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terça-feira, 28 de agosto de 2007

PRÁTICAS E RITUAIS PARTE V - FINAL

Por favor, assegure-se de ter lido as quatro partes anteriores antes de iniciar essa leitura

... CONTINUANDO


Desde a mais longínqua antigüidade os pré-humanos e os homens que surgiram depois, sempre tentaram alcançar as beneces de seres superiores (que nós conhecemos pela história como deuses) através de presentes que julgavam ser do agrado destes.
Sem entrar muito profundamente na história de cada religião, podemos ver alusões a oferendas, inclusive com matança de animais até mesmo no chamado Antigo Testamento, tendo sido inclusive o fato de Jeová não ter aceito a oferenda de Caim tão bem quanto aceitou a de Abel o que desencadeou o ciúme, inveja e posterior assassinato de um pelo outro.
É certo também que com o passar dos tempos, muitos hábitos antes tidos como fundamentais, foram se modificando em todas as Religiões e Seitas, baseados na pressuposição de que não teriam real fundamento porque o Deus que procuram não pode mais ser ligado a presentes materiais como os que então eram oferecidos, no que todos estão cobertos de razão. Como já disse antes, se entidades que não chegam a serem deuses, por terem alcançado um nível evolutivo maior, já não se prendem às coisas materiais, que dirá um Deus e mesmo um "Orixá", seja ele quem for.
Por que então as oferendas na Umbanda? Por acaso não seria para alcançar as beneces dos Orixás e do próprio DEUS?
Vamos tentar conduzir seu raciocínio, ainda mais uma vez, da maneira mais simplificada possível, mas para isso comece por esquecer aquela forma de um senhor de barbas, onipotente e onipresente que sempre lhe tentaram impingir como se fosse O Criador.
Preste atenção!

DEUS

Forma energética primeira da qual se formaram todas as coisas e Seres (que por serem provenientes de uma Energia Mãe, não deixam de ser também formas energéticas mais densas ou menos densas) e não um SER PESSOAL que possa se contatar com os encarnados como pensam alguns. Para os Maçons, como já disse: "O Grande Arquiteto do Universo".

ENERGIAS

Tudo no Universo é energia em estado de maior ou menor densidade e com diferentes formas de montagens de seus átomos e moléculas.
Após a chamada Criação, O DEUS UNIVERSAL continua a se desdobrar em uma infinidade de energias que circulam por todo o Universo criado e não só pelo planeta Terra que não é nem nunca foi o Centro do Universo (em outros tempos eu estaria na fogueira se afirmasse esse fato mais do que provado nos dias de hoje).
Se uma energia mãe se desdobra, sempre há as primeiras energias que partem dela que depois também vão se desdobrando, interagindo e formando outros tipos de energia. Veja se você entende o gráfico abaixo.

Trata-se de um gráfico que representa a refração da luz solar através de um prisma. Ao passar pelo prisma, a luz, anteriormente branca, se decompõe em diversas outras cores sendo que as visíveis para nós estão aqui representadas.
As três primeiras cores que se formam são as que conhecemos como cores primárias (indivisíveis) que são o AZUL, o AMARELO e o VERMELHO. Todas as outras se formam pela ação dessas três cores umas sobre as outras. Dessa forma o VERDE é composto pelo AMARELO com o azul, o LARANJA é formado pela soma do AMARELO com o VERMELHO, o VIOLETA é formado pelo VERMELHO mais o AZUL...
Assim como a luz (energia) do Sol, supõe-se que essa energia mãe (ou pai, se você faz questão) em seu processo de desdobramento decompõe-se primeiramente em três energias primárias (lembra-se da Santíssima Trindade?) que posteriormente por interações geram mais quatro energias que voltam a interagir entre si e entre as primárias gerando outras energias e por aí vai.
Expliquei isso tudo para que você entendesse o que é ORIXÁ como visto pela Verdadeira Umbanda.
Se fizermos uma analogia entre as cores da refração solar e as energias primeiras que se supõe serem geradas pelo CRIADOR UNIVERSAL, as sete primeiras energias ou cores seriam os Sete Primeiros Orixás gerados (ou RAIOS como são chamados em outras filosofias), ou VIBRAÇÕES ORIGINAIS, o que indica que ORIXÁS, para a Umbanda Verdadeira, são formas energéticas de puríssimo padrão vibratório, impessoais como o próprio CRIADOR e portanto jamais receberiam oferendas materiais como as que se vêem.
Quem realmente recebe as oferendas ?
Respondeu certo quem disse: Os Elementais da Natureza.
Ah! Mas você disse que eles poderiam até ser perigosos em certas ocasiões ! E aí, como é que fica ?
Eu disse e torno a dizer que o trato com Elementais pode ser perigosíssimo para os que não sabem se precaver, e é por isso mesmo que na Umbanda, o trato com esses seres é feito através daqueles que realmente sabem e podem, com segurança, determinar junto a eles as diretrizes desse ou daquele trabalho - nossos Guias e Protetores.
Somente iniciados avançados podem manter um certo relacionamento com esses seres, sem correrem o risco de serem envolvidos por certos artifícios que eles tão bem sabem executar.
Não é que seja tão difícil entrar em contato com eles, não! O problema está, principalmente, na tendência dos humanos quererem fazer desses seres os seus "geninhos particulares" (como tentam fazer com entidades espirituais), pensando que são mais inteligentes e podem comprá-los com as oferendas que colocam em certos lugares sem se preocuparem com mais nada.
Elementais, principalmente os gnomos, hoje tão procurados, são em via de regra, muito mais espertos do que os humanos que tentam cativá-los e, além disso, podem perceber suas reais intenções, muito antes delas se revelarem. Em casos assim, podem (e não raramente o fazem), transformar-se em obsessores difíceis de serem afastados. Sabe por que ? Porque foi o humano quem lhes foi pedir favores coberto de más intenções, o que por si só já lhes dá o direito de agirem da maneira que acharem melhor, e o pior: seus direitos, nesses casos são, até certo ponto, respeitados pelas entidades espirituais que poderiam proibir suas ações no caso de resolverem fazer suas estrepolias por simples capricho.
Se você duvida dessas afirmações, ainda que não tenha conhecimento profundo desse tema, procure ler alguns livros de ocultismo em que haja tratamento entre Magos e Elementais e tenha uma idéia de todo o ritual de preparação por que passavam antes de ter com eles. Eu lhe indicaria "Dogma e Ritual da Alta Magia" de Eliphas Levi, mas há outros também muito interessantes para pesquisa. Só tome cuidado com os "Neo-Pseudo-Esotéricos" atuais que em grande parte estão muito longe do que é o Esoterismo Verdadeiro.
Voltando ao nosso assunto, preciso explicar que tanto os Elementais Verdadeiros, como os Falsos Elementais (para não me aprofundar muito: falsos elementais = elementais criados a partir de formas-pensamento) são amplamente utilizados em trabalhos de magia tanto positiva quanto negativa por entidades astrais e mais amiúde pelos Exús (e porque não dizer também os quiumbas) que têm padrão vibratório próximo ao dessas entidades e por isso mesmo têm acesso direto a elas (muito mais que entidades mais evoluídas, pelo que já vimos).
Quando uma entidade pede uma oferenda, para a realização desse ou daquele trabalho, você pode estar certo de que, a menos que ela seja um "quiumba brabo" estará pedindo para que possa atrair e comandar certos elementais que têm ação direta sobre o tipo de trabalho a ser executado.
Entidade espiritual humana que já passou por um processo evolutivo não precisa comer nem beber, muito menos de sangue de animais sacrificados. Elementais e certos espíritos Elementares (quiumbas e certos obsessores) sim, pois pertencem a um nível astral quase que igual ao nosso e, na verdade, o que fazem é absorver a energia que emana dos elementos a eles oferecidos e não da matéria propriamente dita.
Quanto às "comidas" o que se pode dizer basicamente é que são exatamente isso: elementos que são oferecidos e que libertarão certas energias que por sua vez serão absorvidas e usadas para a realização do trabalho proposto, e para efeito de segurança, sempre sob a coordenação da entidade que assim determinou - ela tem que saber o que está fazendo.
Quanto aos sacrifícios de animais, nunca foram usados nas práticas da Umbanda. Quando em casos de extrema necessidade, os animais são entregues vivos, pois quando um elemental precisa realmente absorver energia vital de um deles, pode muito bem fazê-lo com o bicho vivo como fazem em caso de obsessão a humanos encarnados. Dessa forma, sob a coordenação da entidade dirigente, o(s) elemental(is) envolvido(s) absorve(m) apenas a quantidade necessária de energia vital e quase sempre o animal continua vivo.
A uma primeira análise, poderá até parecer loucura o que eu disse acima, principalmente para aqueles que se enraizaram no que aprenderam "de boca em boca" e julgam não poderem mudar o que entendem como imutável. Para esses eu só tenho a dizer que em 30 anos de Umbanda (estamos e 1999), ainda que fosse para salvar vidas infestadas de elementais e larvas projetadas por certos quimbandeiros, eu jamais tive de executar um sacrifício animal.
Mesmo em rituais chamados por alguns de "troca de cabeça" (isso é para quem entende da coisa) execuções de animais nunca foram necessárias.
Como? Troca de cabeça é ritual específico dos rituais de nação?
Ledo engano, meu irmão!
Esse tipo de ritual já era utilizado por civilizações tão antigas que já foram até extintas e em muitos casos com sacrifício de vida humana para que as "divindades", em troca, lhes proporcionassem bens nas mais variadas situações de vida.
Os rituais de "troca de cabeça", como são conhecidos nos dias de hoje, são meras adaptações de rituais antigos onde, na síntese, se busca tirar de alguém um certo mal, através da transferência da atuação que essa pessoa sofre, para um animal de duas ou quatro patas que, segundo a regra, deve ser sacrificado à seguir para que sua energia vital possa ser absorvida pelos elementais ou elementares (nesse caso verdadeiros vampiros) que atuavam no ser humano como obsessores.
O ritual em si, é lógico que eu não ensinaria aqui e nem aconselho a qualquer iniciante ou mesmo pseudos pais no santo a tentarem meter a mão nessa "cumbuca".
Esse é um tipo de ritual perigosíssimo por colocar o médium em contato direto com as formas elementais do mais baixo grau, e que, por isso mesmo, só pode ser perfeitamente executado por quem tenha recebido ordenação dos Espíritos Guias Verdadeiros e não aqueles que tenham sido "coroados" por serem amigos do pai ou mãe no santo, sob pena de conseqüências nefastas.
Vamos parando por aí!

