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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Umbanda e a Torre de Babel - Parte V

CONTINUANDO NOSSO PAPO SOBRE ORIXÁS E AS DIVERSAS MANEIRAS QUE SÃO COMPREENDIDOS ...



Estava eu a analisar as postagens anteriores e acabei percebendo que boa parte do que deveria falar sobre ORIXÁS vistos pela ótica da Umbanda Original já tinha sido escrito antes na postagem sob o título de Umbanda e a torre e Babel - Parte III .

De qualquer forma, vale aqui uma repetição e uma continuidade, só pra você, que nos acompanha, não ter que voltar lá atrás e ler tudo de novo.

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Abordadas então as três correntes de pensamentos sobre Orixás Africanos, passemos ao conceito de Orixás = Espíritos Humanos de grande poder, Chefes de falanges, etc., como era ensinado por Leal de Souza e, naturalmente aceito pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas e Zélio Fernandino de Moraes que, inclusive, indicavam o Livro "O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda" como uma das fontes orientadoras para os que seguissem a Linha Branca de Umbanda e Demanda.

Já havíamos dito que:

Vamos voltar a 100 anos atrás (1908), quando o Culto de Umbanda foi criado (ou anunciado) pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas e, apelando para o que se tem de testemunhos escritos e gravados, vamos ver que na UMBANDA ORIGINAL não havia qualquer tipo de Culto a "Orixás" - como não existe até hoje na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, a primeira Tenda de Umbanda fundada pelo Caboclo e que se mantém até hoje trabalhando nos mesmos moldes.

Em 1933 o escritor Leal de Souza, aquele que primeiro escreveu e publicou qualquer coisa sobre UMBANDA, já dividia os grupamentos de Espíritos trabalhadores da Umbanda em Espíritos de SETE LINHAS, como já foi explicado em outro volume, inclusive uma dessas LINHAS chamando-se LINHA DAS ALMAS (ou DE SANTO), absolutamente nada tendo de semelhança ao culto a Obaluaiê/Omolu que foi inserido muito após por aqueles que se auto-rotularam de Umbandas mesmo mantendo em seus cultos as práticas e princípios das ritualísticas de cunho africano.

Nesta época assim nos explicava Leal de Souza sobre o que seriam Orixás para a Umbanda Original que também era chamada de Linha Branca de Umbanda e Demanda:

"O Orixá é uma entidade de hierarquia superior e representa, em missões especiais, de prazo variável, o alto chefe de sua linha. É pelos seus encargos, comparável a um general, ora incumbido da inspeção das falanges, ora encarregado de auxiliar a atividade de centros necessitados de amparo, e, nesta hipótese fica subordinado ao guia geral do agrupamento a que pertencem tais centros.

Os Orixás não baixam sempre, sendo poucos os núcleos espíritas que os conhecem. São espíritos dotados de faculdades e poderes que seriam terríficos, se não fossem usados exclusivamente em beneficio do homem. Em oito anos de trabalhos e pesquisas, só tive ocasião de ver dois Orixás, um de Euxoce (Oxóssi), o outro de Ogum, o Orixá Mallet."(1)

Repare bem você que para a Umbanda Original, Orixás eram ESPÍRITOS HUMANOS com certas peculiaridades em essência e não ELEMENTOS ou ELEMENTAIS da Natureza, e sequer ANCESTRAIS DIVINIZADOS, conceito este que se estende até hoje em boa parte das Umbandas NÃO AFRICANIZADAS."

Reparemos, relendo lá atrás, que sob esta ótica, desde o início a Umbanda Original não adotou os conceitos africanistas de Orixás, embora entidades como Pai Antonio (que segundo soube, por integrantes da própria TENSP, era quem usava este termo ao se referir ao Ogum Malê como Orixá Malê, ou Malet) usassem a palavra Orixá para distinguirem certas Entidades Espirituais de outras.

Sob este aspecto, nem muito há para se comentar porque Orixá aqui, na origem da Umbanda é ESPÍRITO HUMANO e fim de conversa.

Essa forma de ver não foi só a da Umbanda Original não! Muitos Terreiros, por muito tempo, ao se referirem aos Caboclos chamavam-nos "Oxossis" também, assim como fazem até hoje em relação aos "Oguns", aos "Xangôs", às "Yemanjás", etc., pelo fato de nessas outras LINHAS DE TRABALHO ou FALANGES DE ESPÍRITOS, as entidades não se identificarem sempre como Caboclos ou Caboclas, o que acontecia mais amiúde na LINHA DE OXOSSI.

E como eu falei de LINHAS (de Oxossi, Xangô, etc.) e não de ORIXÁS, vamos ao conceito ou significado que essas LINHAS (ou falanges) DE TRABALHO têm para a Umbanda Original Segundo Leal de Souza:

"A Linha Branca de Umbanda e Demanda, compreende sete linhas: a primeira de Oxalá; a segunda de Ogum; a terceira, de Euxoce (Oxóssi); a quarta, de Xangô; a quinta de Nha-San (Iansã); a sexta de Amanjar (Iemanjá); a sétima é a linha de Santo, também chamada de Linha das Almas."(2)

Observe que neste enquadramento por Linhas de Trabalho cabe a LINHA DAS ALMAS ou DE SANTO (e não Orixá das Almas) sobre a qual ele nos fala à seguir:

"A missão da Linha de Santo, tão desprezada quanto ridicularizada até nos meios cultos do espiritismo, é verdadeiramente apostolar.


Os espíritos que a constituem, mantendo-se em contato com a banda negra, de onde provieram não só resolvem pacificamente as demandas, como convertem, com hábil esforço, os trabalhadores trevosos.

Esse esforço se desenvolve com tenacidade numa gradação ascendente.

Primeiro, os conversores lisonjeiam os espíritos adestrados nos maléficos, gabam-lhes as qualidades, exaltam-lhe a potencia fluídica, louvam a mestria de seus trabalhos contra o próximo, e assim lhes conquistam a confiança e a estima. [E isto não lhes lembra algo?]

Na segunda fase do apostolado, começam a mostrar aos malfeitores o êxito de alcançar a Linha Branca com a excelência de seus predicados.

Aproveitando para o bem um atributo nocivo, como a vaidade, os obreiros da Linha de Santo passam a pedir aos acolhidos para a conversão, pequenos favores consistentes em atos de auxílio e benefício a esta ou àquela pessoa, e, realizado esse obsequio, levam-nos a gozar, com uma emoção nova, a alegria serena e agradecida do beneficiário.

Convidam-nos, mais tarde, para assistir os trabalhos da Linha Branca, mostrando-lhes o prazer com que o efetuam em cordialidade harmoniosa, sem sobressaltos, os operários ou guerreiros do espaço, em comunhão com homens igualmente satisfeitos, laborando com a consciência e paz.

Fazem-nos, depois, participar desse labor, dando-lhes, na obra comum, uma tarefa à altura de suas possibilidades, para que se estimulem e entusiasmem com o seu resultado.

E quando mais o espírito transviado intensifica o seu convívio com os da Linha de Santo, tanto mais se relaciona com os trabalhadores do amor e da paz, e, para não se colocar em esfera inferior àquela em que os vê, começa a imitar-lhes os exemplos, elevando-se até abandonar de todo a atividade maléfica." (3)

Fiz questão de trazer esses períodos aqui para que o(a) leitor(a) possa, entendendo melhor a ótica da Umbanda Original, perceber uma das formas de trabalharem os Espíritos em relação à doutrinação de certos tipos de entidades que, como se sabe, é feita lá "do outro lado" em se tratando de Umbanda.

Analisando, então, pela ótica da Umbanda Original, os nomes que para os Yorubás são de ORIXÁS, para esta Umbanda e suas sucessoras são de LINHAS DE TRABALHO ou grupamento de ESPÍRITOS que trabalham sob o comando de outros mais entendidos no que a Umbanda deve, pode ou não fazer.

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(1), (2) e (3) Trechos do Livro "O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda" do escritor Leal de Souza - 1933

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PRÓXIMO TEMA:
Umbanda e a Torre de Babel VI - Orixás como ENERGIAS IRRADIADAS DE DEUS

domingo, 20 de setembro de 2009

SEGUNDA CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA




Desculpem-me a quebra do assunto atual mas este é um evento que não pode esperar pra ser divulgado.
Hoje, 20 de setembro de 2009, realizou-se a Segunda Caminhada em defesa da LIBERDADE RELIGIOSA aqui no Rio de Janeiro. Foi um evento emocionante e dígno de ser mostrado a todos vocês que seguem os temas de nosso Blog, tendo contado com a participação de uma grande multidão (mas grande mesmo como vocês poderão ver nas fotos) além de representantes de diversos grupos religiosos, inclusive da Igreja Presbiteriana que em um ATO DE GRANDEZA, DE NOBREZA MESMO e reconhecimento do fato de que as religiões não foram feitas para separar mas sim para unir a todos, ainda que por diversos caminhos na busca do crescimento espiritual e a comunhão com o DEUS MAIOR da forma que cada um o vê, sente e busca, exaltou o movimento ao mesmo tempo em que expôs o engano daqueles que acham e insistem SEREM OS ÚNICOS ATEREM A POSSE DE DEUS.
Não vou tecer maiores comentários a não ser que o que lá ocorreu em termos de comunhão de fé foi deveras emocionante.

Essa matéria será apenas visualmente expositiva, deixando por conta de cada um de vocês que lá não puderam estar, a imaginação do belo ambiente em que tudo ocorreu.



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CONTINUA

SEGUNDA CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA PARTE 2

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sábado, 5 de setembro de 2009

EM BREVE




PRÓXIMO TEMA :


A TORRE DE BABEL NA UMBANDA


"ORIXÁS" (continuação)
































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Umbanda e a Torre de Babel - Parte IV

CONTINUANDO SOBRE O TEMA ORIXÁS

Comecemos pelo que seria Orixá pelo lado dos Candomblés que, como já expliquei, são, em resumo, adaptações de diversos CULTOS A ORIXÁS AFRICANOS, INKICES E VODUNS, dependendo da tradição que as Roças, Ilês, Abaçás, etc., sigam.

Por que usei o termo ORIXÁ AFRICANO? Ora, por que ...

Isto já está e estará mais ainda, implícito no contexto daqui pra frente.

Três correntes básicas: Uma que diz serem os Orixás Encantados ou Espíritos da Natureza (neste caso Espíritos Elementais), outra que diz serem as próprias manifestações da Natureza (trovão, raios. fogo, águas, etc.) e outra mais ainda que diz serem Ancestrais Divinizados, também Encantados porque não chegaram a morrer, mas foram, de certa forma, "transformados" de humanos para divindades. Mas .... (e esse mas tem eró ou awô) ao mesmo tempo, consideram "receber", "incorporar" ou entrar em ESTADO DE ORIXÁ (o que neste caso poderia ser entendido como um transe anímico, nada espiritual ou mediúnico) após as devidas "feituras".

Como ninguém incorpora, recebe ou entra em "estado de" qualquer tipo de Força da Natureza ou, em outras palavras, ninguém recebe, incorpora ou entra em estado de vento, fogo, trovão, etc., cai por terra, acredito eu, a hipótese de serem essas entidades incorporantes, qualquer tipo de Força da Mãe Natureza.

E para quem conhece mais a fundo os rituais de "feituras" nas diversas tradições, comparando-os aos rituais de criação de Elementais Artificiais nas diversas Escolas Ocultistas, verá que praticamente as bases são as mesmas. Além disto, sabe-se que essas entidades incorporantes a que também chamam "orixás" (o "meu" orixá, como costumam dizer) são totalmente particulares e intransferíveis, o que significa que não "baixam", incorporam ou colocam em "estado de" mais ninguém que não seja a própria pessoa que fez o pacto tendo-os "feito" ou criado em parceria com seus Babás ou Yayás. Importante que se diga aqui que o ritual de "feitura" é considerado o ritual de "NASCIMENTO" do ORIXÁ PESSOAL, ou seja: é por esta ritualização que esse tipo de orixá nasce e passa a acompanhar o seu Yawô, protegendo-o até o fim da vida, ocasião em que é separado dele ou dela pela cerimônia do AXEXE.

Comparando essas características às de Elementais Artificiais criados nas seitas ocultistas, veremos semelhanças indiscutíveis – eles costumam ser criados para acompanhar e proteger o "mago" e devem, ou deveriam ser "despachados", desagregados, por ocasião do falecimento.

Se é coincidência ou não, deixo a seu cargo concluir. Se tiver vidência, melhor ainda.

Sob esse aspecto, qualquer umbandista que diga que "recebe" esse mesmo tipo de "Orixá Africano", só pode mesmo é estar errado pois, como já disse antes, esse tipo de "orixá" não nasce, se cria ou é feito sem ejé. E volto a afirmar que qualquer um que diga que sim, ou está totalmente enganado por "novos conceitos" que se espalham bizarramente (com insolência e arrogancia) ou está, subliminarmente, querendo passar atestado de bobo para qualquer praticante das raízes africanas de verdade.

Já pensou, você que conhece os rituais de "feitura", se os neo-umbandistas "receberem de verdade" esses mesmos "orixás" sem aqueles rituais e aqueles sacrifícios pessoais?

Brincadeira, não é não?

Aí, quando são "xoxados" (gozados) pelos africanistas, querem pular que nem pipocas em panela quente achando um ultraje a seus "conhecimentos", ritualizações e práticas.

