nas práticas das Tendas fundadas por Zélio e o Caboclo Das Sete Encruzilhadas, a quem passarei a chamar de "CHEFE", como carinhosamente até hoje ele é tratado pela família e por aqueles que com eles se alinham.


Pois bem. Tomei coragem e entrei em contato com o Marcelo que me respondeu até além de minha expectativa, fornecendo-me endereços e telefones que, é óbvio, não serão aqui divulgados, de forma que eu pudesse me contatar com sua mãe, Dona Lygia Cunha, o que fiz. E quando o fiz pela primeira vez, por telefone, ela deve se lembrar que cheguei a me espantar por ficar sabendo que a família residira por muitos anos em um prédio bem defronte ao que eu moro (local em que ela estava neste momento e se preparava para a última gira do ano que ocorreria dois dias após) e, por coisas que a vida não explica, eu nunca soubera.


Conversamos por um bom tempo, minha proposta de preparar este questionário que se segue foi muito bem aceito e cheguei a combinar de estar presente nessa próxima sessão - o que infelizmente, por motivos particulares, não me foi possível - ficando eu de enviar-lhe as perguntas por e-mail para que sobre elas refletisse e escolhesse sobre o que gostaria de escrever, acrescentar, modificar ou não, e tivesse tempo suficiente para até mesmo, em caso de necessidade, buscar subsídios junto a sua mãe, Dona Zilméia, sobre assuntos de que talvez não tivesse conhecimento - coisas que teriam acontecido quando ainda muito jovem e não tinha assumido seu cargo atual dentro da Tenda.


Com todas as suas ocupações de mãe, avó, dona de casa, da Tenda, etc., etc., Dona Lygia, pacientemente, nos forneceu respostas às principais perguntas que, de acordo com minhas "viagens" antes citadas, me pareciam necessárias para melhores informações, já que como vemos, muitos têm os acontecimentos de 15 e 16 de novembro de 1908 como marco inicial da Umbanda, mas mesmo entre esses, uma grande parte não sabe como foi ou é a Umbanda preconizada pelo CHEFE.

As perguntas e respostas que se seguem foram as que de mais importância via eu no momento, e as estou colocando da mesma maneira que foram e vieram, ou seja, SEM INTERPRETAÇÕES PESSOAIS MINHAS.


Peço a todos que tiverem acesso a este Blog que leiam, pensem, repensem, comparem com o que têm lido por aí, compreendam e divulguem o valor histórico deste testemunho, bem assim como sua seriedade e agradeço verdadeiramente à Dona Lygia, seu filho Marcelo e sua esposa Simone, Dona Zilméia e toda a família por tão bem terem recebido esta proposta.


QUESTIONÁRIO




PERGUNTA: Há pouco tempo em uma revista de Umbanda saiu uma reportagem na qual D. Zilméia teria dito que matavam um porco para Ogum uma vez por ano e que isso era feito desde os tempos do senhor Zélio. Por tudo que já conhecia da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilahdas, sempre soube que sacrifícios animais eram proibidos pelo Caboclo . Como se explica então essa "imolação de um porco para Ogum" , se nem seria este o animal adequado, de acordo com os rituais afro?


OBS: Esse comentário deu origem a diversos debates em que os africanistas afirmavam que o Caboclo das Sete Encruzilhadas também fazia sacrifícios.


RESPOSTA: O ritual para elaboração da comida de Ogum foi trazido por Orixá Malet (uma das entidades que atuavam junto ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, também através de meu avô) que seria obrigatoriamente um sarapatel.
O sarapatel era feito com os miúdos de um porco castrado, por isso usava-se o animal c/ esta característica. Ele era morto por uma pessoa de fora do terreiro, fora da TENSP, habilitado e contratado p/tal. A carne era usada como alimento para qualquer refeição.
Isto seria sacrifício?
Hoje não mais existe esta contratação e a comida é feita, como para todos os orixás, compra-se os ingredientes nos mercados.
E quanto a sua dúvida, não ser o porco adequado nos rituais afro, nada sei, nós estamos falando da Umbanda do Caboclo.


NÃO FAZEMOS SACRIFÍCIOS, qualquer dúvida é só visitar-nos.