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segunda-feira, 20 de agosto de 2007

PRÁTICAS E RITUAIS PARTE IV

CONTINUAÇÃO: Assegure-se de ter lido as três partes anteriores para efeito de bom acompanhamento da leitura e acuidade de raciocínio.
OBSERVAÇÃO: Por se tratar de um capítulo bastante grande e merecedor de melhores avaliações, para também melhores e não apressadas conclusões, este capítulo foi dividido em CINCO partes, sendo esta a QUARTA.
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Pois muito bem! Vou contar o fato e tentar explicar baseado em princípios físicos que acabam se refletindo nas esferas espirituais também.
Todos sabemos que nas passagens de ano (REVEILLON) todo mundo procura usar roupas claras, de preferência brancas, achando que essa prática lhes beneficiará de alguma forma (será?).
Na passagem de um certo ano para outro, tomei coragem e, sem que houvesse qualquer determinação espiritual resolvi me vestir de preto.
Coloquei uma calça preta, uma camisa preta e uma sandália preta.
Gosto de ver aquelas sessões quase sempre folclóricas, que acontecem nas praias da cidade onde, em grande parte das vezes o que se vê é um show de demonstrações (verdade para quem quer verdade) com "incorporações" inexistentes (basta ter um pouquinho de vidência ou sensibilidade), embora sempre me causem certa tristeza de ver rituais e práticas serem assim expostos. Na verdade vou assistir mesmo como se fosse um SHOW.
Todo de preto como estava, é lógico que fui observado por muitos "passantes" e freqüentadores dos terreiros, sempre com um ar de, senão curiosidade, até mesmo de receio.
Alguns amigos que encontrava e me perguntavam sobre o por-que do "pretume", respondia apenas que tinha sentido vontade.
No primeiro dia do ano, para não ficar diferente, preto total eram as minhas roupas.
Fui à casa de uma senhora amiga, preocupado com sua filha que poderia, como era de meu conhecimento, ter embarcado naquele "Bateau Mouche da Morte" (foi exatamente nessa passagem de ano). Lá chegando, deparei-me com outra senhora que vinha a ser a Ialorixá do Terreiro que minha amiga freqüentava que, ao me ver todo de preto não podia ter ficado calada...
Tentar explicar a uma pessoa de certa idade, principalmente com "fartos conhecimentos no santo" de que era um teste e que eu tinha o direito de executá-lo a despeito da crença dela de que era altamente negativo, você há de convir que "não é mole"...
Tentei por algumas frases, fui contestado e até repreendido de certa forma, por ser eu um espírita e ter feito aquela "asneira".
FOI UM DOS MELHORES ANOS QUE PASSEI EM TODOS OS SENTIDOS.
A explicação mais detalhada me veio muito depois e se você acompanhar o raciocínio poderá entender porque o preto, que tantos temem pode ser tão positivo em certas ocasiões.
Vou procurar ser o menos complexo possível.
Todos que estudaram física na escola sabem que os objetos que vemos coloridos, assim são porque refletem a cor proveniente do espectro solar.
A luz solar é, na verdade, uma mistura de um punhado de cores. Dessa forma, se incidir sobre um objeto que reflita a luz vermelha, nós o veremos como um objeto vermelho. Se incidir sobre um outro que reflita o azul, nós o veremos como um objeto azul. Anote isso !
Sabemos pela física também que a LUZ É UMA FORMA DE ENERGIA (anote isso também !). Nesse caso, a luz é uma forma de energia que podemos ver refletida em todos os objetos que enxergamos.
Agora preste atenção!
Se você veste uma roupa vermelha, isso quer dizer que você está usando um objeto que reflete (manda de volta) a energia vermelha, o que faz com que você não a absorva ou absorva apenas parte dela, ou seja, de uma certa forma essa roupa funciona como um escudo para a energia que se traduz visualmente pela cor vermelha. Tudo bem até aí?
Se considerarmos ainda aqui os conceitos dados pela física para a cor branca e a preta veremos que a branca é uma cor que reflete todas as cores do espectro (ou seja: manda de volta todas as energias do espectro luminoso) e a negra significa ausência total de cor e por isso mesmo funciona como elemento de atração para todas as cores e energias.
Isso é inclusive provado na física pelos efeitos de absorção do que lá é chamado de "corpo negro".
Todos os objetos negros absorvem, por exemplo calor (que é uma outra forma de energia), muito mais facilmente que os brancos e infinitamente melhor que os polidos que as refletem muito mais. Se você duvidar, experimente sair de preto em um dia de bastante calor. Depois troque a roupa para a cor branca e sinta a diferença.
Se você conseguiu acompanhar até aqui, agora vai ser fácil entender.
Objetos negros absorvem energias com muito mais facilidade que os de qualquer outra cor.
Alegria é energia!
Bons pensamentos e desejos sinceros de sucesso geram formas pensamento condizentes que são energias!
Todas aquelas festas e comemorações pela passagem do ano e fé num ano que se inicia, cria nos ambientes egrégoras favoráveis que são pura energia.
Aconteceu que, ao vestir preto, enquanto a maioria refletia as cores brancas e portanto mandava de volta uma vasta gama de energias, eu as absorvia, ou seja, o preto as absorvia e, por estar em contato com minha pele, eu era o beneficiado.
A cor preta jamais deverá ser usada, pelo que expliquei acima, em ambientes de dor (enterros, hospitais etc), porque seu usuário fatalmente seria atuado pelas energias negativas desses locais. Em ambientes festivos no entanto, ela pode ser usada perfeitamente por qualquer pessoa, inclusive e até sabiamente (porque não?), por pessoas espiritualizadas.
Você duvida? Ainda tem medo?
Você acha que o que já foi provado pela física não tem nada a ver com as energias cósmicas e espirituais?
Você já ouviu falar em CROMOTERAPIA ?
O que você acha que aquelas "lampadazinhas" coloridas fazem além de iluminar com cores o corpo do paciente?
Por termos falado muito e certamente ainda termos muito a falar sobre energia, é preciso que você entenda de uma vez por todas que TUDO É ENERGIA e que nós, seres energéticos (espiritualmente e materialmente) estamos sempre cercados de uma infinidade de outras energias que podemos absorver ou refletir, sempre de acordo com nossa vontade, através da força de nossa mente. A grande sabedoria está em se aprender a captar e absorver as energias das quais necessitamos. Entenda quem puder.
Uma outra particularidade da cor negra é que ela absorve melhor energias menos densas (nem por isso mais positivas ou mais negativas: isso depende do ambiente e da cabeça de quem usa) no período da noite, quando muitas energias mais densas (como o próprio calor) diminuem seus efeitos.
Outras práticas que vemos em Terreiros ditos de Umbanda e que quero colocar sob análise ainda nesse texto são:
A- O uso de roupas de soldados romanos, cocares, coroas etc, por entidades incorporadas.
B- O uso de oferendas com comidas e/ou matanças também feitos nos Terreiros ditos de Umbanda.

