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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

RECOMEÇO 

(para a alegria de alguns e tristeza de outros)


    Minhas saudações afetivas a todos os inscritos nesse Blog que a princípio, quando foi criado, nem tinha sequer a pretensão de alcançar a quantidade de pessoas que conseguiu ao longo do tempo.

    Meu afastamento temporário desde o final de 2012, quando publiquei o 4º Volume de Umbanda Sem Medo, se deveu, não só às "voltas que nossa vida dá" mas também à necessidade que pressenti de maiores observações sobre os rumos que "as umbandas" (ou pseudo-umbandas) estariam tomando devido a todo esse movimento de enfatização que alguns pretendem estimular, levando a prática de Umbanda ao nível de Religião, com rituais copiados "dali ou daqui", pautados em crenças quase sempre alheias ou mesmo as rebuscadas em filosofias mistas, sempre no intuito, ainda que velado, de justificarem-se práticas de Terreiro que cada um criou ou até mesmo recebeu de seus acompanhamentos espirituais como "verdades imutáveis" e até dogmas, que por certo a tornariam mais "misteriosa"...

    Infelizmente, essa necessidade de cada um sente de justificar suas práticas como "totalmente fundamentadas em práticas de Umbandas mais antigas", muitas das vezes, como já vimos aqui mesmo no Blog, faz com que certos dirigentes comecem a alardear como fatos, coisas que nunca aconteceram, ou seja, muita gente fica divulgando cabelos em cascas de ovos como se fatos verdadeiros fossem. E como há também dentre nós a prática do "COPIÔMETRO" (CtrlC+CtrlV), os "cabelos nas cascas dos ovos" que uns divulgam, outros apenas copiam e tomam para si, in-ten-cio-nal-men-te, como se verdades fossem e passam a espalhar notícias sem fundamentação ... desde que essas "notícias" justifiquem o que fazem em suas engiras, o que para eles é "a sopa no mel", como costumamos dizer.

    Resultados do que venho observando nessa Umbanda que já foi "DE TODOS NÓS" (como diria o finado W.W. da Matta e Silva), tanto pelo que acompanho e recebo pela Internet, quanto pelo que venho assistindo em Centros e Terreiros que me foram possível visitar (de preferência incógnito) é que a Umbanda, de fato, está cada vez mais irreconhecível devido a tantas inserções, cortes, invenções, "tradições" ... festas.

    Em muitas das vezes podemos observar com muito mais realce as vestimentas coloridas em giras pré-estabelecidas em que todos os "médiuns(?)" já sabem o que "vão receber" com antecedência e para a ocasião já preparam suas "montagens". Em outras ocasiões, são as grandes festas (em sua maioria na banda dos exus, claro, porque essa banda sempre permite e até estimula mais as "belezuras carnavalescas" - um dos motivos dela ser tão apreciada pelo povão) que se impõem a despeito dos objetivos básicos que justificariam o fato das entidades estarem em terra - ATENDIMENTO FRATERNO E CARIDOSO.

    Não é incomum mais, observarmos tristemente, num Terreiro que se auto-intitula "de Umbanda", médiuns maquiados, enfeitados, fantasiados de acordo com certas "entidades" que vão (ou acham que vão) "receber" para que sejam em gira, "amadas, idolatradas, divinizadas", numa contrariedade total a outro dos ensinamentos da Umbanda que é SIMPLICIDADE, que é HUMILDADE.

    O que estamos vendo (infelizmente novamente) e muito por conta dessa estimulação desastrada sobre a "umbanda de todos nós dos dias de hoje" é uma quantidade enorme de médiuns que não são médiuns (pelo menos de incorporação) e que "dão" caboclos, velhos e, claro, principalmente exus (porque exu todo mundo quer ter o seu), como se fossem e estivessem aos seus dispores como o ar que respiram, esquecendo-se totalmente de que, em se tratando de espíritos (porque é com eles que a Umbanda trata) "são gente como a gente" e por isso mesmo, além de não existirem como o ar para todos, têm, ou deveriam ter, SUAS PRÓPRIAS PERSONALIDADES, através das quais, inclusive, podemos classificar com que tipo ou tipos de entidades esteremos lidando ao longo de nossas práticas.