PERGUNTA: Sobre Exus: Como eram e são agora compreendidos os Exus na visão da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas? Já trabalham com eles? O que os fez mudar, se assim procedem?
Pergunto isso porque há um texto na Internet em que o próprio Zélio explicava como o CHEFE e ele viam os Exus e o porquê de não trabalharem com eles.


RESPOSTA: Os Exus eram e são compreendidos da mesma forma, desde a fundação da TENSP, não houve qualquer mudança. Não há sessões de Exus. Continuam sendo, como dizia o Caboclo, os soldados, os trabalhadores do nosso Terreiro, são chamados somente quando necessário, normalmente nas descargas ou em outros trabalhos de defesa contra a magia.


PERGUNTA: Iniciei em um Centro Espírita que, embora kardecista em sua raiz, tinha sessões de umbanda mesa branca e que dizia seguirem a Umbanda preconizada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. Nesse Centro não havia velas, atabaques, fumo ou Congá. Era assim na TENSP? O que mudou desde então para vocês que estão mais próximos da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas?

RESPOSTA: A TENSP sempre trabalhou com velas, pemba, ponteiros, fumo, defumadores, temos gongá, que nada mais é que um altar c/ imagens de santos, nunca usamos atabaques. Trabalha-se também com pontos firmados que são usados nas sessões e os pontos cantados, sem qualquer acompanhamento instrumental, só voz. Para o nosso entender nada mudou na TENSP. Se houve mudanças em Tendas criadas por meu avô, isto não é de nossa alçada. Nós continuamos fiéis aos ensinamentos e preceitos do Chefe (como também chamamos o Caboclo das Sete Encruzilhadas) e esta será sempre a nossa luta.




PERGUNTA: Como é feita a iniciação de médiuns na Tenda? Quando eles são considerados prontos?

RESPOSTA: Existem na TENSP as chamadas Sessões de Desenvolvimento sob a responsabilidade de um Babá da casa, ajudado por outros médiuns antigos. As sessões dividem-se em duas partes, uma teórica e outra prática, na qual a incorporação dos médiuns em desenvolvimento é trabalhada. Após algum tempo participando desses trabalhos são considerados semi-prontos pela indicação do Guia Chefe. Após esta indicação, deverão ser burilados nas Sessões de Caridade, muitas vezes trabalhando como médiuns de atração, até receberem ordem p/ trabalharem na casa, dando passes.

Não há tempo marcado e cada um tem o seu tempo p/desempenhar tal tarefa.






PERGUNTA: Tendo a Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas tomado como ponto de partida os ensinamentos kardecistas, eu perguntaria em que momento as oferendas e/ou obrigações com comidas ou de outro qualquer tipo começaram a fazer parte dos rituais?

RESPOSTA: Apesar da primeira manifestação pública do Caboclo da Sete Encruzilhadas ter se dado na Sede da Federação Espírita de Niterói, as práticas da Umbanda não partiram de ensinamentos kardecistas, até porque os kardecistas de então, rejeitavam as manifestações de pretos velhos e caboclos por considerarem "espíritos pouco evoluídos". Aliás, o próprio Caboclo foi convidado a deixar o recinto na ocasião de sua incorporação. Não quero dizer com isto que rejeitemos os ensinamentos de Kardec. Os usamos para entender as questões relacionadas aos processos de evolução espiritual, reencarnação, etc. ... e temos profundo respeito pelas práticas dos kardecistas.
Nossas práticas partiram dos ensinamentos que foram trazidos pelo próprio Chefe, por Pai Antonio e posteriormente por Orixá Malet (entidades recebidas por meu avô).

E quanto a sua pergunta sobre oferendas, etc. ..., foi a partir da chegada do Orixá Malet (segundo informações da minha mãe ).

PERGUNTA: Orixá Malê - Vocês devem ter tido bastante contato com essa entidade. Poderiam me responder se era uma entidade ligada ao africanismo? Seria ele um desses que se acostumou a chamar de "capangueiro de orixá"? Ou apenas uma entidade da linha de Ogum Malê? Ele era um espírito (que tivesse vivido antes na terra) ou um elemental/orixá como compreendem os ritos de candomblé?