Vamos começar pelo primeiro item, sempre procurando uma análise lógica e fugindo do que já é estabelecido como "necessidade", "verdade" etc. e para isso peço sua especial atenção.
Por que em alguns Terreiros certas "entidades" teimam em se paramentar conforme "o que teriam sido" em uma encarnação passada?

POSSIBILIDADES:
I - Por se manterem ainda enraizadas aos costumes de sua época, o que já mostraria um certo atraso no seu nível de evolução;
II - Porque elas ou seu aparelhos mediúnicos (cavalos) acham que assim podem causar melhor impressão.


Em ambos os casos a prática provém, ou de uma vaidade ou da vontade de aparentarem algo que não são. A entidade pode até ter sido, mas certamente já não é mais. Isso também nos mostra o nível não muito alto de evolução da entidade ou, se for coisa do médium, a vaidade e a pouca compreensão do que está ali por fazer. Vaidade do médium até se entende, embora não deva ser cultivada. Vaidade numa entidade que pretenda ser evoluída ... dá o que pensar... ou não?
Esses costumes já se tornaram tão importantes para alguns grupos que, ainda que se lhes mostre todo o contexto dentro de uma lógica, fica difícil de ser entendido e quase impossível de ser modificado.
Todo estudante de espiritismo, espiritualismo, ocultismo etc, sabe perfeitamente que, quanto mais evoluída uma entidade astral, menos presa a coisas e hábitos materiais elas são. Essa observação não há como refutar.
Como já disse antes, não estou tentando ditar regras de nada. Apenas procuro passar elementos para que você passe a compreender melhor com que tipo de entidades estará lidando quando freqüentar grupos que tenham os hábitos acima citados, até para que não seja enganado pensando estar falando com um iluminado quando na realidade está de frente com um espírito que pode ser tão evoluído quanto você e às vezes até menos.
Também não estou querendo dizer que esses espíritos devem ser menosprezados por seus modismos. Não devemos nos esquecer de que, se estão ali com boas intenções (e isso é importante analisar) podem e devem ser respeitados por estarem, de alguma forma, tentando cumprir suas missões. O que não podemos deixar de dizer é que eles (como eu e você provavelmente) têm carências que os ligam ainda ao Plano Terra e portanto não podem ser considerados GUIAS DE FATO - PROTETORES sim.
Quanto aos modismos ditados por dirigentes e/ou apenas médiuns, devem ser combatidos seriamente sob pena da vaidade proliferar e provocar conseqüências muito negativas.
Ainda em relação à caracterização pedida pela entidade, deve o dirigente honesto aos seus propósitos ir, aos poucos, convencendo-as de que não há mais necessidade daquelas coroas, capas, espadas e por aí vai...
Quanto às guias que às vezes vemos amontoadas no pescoço de alguns médiuns, é importante que se diga que jamais deveriam ser usadas como objetos de ostentação, como se fossem sinais de que, por terem bastante guias penduradas, têm também "maior poder" ou mais proteção de suas entidades como percebemos em diversos locais.
A bem da verdade, todos sabemos que, se as guias estiverem realmente consagradas, energizadas com as vibrações das diversas entidades, o amontoamento delas num só pescoço cria uma diversificação tão grande de energias presentes que pode provocar até sensações bastante desagradáveis para os mais sensitivos.
Se uma entidade vier à terra (incorporar) com seu "cavalo" cheio de guias, só poderá acontecer que durante a incorporação ou logo após (se houver incorporação), ela trate de se livrar dos enfeites. Normalmente uma confusão tão grande de vibrações dificulta a incorporação de uma entidade de fato.
Se a entidade, após a incorporação, não se livrar do cacho de guias, você pode ter certeza de que: ou não há entidade alguma ali ou as guias são mesmo apenas enfeites sem nenhum valor energético e por conseguinte, apenas objetos da vaidade do(a) médium.
Guias têm como principal função facilitar o contato entre médium e entidade em qualquer situação em que estiverem sendo usadas. Para isso são devidamente preparadas, imantadas, energizadas pelas vibrações das entidades às quais pertencem e as vibrações do médiuns que as vão usar. Entendeu bem ? Se durante o processo de preparação de uma guia, as energias do médium que dela vai fazer uso não forem envolvidas, seu efeito poderá ser nenhum para este.
É lógico que o envolvimento das energias do encarnado podem entrar posteriormente no caso da guia servir como um amuleto para fins de escudo ou proteção apenas, mas quando se trata de criar um elo entre médium e entidade, ambos têm que estar presentes no momento da confecção da guia, o que vale dizer que uma guia que tenha sido preparada para um médium pelo seu orientador espiritual em rituais em que o médium não esteja presente, pode vir a ser um problema para esse médium, de vez que as energias envolvidas no momento serão as da(s) entidade(s) e as do orientador e não as do médium. Se houver confiança mútua no entanto...
Já entrei demais no esotérico (oculto) da coisa. Vou parando por aqui, por enquanto.
Vamos para o item "b" que é sobre as oferendas com comidas e matanças usadas em alguns Terreiros que se dizem de Umbanda Pura e também pelos Candomblés.

CONTINUA.


Texto retirado do Livro UMBANDA SEM MEDO do autor deste Blog.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

PRÁTICAS E RITUAIS PARTE III

CONTINUAÇÃO ... Por favor, não deixe de ler as duas partes anteriores se ainda não o fez.

Se um grupo não é disciplinado e principalmente não sabe ou não quer passar aos assistentes a necessidade da disciplina, fatalmente correrá o risco de, amanhã, estar envolvido com os mesmos problemas dos que hoje os procuram para pedir ajuda.
Para a participação efetiva em qualquer RITUAL é preciso que o conceito de DISCIPLINA esteja vivo na consciência de todos, sem o que, É MELHOR QUE NEM TENTEM ABRIR TERREIROS sob pena de se arrependerem após um certo tempo.
Você sabe o que quer dizer: "Quem não pode com mandinga não carrega patuá"? Pois é!
Também poderia ser: "Quem não tem competência não se estabeleça".
Desculpe se você achar um tanto rudes nossas apreciações, mas essa questão é altamente importante para a própria sobrevivência da Umbanda e até mesmo dos Candomblés, Grupos Kardecistas e outros mais, meu irmão ! Veja bem o que está acontecendo nos dias de hoje !
Quantos PSEUDO PAIS NO SANTO, PSEUDO OGÃS, PSEUDO MÉDIUNS saem de Terreiros e outros Centros Espiritas e Esotéricos dizendo que enquanto lá estiveram "foram os mais infelizes do mundo", "fizeram cabeça", "deitaram para o santo", "ajudaram a todo mundo" e acabaram cercados de "DIABOS" em suas vidas?
Ninguém assume as besteiras que faz não, meu irmão!
Comete-se um mundo de insanidades em nome "da religião" (aquela que eles pregaram) e depois saem pondo a culpa nela.
É infinitamente importante que se separe o joio do trigo e você, se é uma pessoa consciente e de bons princípios, como Umbandista, ou praticante de qualquer outra corrente espiritualista, tem a obrigação de ser pelo menos HONESTO aos seus princípios, ainda que para isso seja necessário desmascarar esses PSEUDO TUDO que andam por aí.
E se você está pensando que estou querendo combater essa ou aquela religião, também está enganado, amigo !
Não é com combate a grupos religiosos que se vai fazer da Umbanda ou qualquer outra religião um exemplo a ser seguido. Muito pelo contrário!
Se Umbandistas, Kardecistas, militantes do Candomblé e outros pretendem ver seus "santuários e doutrinas" respeitadas, devem começar por eles mesmos estudando, praticando honestamente e principalmente respeitando suas próprias doutrinas.
A grande variedade de religiões e Seitas que existem no Brasil e no mundo, são frutos das diversas correntes filosóficas espirituais que existem também no Mundo Astral e se formam na Terra em virtude da maior ou menor aceitação dos seres encarnados que a elas vão se achegando de acordo com o que julgam ser melhor para eles (ainda aqui vale a Lei das Afinidades), e não seria de forma alguma combatendo grupos e doutrinas que se faria vigorar nossa doutrina como a dona da verdade, já que nenhuma o é na totalidade.
É preciso que se veja, em cada uma, o que há de realmente positivo, sem antepormos às análises os filtros viciados pelo fanatismo e pela hipocrisia. E para u'a melhor análise, é necessário que comecemos por "arrumar a própria casa" sem nos preocuparmos com ataques dos PSEUDO....
Quem achar que deve debandar para outros grupos, deve fazê-lo o quanto antes. O pior que um ser pode estar fazendo a si e às vezes até aos seus achegados mais íntimos, é perseguir uma religião ou Seita na qual não consegue se encontrar. E isso deve lhes ser dito, não com aquele ar de raiva ou de quem fala apostando em seu retorno, mas torcendo até para que o dissidente (no bom sentido) encontre seu verdadeiro caminho, seja ele qual for, afinal de contas, NINGUÉM É DONO DE TODAS AS VERDADES e o principal objetivo das religiões e Seitas, como já foi dito, é a EVOLUÇÃO do Ser Encarnado, independentemente do caminho que ele escolher.
Não vou expor ou analisar aqui os rituais que devem ou deveriam ser seguidos pela Verdadeira Umbanda. Isso ficará para um próximo volume, até porque, na essência, já explicamos que sejam eles quais forem, se conseguirem sintonizar médiuns e demais participantes com as vibrações (energias) positivas que devem energizar os trabalhos, (qualquer tipo de), eles estarão trilhando o caminho certo. Falaremos sim, e analisaremos algumas práticas Umbandistas e outras que, embora muitos afirmem serem, não passam de crendices que ficaram enraizadas no inconsciente coletivo criando TABUS e LENDAS que chegam a desfigurar a Umbanda, quer como Seita, quer como Religião.
Para começar é preciso que fique claro que:

1- Para se considerar Dirigente de um Grupo Umbandista é necessário que o/a pessoa receba ensinamentos adequados (tanto Exotéricos quanto Esotéricos) e principalmente os aprenda e os ponha em prática.

2- De "boas intenções", vaidosos e pretensiosos o inferno está cheio.

3- Quando uma pessoa se predispõe a assumir a responsabilidade de ser dirigente, orientadora, pai ou mãe no santo de alguém, deve ter em mente que, ainda que não pretenda ou perceba, cria laços energéticos às vezes de difícil dissolução, principalmente se se meter a fazer a Iniciação com as bases Esotéricas mais profundas, o que inclui a necessidade de conhecer profundamente as práticas que vai utilizar, bem assim como seus possíveis efeitos colaterais, de forma a que possa sempre ter uma saída para uma possível demanda com o Baixo-Astral.

4- Entidades Espirituais não são obrigatoriamente conhecedoras de todas as "mirongas" necessárias para todos os trabalhos, principalmente as que chegam amiúde nos Terreiros, Mesas, etc. e por isso mesmo trabalham em falanges como já vimos. Mas ainda assim, se os médiuns não lhes derem chance de se expressarem perfeitamente, pouco poderão ensinar de proveitoso de vez que médiuns não preparados corretamente, não raramente "brecam" mensagens quando sentem que não estão de acordo com o que eles pensam ou aprenderam pela boca de outros.

Isso posto, vamos começar explicando o que é Exotérico e o que é Esotérico.
Para início de conversa, tudo o que é ESOTÉRICO, ou seja, todos os conhecimentos, seja de que Seita ou Religião forem, é algo NÃO ACESSÍVEL AO DOMÍNIO PÚBLICO, ou seja, só é ensinado a quem atinge certos graus de Iniciação dentro dos caminhos que escolheu.
Para as práticas que chegam ao domínio público se dá o nome de EXOTÉRICAS, pois normalmente não passam do superficial, utilizável sem muitas conseqüências possivelmente nefastas.
O significado dessas duas expressões nem sempre é do conhecimento dos iniciantes de quaisquer grupos religiosos ou sectaristas e por isso mesmo, aqui vai um ALERTA aos menos avisados que vêem nas televisões, rádios e revistas, um sem número de "velas do amor". "gnominho da fortuna", "pedras da felicidade", e por aí vai.
Tudo isso é uma tremenda besteira criada em nome de um pretenso Esoterismo (que se fosse, já teria se tornado Exoterismo só pelo fato de ter vindo a público), mas que na verdade não passa de um "comércio rasgado" de fetiches e amuletos sem o menor valor prático, sendo que Esotérico muito menos.
Posso afiançar inclusive que o contato com seres da Natureza, da forma que se pretende estar fazendo, pode até trazer conseqüências bastante desagradáveis para o praticante que não tem conhecimento real sobre como lidar com esses seres, no caso deles lhes trazerem aborrecimentos, o que pode acontecer de uma hora para outra.
Na verdade, as pessoas são levadas a pensarem que o contato com Sílfos, Gnomos e outros pequenos seres, sempre lhes será positivo, quando isso é a mais deslavada MENTIRA.
São levadas a pensarem que o simples contato com pedras semi-preciosas pode lhes trazer felicidade, amor ou seja lá o que for, quando isso é MENTIRA.
São levadas a pensarem que se acenderem uma vela "especialmente preparada" (mentira, elas são feitas em série) serão capazes de alcançar a saúde, etc, quando os pseudo esotéricos sabem que é MENTIRA.
Qualquer Verdadeiro Esotérico sabe que seja qual for o amuleto, só funcionará como tal quando "energizado" por rituais de consagração especiais de forma a ligá-lo com a pessoa que dele fará uso e que nem de longe essas peças fabricadas em série teriam ou poderiam ter a força que a elas se atribui. Qualquer estudante do Verdadeiro Esoterismo, ainda que em seus primeiros passos, sabe que "se chegarem a funcionar" em qualquer situação, será tão somente pela FÉ daqueles que deles fazem uso e que, sendo pela FÉ, não têm que ser os amuletos indicados pelos tais pseudo esotéricos.
Na Umbanda, Umbandomblé e Candomblés, a despeito de tantos avisos feitos por vários bons pesquisadores, até os dias de hoje ainda vigoram as vendas das famosas "guias de ogun", "de oxossi", dos pós secretos do tipo "arrasa quarteirão" e outras bobagens mais, que na maioria das vezes não passa de Pó de Giz (e até mesmo o conhecido "pó de mico") embrulhado em saquinhos especialmente preparados para iludir os que estão sempre prontos para "fazerem das suas".
Anda-se por certas casas comerciais que vendem apetrechos para os cultos e encontra-se até "assentamentos" prontinhos para serem usados nos rituais e já endereçados a este ou aquele orixá.
Infelizmente tenho que ser rude e lembrar o dito popular: "O que seria dos espertos se não fossem os otários"?
Quer ver mais uma?
Por volta de 1984 havia uma colega professora, passando por problemas de ordem física e emocional que procurou um certo pai no santo na cidade do Rio de Janeiro para que seu sofrimento fosse aliviado.
Após as primeiras consultas, foi descoberto pelo "babalorixá" que a colega deveria - no linguajar dos ritos afros - dar um obí.
Feitos os preparativos, comprado o material e pago o serviço, marcou-se o dia e hora para o ritual.
Para desespero de minha colega, seus parentes do norte (ela era proveniente de lá) chegaram em visita um dia antes, fato que de certa forma a impediria de concretizar o ritual na data prevista até porque, como "toda boa usuária", ela não queria que a família soubesse que tinha recorrido a esse tipo de trabalhos.
O que fez minha colega? Telefonou para o "babalorixá" explicando sua situação.
Tudo estaria bem, se não fosse a resposta que recebeu pelo outro lado da linha. Segura essa, irmão!
"Não há problema algum. No dia e hora marcados deitarei uma filha de terreiro e farei o ritual em sua intenção".
Foi o primeiro ritual de obi feito na intenção de que ouvi falar!
Esse fato só se tornou de meu conhecimento porque, é lógico, o tal obí não surtiu efeito algum e essa colega resolveu comentar comigo sua situação e sobre os "trabalhos" que já fizera buscando soluções.
Até para mim, que sempre gostei de desafiar tabús, esse fato foi chocante. São coisas como essas e outras mais, feitas por indivíduos que visam o lucro a despeito dos resultados, que vão desacreditando as Seitas e Religiões.
Partindo para o lado da ironia, perguntei a ela se ele não poderia também "raspar, e coroar" seus orixás, ou seja, fazer logo um serviço completo através dessa filha de terreiro.
E daí? É culpa do Candomblé? É culpa de todos os praticantes ou seria da hipocrisia, da desonestidade desse pseudo babalorixá?
O caso dela foi apenas UM de que tomei conhecimento. Mas quantos "obis" para outras pessoas esse sujeito realizou dessa forma? Quantos mais foram iludidos dessa maneira?
Por falar em tabús, vou lhe contar uma "quebra" feita por mim que já pode ter sido até realizada por outros mas que certamente vai contra aquelas coisas que "se aprende como verdades absolutas" e que na verdade não têm qualquer embasamento, seja espiritual, seja físico, energético, etc, mas que se você for tentar explicar, muitos dirão que "é maluco".