Irmãos Umbandistas, mas Umbandistas mesmo, parem com isto!

Querem "receber" ou ostentar Orixás de Nação ou Africanos? Então sejam humildes, saiam da Umbanda e vão "fazer" seus orixás em uma boa Casa de Nação e depois, por experiência própria, voltem dizendo se é a mesma coisa. Vocês não sabem o que estão falando quando dizem ser "tudo a mesma coisa", apenas cultuados por formas diferentes.

Mas não é dar só um borí não! É "fazer o santo" meeeesmo!!!

Desculpem-me mas alguém tem que lhes dizer isto para que acordem os que puderem e quiserem!

Saindo dos Orixás Particulares (os que "descem" nos médiuns) e passando ao conceito de Orixá = Forças ou Elementos da Natureza, há aqueles que crêem poderem oferendar esses elementos com objetos materiais no intuito de "estarem de bem" com esses elementos ou forças e com isto alcançarem seus objetivos, normalmente também particulares.

Mas aqui entre nós. Será que vento, água, trovão, etc., vai receber em oferenda qualquer tipo de objeto material, mesmo uma flor que seja? Já pensou numa "arriada" pra fazer chover ou parar o trovão? Ou para pedir que uma pedreira não role sobre a casinha que você comprou sob risco?

Que tal dar flores às águas achando que Yemanjá é a própria água do mar e não um ser elemental ou divinizado que pode até controlar essas águas, conforme o conceito a nós passado, lá em cima, pelo escritor Pierre Verger?

A não ser por muita insistência, fica difícil entender ou aceitar esse conceito de que Orixás são os próprios Elementos ou Forças da Natureza e ao mesmo tempo quererem oferendá-los sob qualquer circunstância ... Ou não?

E agora vamos falar do conceito Orixás = Espíritos da Natureza, Encantados, Elementais Naturais neste caso.

E aí, os de pouquíssimos conhecimentos sobre o Universo Elemental, ao se depararem com essa possibilidade, que para mim é a menos fantasiosa, aparecem com aquela "base literária" apreendida dos livrinhos de contos de fadas que provavelmente lhes chegaram às mãos em algum período de suas vidas ou até mesmo lhes foram lidos por seus genitores, perguntando, em tom galhofeiro se os Orixás, então, seriam os silfos, salamandras, gnomos, elfos...

Lembrando que estamos falando de Orixás NÃO pessoais e NÃO incorporantes ou NÃO rodantes (como dizem os dos Candomblés), os chamados Espíritos da Natureza ou Espíritos Elementais existem em número e classificações não contáveis e sim: nas Seitas e/ou Escolas Ocultistas são tidos como os controladores das Forças da Natureza ou dos Elementos da Natureza, exatamente o que dizem sobre Orixás aqueles que os crêem como Encantados ou Espíritos da Natureza.

Mais uma coincidência? Será?

Só que essa "coincidência" nos permite entender melhor o porquê de alguns acharem que oferendando às Forças da Natureza estarão oferendando aos Orixás, sendo que, naturalmente, estão mesmo é oferendando aos Elementais que atuam sobre esta Natureza, mesmo que não se dêem conta disto!

Seria muito bom se antes de levarem certas idéias pelo lado da galhofa, procurassem estudar um pouquinho mais sobre esses tipos de Espíritos Naturais e depois fizessem comparações com o que se diz dos Orixás quando o conceito é o de que são Espíritos da Natureza, conceito este também muito difundido.

Ah! Você não acredita em Elementais e por isto não aceita que os Orixás não rodantes cultuados pelos Candomblés como Espíritos da Natureza sejam exatamente eles?

Como eu disse antes, acreditar ou não é problema particular de cada um. Só não se pode é negar sem ter pesquisado a possibilidade, tendo entrado antes "de cabeça" nos estudos sobre o tema. Afinal de contas, não é preciso nem que você acredite que existam Orixás!!!
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AGUARDEM
NA CONTINUAÇÃO, ORIXÁS SOB A ÓTICA DA UMBANDA ORIGINAL
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Umbanda e a torre e Babel - Parte III

CONCEITOS SOBRE OS ORIXÁS


Falando sério, esse assunto é por demais confuso na cabeça da grande maioria de umbandistas, não umbandistas e até mesmo candomblecistas que ora dizem ser orixás uma coisa, ora outra ... O que acontece, na verdade, é que o termo, o vocábulo, a palavra O – RI - XÁ, antes de domínio Iorubá (Nagô) apenas, com o advento, principalmente dos Candomblés e das Umbandomblés acabou se popularizando e, de uma forma tal, que hoje em dia possui diversos significados. E aí ... pra quem freqüenta a Internet, em diversas Comunidades de debate, onde se apresentam pessoas com as mais diversificadas "conclusões" sobre terminologia aplicada e suas pseudo-raízes, quando o tema a se debater é "ORIXÁ", percebe-se que enquanto uns estão tentando escrever sobre as entidades que "baixam" nos blés, outros estão tentando fazer o mesmo sobre os elementos e elementais da natureza, outros ainda sobre as energias cósmicas que seriam as responsáveis pela vida na Terra, de forma que se criam verdadeiras Torres de Babel, nesses debates em que ninguém se entende.


Como disse antes, a palavra ORIXÁ, no Brasil, foi trazida pelos Nagôs com o significado de DIVINDADES A SEREM CULTUADAS, em princípio, sendo possível depois, por ritualísticas próprias, marcarem presença através do que chamam de "feitura", junto a seus eleguns (os que são montados) e/ou vodunsis, acompanhando-os, então, até o final da vida.

Mas mesmo entre os Nagôs essa palavra designa "coisas diferentes, pois enquanto uns os têm como DIVINDADES NUNCA ANTES ENCARNADAS, outros os têm como ANCESTRAIS DIVINIZADOS, ou seja, para esses últimos os "orixás" seriam Espíritos Ancestrais que teriam se ENCANTADO e alcançado esse posto – "Orixá".


Vejamos este trecho de Verger em seu livro "Orixás": "O orixá seria, em princípio, um ancestral divinizado, que, em vida, estabelecera vínculos que lhe garantiam um controle sobre certas forças da natureza, como o trovão, o vento, as águas doces ou salgadas, ou, então, assegurando-lhe a possibilidade de exercer certas atividades como a caça, o trabalho com metais ou, ainda, adquirindo o conhecimento das propriedades das plantas e de sua utilização o poder, axé, do ancestral-orixá teria, após a sua morte, a faculdade de encarnar-se momentaneamente em um de seus descendentes durante um fenômeno de possessão por ele provocada.(1)


Observamos acima que os Orixás seriam SERES HUMANOS capazes de controlar as Forças da Natureza, mas NÃO SERIAM AS FORÇAS DA NATUREZA em si.

Observemos abaixo mais esse trecho porque percebemos também, nas "rodas de debate" uma confusão incrível quando alguns pretendem ser o Candomblé uma Seita ou Religião de Origem Africana quando é "brasileirinho da Silva".


Observe, principalmente, que esse panteão de "Orixás" reivindicado pelos Candomblés Keto foi criado aqui mesmo, já que lá na África, até os dias de hoje, grupamentos que cultuam Oxum, por exemplo, sequer conhecem Yemanjá ou, como afirma Verger logo abaixo, Xangô, festejado como o Rei do trovão no Candomblé, assim é por escolha, já que em grupamentos como de Ifé ele sequer é conhecido, assumindo o lugar de Deus do Trovão outro "Orixá" de nome Oramfé.


"...ainda não há, em todos os pontos do território chamado Iorubá, um panteão dos orixás bem hierarquizado, único e idêntico. As variações locais demonstram que certos orixás, que ocupam uma posição dominante em alguns lugares, estão totalmente ausentes em outros. O culto de Xangô, que ocupa o primeiro lugar em Oyó, é oficialmente inexistente em Ifé, ou de um deus local, Oramfé, está em seu lugar com o poder do trovão. Oxum, cujo culto é muito marcante na região de Ijexá, é totalmente ausente na região de Egbá. Iemanjá, que é soberana na região de Egbá, não é sequer conhecida da região de Ijexá.


A posição de todos estes orixás é profundamente dependente da história da cidade onde figuram como protetores. Xangô era, em vida, o terceiro rei de Oyó. Oxum, em Oxogbô, fez um pacto com Larô, o fundador da dinastia dos reis locais, e em conseqüência a água nessa região é sempre abundante. Odudua, fundador da cidade de Ifé, cujos filhos tornaram-se reis das outras cidades iorubás, conservou um caráter mais histórico e até mesmo mais político que divino.


Alguns orixás constituem o objeto de um culto que abrange quase todo o conjunto dos territórios iorubás, como, por exemplo, Òrìsàálá, também chamado Obàtálá, divindade da criação, estende-se até o vizinho território do Daomé, onde Òrìsàálá torna-se Lisa, e cuja mulher Yemowo tornou-se Mawu, o "deus supremo" entre os Fon, ou então Ògún, deus dos ferreiros e de todos aqueles que trabalham com o ferro, cuja importância das funções ultrapassa o quadro familiar de origem. Algumas divindades reivindicam as mesmas atribuições em lugares diferentes Sàngó, em Oyó; Oramfè, em Ifé; Airá, em Savé. São todos senhores do trovão. Ògún tem competidores, guerreiros e caçadores em diversos lugares, tais como: Ija em torno de Oyó, Òsóòsi em Kêto, Òre em Ifé, assim como Lógunéde, Ibùalámo e Erinlè na região de Ijexá. Osanyìn entre os oyó desempenha o mesmo papel de curandeiro que Elésije em Ifé. Aje Saluga em Ifé e Òsúmáré mais a oeste são divindades da riqueza."(2)


E se esse assunto já é meio complicado para quem nos trouxe o vocábulo Òrìsà (que aqui virou Orixá), imaginemos então entre aqueles que acabaram se apropriando do vocábulo – e apenas dele – dando-lhes outros diversos significados.


Vamos voltar a 100 anos atrás (1908), quando o Culto de Umbanda foi criado (ou anunciado) pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas e, apelando para o que se tem de testemunhos escritos e gravados, vamos ver que na UMBANDA ORIGINAL não havia qualquer tipo de Culto a "Orixás" - como não existe até hoje na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, a primeira Tenda de Umbanda fundada pelo Caboclo e que se mantém até hoje trabalhando nos mesmos moldes.

Em 1933 o escritor Leal de Souza, aquele que primeiro escreveu e publicou qualquer coisa sobre UMBANDA, já dividia os grupamentos de Espíritos trabalhadores da Umbanda em Espíritos de SETE LINHAS, como já foi explicado em outro volume, inclusive uma dessas LINHAS chamando-se LINHA DAS ALMAS (ou DE SANTO), absolutamente nada tendo de semelhança ao culto a Obaluaiê/Omolu que foi inserido muito após por aqueles que se auto-rotularam de Umbandas mesmo mantendo em seus cultos as práticas e princípios das ritualísticas de cunho africano.


Nesta época assim nos explicava Leal de Souza sobre o que seriam Orixás para a Umbanda Original que também era chamada de Linha Branca de Umbanda e Demanda:


"O Orixá é uma entidade de hierarquia superior e representa, em missões especiais, de prazo variável, o alto chefe de sua linha. É pelos seus encargos, comparável a um general, ora incumbido da inspeção das falanges, ora encarregado de auxiliar a atividade de centros necessitados de amparo, e, nesta hipótese fica subordinado ao guia geral do agrupamento a que pertencem tais centros.


Os Orixás não baixam sempre, sendo poucos os núcleos espíritas que os conhecem. São espíritos dotados de faculdades e poderes que seriam terríficos, se não fossem usados exclusivamente em beneficio do homem. Em oito anos de trabalhos e pesquisas, só tive ocasião de ver dois Orixás, um de Euxoce (Oxóssi), o outro de Ogum, o Orixá Mallet."(3)

Repare bem você que para a Umbanda Original, Orixás eram ESPÍRITOS HUMANOS com certas peculiaridades em essência e não ELEMENTOS ou ELEMENTAIS da Natureza, e sequer ANCESTRAIS DIVINIZADOS, conceito este que se estende até hoje em boa parte das Umbandas NÃO AFRICANIZADAS.


Uma outra Corrente entende como Orixás, não qualquer tipo de Espírito seja ele humano ou elemental, mas sim ENERGIAS criadas pelo desdobramento ou divisão da Energia-Mãe ou DEUS, como queiram e mesmo usando o termo Orixá para a elas se referirem (por ser o mais comum) compreendem-nos como ENERGIAS DE RAÍZ ou VIBRAÇÕES ORIGINAIS, ambos os termos tendo como significado essas energias provenientes de DEUS, atuantes diretamente sobre todos, ou parte constitutiva da essência de todas as formas de vida, não só da Terra como do Universo.

Só por esses conceitos totalmente díspares, já dá pra perceber o porquê de não se poder discutir ORIXÁS tendo conhecimento de apenas "um lado do prisma". Mas vamos TENTAR esmiuçar um pouquinho mais, tentando também dar subsídios aos seguidores dessas correntes de diferentes pensamentos para que entendam, finalmente, que, sendo os conceitos para Orixá totalmente subjetivos (assim como o conceito sobre o próprio DEUS ou DEUSA, quem sabe?), a aceitação final será sempre PARTICULAR e de acordo com o que mais se adaptar a cada mente pensante.