    O que podemos ver de médiuns tipo "cabeça de oratório" (daqueles que "recebem" de tudo na primeira nota do ponto de chamada) espalhados por aí é sim, uma enormidade. Pautam-nos numa asserção antiga que afirma que "todo mundo é médium" e nem se dão ao trabalho de irem pesquisar em que situação e a extensão que foi dada a isto. O resultado é que hoje, em muitos lugares, diferentemente de antigamente, a pessoa que é médium, ao sair de seu assento e pisar o chão onde ocorre a gira, parece mais estar entrando no palco de um teatro, não chegando a sentir a vibração, a energia ou a egrégora local que muitas vezes faziam com que ali mesmo, ao pisar em "terra segura", fosse pega por um de seus próprios acompanhantes espirituais (guarda ou carrego, como queiram).

    Ensinamentos básicos como : "A CORRENTE (egrégora) É TÃO FORTE COMO SEU ELO MAIS FRACO" parecem ter sido esquecido ou talvez NUNCA ENTENDIDOS de fato sendo por isso mesmo  (aproveito para novamente incentivar as ESCOLAS PARA MÉDIUNS INICIANTES), que vemos na maioria dos Terreiros, ao invés de MÉDIUNS TREINADOS, um monte de médiuns (ou talvez nem isso) crus, sem qualquer treinamento básico, fazendo parte das giras e até de giras pesadas onde seja necessário "virar-se a banda" (será que alguém ainda sabe o que é isto?) para segurar-se alguma demanda pendente ou até mesmo momentânea.

    Ora, se a gira fosse, numa analogia rápida aqui, um jogo de futebol, será que o dirigente colocaria em campo, para vencer sua demanda, jogadores que nem das regras têm compreensão plena? Ou ele seria um pouco mais inteligente e só colocaria em campo aqueles que mais bem treinados estão e que têm conhecimentos, tanto das regras, quanto das possíveis táticas a serem empregadas contra o adversário com a finalidade de vencer? Eu acho que não é muito difícil responder a essa questão não! No entanto, não é o que se vê em grande parte dos terreiros que, com o tempo - isto é certo e quase imutável na medida em que insistem em permanecer com essas práticas - sempre colocando em campo pessoas não treinadas suficientemente, vão observar as EGRÉGORAS enfraquecerem e, como eu sempre alerto, as sobrecargas começarem a afetar médiuns mais antigos (que vão deixando de serem firmes) e, principalmente, os médiuns chefes que, se estiverem atentos, vão começar a ver em suas próprias vidas, mudanças para o lado negativo que não esperavam ver porque, afinal de contas: "SEMPRE TRABALHARAM PARA A CARIDADE".

    Não, não adianta reclamar depois e achar que os espíritos deviam ter avisado ... Será que os dirigentes estarão dando atenção real aos espíritos enquanto a corrente de seus Terreiros começam a "cair" e suas vidas começam a "virar de cabeça para baixo"? Ou será que estarão tão preocupados em manterem as aparências externas impecáveis, esquecendo-se das regras mais básicas de COMO CONSTRUIR E MANTER uma egrégora positiva até que os problemas de saúde às vezes, de empregos outras vezes e até mesmo de incompatibilidades entre familiares esteja, em um nível tal que já não seja mais possível escondê-los?

    Bem, creio que já "falei" muito nessa primeira postagem, mas focando no que escrevi lá em cima, relativo aos COPIÔMETROS, principalmente os que interessam porque teoricamente embasariam certos comportamentos e práticas, quero lhes dizer que fui apresentado a um rapaz de nome Wanderson Cruz há uns meses atrás, um rapaz que, não sendo especificamente um umbandista e muito menos fanático pelas sedimentações pseudo-umbandistas que tantos por aí propalam, teve a ousadia (pela qual o parabenizo) de, contrariando o que vinha sendo divulgado como verdade, ir buscar NA FONTE mais apropriada, no caso o senhor Pedro Miranda, diretamente envolvido com a Tenda São Jorge, o porquê e em que período, a Tenda São Jorge adotou o uso de atabaques e também sobre os trabalhos com exus nessa Tenda, a sexta na série das que o Caboclo das Sete Encruzilhadas ajudou a fundar, segundo o protagonista que é também Presidente da União Espiritista de Umbanda do Brasil.

Espero que sirva para análises apartidárias dos que por aqui passarem e virem o que muitos não queriam ver.

Abraços afetuosos a todos e agradecimentos sinceros ao Wanderson Cruz e ao senhor Pedro Miranda e, até breve.