CONTINUA ...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

PRÁTICAS E RITUAIS PARTE II

CONTINUAÇÃO... (leia a parte I se ainda não o fez, por favor).

Em relação às práticas e rituais utilizados pelos diferentes grupos ditos religiosos, podemos dizer que elas acontecem mais pela interpretação que os dirigentes de cada Templo, Igreja ou Terreiro dá aos ensinamentos que lhe foram passados (normalmente por quem lhes ensinou a doutrina que professam) e continuam sendo passados (intuitivamente) pelo acompanhamento espiritual de cada um.
É isso mesmo ! Não é porque o encarnado não é espírita que não recebe parte de seu aprendizado de entidades espirituais não!
É lógico que não admitem que sejam espíritos! Seria "dar muita canja" aos chamados espíritas. A esses ensinamentos dão às vezes o nome de "sopro divino", dizem que foi o "espírito santo" quem lhes soprou...
Mas deixa pra lá!
O que importa é sabermos que mesmo que leiam e preguem a mesma cartilha, você poderá observar variações nos cultos e missas de Templo para Templo de u'a mesma religião.
Ora, se eles que têm como livro de consulta padrão apenas "um livro" (que tem que ser o mesmo para todos) variam, como é que religiosos de outras linhas de evolução, que não têm um livro padrão por onde se guiarem poderiam executar rituais exatamente iguais? Levemos em conta ainda que, em se tratando de grupos espíritas, de contato efetivo com entidades astrais, os ensinamentos costumam vir com muito mais freqüência e normalmente adaptados à condição de cada Centro ou Grupo de Trabalho. E é exatamente essa adaptação que faz com que as práticas e os rituais sejam às vezes tão diferentes.
Mas o problema não está na diferença? Está em saber quem está mais certo?
Pois a resposta é: TODOS ESTARÃO CERTOS QUANDO SUAS PRÁTICAS E RITUAIS SE DIRECIONAREM PARA O QUE SE CHAMA RELIGAÇÃO OU RELIGIÃO.
Rituais em verdade, são protocolos, rotinas criadas pelos dirigentes ou intuídas por entidades que visam a colocar os adeptos e/ou assistentes em sintonia com o ambiente e consequentemente com a egrégora (olha ela aí outra vez) local. Dessa forma, você poderá observar que todos os Templos Espíritas ou não, têm essa rotina de "preparar o ambiente" só que de formas diferentes.
Para se fazer um batismo, seja na Umbanda, seja no Candomblé, seja na Igreja Católica, todos devem seguir uma rotina, mais rígida ou menos rígida, de acordo com a religião, de forma a trazer para o ambiente e o batizado, as vibrações mais elevadas que se puder.
Para se começar qualquer tipo de reunião religiosa, seja em que grupo for, sempre há, primeiramente, um ritual de preparação que pode ser desde uma simples palestra até os mais complexos, com envolvimento dos mais diversos artifícios como: "pontos cantados", defumações, "pregações", orações e por aí em diante. Se em qualquer dos casos o grupo conseguir fazer com que representantes e assistentes entrem em sintonia com as vibrações que se pretende buscar então o ritual cumpriu o seu papel e poderá ser considerado correto para aquele fim.
Veja bem ! Se você quiser classificar em níveis de correção um determinado ritual, ou seja, se você quiser saber se é mais certo ou menos certo, será preciso verificar o quanto esse ritual cumpriu seu objetivo, o que poderá ser percebido pela força da egrégora que vai se formando (isso só poderá ser percebido se você for um sensitivo treinado para tal), ou então, prestando atenção no nível de participação de todos os presentes, pois quando há respeito, atenção e participação ativa de todos, certamente a egrégora é forte e muito pode ser alcançado.
Encarando por esse ângulo, você poderá, até dentro de um mesmo grupo, classificar o ritual utilizado, ora como mais correto, ora como menos correto.
Em alguns casos, percebemos uma certa despreocupação com esses objetivos a serem alcançados pelos rituais, o que fatalmente acarreta em sobrecarga para o dirigente (sempre em maior quantidade) e médiuns participantes, ainda que não se apercebam disso no momento em que ocorre.
O que vemos normalmente?
Abrem-se os trabalhos com os rituais próprios de cada casa, pontos de defumação, defumação, às vezes algumas orações, pontos de chamada para as entidades dirigentes, etc, etc.. Até aí tudo bem !
Começam a chegar as entidades e, a partir daí é um "deus nos acuda".
A assistência vira platéia e quem antes estava atento (normalmente pela curiosidade) começa, ou a disputar melhor ângulo de visão ou a "bater papo" com o vizinho ressaltando esse ou aquele caso em que esteve envolvido, ou julgando os melhores e piores médiuns ali presentes, isso quando não podem sair do ambiente e ir lá para fora falar dos mais variados assuntos, nada relacionados aos trabalhos que estão sendo realizados.
Qual é a conseqüência disto no plano astral?
1- A egrégora, por mais bem feita que tenha sido no início, antes mesmo de conseguir atrair uma boa quantidade de energia de igual teor começa a se desmontar;
2- Se o corpo mediúnico permanecer em estado de concentração, a energia ou corrente de energia se centralizará sobre eles e se nutrirá das energias que eles gerarem (esse é um dos menores males).
3- Havendo pessoas realmente necessitadas na assistência, ao serem atendidas, servirão como "ralos" por onde se escoará a energia ambiental que por sua vez, para que se mantenha em um nível aceitável, deverá ser constantemente revitalizada pelo esforço desses mesmos médiuns (você já deve ter ouvido entidades e/ou dirigentes chamarem a atenção para a "corrente" não?);
4- O fato de no ambiente haver doadores de energia (médiuns) e muitas vezes um número de necessitados maior ( ou pessoas que necessitem de mais energia do que foi conseguido), faz com que a egrégora padrão não consiga atrair tanta energia quanto necessário e há vezes em que nem consegue atrair porque é "sugada" antes que possa fazê-lo. Nesse caso, são os médiuns e dirigentes sempre os mais prejudicados;
5- Não raramente pode-se observar, também no comportamento dos próprios médiuns, atitudes semelhantes às dos assistentes quando, estando ali incorporada a entidade chefe ou algumas entidades, os que não estão atuados acham-se no direito de conversarem entre si ou com a assistência, quando não ficam "de orelha em pé" para poderem escutar o que uma entidade está falando para um consulente. Nesse caso, o foco de energia ambiental diminui ainda mais em quantidade e qualidade sendo que o pouco que é gerado, o é apenas por aqueles que estão incorporados.
Preste atenção em seu grupo e veja se durante todo o tempo de reunião todos estão atentos e com suas mentes voltadas para o sucesso dos trabalhos. Não adianta ser hipócrita e "deixar a coisa rolar", porque certamente, mais cedo ou mais tarde, os problemas começam a acontecer em decorrência da sobrecarga.
Que problemas? Os mais diversos, sendo que quase sempre começam pelo abalo da saúde física e às vezes até mental de certos médiuns, passando pelas dificuldades financeiras, problemas famíliares e outros mais, sem que para isso tenha necessariamente havido ação de qualquer entidade malfeitora. Basta que haja por muito tempo um desequilíbrio entre o dar e receber energias positivas (já vimos que todos somos essencialmente seres energéticos) para que a absorção de energias de baixo teor se faça e atraia consigo os mais diversos tipos de problemas. Essa é uma das razões porque vemos alguns médiuns afirmarem que: quanto mais trabalham mais suas vidas ficam "de cabeça para baixo". Você duvida?
Voltamos a afirmar:
A lei mais importante que existe para quem lida com a movimentação de energias é A LEI DAS AFINIDADES que diz: "OS IGUAIS SE ATRAEM". A ela deve-se dar toda a atenção do mundo !
Fato agravante em casos como estes é que, ao se imantarem com energias negativas pelos trabalhos mal orientados, os médiuns passam a ser, cada vez mais, focos de atração também para Entidades de Baixo-Astral que se sintonizam bem com essas energias e vão logo "chegando junto" para aumentarem mais o sofrimento desses incautos que por sua vez acabam ficando ainda mais cegos frente à realidade.
Os protetores? Os Guias?
Eles deveriam fazer alguma coisa?
E quem disse que não fazem, ou pelo menos tentam fazer?
É preciso que se diga que processos de deterioração na vida dos médiuns e dirigentes não acontecem da noite para o dia e até que se estabeleçam, você pode ter certeza de que muitos avisos são dados (quando há entidades verdadeiramente positivas atuando junto ao grupo) nem que seja em sonhos. O problema surge quando o dirigente (e médiuns), ou não lhes dá ouvidos ou tem medo de perder seus médiuns e/ou assistência por tentar implantar disciplina em seu Terreiro.
Está aí a palavra chave: DISCIPLINA !