CONTINUA
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(1) e (2) Trechos do Livro "Orixás" de Pierre Fatumbi Verger
(3) Trechos do livro "O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda" do escritor Leal de Souza

sábado, 25 de julho de 2009

Umbanda e a Torre de Babel - Parte II

CONTINUANDO

Havia eu dito que reiniciaríamos falando sobre a palavra ORIXÁ, mas como esse tema vai ser comprido com certeza e ainda por cima tendo descoberto outros em debates mais atuais, resolvi dar andamento pelo mais fácil.

Outras duas palavras que estão por aí a criar Torres de Babel são: PROTETOR e GUIA. Por que?

Pelo simples fato de que houve uma aplicação geral e descompromissada com os verdadeiros conceitos iniciais sendo ambas utilizadas agora, quase que sem qualquer diferença, ou seja, passaram a chamar todas as ENTIDADES (vejam bem isso aí) por PROTETORES ou GUIAS. Desta forma, bastou "baixar" no terreiro que já são chamados de protetores e guias.

Na UMBANDA e não no kardecismo (que não usa a palavra GUIA), realmente usamos essas classificações para ALGUMAS entidades, só que, desde que elas estejam realmente capacitadas para serem ou protetores ou guias de fato e direito, havendo, entretanto, algumas diferenças conceituais básicas entre o que é um PROTETOR APENAS e o que é um GUIA, embora estejam embrulhando tudo no mesmo saco.

Vamos aos conceitos:

PROTETOR ou ESPÍRITO PROTETOR.

É qualquer espírito que aja na GUARDA ESPIRITUAL de alguém protegendo-o(a) contra possíveis ataques do baixo-astral, em princípio.

Aprofundando-nos no tema e observando como atuam os mais diversos espíritos em condição de serem PROTETORES, veremos que costumam ser zelosos em relação a seus médiuns, ajudando-os, inclusive, em muitas causas de cunho material, muito pelo fato de ser importante para eles, que seus médiuns estejam pelo menos relativamente equilibrados, material e psiquicamente, por decorrência, para que eles possam exercer seus trabalhos em ambiente adequado - médium tranquilo, sem muitos problemas na cuca!

É de seus interesses, pelo que foi exposto acima, zelar por essa tranquilidade, já que médium cheio de problemas acaba "dando-lhes trabalho" para bem cumprirem suas missões através de todas as formas de mediunidade.

Um Espírito na qualidade de PROTETOR pode ou não ter feito pactos pré-natais, onde, como costumam falar, assumiriam a proteção do encarnado enquanto estivesse "vivo", mas não necessariamente, pois entre as várias entidades que assumem esse posto (PROTETOR) existem também aquelas que se aproximam do médium, ou por terem sido arregimentadas por sua própria coroa e de acordo com os trabalhos e objetivo a serem alcançados, ou por necessidade delas próprias em usar o médium para seus trabalhos caritativos (às vezes até não e isso vai depender do grupamento em que o médium está), desde que lhes tenha sido dado o direito de usá-lo.

A diferença entre os "pactuados" e os não "pactuados" é muito clara em seus comportamentos. Enquanto os "pactuados" lutam mais por seus médiuns e costumam acompanhá-los até o fim da vida (pelo fato de terem feito pactos pré-natais) os não pactuados o protegem até certo ponto, abandonando-os e indo procurar outros médiuns, assim que o atual desvirtuar seus caminhos ou por qualquer razão, não lhes puder mais deixar usar-lhe o corpo, como nos casos de velhice e/ou doenças impeditivas que não sejam de âmbito espiritual e que por isto não possam resolver.

Quem já não ouviu falar de fulano ou beltrano que trabalhava com o caboclo"X", o exu "Y", o bugre "Z" e que, chegando a uma certa idade, só ficou ao seu lado mesmo o caboclo "B" e/ou o Preto "J", ou até mesmo a criança "M"? Por que isso ocorre?

Porque o corpo do médium não suporta mais a energia que essas entidades movimentam ou trazem em seus corpos espirituais e, tendo eles cumprido suas missões enquanto podiam, ou vão a oló(orun)* ou vão procurar outros médiuns que lhes faculte darem seqüência aos trabalhos aos quais estão afetos. De nada lhes adiantaria ficar ali se mais nada poderiam fazer por seu médium e, como a caminhada pela evolução é longa ...

Esses acima são os PROTETORES EVENTUAIS ou TEMPORÁRIOS. Farão qualquer coisa para defenderem seus médiuns enquanto lhes forem importantes e os deixarão nas mãos dos PROTETORES DE VERDADE (os que fizeram pactos e por isso possuem elos sentimentais) para que sigam por caminhos mais amenos.

Ah, mas você está achando que isso é um absurdo? Ponha-se então você no lugar de um deles e, precisando dar continuidade a seus trabalhos de desobsessão, demandas, magias, etc., SUAS ESPECIALIDADES, pense se vai ficar ali, coladinho no "cavalo" que não suporta mais sua incorporação, principalmente sabendo que junto a ele(a) poderão ficar os "mais amenos" e "pactuados" desde antes do nascimento, amparando-o no que for possível. Pense, mas pense bem, tirando de lado o egocentrismo tão comum a nós encarnados.

Ainda sobre PROTETORES EVENTUAIS ou TEMPORÁRIOS, encontramos algumas entidades que se achegam ao médium, para trabalho, por causa da Cúpula Espiritual do Terreiro ou Centro em que ele está, ou seja, por determinação desta Cúpula Espiritual. Mas você só vai ter experiência para sentir isto se, por algum motivo e durante sua vida mediúnica, vier a trocar de Centro ou Terreiro algumas vezes. Se assim for, poderá perceber que há vezes em que "dava passagem" a algumas entidades em um lugar que, no entanto, deixaram de vir no outro, vindo outra(s) em seu(s) lugar(es). O que acontece nestes casos é que essas entidades que "ficaram pra trás" eram entidades que pertenciam à Egrégora do Terreiro anterior e, por isto, não o(a) acompanharão ao próximo. E acontece que essas "novas entidades" que se apresentarem, muito provavelmente também pertencem à Egrégora da nova casa. Simples assim!

E para aqueles que saem de um Terreiro e não vão para outro, a percepção ainda é maior no fato de que passarão a sentir à sua volta, apenas aqueles que são seus PROTETORES DE FATO E DIREITO e que não vão largá-los nesta vida a menos que lhes façam algo que os magoem por demais como no caso de tratá-los como demônios e quiserem expulsá-los.

Como já expliquei antes, em outra postagem, os Espíritos na categoria de PROTETORES, mesmo os de fato, podem, às vezes, aplicar "corretivos" a seus médiuns, sob várias formas, se eles não lhe derem ouvidos. Primeiro porque, por serem "pactuados" ( e esse pacto é mútuo), assumem direitos de quase pai ou mãe e, nesse caso, depois de avisarem e não serem ouvidos, assumem os "direitos paternos" (ou maternos) armando-lhes certos "castigos". Mas ainda aí temos que observar que, manter o médium "no prumo" lhes é importante também para que suas manifestações mediúnicas possam se fazer da melhor forma. Em síntese: às vezes precisam "domar" seus "cavalinhos" para que lhes sirvam de meio de comunicação (MÉDIUNS) positivos.

E os GUIAS?

Pois é! Espírito que tenha alcançado DE FATO esse potencial - O DE SER GUIA DE ALGUÉM - tem que ser um espírito muito mais preparado, Espiritualmente falando. Tem que ser um Espírito que tenha um conhecimento maior sobre a vida na espiritualidade, que conheça bem mais sobre os caminhos da evolução, seus objetivos e maneiras de serem alcançados e, normalmente, como também já disse antes, NÃO SÃO ESPÍRITOS AFETOS A TRABALHO PESADO mas sim doutrinários ou de encaminhamento de seu médium e de todos os que a ele tiverem acesso, por decorrência.

Não é porque EU cismo e chamo o "Zé Malandrinho das Esquinas da Uca" de GUIA que ele é um GUIA DE VERDADE (se bem que para alguns, talvez ele até possa servir de Guia). O potencial para ser um GUIA DE VERDADE o espírito ganha NA ESPIRITUALIDADE e não somos nós que lhes damos, porque se fosse assim, na visão dos neo-umbandistas, até Exu e Pomba Gira poderiam ser GUIAS.

Espíritos GUIA não deixam de ser PROTETORES, porém em um nível acima dos interesses materiais. Normalmente não castigam ou "domam" seus cavalinhos. Em casos de muitos erros e descaminhos, apenas avisam , avisam, avisam e depois se afastam deixando-os nas mãos, em princípio, de seus PROTETORES (que não são GUIAS DE FATO) e depois, havendo insistência nos erros, nas mãos de quem mais se apresentar para tomar conta, seja quem for e da maneira que for.

E porque se afastam e não tentam "domar" seus "cavalinhos" como os PROTETORES NORMAIS?

Em primeiro lugar porque respeitam o Livre-Arbítrio e partem do pressuposto de que seu filho(a) deve saber o que fazer com o seu. Neste caso, compreendem até mesmo os descaminhos como DA VONTADE PESSOAL E CONSCIENTE, talvez uma forma mais árdua de chegarem às suas próprias conclusões, de livre escolha, desde que já tenham sido alertados sobre as conseqüências.

Em segundo lugar porque espíritos que já alcançaram a verdadeira qualidade de GUIAS, por estarem em condições evolutivas superiores aos demais PROTETORES, ou não encarnam mais ou o fazem apenas por MISSÕES (e não Karmas) a eles designadas, de forma que o médium em si, para eles, não é instrumento importante ou insubstituível para que dêem encaminhamento a essas MISSÕES, tanto quando estão no Plano Astral quanto no caso de terem de vir à Terra. Pelo contrário e diferentemente do caso dos apenas PROTETORES, são os médiuns que deles dependem se pretenderem realmente seguir por caminhos e experiências evolutivas.

E os chamados "Guias de Frente"? Não são GUIAS?

Sintetizando sem hipocrisias: Serão GUIAS ou Guias ou guias ou "guias", em princípio apenas por terminologia aplicada e usual, mas só serão GUIAS DE FATO E DIREITO se assim se mostrarem ao longo de suas "aparições" no tempo e de acordo com o que vierem fazer ou ensinar e não apenas porque assim os chamamos ou que assim se apresentem. Eis a questão!

Aproveitando-me de uma história que já é de domínio público, no caso do senhor Zélio de Moraes vemos com clareza essa distinção de PROTETOR EVENTUAL, PROTETOR DE FATO e GUIA.

Como se sabe, a primeira entidade a chegar pela mediunidade de Zélio foi o Caboclo das Sete Encruzilhadas e após ele Pai Antonio. Somente cinco anos mais tarde houve a chegada de Orixá Malet (ou Malei, ou Malê) que veio, segundo relatos, chamado pelo Caboclo para assumir os trabalhos relativos a demandas e magias enquanto o Caboclo ficava com os trabalhos de orientação e doutrinação - os mais leves, visto por um certo ângulo. Na seqüência, e pelo envelhecimento da matéria do médium, foi também Orixá Malet o primeiro a deixar de incorporar permanecendo ao lado de Zélio, Pai Antonio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas até que desencarnasse.

Então, pelo que já expliquei lá em cima, percebamos que PROTETORES DE FATO E DIREITO eram O Caboclo e Pai Antonio que estiveram junto desde o início até o fim. Percebamos também que pelo teor dos trabalhos, tanto do Caboclo, quanto de Pai Antonio (que era bem diversificado em sua essência), o primeiro (que agia mais doutrinariamente) seria seu GUIA DE FATO (além de PROTETOR DE FATO) e o segundo seu PROTETOR DE FATO, enquanto Orixá Malet (e isto sem querer tirar uma vírgula da importância de sua vinda e de seus trabalhos) foi um PROTETOR EVENTUAL ou TEMPORÁRIO, partindo, não sei se por fim da missão com Zélio ou de sua própria missão, assim que o médium já não se sentia tão à vontade com a energia dele como entidade espiritual, por conta da idade avançada.

Esse é apenas um exemplo do que escrevi acima, mas você que chega até aqui, pode muito bem já ter observado isto, ouvido sobre fatos semelhantes ocorridos com outros médiuns ou até mesmo, quem sabe, estar percebendo consigo.

E como citei isto no primeiro post da série, AGÔ não quer dizer PERDÃO. É um pedido de LICENÇA.

A palavra para perdão é MALEIME que já é uma corruptela de VALEI-ME.

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* oló(orun) - segundo uma entidade amiga, o termo "ir oló" (ou oró, como dizem os P.Vs.) é uma forma simplificada de "ir ao olo orun" o que significaria "ir ao longínquo orun ou céu".

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A UMBANDA E A TORRE DE BABEL


A UMBANDA E A TORRE DE BABEL


TENTANDO DIMINUÍ-LA.


Como sobre a famosa Torre de Babel já deve ter sido lido por, senão a maioria, pelo menos uma grande parte dos humanos ditos Cristãos, para iniciar esse tema vou fazer apena uma breve explanação sobre A LENDA para que todos possam acompanhar os raciocínios que daí advirão a partir do momento em que a adaptarmos ao que hoje acontece entre os umbandistas em função dessa imensa diversidade de ritos e outras práticas que se criaram, todos tomando para si o nome geral de UMBANDAS, simplesmente Umbandas.
Segundo o Antigo Testamento (Gênesis 11,1-9), A TORRE DE BABEL foi uma torre construída na Babilônia pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. A idéia era a de fazê-la tão alta que alcançasse o céu, tendo essa soberba provocado "a ira de Deus" que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra.