RESPOSTA: Eu infelizmente não tive muito contato com Orixá Malet, pois era muito jovem e não freqüentava assiduamente as suas sessões, os seus trabalhos.
Orixá Malet não era ligado ao africanismo, nem "capangueiro de orixá", como você questiona. Ele era malaio e se apresentou com este nome, foi o guia que veio p/ resolver "as demandas" do Centro e da própria Umbanda em seu nascedouro. Falava pouco e sua comunicação se dava predominantemente por gestos, era bastante rápido e exigente nas suas ações e nos trabalhos que realizava. Como se apresentava como malaio e pelas descrições de sua aparência, acredito que tenha tido uma existência terrena como o Chefe e Pai Antônio.

PERGUNTA: O que vocês teriam a dizer dessas falanges que estão aparecendo na Umbanda como: Ciganos, Malandros, Boiadeiros, Lixeiros, Mendigos, Caipiras ...?

RESPOSTA: Sobre as falanges que você pergunta:
Ciganos, malandros e boiadeiros------- temos conhecimento.
Lixeiros, mendigos e caipiras----------- nunca ouvi falar, nada sei sobre elas.

Na TENSP não trabalhamos com nenhuma delas, embora eventualmente alguma entidade possa se manifestar c/ trejeitos típicos de malandros e também com movimentos de um boiadeiro.

PERGUNTA: Qual a opinião de vocês quanto ao uso de paramentos, vestimentas que caracterizam certas entidades (boiadeiros, exus, caboclos), como cocares, chapéus de couro, chicotes, laços e outros dentro dos rituais de Umbanda?

RESPOSTA: Esta Umbanda com paramentos não conheço, não usamos e particularmente não vejo necessidade de roupas, adereços ou qualquer tipo de fantasias.


PERGUNTA: Qual a opinião atual de vocês sobre as vestimentas que devem usar os médiuns para trabalhos dentro da Umbanda? O que mudou desde o CDSE para cá?

RESPOSTA: A nossa Umbanda continuará a usar um uniforme simples, como é desde a sua fundação. Para as mulheres um vestido branco c/ comprimento normal complementado com um calção por baixo até o joelho e, os homens calça comprida branca e camisa branca. Por praticidade esta camisa vem sendo substituída por um jaleco branco simples.

Trabalhamos descalço. Os médiuns usam uma fita vermelha na cintura e os cambonos uma fita verde.







PERGUNTA: O Ponto riscado do Caboclo das Sete Encruzilhadas é uma encruzilhada encimado por um coração transpassado por uma flecha?
Mais algum detalhe?


RESPOSTA: O ponto riscado do Caboclo é um coração transpassado por uma flecha somente.

PERGUNTA: Qual a opinião de vocês sobre essa volta do CDSE anunciada pela médium Adriana Berlinsky que escreveu recentemente dois livros aos quais ainda não tive acesso, que teriam sido psicografados pelo CHEFE?

RESPOSTA: O Caboclo continua tendo o seu Centro, a TENSP, com excelentes médiuns incluindo a filha carnal de Zélio de Moraes, sem qualquer mudança nas suas diretrizes e práticas desde a sua criação. Assim sendo me causa certo estranhamento que ele possa ter escolhido um médium sem nenhum contato com esta casa para se manifestar. Além disso, segundo informações recebidas através de outras entidades que com ele trabalhavam na TENSP, o Chefe, após cumprir sua missão junto a Zélio de Moraes, já estaria em esferas ainda mais elevadas do astral superior, não mais realizando trabalhos em nosso plano.

PERGUNTA: Após o falecimento de Zélio, já tiveram alguma notícia dele, do Caboclo das Sete Encruzilhadas ou de Pai Antônio, ou de qualquer outra entidade que com ele trabalhasse?


RESPOSTA: Sim, o meu avô já esteve conosco, a sua última mensagem foi em novembro de 2007 na abertura da Sessão do Amaci.
O Caboclo aparece para nós, em momentos muito especiais em nosso Terreiro e os médiuns videntes percebem sua presença manifestada na forma de um clarão de luz azul. Os seus recados são trazidos através de caboclos e/ou pretos em algumas ocasiões.
Pai Antônio já incorporou algumas vezes com minha mãe, também em nossas sessões, trazendo muita alegria e uma imensa saudade.