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CONTINUA ...
Enquanto isso, vá pensando sobre o que leu nessas duas partes e comparando com o que vê!
Comente abaixo se for de seu interesse.
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Texto extraído do Livro Umbanda Sem Medo Vol I do autor desse blog, que pode ser enviado gratuitamente (.PDF) por e-mail aos interessados.
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segunda-feira, 30 de julho de 2007

PRÁTICAS E RITUAIS PARTE I

Você que chegou até esse ponto, certamente pode estar pensando que estou tentando inovar, confundir ou até mesmo ditar regras comportamentais para uma Seita ou Religião que já existe desde 1908 e é praticada por um sem número de adeptos e outros não tão adeptos, como é o caso dos que se dizem católicos, crentes, etc, que freqüentam os Terreiros e, ao terem de assumir sua religião frente a qualquer situação de vida ou acontecimento social, jamais se diriam serem Espíritas, quanto mais Umbandistas.
Confundir, talvez. Não se esqueça que é do Caos que vem a Luz.
Ditar regras jamais! Se em algum momento lhe pareceu ter esse sentido qualquer dos textos deste Blog, esqueça. Regras foram feitas para as coisas que não evoluem ou só evoluem sob o controle de uns poucos (vide regras de futebol, vôlei etc). Umbanda que é UMBANDA evolui, e muito, com o passar do tempo e as experiências que vão sendo adquiridas.
A esse respeito, há alguns anos atrás, uma senhora de nome Olga pertencente aos cultos afros (Olga de Alaketu) já dizia que Umbanda não tinha fundamento, basicamente por que se apoiava nos fundamentos de rituais africanos, sendo por conseguinte uma filha destes.
Se ela se referia à Umbanda, pensando ser as Umbandomblés que se espalham, ela tinha razão total, embora essa apreciação seja muito própria da ignorância (no bom sentido) daqueles que por exemplo assistem aos shows de Candomblé que se faz na Bahia para turistas e acredita que já pode falar dele como um "expert".
Talvez, se antes de tecer seu comentário para uma revista chamada PLANETA, ela tivesse procurado saber realmente o que é UMBANDA, ela não teria feito essa afirmação.
Quanto a inovar... Talvez para muitos "pseudos experts" e certamente para muitos iniciantes, os conceitos aqui difundidos sejam inovadores, mesmo que pautados sobre lógicas e ensinamentos seculares.
Derrubar véus sim ! Esse é meu principal objetivo embora saiba de antemão que nem todos os véus podem ser retirados sob pena de "curto-circuito" geral em muitos desavisados. Na verdade certos véus só podem ser retirados para os que realmente se aprofundarem nos estudos esotéricos (e não exotéricos) da Umbanda. Esses véus são retirados pelas entidades que já atingiram a condição de GUIAS (verdadeiros - não todas as entidades às quais nos acostumamos a chamar de guias e que nem sempre são), para seus afetos, e na medida em que consideram estarem eles prontos para compreenderem.
Os véus que pretendo ir retirando são aqueles que enraízam o progresso mental dos praticantes em pseudo ERÓS (segredos) que, à luz do estudo e da lógica, tornam-se simples e podem ajudar na compreensão de um sem número de outros "segredos".
Por que se mantém segredos sobre o que estamos aos poucos revelando?
Vários podem ser os motivos e entre eles podemos destacar:
Ignorância (ainda aqui no bom sentido): O dirigente que não tem conhecimento suficiente, ao ser interpelado por um adepto apela logo para o tal "ERÓ", ou a "MIRONGA".
Necessidade de se fazer segredo de certos conceitos para manter o adepto ligado (quase sempre por medo) ao "pai no santo" (essa é uma prática comum e de valor muito duvidoso). Essa prática é empregada há milênios por sacerdotes de quase todas as religiões e seitas que, para não darem as explicações necessárias, põem a culpa no ERÓ, no DOGMA e outros "nomezinhos" que por certo inventam por aí.
Às vezes porque a explicação de um acontecimento que parece simples aos olhos comuns envolve a necessidade de tantas outras explicações anteriores que é melhor mesmo dizer que é mironga, eró, dogma etc, etc, etc.
Tudo isso posto, vamos ao que interessa, começando por falar de práticas e rituais de um modo geral para tentarmos chegar à conclusão de quem tem os rituais e práticas mais acertados.
Será a Umbanda? Será a Umbandomblé?
Será o Candomblé? Será a Universal do Reino de Deus?
Será a Igreja Católica? Será O Kardecismo?
Quem estará certo afinal?
Quem é o Deus verdadeiro?
Será Olorun? Zambi? Jeová? Alá?
Você que é estudioso e não se mantém preso a idéias pré-concebidas sobre religião alguma (e por isso mesmo chegou até aqui), já deve ter percebido que as práticas e rituais das diversas seitas e religiões são diferentes de Centro para Centro, de Terreiro para Terreiro, e até de Igrejas para Igrejas que seguem uma única doutrina (segundo eles).
Já se perguntou por que? Já percebeu que por mais que tentem sempre há diversificação de práticas e rituais nas mais variadas religiões ?
Vamos começar por explicar o que é religião pelo estudo da palavra que vem do latim "RELIGARE" (RELIGAR).
Baseado na raiz da palavra e seu significado concluímos que religião quer dizer "RELIGAÇÃO". Com o que? Ora, com o que...
A palavra religião está diretamente envolvida com a religação daqueles que forem seus adeptos ao que se compreende como DEUS (resumidamente explicando).
Mas que DEUS?
A Igreja Católica diz que a seu (Deus)!
Os judeus dizem que ao seu (Jeová)!
Os evangélicos dizem que ao seu (que não se sabe bem se é o mesmo Deus Católico ou o Jeová do Antigo Testamento).
Os muçulmanos não aceitam outro que não seja Alá.
Para agradar a "gregos e troianos" há aqueles que dizem ser vários nomes de um mesmo Ser Superior o que fatalmente não é aceito pelos diversos adeptos até mesmo porque, se você se dedicar a estudar as doutrinas de cada uma dessas religiões (teoricamente ditadas pelo Ser Superior que as intuiu) verá que são tão diferentes...
Na verdade, se não fossem, não haveria espaço para tantas religiões. Bastaria que todos rezassem pela mesma cartilha. Ou será que o único Ser Superior ditou doutrinas diferentes em regiões diferentes apenas para causar essa diferença entre religiões...?
Pelo texto se conhece o escritor.
Pela pintura pode se conhecer a alma de um pintor.
Pela doutrina se percebe as intenções do Ser que a ditou! E se essas doutrinas são diferentes, é de se supor que não foram ditada pelo mesmo SER.
Vou adotar como nome desse Ser Superior a palavra DEUS (com todas as maiúsculas) que é a mais conhecida mesmo nos meios Umbandistas.
Supor-se que não tenha havido uma causa primeira geradora de todas as coisas (até mesmo do chamado BIG BANG) e que essas coisas (todo o universo criado) tenham surgido do NADA sem que para isso concorresse alguma força superior (que os Maçons chamam de Grande Arquiteto do Universo), é um tanto sem sentido. Consideremos então que a Energia criadora chama-se DEUS.
Religião nesse caso seria a religação do ser encarnado com suas raízes criadoras e portanto a esse DEUS, pouco importa por que caminhos sejam. Nesse caso, desde que um grupo qualquer, em qualquer lugar do mundo, esteja trabalhando sobre si para alcançar novos níveis de conhecimentos e práticas que os leve na direção do CRIADOR, seguindo a doutrina que escolher, ele estará praticando RELIGIÃO.
Por outro lado, se as práticas e rituais do grupo visam muito mais a busca dos valores materiais a despeito dos espirituais, a prática deixa de ser de RELIGIÃO, pois não procura a religação do ente encarnado com seu CRIADOR e sim com a matéria.
Visto por esse lado do prisma, todas as reuniões Espíritas, sejam de Umbanda, Kardecistas e também os Candomblés, bem assim como Cultos Evangélicos, Católicos, Muçulmanos etc, podem ser consideradas RELIGIÃO desde que cumpram o objetivo de tentar religar seus adeptos ao Poder Criador, ao DEUS UNIVERSAL.
Na busca pelo DEUS UNIVERSAL, várias são as doutrinas ou cartilhas que podem ser adotadas, mas sejam elas quais forem deverão sempre ensinar ao homem como crescer espiritualmente para mais facilmente encontrar o seu caminho.
A função da RELIGIÃO é dar conhecimento de práticas e rituais que elevem o ser a níveis superiores de consciência. Somente através da elevação da consciência do ser encarnado ele estará a caminho de encontrar-se com seu CRIADOR.
Vê-se bem, por essa seqüência lógica, que não basta estar reunido e falando de Deus, ou Jeová, ou Olorun, etc, que se está fazendo religião. Há algo muito mais profundo no sentido dessa palavra que infelizmente é esquecido por muitos.
Estaremos fazendo religião sempre que nos predispusermos a "sair de dentro da casca" e abrirmos nosso coração para o mundo buscando, por seja lá por que práticas, nossa elevação, e se possível, a de outros seres com menos compreensão. Daí porque pregam tanto a chamada caridade que na sua essência não deixa de ser uma prática em que a pessoa se esquece de seu "mundinho" por alguns instantes que seja, no sentido de fazer um bem a outrem. Só o fato do encarnado se desprender de suas atribulações e agir com amor por alguns instantes já faz com que naqueles breves momentos seu EU esteja se religando.
É importante que se diga no entanto que, se a caridade não for feita de boa vontade, com a verdadeira intenção de auxílio e com o conseqüente desprendimento de si mesmo, ela não estará funcionando como religação ou religião. É o caso daqueles que acham que, por darem esmolas nas ruas comprarão o afeto de DEUS. Na maioria das vezes estarão é acostumando o ser ali presente ao dinheiro fácil. Caridade faria se o levasse, lhe desse bons tratos e orientação para que buscasse seu caminho na vida.
A verdadeira caridade é aquela que faz com que o ser dê a vara de pescar e, com amor, ensine seu uso. Dar o peixe saciaria a fome momentaneamente. O aprendizado do uso da vara de pesca dá ao aflito a condição de conseguir após, muitos outros peixes com o que se alimentará ou negociará.
Considero religião explicado. Daqui para a frente, quando me referir à religião, estarei me referindo à verdadeira religação.