Este mito é, provavelmente, inspirado na torre do templo de Marduk, nome cuja forma em hebraico é Babel ou Bavel e significa "porta de Deus". Hoje, entende-se esta história como uma tentativa dos povos antigos de explicarem a DIVERSIDADE DE IDIOMAS.

Pois muito bem. Quantos de vocês que aqui chegam e lêem os textos já não participaram de debates virtuais ou mesmo pessoais em que pessoas tentam chegar às conclusões sobre o significado de determinados vocábulos e, como o mesmo vocábulo significa uma coisa para uns e outra para outros, a discussão acaba girando em torno de uma discordância total sem que alguém chegue a qualquer conclusão? Se não participou, é só entrar para qualquer Comunidade, seja do Yahoo, Orkut, etc. e observar, pois mais cedo ou mais tarde terá a oportunidade, ou de participar diretamente ou pelo menos observar o que lhes relato.
Mas por que isso acontece?
Isso acontece por "N" motivos, mas quase todos baseados no comportamento inadequado dos mais novos na Lei que, desconhecendo os significados que eram padrão vão, por eles mesmos, "descobrindo" novos significados e os divulgando da forma que bem entendem. Daí, os mais novos ainda, os que tentam aprender através de livros ou mesmo de mais novos com conceitos já corrompidos, apreendem e aprendem esse significados como "padrões", a ponto de acharem por bem discutirem com os mais antigos que seus próprios orientadores que, por exemplo, AGÔ quer dizer perdão, num exemplo bem "simplesinho".
Esses "novos significados" e a clara demonstração de muitos de que NUNCA FORAM ÀS FONTES para saberem em que águas estão bebendo, preferindo analisar as fontes através dos rios já formados (e misturados por causa disto), acaba gerando uma grande TORRE DE BABEL entre os umbandistas, com o mesmo objetivo bíblico - DESENTENDIMENTOS - já que em determinados debates parece até que todos falam por idiomas diferentes, tal é a desconexão com o significado raíz de cada palavra. E há alguns (acreditem) que mesmo percebendo haver disparidade entre o que entendem por certo vocábulo e a realidade mais antiga, ainda insistem em dizer que o entendimento atual existe porque "a umbanda evoluiu", como se a evolução de uma religião envolvesse até a MUDANÇA NOS SIGNIFICADOS DAS PALAVRAS antes utilizadas (não estou falando das práticas ritualísticas, vejam bem).
Vamos citar aqui algumas palavras ou termos apenas, dando-lhes os significados mais antigos porque se fôssemos falar de todas as que entram nessa Torre de Babel, esse texto viraria um livro.
Comecemos com o já famoso MÉDIUM DE TRANSPORTE.
O termo Médium de Transporte é mais um dos muitos CAPTURADOS no ESPIRITISMO (que muitos umbandistas acham que nada tem a ver com a Umbanda, coitados), só que, adotado erradamente. Se fossem ver o que significa esse termo dentro do Espiritismo Kardecista antes de adotá-lo, jamais o empregariam para o que empregam hoje.
Mediunidade de Transporte, fenômeno estudado e devidamente batizado pelos nossos irmãos Espíritas (assim como a própria mediunidade em geral), é aquela em que o médium possui a capacidade (em potencial) de TRANSPORTAR objetos de um local para outro, de fora para dentro, os que (antigamente era mais comum) são capazes de trazerem os "trabalhos feitos", desmaterializando-os do local onde foram colocados e rematerializando-os dentro do Terreiro ou local de reunião, eram os MEDIUNS DE TRANSPORTE, numa explicação bem simplificada (para melhor explicação, acessem: http://www.cvdee.org.br/duv_resptexto.asp?cat=01&id=425 .
É claro que esse potencial é ativado pela presença da ENTIDADE (outra palavrinha da Torre) que consegue, por diversos meios, usar parte do ectoplasma (energia vital) do médium e dos assistentes para esse "milagre".
Mas aí ... os novos umbandistas que trabalham atraindo obsessores com o fito de encaminhá-los, parece que gostaram do termo e "ZAZ", adotaram-no dando-lhe novo significado. Nas "Umbandas Modernas", o Médium de Transporte "se tornou" aquele que antes era chamado de MEDIUM DE ATRAÇÃO ou MÉDIUM PONTE, significando o primeiro termo aquele que é capaz de atrair para si, sob comando e orientação, possíveis obsessores para que sejam encaminhados e o segundo termo, aquele que é capaz de servir de ponte, de passagem, para que o obsessor também seja encaminhado.
Esse é apenas UM exemplo dentre os muitos vocábulos "capturados" de outros grupamentos espiritualistas que tiveram seus significados adulterados por conta de sei lá o que. Mas ainda bem que este termo ainda não é um dos que mais criam Torres de Babel.
Como já citei acima, um outro termo que gera desentendimentos e que não deveria, é o termo ENTIDADE.
Caramba (é, eu sou velho mesmo e ainda uso essas gírias)! Será que ninguém conhece o dicionário e nunca foi lá saber o que significa UMA ENTIDADE? Uma grande maioria acho que não, porque, a seus "bels prazeres" dão significados de acordo com suas próprias formas de ver, muitas vezes fantasiosas.
Vamos lá, segundo o Houaiss:
Substantivo feminino

1 aquilo que constitui a existência de algo real; essência
1.1 essa existência considerada à parte, independentemente dos atributos da coisa2 Derivação: por extensão de sentido.
o ser humano; ente, indivíduoEx.: uma turma de alunos constituída de entidades diferentes3 Derivação: por extensão de sentido.

Tudo o que tem existência, tudo o que existe, na realidade ou na ficção.
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Vamos ver agora segundo o Aurélio:
Substantivo feminino.
1.Aquele ou aquilo que tem existência distinta e independente; ente, ser.2.Empresa, organização, instituição.
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E vamos ver mais ainda no Michaelis:
en.ti.da.de
s. f. 1. Existência independente, separada, ou autônoma; realidade. 2. Aquilo que constitui a natureza fundamental ou a essência de uma coisa. 3. Aquilo que existe ou imaginamos que existe; ente, ser. 4. Individualidade. 5. Indivíduo de importância. 6. Sociedade ou grupo que dirige as atividades de uma classe.
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Pois bem. Se você observar o que realcei em azul, perceberá que, a despeito de alguns dizerem que ENTIDADE se refere apenas a Espíritos desencarnados e nunca a "Orixás" (outra palavrinha da Torre de Babel), ou como também já li, que ENTIDADE é apenas aquele "Espírito de Luz" e que os outros são EGUNS (outra palavrinha pra nossa Torre), o termo se aplica, espiritualmente, desde ao mais trevoso kiumba, até mesmo ao próprio DEUS, segundo a compreensão de alguns que o vêem como "aquele senhor de barbas longas que vive no céu e que vai resolver todas as questões pendentes dos mortais encarnados", incluindo-se nessa gama, tudo o que se entende por "orixá" e que chega à Terra através de seus MÉDIUNS (Essa palavra também nos vem dos Espiritismo, viram, umbandistas? Ainda bem que não a deformaram), de forma que chega a ser até interessante (pra não dizer jocoso) quando vemos alguns dizerem que os "orixás" do Candomblé (e isto dito por "umbandistas"), que muitos "umbandistas" acreditam que incorporam e nisso se vangloriam, não são entidades ou, complementando, ENTIDADES ESPIRITUAIS. Ora, se incorporam de fato é porque têm existência individual e se é assim, é porque são ENTIDADES e não apenas energias voláteis da Natureza sem personalidade, sem individualidade.
"Resumo da História", como falava um antigo amigo que já se foi: Espírito é ENTIDADE, orixá incorporante é ENTIDADE, kiumba é ENTIDADE, seu GUIA é uma ENTIDADE, seu protetor é uma ENTIDADE, seu Terreiro é uma outra ENTIDADE, você mesmo(a) é uma ENTIDADE e por aí vai ... A palavra tem um significado bastante extenso e ficar tentando particularizá-la para este ou aquele "evento espiritual" é obra de quem quer complicar mais que explicar.


E aí ... chegou a hora dos EGUNS.


Nunca vi tantas controvérsias quando acontece de alguém perguntar sobre EGUNS porque uns ACHAM que essa palavra se refere a ESPÍRITOS ATRASADOS (obsessores) e outros a TODOS OS ESPÍRITOS QUE JA VIVERAM. É o que dá irem "capturar" palavras em outros grupos e, sem lhes saber o real significado, sairem por aí "gastando africanismo" e "pagando micos", por decorrência.
Vamos ao REAL SIGNIFICADO e às suas adaptações "umbandísticas".
A palavra EGUN, de raíz Yorubá (Nagô), era e ainda é usada pelos irmãos Candomblecistas para significar a ALMA DE PESSOAS IMPORTANTES QUE JÁ MORRERAM E QUE VIRIAM À TERRA COM FINS DE ORIENTAÇÕES AOS MEMBROS DE SUAS TRIBOS ou NAÇÕES. Os EGUNS eram e são cultuados numa ramificação de culto dos Candomblés chamada LESSE EGUN (os lesse orixás são os que cultuam orixás), o CULTO AOS ANTEPASSADOS. Os que quiserem se aprofundar no tema, sugiro que CLIQUEM e leiam: O CULTO DOS EGUNS NO CANDOMBLÉ e também EGUNGUN
Mas aíííííííí, como muitos umbandistas adoram usar a terminologia africana, ainda que não lhes saibam os significados, passaram a usar e "distribuir" a palavra EGUN como se fosse uma classificação para Espíritos de mortos que se colam nos vivos e lhes causam vários problemas. Espíritos atrasados, portanto, o mesmo que KIUMBA, obsessor por decorrência. E aí também, se alguém começa a discorrer sobre Egun da forma que aprendeu mais recentemente (a forma errada), sobre si lhes caem montes de críticas e com toda a razão, já que, na raíz, Eguns ou Egunguns seriam ANTEPASSADOS, ANCESTRAIS e não OBSESSORES. Mas o pior é que, condicionados como estão, continuam insistindo que um Egun é, forçosamente, um Obsessor.
Quem for às páginas indicadas, perceberá inclusive, que o Culto aos Eguns é particular aos homens e só podem estar presentes nos locais de culto fechados, mulheres que sejam de algumas qualidades de OIÁ (Igbale, Zagan, Messe Egun, Tolú ...). Por que seria?
Numa adaptação do termo menos destrutiva, ainda podemos considerar a palavra EGUN PARA A UMBANDA, sem jamais querermos traçar paralelos com seu valor no Candomblé, significando "Espíritos de Mortos" (a única relação existente) ou simplesmente ESPÍRITOS que é o que quase todas as ENTIDADES que trabalham nas UMBANDAS são em verdade. Nesse caso, mais certo é dizer que "seu" Preto velho ou Preta Velha é um Egun, "seu" Caboclo ou Cabocla é um Egun, "sua Mariazinha" e "seu Zezinho" são Eguns e não somente os Espíritos trevosos o são.
Vou ficando por aqui por enquanto, porque a próxima palavra (ORIXÁ) é a que mais Torres de Babel cria, sendo por isto que vou deixá-la para a próxima postagem, ocasião em que tentarei analisar essa palavra sob os mais diversos significados, alguns deles até antagônicos em função do conhecimento e da compreensão mais atual.



Paz e harmonia em suas Vidas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

E a JUSTIÇA repondeu à altura.

RIO - As primeiras prisões no país por crime de intolerância religiosa ocorreram no Rio. Afonso Henrique Alves Lobato, de 26 anos, e Tupirani da Hora Lores, de 43, membro e pastor, respectivamente, da Igreja Geração Jesus Cristo, localizada no Morro do Pinto, Zona Portuária do Rio, foram presos nesta sexta-feira por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). A juíza Maria Elisa Peixoto Lubanco, da 20 Vara Criminal, decretou a prisão preventiva dos dois acusados.




Tupirani e Afonso Henrique vão responder pelos crimes de intolerância religiosa, injúria qualificada e incitação ao crime. Segundo a delegada Helen Sardenberg, da DRCI, o artigo 20 da lei 7.437, de 1985 - mais conhecida como Lei Caó, que cria sanções para o preconceito contra raça, cor e religião, O crime tem uma pena prevista que vai de dois a cinco anos de prisão. O delito é inafiançável, ou seja, o acusado tem de aguardar o julgamento na prisão ( assista ao vídeo em que o pastor Tupirani defende Afonso Lobato ).

Em março deste ano, com o consentimento do pastor Tupirani, Afonso Henrique divulgou na internet um vídeo em que faz ofensas às religiões afro-brasileiras, às polícias Civil e Militar e à imprensa. No mesmo vídeo, Afonso Henrique diz que todo pai-de-santo é homossexual. O jovem e outros três seguidores da Igreja Geração Jesus Cristo invadiram e depredaram, em junho do ano passado, o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no Catete. Os quatro foram presos e condenados a pagar cestas básicas.

Em entrevista ao EXTRA, o pastor Tupirani apoiou a iniciativa de Afonso Henrique em divulgar o vídeo, alegando que o jovem tinha direito à liberdade de expressão. O pastor também postou um vídeo na internet dizendo-se contrário às leis dos homens e desafiando as polícias e as Forças Armadas.