PERGUNTA: Há pouco tempo tive a oportunidade de ler em uma certa Comunidade do Orkut que talvez lhes interessasse (aos membros dessa comunidade) comprar a casa onde morou o Sr. Zélio, em Neves, para que ali fosse criado uma espécie de marco do início da Umbanda, mas que alguém que teria ido ao local teria se deparado com uma pessoa que, embora da família, seria evangélica e nada interessada em Umbanda ou qualquer coisa parecida. Vocês têm conhecimento desses fatos (da possível compra e da pessoa que lá reside)?


RESPOSTA: Freqüenta hoje o terreiro da TENSP uma das pessoas da comitiva que esteve em visita a casa. Existia sim esta idéia, mas não sei como surgiu. A pessoa que os recebeu é católica (sic) e não evangélica e é bisneta da tia Zilka (única irmã de meu avô). São os atuais moradores da casa, seus pais e irmãos.
O meu avô nunca foi favorável a qualquer culto a sua personalidade ou a valorização de algo material ligado a Umbanda, como um imóvel, por mais importante que seja para a nossa história.
Assim sendo nos arrepia a idéia de um "Museu da Umbanda" ou coisa parecida, com fotos, objetos de meu avô ou algo similar. Uma "casa de Umbanda" só tem sentido para nós se for para a prática da caridade e para isto, como diria o Chefe, basta a copa de uma árvore.


PERGUNTA: A que fatos ou interpretações vocês atribuem essa diferenciação tão grande de Umbandas hoje existentes e a essas afirmações de que: "Já existia Umbanda antes do Caboclo das Sete Encruzilhadas e que ele não teria criado a Umbanda e sim anunciado ou mesmo, como afirmam outros, socializado?".


RESPOSTA: Em relação às diferenças acredito no lema "cada cabeça uma sentença". A Umbanda não é dogmática porque o Chefe assim o quis. Não foi criada uma doutrina, talvez para permitir que aquele que seja dotado de mediunidade e afeito aos seus ideais possa se tornar um trabalhador de suas causas. A coisa mais importante é que paute suas práticas na humildade, no amor e na caridade.
Nós na TENSP procuramos manter as práticas como nos foram ensinadas pelas entidades recebidas por meu avô. Para cada uma delas existe uma razão, uma justificativa nem sempre muito clara.
Procuramos ser um esteio do que foi preconizado por estas entidades, entretanto sem termos a pretensão de sermos melhores que quaisquer outros.
Quanto a existência da Umbanda antes do Caboclo, só podemos falar por aquilo que está na nossa história e o que nos foi ensinado: A Umbanda é uma religião brasileira que incorpora elementos de todos os povos constituintes de nossa nação, especialmente do índio, do negro e do branco europeu, nascida por ordem do astral superior, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas voltada principalmente para a prática da caridade. Seu nascimento se deu em São Gonçalo – RJ em 15 de novembro de 1908 no bairro de Neves.





PERGUNTA: Que tipo de mensagem vocês gostariam de deixar para os Umbandistas de todas as vertentes atuais?


RESPOSTA: Importante é que tenham pureza em seus corações. A fé é a maior alavanca. A Umbanda para nós sempre será baseada na simplicidade, no amor, na caridade e principalmente na humildade. Nunca se afastem desses ensinamentos.



Façam sempre suas orações pedindo orientação aos mestres espirituais.



Salve Oxalá e que Ele os abençoe.
Lygia Cunha





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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:



1- Todo este texto, após montado, foi remetido para Dona Lygia para que tivesse sua aprovação e recebesse qualquer emenda que bem achasse necessária.


2- As fotos que acompanham a matéria (algumas das muitas que foram enviadas à família) foram feitas em 26/04/2008, durante a Sessão em homenagem a Ogum e com permissão de Dona Lygia por quem fui muito bem recebido.

3- Que se observem, através das fotos, o tipo de indumentária utilizada pelos médiuns, bem como a ausência de atabaques no recinto do terreiro, o que desmente peremptoriamente muitos dos comentários expostos em mídias.

4- Como fiquei sabendo lá mesmo, em breve a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade terá seu Site na Internet e, assim que ficarmos sabendo o endereço, ele será aqui exibido.

Que OXALÁ NOS ABENÇOE E ILUMINE A TODOS, são também meus sinceros votos !
AINDA SOBRE A TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE, O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS E UMBANDA SIGAM LINKS ABAIXO:
E UM BOM TEMA PARA PESQUISAS
BOA LEITURA A TODOS!!