Continua ...


Texto extraído do Livro Umbanda Sem Medo Vol I do autor deste Blog

quinta-feira, 19 de julho de 2007

MEDIUNIDADE "ESPONJA" PARTE II (FINAL)

CONTINUAÇÃO.
Meus Caros e Prezados maninhos.
Antes mesmo de darmos continuidade ao assunto: Mediunidade "Esponja", gostaria de, mais uma vez, realçar a necessidade de estarmos sempre e sempre, o máximo possível, buscado nossos verdadeiros caminhos em direção à nossa Paz Interior e, consequentemente, à nossa Evolução Espiritual. Para tal, reforço a necessidade de pesquisarmos, compararmos informações, colocarmos em prática sempre que possível e conosco mesmo, possíveis ensinamentos que não venham a nos prejudicar em relação às práticas ritualísticas que escolhemos como religião, sejam elas quais forem.
É preciso que entendamos, lá dentro de nós, que MEDIUNIDADE não é coisa RELIGIOSA, não depende de RELIGIÃO e, embora possa ser orientada através delas, pode e deve ser estudada à parte por todos os que se preocupam com esse dom que, MUITO LONGE DE SER UMA PRAGA, pode ser, para os que a vêem com olhos e mentes equilibradas, um caminho para o auto-conhecimento e, consequentemente para um auto-equilíbrio, mormente quando chegamos a compreender que, através dela, temos a condição de nos conectar a outros planos de existência e chegarmos à conclusão final, lá bem dentro de nós, de que a MORTE não é MORTE.
Faço esse aparte porque, também não raramente, vejo entre nós mesmos, os que se dizem espíritas, espiritualístas etc, um terror incrível dessa tal de MORTE e também, quando não é o próprio caso, a revolta com a "MORTE" de entes queridos nossos que, às vezes, mesmo sofrendo em vida com males incuráveis por enquanto pelo menos, são mantidos "artificialmente vivos" numa ânsia de que, um dia, sei lá quando, possam reviver na própria matéria já "apodrecida", desde que isso não lhes interrompa a vida atual. Seria isso mesmo uma atitude divina? Prender na matéria doentia espíritos que poderiam estar livres para poderem reecarnar mais sadiamente?
Deixo isso para que todos pensem com muito amor a respeito e possamos debater futuramente, sem hipocrisias.
Isso bem compreendido, vamos então à nossa conclusão.
Ficamos, desde o início do assunto, com as seguintes colocações:
- "Mas o que fazer nessas situações?" - perguntariam.
- "Como me defender ou me livrar dessas sensações, já que possuo esse tipo de mediunidade?"
- "Isso acontece comigo e acabo ficando dias abalada(o) e até sem vontade de viver"...
- "Mas já que a pessoa fica melhor, isso também não é uma forma de CARIDADE? Então, se for é válida, não?"
- "Consigo menos com meus entes queridos porque tenho mais medo de errar com eles?"
Vamos partir do princípio de que você tenha a mediunidade esponja e, como já vimos, passa pelas sensações já descritas.
Sabendo de antemão, que essas sensações são fruto da canalização energética entre seu Chakra Solar e o das pessoas, e que esse SEU Chakra é ativado pelas SUAS EMOÇÕES, então o primeiro passo a ser seguido é: CONTROLE SUAS EMOÇÕES E PROCURE NUNCA SE SENSIBILIZAR COM OS PROBLEMAS ALHEIOS.
- "Ah, mas isso seria falta de caridade. Como não me sensibilizar com um problema que está me sendo levado por uma pessoa necessitada?" - diriam logo alguns.
Não se sensibilizar, não quer dizer, de forma alguma, NÃO AJUDAR, muito pelo contrário - você ajuda muito mais na medida em que NÃO PARTICIPA DAS MESMAS EMOÇÕES DAS PESSOAS, ou seja, consegue se manter isolado(a) dessas emoções e RACIONALMENTE EQUILIBRADO(A) para buscar as medidas certas a serem tomadas em cada situação.
Quando você se envolve emocionalmente com o problema ou os problemas alheios, acaba por se ver evolvido(a) nele e, pelo fato de haver trocas energéticas, nesse caso desordenadamente, descontroladamente, acaba também enfraquecido(a) pelas energias que recebe dele(s). Nesse caso, a possível "caridade", acaba por se tornar um verdadeiro inferno para quem tenta executá-la.
Cada um dos que possuem esse tipo de mediunidade, também o possuem em maior ou menor grau, exatamente como no caso das outras e, dessa forma, uns são mais afetados e outros menos. Há casos, como já foi dito, em que a sensibilidade é tanta que o médium, além de sentir o efeito das energias (dores, mal estar, etc.) que se traduzem em doenças, por exemplo, também ACABA FICANDO DOENTE, da mesma doença que a pessoa sofre - exatamente porque absorveu e não conseguiu se livrar das cargas energéticas doentias (verdadeiros miasmas).
Percebam que isso acontece muito em casos de mães e filhos. Quem já não ouviu falar ou mesmo passou pela experiência de ter um(a) filho(a) sofrendo de um mal e a mãe sentir todas as dores por ele(a)?
Eu mesmo tive nefrite e pielite (inflamação e pus nos rins) quando criança e quem sentia as dores nos rins, que eu deveria sentir, era minha mãe que já tinha mediunidade na época mas sequer pensava em tratá-la. Isso era TABU em nossa família.
Ainda pelo lado do abalo energético por que a pessoa passa pelo fato de ter recebido da outra um excesso de cargas negativas, devo explicar que esse fato acaba por induzir no médium um certo grau de INSTABILIDADE EMOCIONAL (fora o resto) com conseqüente INSEGURANÇA que, por sua vez, acaba aumentando ainda mais sua instabilidade emocional e por aí vai. Já deu pra perceber que, se isso continua, aonde vai parar esse médium, não?
Bem compreendido o primeiro passo, vamos então ao segundo:
Sabendo-se portador desse tipo de sensibilidade e querendo realmente ajudar sem ser afetado(a), antes de entrar em contato com pessoas com grandes problemas, CRIE MENTALMENTE UMA BARREIRA ENERGÉTICA ENTRE VOCÊ E ELAS.
Sua mente, mesmo que você não queira crer, pode comandar as energias que o(a) circundam de forma a auxiliá-lo(a) ou não. Perceba que, se você está sendo atuado através de seu Chakra Solar, isto só está acontecedo porque sua mente se deixa envolver pelos problemas dos outros, o que faz com que o Chakra emocional se abra e receba o que não deve. Ora, se isto acontece assim, por que não acontecer de forma diferente? Se sua mente pode abrir o Chakra, porque não pode fechá-lo?