FONTE: http://extra.globo.com/geral/casosdecidade/materias/2009/06/19/justica-manda-prender-pastor-jovem-que-atacaram-umbandistas-756431608.asp

Esperemos, SINCERAMENTE, que este COMPORTAMENTO TROGLODITA não sirva de exemplo a ser seguido por outros pseudo-pentecostais e que a LEI esteja sempre vigilante, garantindo a cada um o seu inalienável DIREITO DE CRENÇA!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Novos Ataques a Centros e Terreiros

Desculpem-me a parada obrigatória que tive que fazer por algum tempo, tempo este em que estava analisando mais profundamente nossa atual situação enquanto seres humanos ou seres pretensamente humanos em virtude de tantas loucuras que tenho visto e ouvido nos jornalísticos.

São pais que violentam filhos e filhas; são filhos ou filhas que matam pais, avós, tias; é assalto à mão armada à luz do dia e no meio de ruas movimentadas, nos sinais de trânsito, lombadas, engarrafamentos; "pais" e "mães" que PÕEM DÚZIAS DE FILHOS NO MUNDO PARA QUE OS SUSTENTEM MAIS TARDE e usam até de os prostituírem com esse mesmo fim; é o comércio dos "proibidos" que é espremido ali e que se transfere para acolá; são os "religiosos senhores da verdade" que atacam viril e verbalmente a tudo e a todos os que os impedem de recolher mais do "dízimo divino"; é esse EXCESSO DE LIBERDADE (e descontrole) que se dão aos jovens (deseducando-os cada vez mais) em fase de crescimento e moldagem de suas personalidades que os faz, por conseguinte, acharem que têm direitos totais sobre tudo e todos (já que assim costuma ser em suas casas), ainda que nenhum dever ou obrigação tenha sido cumprida e que acaba sendo um dos motivos pelos quais hoje, ir-se assistir a uma partida de futebol em um estádio é correr-se o risco de não chegar em casa inteiro, tal é a violência com que esses mesmos jovens, quando estão em grupo (Espíritos Grupais? Egrégoras?) agem, parecendo PEIXINHOS DE CARDUME, uns imitando os outros no que de pior puderem ...

É a auto-exibição da pseudo-liberdade. Na verdade, INDISCIPLINA PURA!

Pensei de lá, pensei de cá ... estava prestes a fazer uma página sobre a INVOLUÇÃO COMPORTAMENTAL do reino dito "hominal", relutei e anunciei uma nova postagem sobre A TORRE DE BABEL que se criou entre as "umbandas" e, repentinamente, como se fosse pra reforçar a necessidade de chamarmos atenção sobre o ser humano em si, o que acontece? Novos ataques de pseudo-ovelhas de uma também pseudo-igreja evangélica. E sei que é pseudo mesmo porque Evangélico que se preze não faria isto ou mesmo apoiaria COMPORTAMENTOS tão ANIMALIZADOS quanto os dos féis dessa tal de "Igreja Geração de Jesus Cristo" (mas que "G-Zuis" é esse?) que, achando-se os "donos da verdade", possivelmente os próprios emissários do deus deles aqui na Terra, acham-se também no direito de invadirem Templos de outras religiões, mais precisamente as que eles acham que são governadas pelo tal de "satanás" que os persegue dia e noite, à sombra ou à luz, naturalmente pelo tanto de "EX" que existe ENRAIZADO em cada um deles e que, por suas atitudes, os mostra à luz do dia selvagens e irracionais como são DE FATO.

É simplesmente impressionante o nível de absurdo a que chegam LUNÁTICOS E FANÁTICOS, lobos em pele de cordeiros ao tentarem justificar atos desta "magnitude".

O Jornal EXTRA de hoje, 18 de junho de 2009, em sua versão On-Line traz-nos, tanto o depoimento do sujeito depredador de Templos quanto do outro que se diz "pastor", visivelmente tentando minimizar as atitudes do primeiro, principalmente em relação a um vídeo que colocou no You Tube em que, segundo ele mesmo: "um vídeo em que faz afirmações como: “centro espírita é lugar de invocação do diabo”; “todo pai de santo é homossexual”; “a Bíblia diz que (...) a adoração por imagens e esculturas é abominação, então eu repudio aquelas imagens também”.

Repararam? Os alvos hoje estão sendo os Terreiros ditos de Umbanda, Candomblé e possivelmente os Centros Espíritas. No entanto, pela "adoração às imagens" (segundo a versão dele), nada o impedirá (a este a a outros mais que virão em seu rastro, se algum corretivo de grande significado e de acordo com as LEI VIGENTES não lhes for aplicado) de, no futuro, começar a quebrar IGREJAS CATÓLICAS, TEMPLOS BUDISTAS...

E não pensem os senhores Israelitas que estarão livres da "OVELINHA DA GERAÇÃO DE G-ZUIS", o senhor Afonso Henrique Alves Lobato, de 25 anos (cuja foto eu me recuso a colocar aqui mas que poderá ser vista por qualquer um em http://extra.globo.com/blogs/feonline/ ) porque os pseudo-evangélicos só lêem nas Escrituras, durante as pregações, aquilo que lhes interessa e, principalmente, os faculta a recolherem mais dízimos através da destruição da crença alheia e conseqüente adoção de suas pregações como "AS ÚNICAS PALAVRAS DE DEUS"!

Parem de ler aqui e vão á página do jornal EXTRA citada acima (ou cliquem nos links abaixo). Comecem a ler, de baixo para cima, a partir da postagem sobre os 3.500 seguidores do Pastor Pedrão da Comunidade Batista do Rio (esse sim, parece um exemplo a ser seguido) e, subindo, lerão sobre o uso do Orkut como meio de propagação da Fé por pastores e padres. Analisem por si a partir das matérias sob título: "Religiosos farão manifestação contra ataque , Padre é ameaçado de morte em São Gonçalo , Religiosos apoiam templo cigano depredado na Freguesia , Condenado por ataque a centro espírita publica vídeo no YouTube , Intolerância religiosa: polícia abre inquérito , Pastor defende fiel que atacou centro espírita , Inquérito vai apurar crimes em vídeo de evangélico na internet .

Vejam se não é motivo de grande preocupação quando atitudes como estas são apenadas mui brandamente, acabando por SERVIR DE ESTÍMULO para que outros lhes sigam os caminhos.

Lembrem-se de que esse lobo em pele de ovelha que quebrou o Centro Espírita Cruz Oxalá, no Catete, em junho do ano passado junto com mais 3 outros, recebeu pena branda pelo Juizado Especial Criminal, que os condenou apenas ao pagamento de cestas básica por terem conseguido levar o caso como "Impedimento de Culto" e não pelo verdadeiro motivo - INTOLERÂNCIA RELIGIOSA - o que, só agora estão achando ser.

Resultado? Como diziam os mais velhos: "deixaram-lhe crescer as asas"! E agora o vídeo em que se apresenta desrespeitosamente frente às instituições (e até as desafiando) foi para público no YouTube.

E quem quiser conhecer esse "valoroso soldadinho de G-Zuis", seu depoimento e suas obras de ataques até mesmo à IURD, a primeira pseudo-evangélica que abriu guerra contra todas as outras religiões, inclusive as Evangélicas, é só abrirem o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=QKwjd096b80.

Como nos avisava há muitos anos atrás uma certa entidade espiritual: "VÃO ABRINDO PORTEIRAS ... VÃO ABRINDO PORTEIRAS! ...."

Pra quem sabe ler ...

Que a LUZ E A PAZ DO UNIVERSO sejam seus companheiros perenes!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sincretismos Religiosos Brasileiros Parte V


PARTE FINAL


97



Em praticamente todos as casas de Almas e Angola podem ser encontradas estruturas arquitetônicas que desempenham um papel importante no ritual. Entre essas estruturas destacam-se: a Cangira, associada aos Exus e Pombagiras, do lado de fora do terreiro; uma Casa das Almas, geralmente ao lado da Cangira e associada os Pretos-Velhos e ao Orixá Obaluaiê; uma cozinha; um salão onde encontra-se o altar; e três atabaques, também chamados de Tumbadeiras.98


O ingresso de uma pessoa como membro de uma casa de Almas e Angola começa pela cerimônia chamada de sacudimento, onde é realizada a limpeza espiritual do mesmo, logo seguido pelo Ritual do Amaci. Após algum tempo é realizado o batismo e tempos depois o obori (ou obrigação de anjo da guarda). Após um período de sete anos desta obrigação é realizada a obrigação de Pai ou Mãe Pequena e sete anos após esta é realizada a obrigação de Babalaô (sacerdote homem) ou Babá (sacerdote mulher). Em Santa Catarina existem ainda as obrigações de reforço de Sete, Quatorze e Vinte e Um anos, realizadas, respectivamente, sete, quatorze e vinte e um anos após a obrigação de Babalaô ou Babá. Após passar por esta última obrigação, o sacerdote recebe o título de Tatá no Santo. 99

Assim como outras religiões sincréticas, nesta não existe um padrão escrito que torne todos os rituais idênticos em cada local de culto. Além dos fundamentos básicos dessa religião, que são comuns a todos os locais de culto, existem pequenas variações ritualísticas nesses lugares, as quais estão intrinsecamente relacionados aos seus dirigentes, o que faz de cada um deles único em seu formato ritualístico.


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97 - Tabela organizada com base nas informações extraídas de TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE, 2008.

98 - TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE, 2008.
99 TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE, 2008.


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VOCABULÁRIO



Abaixo está um pequeno vocabulário com algumas das palavras e expressões utilizadas em alguns sincretismo surgidos no Brasil. Os parênteses colocados após algumas palavras indicam a origem das mesmas.

A
A (iorubá) – Nós.
Aba (iorubá) – Velho.
Abadá - Túnica larga e de mangas compridas.
Abassá (iorubá) - Terreiro, barracão.
Abassê - Cozinheira que prepara as comidas de santo na tradição jeje.
Abé (iorubá) – Navalha.
Abi (iorubá) – Nascer.
Abiã – Pessoa que frequenta o Candomblé, mas ainda não passou pelos rituais de iniciação, sendo portanto o posto mais baixo da hierarquia do terreiro.
Aborixá (iorubá) - Adorador de orixá.
Abrir a gira - Início ou abertura dos trabalhos no terreiro de Umbanda.
Abrir os caminhos – Ritual da Umbanda que consiste em trabalhos de magia voltados para amenizar os problemas da vida do consulente, desde que seja do merecimento desta pessoa e que não prejudique ninguém.
Adagã – Cargo do Candomblé que tem o mesmo significado que cambono de despacho na Umbanda.
Adejá – Aportuguesamento da palavra iorubá adjá.
Adjá (iorubá) - Pequeno sino de metal, com até três campânulas, que é sacudido com uma das
mãos.
Afofi (iorubá) - Flatular, eliminar gases.
Agibonã – O mesmo que jibonã ou mãe criadeira.
Agô (iorubá) – Licença.
Agogô (iorubá) - Espécie de sino de metal, com até três campânulas, que é percutido com uma
vara de metal.
Agutã (iorubá) - Carneiro sem chifre.
Ajá (iorubá) – Cachorro.
Ajapá (iorubá) – Tartaruga.
Ajé (iorubá) – Feiticeira.
Ajeum (iorubá) – Comida.
Akará (iorubá) - Acarajé (no Brasil).
Akikó (iorubá) – Galo.
Akukó (iorubá) – O mesmo que akikó.
Alá (iorubá) – Cobertura. Em algumas religiões sincréticas afro-brasileiras é o nome do dossel branco que acoberta os filhos e filhas-de-santo durante a saída-de-iaô, os noivos no rito de casamento ou dignatários de outros terreiros.
Alabá (iorubá) – Idoso.
Alguidar – Vasilha de barro em forma de cone ou bacia.
Aluá – Bebida feita de milho.
Alubaça (iorubá) – Cebola.
Alume (banto) – Homem.
Amaci – Líquido obtido a partir do sumo de ervas verdes maceradas em água.
Amalá - Comida de santo.
Amuleto - Objeto com finalidade protetora que se utilizada geralmente pendurado em um cordão em volta do pescoço ou dentro de um patuá, ao qual se atribui poderes mágicos, dentre os quais os de afastar maus pensamentos e maus fluídos e aproximar os bons pensamentos e bons fluidos. Alguns também são utilizados para atrair riqueza, atrai amor, prevenir doenças, ajudar no processo de cura. Como exemplo de objetos utilizados como amuletos temos: medalhas de santos, figa de arruda, figa de guiné, crucifixos e cruzes, figuras geométricas, inscrição, pedras e cristais.
Anduro (banto) – Fogo.
Anganga (banto) – Senhor, senhora.
Anganga N'Zambi (banto) – Senhor Deus.
Aparelho – Na Umbanda é sinônimo de médium.
Aquenje (banto) – Menino.
Arengá (banto) – Tarefa.
Arirê (banto) – Canto.
Arquétipo – A forma substancial, a essência das coisas tal como elas se manifestam em nossa
mente.
Arriar obrigações – Deixar frutos, flores, ervas, bebidas, velas e presentes para os Orixás e entidades em determinados locais na natureza. O mesmo que arriar oferendas.
Arriar oferendas – O mesmo que arriar obrigações.
Aruanda (banto) – Céu. Na Umbanda designa o plano espiritual onde se reúnem as entidades que trabalham, incorporadas ou não, nos terreiros.
Assentamento - Conjunto de objetos (louças, ferro, búzios, pedra, etc.) e emblemas (pontos riscados) que representam o Orixá. Cerimônia realizada com o objetivo de firmar o poder do Orixá sobre determinado local para a sua proteção.
Atá (iorubá) – Pimenta.
Atabaque – Instrumento de percussão usado nas cerimônias para acompanhar os cânticos aos Orixás, semelhante a um tambor alto e estreito.
Ataré (iorubá) – Pimenta-da-costa.
Axé (iorubá) - Força espiritual.
Axexê – Cerimônia fúnebre do Candomblé.
Axô (iorubá) – Roupa.
Ayê (iorubá) – Mundo, terra.
Azê - Capuz de palha de Obaluaiê.
Azeite de dendê - Óleo extraído do dendezeiro.

B
Babá (iorubá) – Pai. Contração de babalorixá.
Babá kekerê (iorubá) – O mesmo que pai-pequeno.
Babalaô (iorubá) - Sacerdote de Ifá; pessoa que joga búzios.
Babalorixá (iorubá) – O mesmo que pai-de-santo ou zelador de santo.
Bacuro – O mesmo que elemental.
Bacuro de Pemba – O mesmo que filho-de-santo.
Badurá (iorubá) – Rezar.
Baixar - Ato no qual as entidades incorporam nos médiuns, numa alusão de que elas viriam do céu para a terra.
Balangandã – Amuletos, podendo designar também enfeites e ornamentos.
Balê – No Candomblé designa a casa dos eguns.
Bamba (banto) – Valente.
Bambazuó (banto) – Provocação.
Banda – Lugar, morada.
Bango – Dinheiro.
Banho de ervas – Banho ritualístico com finalidade de limpeza energética e/ou energização da aura das pessoas, no qual se utiliza o amaci.
Barracão – Local onde ocorre os rituais do Candomblé.
Barundo (banto) – Senhor.
Bater cabeça - Ritual que consiste em abaixar-se aos pés do Gongá ou de uma entidade e tocar sua cabeça ao chão, em sinal de respeito e humildade.
Bater para o santo - Ato de percutir os atabaques no ritmo do ponto cantado.
Batismo dos atabaques – Cerimônia que confere qualificação religiosa aos atabaques, fazendo com que os mesmos deixem de ser meros instrumentos musicais.
Batismo na Umbanda – Sacramento utilizado em algumas vertentes da Umbanda para estabelecer o ingresso de uma determinada pessoa no corpo de filhos ou filhas-de-santo do terreiro.
Batuque – Dança, festa. Pode designar também uma religião sincrética brasileira originária do Rio Grande do Sul.
Bi (iorubá) – Nascer.
Bombogira – Sinônimo de Pombagira.
Bori – Ritos do Candomblé utilizados para o fortalecimento espiritual de uma pessoa.
Breve – O mesmo que patuá.
Burro – Palavra utilizada na Umbanda como sinônimo para médium.
Búzio – Um tipo de concha, também chamado de cauri, utilizado no passado como moeda na África.

C

Cabaça - Vaso feito do fruto maduro do cabaceiro depois de esvaziado o miolo, utilizado também
como moringa de água.
Cabana – O mesmo que centro, tenda.
Cacimba (banto) – Poço.
Cacurucai ou cacurucaia (banto) – Velho, velha.
Cafungê (banto) – Garoto sem vergonha.
Calundu (banto) – Tristeza. Designa também uma manifestação sincrética do Brasil colonial.
Calunga (banto) – Mar. Na Umbanda é utilizada como redução da expressão calunga pequena.
Calunga grande – Expressão utilizada na Umbanda para designar mar, oceano.
Calunga pequena – Expressão utilizada na Umbanda para designar cemitério.
Cambambe (banto) – Cabrito.
Cambono – Um dos cargos dos terreiros de Umbanda, o qual pode ser ocupado por homens e
mulheres e cuja função é auxiliar as entidades incorporadas nos médiuns.
Cambono de despacho – Um dos cargos dos terreiros de Umbanda, diretamente subordinado ao pai ou mãe-de-santo, responsável por todas as entregas do terreiro a serem feitas às entidades, podendo ser ocupado por homens e mulheres.
Camuquengue (banto) – Menino.
Camutuê (banto) – Cabeça.
Candaburo (banto) – Galo.
Candonga (banto) – Briga, intriga.
Canguro (banto) – Porco.
Canjerê (banto) – Festa.
Canjira (banto) – Dança.
Canzuá – Casa.
Capungo (banto) – Malvado.
Cariapemba (banto) – Diabo.
Carma – Lei segundo a qual cada uma de nossas ações provoca uma reação, que pode se manifestar
tanto nesta vida como em outra encarnação, sejam elas boas ou más.
Casa das almas – Pequena construção de tijolo dedicada aos Pretos e Pretas-Velhas.
Casa de Exu – Pequena construção de tijolo dedicada aos Exus e Pombagiras, onde se colocam os assentamentos dos mesmos.
Catita (banto) – Pequeno.
Cauri – O mesmo que búzio.
Cavalo – Palavra utilizada na Umbanda como sinônimo para médium.
Caxicovera (banto) – Doença.
Centro – O mesmo que cabana, tenda.
Chefe de cabeça – O mesmo que chefe de coroa.
Chefe de coroa – Entidade principal de um médium, responsável pela sua orientação moral e por comandar as demais entidades daquele médium. Geralmente é ligado ao Orixá de coroa do indivíduo.
Chefe de falange - Entidade espiritual muito evoluída, que serve como chefe e orientador de um conjunto de espíritos evoluídos pertencentes a uma mesma falange.
Chefe de terreiro – Entidade responsável pela direção espiritual do terreiro.
Choque de retorno - Ação de retorno das más vibrações originadas em um trabalho de magia voltada para o mal, atingindo quem o fez e quem o encomendou.
Coisa dos santos – Tudo o que se relaciona aos Orixás, entidades e seus poderes atuantes.
Coisa feita - Trabalho de magia voltada para o mal feito contra alguém. Feitiço.
Coité – Espécie de cuia feita geralmente da metade de um coco seco.
Compadre – Sinônimo de Exu.
Congá – O mesmo que Gongá.
Congembo (banto) – Morte.
Consulta – Conversa entre uma pessoa e uma entidade ou entre uma pessoa e o pai ou mãe-de-santo, com o objetivo de buscar orientação moral ou orientação e ajuda sobre um determinado assunto material.
Coroa bonita – Pessoa bem assistida espiritualmente, como mérito pelos seus esforços em evoluir espiritualmente.
Corpo fechado – Situação em que nenhum espírito pode fazer o mal a determinada pessoa.
Corredor – carro.
Curiacuca (banto) – Cozinheiro.
Curiado - Comida dos Orixás ou das entidades.
Curiandamba (banto) – Velho.
Curima (banto) – Serviço, trabalho.
Curimba (banto) – Canto. Na Umbanda designa o cântico utilizado como prece ou invocação das entidades, podendo ser utilizado também na abertura e fechamento da gira, nos descarregos e na defumação do ambiente e das pessoas. O mesmo que ponto cantado.

D

Dagã – O mesmo que adagã ou sidagã.
Dar comida ao santo – Oferendas que se fazem aos Orixás ou entidades como parte de um ritual ou como agradecimento por uma graça alcançada.
Dar passagem - Ato no qual a entidade desincorpora do médium para que outra entidade nele se
incorpore.
Darma – Acúmulo de todas as experiências vividas pelo espírito ao longo de suas encarnações.
Deburu (iorubá) – Pipoca.
Decá - Ritual realizado, em algumas vertentes da Umbanda, na obrigação de 7 anos de iniciação de um filho ou filha-de-santo e que lhe confere permissão para abrir o seu próprio terreiro e tornar-se pai-de-santo (se do sexo masculino) ou mãe-de-santo (se do sexo feminino).
Decisa (iorubá) – Esteira.
Defumação – Ritual de purificação do ambiente e da aura das pessoas, feito com base na fumaça produzida pela queima de certas ervas específicas.
Demanda – Desentendimento, desavença, briga. Trabalho feito para prejudicar uma pessoa.
Descarregar – O mesmo que descarrego.
Descarrego - Limpeza energética, purificação. Ato de afastar vibrações negativas ou maléficas do corpo de alguém ou de um ambiente.
Descarrego de pipoca – Descarrego de Obaluaiê, no qual é utilizada pipoca obtida através do grão de milho arrebentado na areia quente.
Desencarnar - Morrer.
Desenvolvimento - Aprendizado dos médiuns para melhora de sua capacidade mediúnica, de forma a facilitar a incorporação e o trabalho das entidades.
Desmanchar trabalhos – Ato de anular trabalhos de magia voltada para o mal.
Despacho – Ritual que consiste na entrega das oferendas aos Orixás ou entidades nos locais de domínio de cada um, sendo um dos mais conhecidos a entrega de oferendas feita aos Exus e Pombagiras nas encruzilhadas para obter sua ajuda e proteção.
Deus – o Ser Supremo, absoluto e infinito, que está acima de todas as coisas e criaturas.
Dharma – O mesmo que darma.
Dibangulango (Candomblés Bantos) - Guisado de quiabo preparado para o Inquice Nzazi.
Dihonjo (Candomblés Bantos) – Banana.
Dijina – Nome religioso, iniciático, dado por um pai ou mãe-de-santo ao sagrar um filho ou filha-
de-santo chefe de terreiro.
Dikende (Candomblés Bantos) - Massa de feijão fradinho embrulhada na folha de bananeira.
Dudu (iorubá) - Preto, escuro.
Dumba – Esposa, mulher, companheira.

E

Ebâmi (iorubá) – Médium feminino com mais de 7 anos de iniciação.
Ebó – Ritual do Candomblé que consiste na oferenda alimentar ou sacrifício de animal feito em homenagem às divindades para obter sua ajuda e proteção na solução de problemas.
Ebomi – Aportuguesamento da palavra iorubá ebâmi.
Edé (iorubá) – Camarão.
Edi (iorubá) - Nádega, ânus.
Edu (iorubá) – Carvão.
Efum (iorubá) - Espécie de giz branco usado em rituais próprios.
Egum (iorubá) - Espírito desencarnado, espírito dos ancestrais.
Ejá (iorubá) – Peixe.
Ejé (iorubá) – Sangue.
Ekê (iorubá) - Mentira, farsa.
Ekede – Cargo do Candomblé reservado às mulheres que não entram em transe mediúnico, cuja função é auxiliar as entidades incorporadas nos médiuns.
Eledá - Anjo da guarda.
Elemental – Espírito da natureza que jamais teve corpo físico.
Emi (iorubá) - Hálito, respiração, vida.
Emu (iorubá) - Vinho de palma.
Encantados – Espíritos da natureza ou indivíduos que teriam se encantado, ou seja, que teriam passado a existir em outro plano sem nunca terem morrido.
Encantamento – Feitiço, mandinga.
Encosto – Pertubações de ordem física e emocional causadas por quiumbas.
Encruza – Ritual realizado pelo dirigente de culto ou pelo chefe de terreiro, que consiste em traçar cruzes com pemba nas pessoas a fim de protegê-las de qualquer mal. Pode ser também a contração de encruzilhada.
Encruzilhada - Local de domínio dos Exus e Pombagiras, formado pela interseção de dois ou mais caminhos (ruas, vias férreas, etc.).
Eni (iorubá) – Esteira.
Entidades – Espíritos que trabalham na Umbanda utilizando uma forma perispiritual tipificada, tais como: Caboclos e Caboclas, Pretos-Velhos e Pretas-Velhas, Crianças, Oguns, Exus, Pombagiras, etc.
Enu (iorubá) – Boca.
Enviado de Orixá – Espírito extremamente evoluído, que quando incorpora transmite muita energia positiva e sentimentos de harmonia, paz e bem-estar.
Epô (iorubá) - Óleo, azeite.
Eran (iorubá) – Carne.
Erê – Criança.
Eró - Segredos e ensinamentos revelados aos médiuns durante seu desenvolvimento no terreiro.
Erô (iorubá) - Calmante, que traz calma.
Espírita – Originalmente era o espiritualista que também acreditava nas manifestações dos espíritos. Atualmente designa apenas os seguidores do espiritismo.
Espiritismo – Originalmente era a doutrina espiritualista que acreditava nas manifestações dos espíritos. Atualmente designa apenas a religião codificada por Alan Kardec na França do século XIX. Essa religião também é conhecida como Kardecismo no Brasil.
Espírito – A essência verdadeira, imortal e inteligente do ser.
Espírito de direita – O mesmo que espírito de luz.
Espírito de esquerda - O mesmo que espírito imperfeito.
Espírito de luz - Espírito que atingiu certo nível de evolução, estando apto a dar orientações morais e possuindo pouco ou nenhum apego a matéria.
Espírito iluminado – o mesmo que espírito de luz.
Espírito imperfeito - Espírito pouco evoluído, muito apegado à matéria.
Espírito obsessor - O mesmo que quiumba, obsessor, rabo de encruza.
Espiritualismo – Crença baseada na existência de espíritos.
Espiritualista – O que se refere ao espiritualismo.
Etu (iorubá) - Galinha d'Angola.
Ewe ou Ewê (iorubá) - Folhas, ervas.
Eyelé (iorubá) – Pombo.