NÃO PODE SE VOCÊ NÃO CRER NISTO!
Através da força de sua mente você pode criar uma espécie de parede energética que será tão forte quanto sua vontade e crença de que a está construindo (É PRATICAR PARA VER SE É VERDADE OU NÃO!) e, com isso, manter-se isolado(a) para que possa raciocinar equilibradamente com o fim de, aí sim, AJUDAR SEM SER AFETADO(A).
Ajudar sendo afetado(a) é o mesmo que DESPIR UM SANTO PARA VESTIR O OUTRO. Você não precisa ficar mal para que outros fiquem bem! Entenda isso, pelo amor de Deus. Isso não é caridade, é ingenuidade!
Ah, mas então eu também posso fazer minha firmeza antes e pedir proteção dos meus Guias, certo?
Pode sim! Claro que pode. Mas será que você vai poder sempre ter esse tempinho para fazer sua firmeza, acender suas velas, arrumar o Gongá, etc.? Será que uma situação como esta não poderá acontecer na rua, numa casa que você esteja vistando em que morem até mesmo pessoas que não comunguem com sua crença? Pois é! Pode sim, certo? E aí?
Vou deixar bem claro, e espero que você entenda, senão hoje, mas pelo menos algum dia que, Protetores e Guias NÃO SÃO CABIDES nos quais devamos nos pendurar eternamente sempre que algum perigo nos rondar. O Pai ou Mãe maior (depende de sua crença) nos presenteou com nossos próprios meios de subsistência nesse campo. O que precisamos é aprender a usar nosso potencial, nossa FÉ e, para isso, temos que:
1) Perder os medos;
2) Acreditar em nós mesmos, em nossos potenciais (não confunda com prepotência);
3) Ativar a Força que temos em nossa mente;
4) Usar essa coisa que todos acham muito bonito falar (a Fé) e quase ninguém a põe em prática e, com isso;
5) Colaborar positiva e eficazmente com esses nossos Protetores e Guias, guardando-os apenas para situações incontestáveis.
Mas digamos que mesmo criando sua barreira você ainda foi afetado(a) pelos problemas do(a) necessitado(a). O que fazer então?
Primeiro passo: Trabalhe em sua mente, atuando em sua Aura, para que ela se liberte dessas energias. Isto pode ser feito através de mentalizações durante as quais você deverá concentrar seu pensamento de forma a criar uma imagem mental (uma forma-pensamento, lembra-se?) na qual essa energia que o(a) incomoda começa a se deslocar pelas mãos e pés, por exemplo, abandonando seu corpo. Você pode, se achar melhor, fazer isso até debaixo do chuveiro imaginando que essa energia se esvai ralo abaixo (e isso funciona, pode ter certeza!). Pode mesmo fazer uso da ajuda de banhos específicos de acordo com a ritualística que você segue, desde que sua mente esteja firmemente direcionada para os objetivos a serem alcançados - se livrar da(s) energia(s) que o(a) incomoda.
Na medida em que você conseguir um controle maior sobre sua mente, muitas vezes nem vai precisar de rituais específicos de liberação, mas enquanto isso não é possível, vá por exemplo à beira do mar e entregue a Yemanjá essas energias que o(a) estão acompanhando. Ou pare numa encruzilhada, peça licença e chame seu Exu Guardião pedindo-lhe que o(a) ajude a se livrar daquele "carrego". Mas o mais importante em qualquer um desses casos, é que SUA MENTE, a mesma que abre ou fecha seus canais de comunicação com essas energias, ESTEJA DISPOSTA A LIBERÁ-LAS. Dá para entender?
Uma outra coisa bem importante é que: DESCARREGUE-SE O QUANTO ANTES - quanto mais tempo essas energias permanecerem em sua Aura, mais se agregarão a ela e, ato contínuo, acabarão por trazer sérios incovenientes para você além, é claro, do fato de que, QUANTO MAIS AGREGADAS, MAIS DIFÍCEIS DE SEREM RETIRADAS.
Se você começar a pensar assim, indiferentemente do fato de ser Umbandista, Candomblecista, Kardecista, etc, verá sérias modificações, para melhor, em sua vida mediúnica, desde que creia e fortaleça cada vez mais sua mente nesse sentido.
Esse problema do ENVOLVIMENTO EMOCIONAL é de tanta importância que em Candomblés e Umbandomblés existe, a rigor, a proibição de, por exemplo, o marido tratar ou mesmo mexer nos apetrechos ritualísticos de sua esposa, bem assim como de seus filhos etc. Meter a mão na cabeça, nem em sonhos!
Mas se você leu com atenção sobre o que um envolvimento emocional pode causar no médium, poderá muito bem entender o PORQUÊ DESSA PROIBIÇÃO, embora muitos que a propalam, só o façam por questões de TRADICIONALISMO, sem nem bem entender os motivos reais.
Uma outra coisa que vou aproveitar PARA QUE PESQUISEM EM SUAS EXPERIÊNCIIAS PESSOAIS é o seguinte:
Os médiuns que estão mais propensos a esse tipo de mediunidade "esponja" são os que têm Omulu ou Obaluaiê até o terceiro santo e Oxum até o quarto. Também os filhos de Ogum (com menor propensão) se a coroa é de Ogum Megê (ou Mêge, como preferem alguns).
Nas Umbandomblés, Iansã do Bale preferencialmente como primeiro ou segundo santo e também os filhos de Oxalá Alufan ou Oxalufan costumam ter esse tipo de mediunidade mais aflorada.
Você acha que me arrisquei dizendo isso? Pesquise então! Observe pessoas com essas configurações de coroa e pergunte-lhes se isso acontece com eles ou não. Se não mentirem ...
Você verá, com o tempo, padrões energéticos bastante semelhantes entre todos.
Vou mais a fundo ainda. Um médium que tenha na coroa Oxum e Omolu (ou Obaluaiê) como primeiros santos, sendo qualquer um dos dois o primeiro, se não tiver um Ogum ou Oxossi no terceiro, com certeza tenderá a ser "esponja", ou seja, terá mais aflorado esse tipo de sensibilidade.
É muito importante, no entanto, que você entenda que a presença desse tipo de sensibilidade muito aflorada nesses médiuns NÃO É OBRIGATÓRIA. Costuma acontecer MAIS com eles por razões que não cabem aqui, no momento, discutirmos.
Espero ter podido colaborar um pouco mais e positivamete com o conhecimento de todos. Quaisquer dúvidas sobre o texto ou mesmo novas que tenham decorrido dele, estou pronto a esclarecer.
Recebam todos um Sincero e Fraterno Abraço e votos de que OXALÁ nos guie sempre pelos caminhos da verdadeira LUZ.