F

Falange – Subdivisão das linhas espirituais na Umbanda.
Falangeiro – O mesmo que Enviado de Orixá.
Fazer o santo – Iniciação no Candomblé que consiste na realização de diversos rituais privados, tais como a raspagem do cabelo e a sacralização dos assentamentos através do sacrifício de animais.
Fechar a gira - Encerramento dos trabalhos no terreiro de Umbanda.
Feitiço - Irradiação de forças maléficas contra alguém, seja por meio de rituais de magia ou pela força do pensamento. Encantamento, mandinga.
Filha-de-santo – Pessoa do sexo feminino iniciada na religião.
Filho de fé - Denominação para adeptos da Umbanda.
Filho-de-santo – Pessoa do sexo masculino iniciado na religião.
Firmar – Concentrar energia mental.
Firmar o anjo-da-guarda - Fortalecer o anjo-da-guarda do médium por meio de rituais especiais e oferendas de comidas votivas.
Firmar o ponto - Concentração coletiva sobre determinado ponto cantado.
Firmeza - O mesmo que segurança. Conjunto de objetos com axé que protegem o terreiro e constituem sua base espiritual.
Fluídos - Emanações energéticas espirituais que podem ser manejadas para o bem ou para o mal.
Fumpa (Candomblés Bantos) - Milho vermelho, cozido ou torrado, enfeitado com kamusoso.
Fundamento – Base doutrinária sobre a qual se apóia a religião.
Fundanga - Pólvora.
Funfun (iorubá) – Branco.

G

Gafioto – Menino, criança.
Gira – Aportuguesamento da palavra banto ongira. Na Umbanda designa a cerimônia na qual ocorre a incorporação de determinadas entidades, de forma que as mesmas possam realizar o desenvolvimento dos médiuns (gira de desenvolvimento) ou os seus trabalhos de caridade,
através da consulta e dos passes (giras públicas).
Girar – Rodar, dançar. Ir embora.
Gongá – Altar onde são colocados as imagens dos santos católicos ou dos Orixás africanos.
Guia – Entidade espiritual da Umbanda. Designa também o colar ritualístico que representa determinada entidade, feito a partir de contas de miçangas, cristal ou porcelana.
Gungunar (banto) – Resmungar.
Gururu (iorubá) – O mesmo que deburu.

H

Hora grande – Meia-noite.
Homem das encruzilhadas - Exu.

I

Iabá – Contração de Iabassé.
Iabassé – Mulher responsável pela cozinha do terreiro e pela confecção de toda e qualquer comida necessária nos trabalhos, incluindo a comida dos Orixás.
Iakekerê - Aportuguesamento da palavra iorubá iyá kekerê.
Ialorixá – Aportuguesamento da palavra iorubá iyalorixá.
Iaô – Aportuguesamento da palavra iorubá iyawô.
Ibá (iorubá) - Conjunto de tigelas de louça, barro ou outro material onde o Orixá no Candomblé é assentado.
Ibi (iorubá) - Caracol que é oferecido a Oxalá.
Idi (iorubá) - O mesmo que edi.
Ijexá (iorubá) - Toque típico da Oxum. Uma das nações do Candomblé de Nação Nagô.
Ijô (iorubá) – Dança.
Iku (iorubá) – Morte.
Ilê (iorubá) - Casa, terreiro, barracão.
Ilu (iorubá) - Tipo de toque. Tambor.
Inã (iorubá) – Fogo.
Incorporação - Transe, possessão mediúnica.
Incorporar – Ato de entrar em transe mediúnico.
Injara (banto) – Fome.
Ipadê (iorubá) - Reunião, cerimônia pública. Farofa oferecida a Exu.
Irum (iorubá) - Cabelo, pêlo.
Itacó (banto) – Assento.
Itan (iorubá) - Lendas, histórias.
Iyá (iorubá) – Mulher, mãe.
Iyá kekerê (iorubá) – O mesmo que mãe-pequena.
Iyalodê (iorubá) - Mulher importante.
Iyalorixá (iorubá) – O mesmo que mãe-de-santo, zeladora de santo.
Iyawô (iorubá) – Esposa. Pessoa que está se iniciando. Em algumas religiões sincréticas brasileiras designa o filho ou filha-de-santo do momento que é iniciado até a realização da obrigação de sete anos de iniciação.
Iyayá (iorubá) – Avó.
Iyê (iorubá) – Mãe.
Iyó (iorubá) – Sal.

J

Jacutá – Lançador de pedras.
Jamba (banto) – Ouro.
Janaína – Um dos nomes de Iemanjá.
Jeum (iorubá) – Comer.
Jibonã – O mesmo que agibonã ou mãe criadeira.
Jo (iorubá) – Dançar.
Jogo de búzios – Processo divinatório de origem africana no qual são utilizadas pequenas conchas denominadas búzios ou cauris para realizar previsões sobre o futuro. Na África o jogo só pode ser realizado por babalaôs.
Jurema – Local em Aruanda onde residiriam os Caboclos e Caboclas. É também o nome de uma Cabocla.

K

Kamusoso (Candomblés Bantos) – Cipó-chumbo.
Kangika (Candomblés Bantos) - Milho branco cozido com coco.
Kaô - Saudação à Xangô.
Kardecismo - O mesmo que Espiritismo.
Kardecista – O mesmo que espírita.
Karma – O mesmo que carma.
Kavula (Candomblés Bantos) – Couve.
Kekerê (iorubá) – Pequeno.
Kidobo (Candomblés Bantos) - Milho branco cozido temperado com dendê.
Kikua (Candomblés Bantos) – Batata.
Kimbambule (Candomblés Bantos) – Goiaba.
Kindumba (Candomblés Bantos) – Salsa.
Kingombo (Candomblés Bantos) – Quiabo.
Kitaba (Candomblés Bantos) - Amendoim torrado e moído, temperado com mel ou dendê.
Kitande (Candomblés Bantos) - Guisado de feijão fradinho.
Kiumba – O mesmo que quiumba.
Kivúdia (Candomblés Bantos) - Guisado de quiabo preparado para o Inquice Nvunji.
Ko (iorubá) – Não.
Korin (iorubá) - Cântico, cantiga.
Kôssi (iorubá) – Nada.
Ku (iorubá) – Morrer.
Kupiri (Candomblés Bantos) - Pimenta da costa.
Kusuangala (Candomblés Bantos) - Pirão de arroz, temperado com azeite.
Kuziká (banto) – Ato sexual.

L

Labalaba (iorubá) – Borboleta.
Lamba (banto) – Infortúnio.
Larvas astrais – Seres maléficos que se prendem nas auras das pessoas para delas sugarem energia vital. As larvas sempre buscam lugares onde exista sangue.
Lavagem das contas – Ritual que consiste em lavar as guias com o amaci, visando a purificação e energização das mesmas.
Lavagem de cabeça – O mesmo que ritual do amaci.
Lé (iorubá) – O atabaque de menor tamanho.
Legião - O mesmo que falange.
Lei de Umbanda - A crença da Umbanda e dos umbandistas.
Linha – Faixa de vibração espiritual que agrupa as entidades na Umbanda e as identifica por meio de cânticos, doutrinas ou rituais próprios.
Linha branca - Rituais visando unicamente o bem, no qual se trabalha apenas com espíritos de direita.
Linha das Almas – Linha da Umbanda que congrega os Pretos e Pretas-Velhas.
Linha do Oriente – Linha da Umbanda que congrega as entidades que se apresentam como povos do oriente, sendo os Ciganos e Ciganas um dos mais conhecidos.
Loso (Candomblés Bantos) – Arroz.
Lúmbua (Candomblés Bantos) – Cebola.

M

Magia – Utilização das forças da natureza no sentido de tentar transformar as coisas, de mudar o destino.
Magia branca – Forma popular de designar a magia voltada para o bem, de caráter altruísta.
Magia negra – Forma popular de designar a magia voltada para o mal, de caráter egoísta.
M'banga (banto) – Pênis.
M'bembo (banto) – Homem branco.
Macaia (banto) – Erva. Na Umbanda designa a mata cortada por rio(s) e cachoeira(s).
Maconga (banto) – Cantiga.
Macuco (banto) – Mulher velha.
Macumba – Antiga religião sincrética brasileira, atualmente extinta. Atualmente esse termo passou a designar magia.
Mãe criadeira - Responsável pelo filho ou filha-de-santo recolhido durante o período de obrigação. O mesmo que jibonã.
Mãe d'água – Iemanjá.
Mãe-de-santo – Mulher que ocupa o mais alto grau da hierarquia religiosa dentro de um terreiro, responsável por iniciar os adeptos e zelar pela vida espiritual dos filhos e filhas-de-santo. O mesmo que iyalorixá, ialorixá, yalorixá ou zeladora de santo.
Mãe-pequena – Mulher que é a auxiliar direta do pai ou mãe-de-santo, sendo a segunda na hierarquia do terreiro. No caso de mais de uma mãe-pequena, as responsabilidades do cargo são compartilhadas entre elas. O mesmo que iyá kekerê, iakekerê ou yakekerê.
Makanza (Candomblés Bantos) - Bolo de feijão fradinho frito.
Makunde (Candomblés Bantos) - Feijão preto temperado com dendê.
Maleme (iorubá) – Perdão.
Malufo (Candomblés Bantos) – Vinho.
Malungo (banto) – Da mesma idade.
Mameto (banto) – Mãe.
Mandinga - Feitiço, encantamento.
Manifestação - Incorporação, transe mediúnico.
Manjangue (banto) – Irmão.
Mana – Irmã.
Mano – Irmão.
Mão-de-faca - O mesmo que ogã axogum ou ogã atoxogum.
Marafo - Aguardente, cachaça.
Masambala (Candomblés Bantos) - Milho vermelho cozido enfeitado com rodelas de goiaba.
Masana (Candomblés Bantos) – Leite.
Masangu (Candomblés Bantos) – Pipoca.
Mateca (Candomblés Bantos) - Banha de carneiro.
Matema (Candomblés Bantos) – Café.
Matombô (banto) – Mandioca, aipim.
Mau-olhado – Vibração má emitida pelo olhar de pessoas invejosas.
Maza (Candomblés Bantos) – Água.
Mazi (Candomblés Bantos) – Azeite.
Mbiji (Candomblés Bantos) – Peixe.
Médium - Pessoa que serve de intermediário entre o mundo físico e o espiritual.
Mediunidade – Faculdade de servir de intermediário entre o mundo físico e o espiritual.
Menga – Sangue.
Menha (Candomblés Bantos) – Água.
Mesa branca – Nome utilizado por algumas entidades para designar o Espiritismo.
Miçangas – Contas miúdas, podendo ter formatos e cores variadas.
Mina – Quando refere-se a escravo, significa o indivíduo da etnia sudanesa.
Mironga (banto) – Segredo, mistério.
Mo (iorubá) – Eu.
Mojimbá – Um tipo de ritual de limpeza da aura.
Mojumbá – Uma das saudações a Exu.
Monjoló (iorubá) - Colar vermelho usado pelas Oloyá, com uma conta amarelo-ouro simbolizando sua ligação com Oxum.
Monoteísmo – Crença em um deus único.
Mossoroca (banto) – Chuva forte.
Muenge (Candomblés Bantos) - Espiga de milho assada.
Mukende (Candomblés Bantos) - Banana da terra frita no dendê.
Mukolo (Candomblés Bantos) – Alho.
Mukunga (Candomblés Bantos) - Papa de milho branco ou vermelho embrulhada na folha de bananeira.
Mumata (Candomblés Bantos) – Tomate.
Múngua (Candomblés Bantos) – Sal.
Mutamba (banto) – Moça bonita.

N

Nagô – Nome dado ao escravo de origem iorubá durante o período escravista brasileiro. Também conhecido como mina.
Najé (iorubá) - Prato ou vasilhas de barro vitrificado.
Ndiba (Candomblés Bantos) - Mingau de farinha de milho branco.
Ndimba (banto) – Cantador.
Ndungu (Candomblés Bantos) – Pimenta.
Nganga (banto) – Feiticeiro, sacerdote.
Ngombe (banto) – Boi.
Nguala (Candomblés Bantos) – Aguardente.
Nguba (Candomblés Bantos) - Amendoim torrado.
Nhorrã (banto) – Cobra.
Nzambi (banto) – Deus.

O

Obá (iorubá) – Rei.
Obatalá – O Orixá supremo da tradição iorubá, criador dos seres humanos. No Brasil é mais conhecido como Oxalá.
Obé (iorubá) – Faca.
Oberó (iorubá) – Alguidar.
Obi (iorubá) - Noz de cola.
Obrigação – Cerimônia ou oferenda ritual feita às entidades, seja com o objetivo de auxílio ou como parte de um ritual de desenvolvimento mediúnico que pode incluir ou não a feitura para o santo.
Obsessão – Pertubação espiritual provocada por quiumbas que pode levar a pessoa obsediada a sofrer problemas de saúde física, emocional e/ou mental, como também provocar situações econômicas difíceis.
Obsessor – O mesmo que espírito obsessor, quiumba, rabo de encruza.
Ocaiá (banto) – Fumo.
Oca – casa indígena.
Ocara (banto) – Café.
Ochito (banto) – Carne.
Odara (iorubá) - Bom, grande, gostoso, bonito.
Odé (iorubá) – Caçador.
Odo ou Odô (iorubá) – Rio.
Odoiá – Aportuguesamento da palavra odoyá.
Odoyá - Saudação à Iemanjá.
Odu (iorubá) - Destino, caminho.
Ofá (iorubá) – Arco-e-flecha.
Oferenda – Presente.
Ogã – Cargo reservado aos homens que não entram em transe mediúnico, cuja função é auxiliar o pai ou mãe-de-santo.
Ogã alabê – Ogã encarregado de tocar os atabaques e de cantar as curimbas, subordinado ao ogã calofé.
Ogã atoxogum – Ogã responsável pelo sacrifício de animais de duas patas, preparado especialmente para realizar o ritual causando o mínimo de sofrimento ao animal sacrificado.
Ogã axogum – Ogã responsável pelo sacrifício de animais de quatro ou de duas patas, preparado especialmente para realizar o ritual causando o mínimo de sofrimento ao animal sacrificado.
Ogã calofé – Ogã responsável por toda a curimba a ser puxada no terreiro e instrutor de toques de atabaque.
Ogã de curimba – Ogã encarregado de cantar as curimbas, subordinado ao ogã calofé.
Ogunhê – Saudação à Ogum.
Ojá (iorubá) - Tecido para se amarrar na cabeça.
Oju (iorubá) – Olho.
Okê Arô - Saudação à Oxóssi.
Okê Caboclos - Saudação aos Caboclos.
Okê Odé - Saudação à Oxóssi.
Okó (iorubá) – Homem.
Okum (iorubá) – Mar.
Olho grande – Inveja, olho gordo.
Olho gordo – Inveja, olho grande.
Olho-de-boi - Semente de Tucumã, utilizada como proteção contra mau-olhado.
Oló – mundo astral, espiritual.
Olodumaré – O mesmo que Olorun.
Olorum – Aportuguesamento da palavra iorubá Olorun.
Olorun (iorubá) – Senhor do céu, divindade suprema na crença iorubá.
Oloyá (iorubá)- Sacerdotisa do culto à Iansã.
Oluô (iorubá) - Pessoa que sabe o jogo de Ifá.
Ombera (banto) – Chuva.
Ombingá (banto) – Magro.
Omboá (banto) – Cachorro.
Omenha (banto) – Água.
Omerá (banto) – Sal.
Omi (iorubá) – Água.
Omi dudu (iorubá) – Café.
Omo (iorubá) – Filho.
Omolocô – Religião sincrética brasileira, com raiz na tradição religiosa do povo Lunda, da região de Quiôco, em Angola.
Omolokô – Variação da palavra Omolocô.
Omungá (banto) – Fogo.
Onã (iorubá) – Caminho.
Ondaca (banto) – Língua.
Ongira (banto) – Caminho, estrada, rua.
Ongolê (banto) – Arco-íris.
Ongoró (banto) – Cavalo, égua.
Onguro (banto) – Porco.
Oni-Beijada – saudação às Crianças.
Oningã (banto) – Mau cheiro.
Onjeque (banto) – Milho.
Onjerê (banto) – Cabelo.
Onjó (banto) – Casa.
Ôpá Xorô - Cajado de metal utilizado por Oxalá.
Oquepá (banto) – Osso.
Ori (iorubá) – Cabeça.
Orin (iorubá) – Cantiga.
Orixá – Divindades da tradição iorubá criadas por Olorun e que são representadas pelas forças da natureza.
Na Umbanda designa as emanações energéticas de Zambi.
Orixás de cabeça – O mesmo que Orixá de coroa.
Orixás de coroa – Patronos espirituais de um indivíduo, sendo um Orixá de princípio masculino e um de princípio feminino.
Orixá-Nla (iorubá) – Orixá supremo, um dos títulos de Obatalá.
Orixalá – Aportuguesamento da palavra iorubá Orixá-Nla.
Oronanga (banto) – Roupa.
Orongaje (banto) – Cachaça.
Orossanje (banto) – Galinha.
Orun (iorubá) – Céu.
Orunkó (iorubá) – Nome. Em algumas religiões sincréticas brasileiras tem o mesmo significado de dijina.
Osi (iorubá) – Esquerda.
Ossenhê (banto) – Lua.
Osum (iorubá) - Pó vermelho usado em rituais.
Otá (iorubá) – Pedra.
Otequê (banto) – Dia.
Oti (iorubá) – Cachaça.
Otombô (banto) – Farinha.
Otum (iorubá) – Direita.
Oxalá – Contração de Orixalá. O Orixá supremo da Umbanda e dos Candomblés de Nação da tradição nagô.

P

Padê – Aportuguesamento da palavra iorubá ipadê.
Pai-de-santo - Homem que ocupa o mais alto grau da hierarquia religiosa dentro de um terreiro, responsável por iniciar os adeptos e zelar pela vida espiritual dos filhos e filhas-de-santo. O mesmo que babalorixá ou zelador de santo.
Pai-pequeno – Homem que é o auxiliar direto do pai ou mãe-de-santo, sendo o segundo na hierarquia do terreiro. No caso de mais de um pai-pequeno, as responsabilidades do cargo são compartilhadas entre eles. O mesmo que babá kekerê.
Paramentos - Roupas e objetos utilizados nas cerimônias religiosas.
Parongo (banto) – Carneiro.
Passe - Ato no qual uma entidade incorporada em um médium ou o próprio médium emite vibrações positivas e fluido magnético vital com fins de descarrego (passe de descarrego) ou de energização (passe de energização).
Patuá – Pequeno saco feito de pano ou de couro e que contém um amuleto em seu interior, geralmente utilizado pendurado na roupa ou guardado no bolso ou na bolsa.
Paxorô – O mesmo que Ôpá Xôrô.
Pedra de raio – Meteorito.
Peji (iorubá) – O mesmo que Gongá.
Pejigã (iorubá) - Ogã que cuida do Peji.
Pemba – Pequeno bastão em formato elíptico, semelhante a um giz, utilizado na Umbanda para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelas entidades, podendo ser de diversas cores: branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto.
Perispírito – Envoltório semimaterial do espírito. Nos espíritos encarnados serve de intermediário entre ele e a matéria. Nos espíritos desencarnados, constitui o seu corpo fluídico.
Perna de calça - Palavra utilizada pelas entidades da Umbanda como sinônimo para homem.
Pito – Cachimbo, charuto.
Politeísmo – Crença em vários deuses.
Ponto cantado – O mesmo que curimba.
Ponto riscado – É o mais poderoso instrumento de magia utilizado na Umbanda, consistindo de um conjunto de símbolos feitos com pemba e agrupados de forma a movimentar energias. Também pode ser utilizado para identificar o espírito na Umbanda, sendo nesse caso, único para cada espírito.
Porteira - Entrada do terreiro.
Povo da encruza – Expressão utilizada para designar os Exus e Pombagiras.
Povo de rua – Expressão utilizada para designar os Exus e Pombagiras.
Preceito – Determinação, prescrição feita para ser cumprida pelos filhos de fé.
Presságio – Sinal, aviso de algum acontecimento no futuro.
Pupá (iorubá) – Vermelho.
Puxar o ponto - Iniciar um ponto cantado.

Q

Quartinhas - Vasilha de barro ou de louça (branca ou de cor), onde se firma o poder do Orixá de
determinado indivíduo, sendo geralmente sem alças para Orixás “masculinos” e com alças para Orixás “femininos”.
Quebranto - Mau olhado, feitiço.
Quebrar as forças - Neutralizar o poder de qualquer feitiço, seja para o bem ou para o mal.
Quebrar preceito - Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no ritual ou nos trabalhos.
Quelê – Colar de contas que os iniciados do Candomblé usam rente ao pescoço, durante algum tempo, como símbolo de recente iniciação.
Quenga (banto) – Vasilha.
Quimbanda – Religião sincrética brasileira cujo culto é dedicado quase que exclusivamente aos Exus pagãos e Quiumbas, onde ocorre a prática de magia voltada para o mal visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas.
Quimbundo (banto) – Negro.
Quinar – Ato de macerar ervas verdes em água.
Quipungo (banto) – Chapéu.
Quissamã (banto) – Cemitério.
Quitute (banto) – Gostoso.
Quiumba – Na Umbanda designa o espírito que se compraz em praticar o mal, que procura transmitir aos encarnados idéias de desânimo, ódio, raiva, suicídio e todos os sentimentos negativos, além de suscitar violência entre pessoas, sendo também mistificadores que procuram se passar por espíritos mais evoluídos para melhor enganarem, porém sem conseguirem mater a farsa por muito tempo. O mesmo que espírito obsessor, obsessor, rabo de encruza.
Quiumboto (banto) – Sapo.
Quizila – Proibição ritual, temporária ou permanente, imposta pelo Orixá ao seu filho ou filha.
Quizongo (banto) – Reunião.

R

Rabo de encruza – O mesmo que espírito obsessor, obsessor, quiumba.
Rabo de saia - Palavra utilizada pelas entidades da Umbanda como sinônimo para mulher.
Raspar para o santo – O mesmo que fazer o santo.
Receber mentalização - Comunicar-se mentalmente com uma entidade.
Receber o santo – Ato de incorporar um espírito.
Reencarnação - Ato de um espírito voltar à vida terrestre, tomando um corpo novo, de forma a continuar sua evolução espiritual.
Religião – Sistema filosófico e moral que, em geral, estabelece o culto a uma ou mais divindades.
Riscar o ponto – Ato em que determinada entidade identifica-se através do seu ponto riscado.
Ritanga (Candomblés Bantos) – Abóbora.
Ritual – Cerimônia formal, geralmente de caráter religioso, que segue regras rígidas respeitadas por todos os participantes.
Ritual do amaci – Um dos mais importantes rituais da Umbanda, no qual é feito a lavagem da cabeça dos filhos e filhas-de-santo com o amaci, objetivando a energização da aura dos mesmos e o fortalecimento da ligação deles com seus chefes de coroa.
Roça – O mesmo que ilê.
Roncó – Quarto onde são realizados os rituais privados da iniciação. Lugar reservado do terreiro onde os assentamentos dos Orixás são cultuados.
Rum (iorubá) - O atabaque de maior tamanho.
Rumpi (iorubá) – O atabaque de tamanho médio.

S

Sacudimento – Ritual de descarrego realizado nas pessoas.
Saída-de-iaô - Festa pública de apresentação do iniciado após uma obrigação.
Saluba ou Salubá – Saudação de Nanã.
Samba (banto) – Dançarina.
Santeria – Religião sincrética caribenha, semelhante ao Candomblé.
Saravá - Saudação umbandista que corresponde a Salve!
Segui (iorubá) - Contas tubulares, geralmente azuis.
Segurar a gira – Responsabilidade tomada pelo chefe de terreiro, a fim de não permitir pertubações físicas e espirituais na gira.
Sengüe (banto) – Mata, floresta.
Sessão – O mesmo que gira.
Sidagã – O mesmo que adagã ou dagã.
Simpatia – Rituais simples de magia, utilizados para atrair riqueza, atrair amor, prevenir doenças, auxiliar na cura, etc.
Sincorá (banto) – Mulata.
Sincretismo - Fenômeno de associação entre duas ou mais religiões. No Brasil, o exemplo mais visível do sincretismo é a associação entre Orixás e santos católicos.
Subir - Ato no qual as entidades desincorporam dos médiuns, numa alusão de que elas voltariam da terra para o céu.
Sukidi (Candomblés Bantos) – Açúcar.

T

Taba – Conjunto de ocas.
Taba (iorubá) – Tabaco.
Tacape – Uma das arma de guerra ameríndia, constituída de um pedaço de pau grosso e em formato roliço.
Talismã – o mesmo que amuleto.
Tata (banto) – Pai.
Tenda – Templo de Umbanda. O mesmo que cabana, centro.
Terreiro – Local onde ocorre os rituais no interior do templo de Umbanda. Pode designar também o templo de Umbanda em si, nesse caso é o mesmo que cabana, centro e tenda.
Toque – Festa pública do Candomblé em homenagem aos Orixás.
Transe mediúnico – Estado do médium quando nele manifesta um espírito.
Tuia (banto) – Pólvora.

U

Uanga (banto) – Feitiço.
Uiki (Candomblés Bantos) – Mel.
Uoneme (banto) – Grande.
Urundungo (banto) – Pimenta.

V

Vinganga (banto) – Arroz.
Vissungo (banto) – Cantiga.
Vodu - Religião sincrética haitiana. Popularmente designa feitiço, magia ou trabalho feito para o mal.
Vodun – Divindades da tradição jeje.
Vumbi (banto) – Defunto recente.

W

Waji (iorubá) - Pó azul marinho ou índigo, extraído de diferentes tipos de árvores, usado em rituais.

X

Xaorô (iorubá) – Guizo.
Xerê (iorubá) - Espécie de chocalho.
Xirê (iorubá) - Roda de Orixás.
Xutu (Candomblés Bantos) – Carne.

Y

Yalorixá – Aportuguesamento da palavra iorubá iyalorixá.
Yakekerê - Aportuguesamento da palavra iorubá iyá kekerê.

Z

Zabelê (banto) – Vaidoso.
Zalata (Candomblés Bantos) - Alface e chicória.
Zambi – Aportuguesamento da palavra banto Nzambi. Palavra utilizada pela Umbanda para designar Deus.
Zara (banto) – Fome.
Zelador de santo – O mesmo que pai-de-santo ou babalorixá.
Zeladora de santo – O mesmo que mãe-de-santo, iyalorixá, ialorixá ou yalorixá.
Zungu (banto) – Cova, buraco.

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Fontes Consultadas


LIVROS


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